Thursday, August 14th, 2008...12:13 pm
Eu, os comics, e o Lanterna Verde
Sempre fui fã da cultura japonesa, desde criança. Dentre as muitas facetas da cultura japonesa que eu aprecio, uma delas é o mangá.
Comecei a ler quadrinhos relativamente tarde, mais ou menos aos 16 anos, com Ranma 1/2 e depois Dragon Ball (quadrinhos da Mônica, Menino Maluquinho e Disney não contam).

Provavelmente o quadrinho mais engraçado do mundo
Sempre gostei de desenhar também e quando eu tinha uns 18 anos decidi fazer um curso de desenho, mais especificamente, o curso de desenho do Daniel HDR, aqui em Porto Alegre.
Lá descobri que existiam pessoas fanáticas por comics. Tipo, num nível de fanatismo igual ao meu por mangá. Só que vendo de longe eu achava comics um lixo. Uns caras super musculosos bombados com roupas colantes e histórias com a profundidade de um pires. Tipo, não concebia que alguém com mais de 12 anos pudesse gostar daquilo.
Mesmo frequentando eventos de anime, tendo amigos fãs de anime, acabei me apaixonando justamente por um fã de comics. Mais especificamente por um fã da DC, o que piora mais ainda a situação, já que os únicos heróis de comics que eu não achava completamente toscos eram o Homem Aranha e o X-Men que são da Marvel (e só simpatizava com eles por causa dos filmes).
Claro que meu noivo sempre me sugere que eu leia comics (em contrapartida eu sugiro alguns mangás). Por causa dele tentei ler “O Reino do Amanhã” (aquele traço do Alex Ross me mostrou que de fato, existem bons desenhistas de comics, mesmo que os heróis ainda sejam desproporcionalmente super musculosos com roupas colantes) e também O Cavaleiro das Trevas.
Como eu disse, tentei ler. Isso porque essas histórias de heróis aposentados que voltam a ativa não me agradaram.
Mas teve alguns outros comics que ele me emprestou que eu acabei lendo (e gostando), como a Piada Mortal. Outro que eu gostei foi “Lanterna Verde, renascimento”.

A história do Coringa
Bom, eu acho que o grande problema dos comics é que como as histórias nunca acabam (Batman é publicado há mais de 70 anos por exemplo), fica difícil pra quem nunca acompanhou uma história pegar o bonde andando. Mas isso ainda fica mais complicado no caso de heróis como o Lanterna Verde e o Flash, justamente porque não existe um Lanterna Verde, existem vários, assim como não existe um Flash, são no mínimo uns 3 até onde eu sei, pra confundir ainda mais a cabeça da pobre newbie que decidiu ler. Pelo menos Batman, Super-Homem e Homem-Aranha tem um só de cada.
Bom, no caso do “Lanterna Verde, renascimento”, ainda tem várias outras complicações: você tem que saber um monte de coisa a priori pra ter um entendimento mínimo sobre a história. Se você não sabe quem é o Parallax, o Espectro, o Sinestro, entre outras coisinhas, você boia.

Green Lantern
Claro que pegando um Dragon Ball pela metade você também vai boiar, mas aí existe a possibilidade de comprar todas as edições do mangá e ler desde o começo (além do fato que um dia a históra vai ter um fim). Agora como vou fazer com Batman por exemplo? Vou comprar todos os quadrinhos desde 1939?
Mesmo sem saber detalhes do Lanterna Verde, nada que explicação do noivo e/ou algumas boas visitas a Wikipedia não resolvam, mas que é complicado virar fã de comics, isso é.
Apesar desses contras, recomendo a história sobre a redenção de Hal Jordan (o Lanterna Verde mais pop entre todos). O traço e as cores estão bem bonitos (mesmo pra mim que gosto de um traço mais minimalista estilo CLAMP), e a história é bastante interessante, me fez até correr atrás de Crepúsculo Esmeralda, a mini-saga que conta como Hal Jordan virou do mal.
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5 Comments
August 14th, 2008 at 3:59 pm
eu concordo com isso de pegar o comic com o bonde andando. É foda pra iniciante
E pra mim quadrinho é monica e disney. Mangá é MANGÁ
alias, desde q o goku me apresentou o Evil Empire http://the-evil-empire.net nunca mais comprei mangás, baixo neste site pq lá tem absolutamente tudo !!!
August 15th, 2008 at 7:16 am
Na verdade, houve dois Batman. Nos anos 90, após Bruce Wayne ter sua coluna partida por Bane, Jean Paul Valley, também conhecido por Azrael, assumiu a identidade do Homem-Morcego.
August 15th, 2008 at 10:01 am
Eu era fã da Marvel, mas ficou impossível acompanhar tudo, então desisti mesmo. Hoje em dia, eu só compro mini-séries, de vez em quando, especialmente aquelas que não fazem parte de nenhuma cronologia oficial e que não precisem ler trocentos números pra serem entendidas.
O negócio é ler mangá mesmo. As histórias americanas de hoje em dia andam muito ruins.
August 15th, 2008 at 4:48 pm
Isso mostra duas coisas… que em todos os gêneros podemos achar histórias bem contadas.
hehehe
E que o amor é lindo
Felicidades p vcs!
E obrigado pela citação! Um abração!
February 22nd, 2010 at 11:24 am
Novamente, tenho uma opinião parecida sobre HQ’s.
Como HDR disse, em todos os gêneros tem histórias bem contadas, mas o gênero norte-americano me desagrada. Adoro o Aranha, Batman, X-men antes dos filmes mas acompanhar as HQ’s é algo sofrível… Há um ponto que me causa desgosto mas acaba sendo um ponto que considero positivo: os ‘reboots’.
Volta e meia indo á banca achava uma ‘nova’ edição 1 de algum herói. Isso é um porre, já que a cada 5 anos determinado herói ganha uma nova origem (vide o aranha), mas é bom para quem quer começar a acompanhar o herói, assim como aconteceu na linha Ultimate da marvel.
Sou mais mangá mesmo, menos complicado e tão bom quanto.
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