Tuesday, February 12th, 2008...7:56 am

O Programa Pânico na TV passou dos limites

Os programas de humor brasileiros viviam num marasmo. Nada de novo, basicamente eram piadas copiadas do Chaves ou/e piadas extremamente toscas. Os programas mais lembrados de humor eram o Zorra Total, o do Didi, o do Dedé, A praça é nossa (no qual todo o elenco legal já morreu, isso quer dizer, Ruth Ronci e o Golias).

Até que chegou o Pânico na TV.

logo do panico na tv

O humor não é de alto nível, mas é realmente engraçado. Situações absurdas, e principalmente, ousadas. Eles brincam com os artistas de forma que nenhum outro programa de humor ousou fazer. Eles brincam até com a poderosa Globo. E o mais legal é que eles conseguem se renovar. Por exemplo, eles conseguem toda a semana criar alguma situação absurda pra Sabrina (a ex-BBB mais engraçada de todas as edições) encarar. Eu me considerava corajosa, até ver o que essa mulher já passou: foi enterrada viva, inseminou animais, comeu frango assado dentro de uma piscina, deixou animais peçonhentos andarem sob seu corpo, levou tiro (com colete, claro), limpou uma fossa, entre outras coisas que não me recordo agora.

Mas uma das últimas brincadeiras que eles fizeram eu achei de extremo mau gosto. A idéia era seguinte: a produção pegou um balde com água bem marronzinha do rio Tietê, e um (suposto) padre benzia a água. Depois eles pegavam transeuntes para “testar” a fé das pessoas e ver se elas bebiam aquele copinho de quase chorume. Obviamente, nosso povo crente e mal instruído bebia.

tietê sujo e poluido
Uma das partes mais potáveis do rio

A brincadeira era tão baixa que eles nem fizeram a Sabrina participar. E se tivesse doença naquela garrafinha podre?

Isso conseguiu ser no mesmo nível de mau gosto do carro alegórico do carnaval carioca cheio de cadáveres de judeus (só que o pânico ganhou muito menos destaque na imprensa).





6 Comments

Leave a Reply