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Saturday, January 12th, 2008

A praia, o parque de Imbé, e como Tramandai decaiu

Depois de muitos anos sem ir para Tramandai, eis que esse ano eu volto.

Nós últimos 3 anos estava veraneando sempre em Capão da Canoa (por veraneando entendam passando uma semana durante o verão). Ano passado sequer fui para a praia. A primeira coisa que notei depois desse afastamento é como Tramandai decaiu.

De maior e mais agitada praia do Rio Grande do Sul (não que isso seja grande coisa), também conhecida como a capital das praias, virou uma praia bem mais paradinha. Até Capão da Canoa está melhor (e suponho que Torres e Atlântida estejam melhores ainda). Isso sem contar os crepes. Pra quem não sabe, um dos grandes prazeres de uma saidinha ao centro das praias daqui é comer um crepe, são dezenas de barraquinhas com dezenas de sabores. O crepe aqui de Tramandai não chega aos pés do de Capão. Não sei bem dizer o porque, mas acho que a massa é pior e é bem menos recheado.

Mas esse post serve para comentar de minha ida ao tradicional parque que fica em Imbé, o parque Tupy. Sim, aquele parque que fica perto do supermercado Nacional, e também da ponte de Imbé. Bom, não quero soar cheia ou de nariz empinado, mas pra quem já foi pra Disney ou no Beto Carrero aquele parque é péssimo. Vou reformular minha frase: pra qualquer pessoa em sã consciência, aquele parque é péssimo : P. Mas bem, quando estamos no ócio que só a praia nos proporciona, aceitamos quase tudo, então aceito acompanhar meu irmão, sua namorada e um amigo no parque.


Isso não é Tramandai

O parque estava lotado, o que até me deixou animada, afinal nada mais deprimente do que parque vazio. Na real minha idéia era apenas dar uma olhada no clima do parque, afinal, morro de medo de parques precários. Peças rangindo não me assustavam quando criança, hoje que tenho (um pouco) mais de noção, me petrificam.

Mas bem, ao chegar no parque me deparo com um brinquedo que era uma mistura de crazy dance com samba. O nome dele era Music Express. Simpatizei na hora por 4 motivos:

1. Parecia emocionante.
2. O brinquedo não fazia loops, nem nada que pudesse me levar a morte ou perda dos movimentos em caso de mau funcionamento.
3. Nele estava tocando a música Skater Boy da Avril Lavigne, que é bastante animada.
4. O nome do brinquedo me lembrou a revista inglesa sobre rock indie New Musical Express, mais conhecida por NME.

Fui nele com minha cunhada (o meu irmão e o amigo preferiram ficar enchendo a cara). Nos divertimos bastante. Além disso pude fazer uma das coisas que mais me divertem em parques: gritar escandalosamente durante a atração pra ver a cara de susto das pessoas com medo de ir : P

Após o divertido momento no musical express, convenci todo mundo a ir no castelo do terror. Eu sabia que devia ser podre, mas eu adoro esse tipo de tosqueira. Durante a pequena espera na fila, um homem sai revoltado da atração dizendo que seu carrinho descarrilhou. Achavamos que era brincadeira, mas o cara que cuidava da atração de repente saiu de dentro do castelo com umas peças do carrinho na mão. Logo após, apenas um dos carrinhos estava em funcionamento (eram dois antes). Obviamente, me assusto e desisto da atração, optando por mais uma ida ao music express. Nem a pau que iria no Kamikaze depois de tudo isso : P

A caminho do music express, um momento nerd: de longe vejo um brinquedo que se chamava Twitter. Acho muito engraçado um brinquedo com esse nome, e até penso na possibilidade de ir nele. Estava ainda meio incrédula com o nome (daqui a pouco teremos atrações chamadas orkut), mas eu não tinha bebido, então não podia estar errada. Ao me aproximar, percebo o engano (e a possível necessidade urgente de óculos :P ): a atração se chamava twister (AKA chapéu mexicano).

Depois de tudo isso e de uma agradável noite no parque, volto para casa.

Wednesday, November 28th, 2007

O Beto Carrero World – eu adoro parques de diversão

Adoro parques de diversão. É um lugar que sempre me traz boas recordações. Como o próprio nome indica, é um lugar feito para as pessoas se divertirem. Eu me divirto.

Sou tão fã que conseguia me divertir até com os parques podres e caindo aos pedaços que tem no litoral gaúcho. Ou ainda com o parque Tupã. E mais ainda com as antológicas vindas do Playcenter para Porto Alegre (lembram, sempre que vinha ficava no estacionamento do Shopping Iguatemi).

Para uma fã de parques de diversão, o Beto Carrero World (e não Beto Carreiro) foi a grande guinada no meu conceito de parques. O Beto Carrero conseguia ser MUITO melhor do que qualquer outro que eu já tinha visto. Tão legal que já fui 2 vezes (uma com a família e outra no passeio da escola da oitava série) e poderia ir uma terceira.

Os motivos são vários. Primeiro, ao contrário dos outros parques que eu já tinha visitado, o Beto Carrero é um parque fixo e não itinerante. Assim, ele podia ter construções fixas e melhores, além de não precisar se preocupar com a mobilidade do parque. Fora isso, a arquitetura (dividido em vário mundos, imitando de certa forma o Magic Kingdom da Disney) e a disposição dos brinquedos e tudo mais podia ser muito mais trabalhado.

Mas não era apenas isso, existem ótimas atrações lá. Foi o primeiro lugar onde pude ir numa montanha russa com looping (ou seja, ficava de cabeça pra baixo). Também tinha uma atração muito legal que nenhum outro parque tinha: o Maximotion. Era legal porque era diferente, era mais do que um negócio qualquer andando em alta velocidade como montanhas-russas, kamikaze, revolution e etc. Era uma tela de cinema onde passava um filme em primeira pessoa de uma nave espacial viajando pelas galáxias mais distantes (qualquer semelhança com Star Wars não é mera coincidência). O legal é que as cadeiras mexiam de acordo com o filme, gerando uma sensação até bastante realística de simulação.

Para descansar das imensas filas, existiam vários ótimos shows. O bom do show é que ao contrário de uma atração onde tu fica meia hora na fila pra ficar 10 minutos no brinquedo, nos show as filas são menores, e eles têm em geral uma duração mais longa, tipo 30 minutos, possibilitando ficar sentado na sombra (às vezes no ar-condicionado) por meia hora, descansando. O melhor show era dos africanos loucos que faziam altos malabarismos. Eles até fizeram apresentações no Faustão e Domingo Legal se nao me falha a memória. Eu não gosto muito de circo, mas aquele show era bastante diferente e conseguiu me impressionar.

Dos parques brasileiros, queria conhecer ainda o Hopi Hari, parque de diversão localizado nos arredores de São Paulo, concorrente de luxo do Beto Carrero.

Num próximo post conto sobre a Disney, AKA: o melhor lugar para turismo do mundo.