Friday, March 27th, 2009...8:37 pm

Ele não está tão a fim de você revigora o gênero das comédias românticas

Todo mundo que lê esse blog deve saber que eu ADORO comédias românticas. Mas mesmo eu, fã do gênero, percebia que salvas raras exceções, ele já não gerava um filme que preste faz tempo. Parecia que o gênero tinha sido enterrado para sempre.

Mas esse Ele não está tão a fim de você mostrou que basta um pouquinho de criatividade pra bons filmes desse tipo voltarem a aparecer. A criatividade começa no título: uma comédia romântica cujo título já não é algo romântico, justamente pelo contrário, é algo no minímo curioso.

Por incrível que pareça, o filme é baseado num livro de auto-ajuda. Como todos devem saber, livros de auto-ajuda não tem roteiro nem história, é basicamente uma sucessão de dicas. Na cabeça de qualquer pessoa normal não tem como adaptar um livro assim e sair algo que preste.

Mas não quando os produtores do filme são roteiristas de um seriado do calibre de Sex and the City. Eles basicamente pegaram as lições do livro e criaram histórias que mostrassem essas lições. Como o livro fala sobre como as mulheres se iludem em relação aos homens, o filme também segue essa linha.

Como assim se iludem? O filme ilustra isso com vários fatos, como por exemplo, o homem que não liga depois do primeiro encontro. Muitas mulheres inventam uma sucessão de motivos (em geral absurdos) que justifiquem a tal não ligada: ele perdeu meu telefone, ele está ocupado, ele está viajando, etc. O que o livro (e o filme) querem mostrar é que esses motivos são a exceção, não a regra. Se ele não ligou, é porque (em 99% da vezes) ele não está tão a fim de você, e que homens fazem de tudo pra te achar quando estão a fim.

O filme é várias histórias sobre ilusão. Claro que sendo uma comédia romântica, eles não resistiram e colocaram umas exceções. Mas talvez as exceções estejam no filme justamente para mostrar que, embora seja baseado num livro de auto-ajuda, não existem dicas infalíveis pra serem seguidas.

O filme me lembrou bastante a comédia romântica inglesa “Simplesmente Amor”, o que por si só já é um baita elogio. Os filmes tem semelhanças no fomato, com várias histórias de amor se passando ao mesmo tempo, e também mo elenco, estelar em ambas as produções. Daqueles elencos que nem cabem direito no poster do filme e nem dá pra saber qual colocar primeiro.


Eles resolveram o problema da ordem dos atores colocando por ordem alfabética de sobrenome

Claro, o filme tem alguns defeitinhos, do tipo tentar colocar os homens como vilões às vezes, mas nada que atrapalhe demais o resultado final.

No fim das contas, é legal saber que Hollywood ainda sabe fazer comédias românticas de vez em quando. Achei que só os ingleses tivessem a manha atualmente.





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