bitpop

Monday, October 26th, 2009

Primeira vez em Paris: A torre Eiffel

Em Maio desse ano eu fui pela primeira vez pra Europa, e acabei nunca postando nada a respeito, mas lendo esse post da Ane Meira do blog Nécessaire sobre a primeira viagem dela a Paris, me deu vontade de falar da minha experiência por lá. Vou começar contando pra vocês sobre a Torre mais famosa do mundo. Mas eu não vou coisas como altura e peso, informações que vocês encontra fácil numa Wikipedia da vida. Vou contar como foi chegar lá, depois de anos de expectativa da minha parte.


Anos esperando pra te ver

Bom, começa assim, quando tu chega em Paris (pela primeira vez pelo menos, depois acho que a pessoa deve fica meio blasé : P), a primeira coisa que tu faz é ficar procurando a Torre. Tipo, tu pega um ônibus do Aeroporto pra ir pro hotel se alojar, e ele fica rodando pela cidade até chegar no hotel, só que tu fica dentro do tal ônibus só naquelas de procurar a torre né, porque bem, vê-la é a confirmação máxima que tu está na Paris, é ver aquela coisa que só tem lá e que aparece em todos os filmes ! Tipo assim, tu te sente mais em Paris vendo ela do que vendo uma placa “Bienvenue à Paris” : P


Boneco de Cera do Eiffel lá no último andar

Então, o ônibus vai aproximando, até que enfim ela aparece, bem de longe, bem pequenininha, mas mesmo assim é emoção total né, se tem algum conhecido do teu lado, tu inevitavelmente grita na hora “Olha !!! A Torre Eiffel !!!! Olha !!! Ali !!!“. Se bem que eu sou uma deslumbrada, de repente não é assim com as outras pessoas, mas a Carrie de Sex and the City teve um comportamento similar também, então não é só eu : P

Bom, depois de chegar, a menos que seja noite, tu sempre dá aquela voltinha pela cidade pra se habituar, mesmo cansada, dai é aquele deslumbre louco, tipo, é só aparecer uma pontinha da Torre, e pá, foto. Nisso tu acaba tendo 200 milhões de fotinhos só porque algum pedaço dela apareceu em algum canto randômico da foto.


Exemplo de foto que você tira só porque apareceu um pedacinho da torre.

Daí, acaba chegando o dia que tu finalmente vai lá visitar a dita cuja, ponto turístico obrigatório. Mas assim ó, não importa a hora ou o dia que tu vá, vai tá sempre lotada, sempre cheia, sempre com fila. O que dá pra fazer é ir num horário com um pouquinho menos de fila. E nem é culpa dos elevadores, tem 4 (um em cada perna da torre), são grandes e rápidos, mas não adianta, é simplesmente gente demais (é o monumento pago mais visitado do mundo). E isso que custa 12 euros por pessoa !


Busto do Senhor Eiffel embaixo da Torre.

É tipo subir no Cristo Redentor, tem gente de todas as nacionalidades inimagináveis. Um joguinho divertido pra vencer o “tédio” na fila quilométrica é brincar de adivinhar a nacionalidade de um turista, e quando ele chegar perto tu vê a língua que ele tá falando e descobre se acertou. Ok, parece meio tosco, mas pelo menos na hora é divertidinho. Na fila tinha até uma mãe loirinha com cara de cansada com seus 3 filhos loirinhos super irriquietos, coisa mais meiga, parecia a Lynette de Desperate Housewives : P

Na vez que eu fui lá tinha uma galera do Free Hugs, aquele pessoal gente fina que distribui abraços de graça. Óbvio que peguei o meu, de graça né ?!


Meu irmão exigindo seu free hug.

Bom, se você não tiver afim de esperar pelo elevador, pode ir pelas escadas, mas sério não faça isso se você tem amor pelas suas pernas, o negócio é alto demais. Se você realmente odeia esperar em filas, faça como eu, aguente a fila pra suber mas desça pelas escadas. Dói as pernas também, mas descer é sempre mais fácil. O bom é que além da bela vista, tem uns posters com curiosidades bem legais da Torre Eiffel nas escadas, falam até das cópias dela ao redor do mundo, como a Torre de Tóquio, então dá pra ir curtindo a longa descida.


Descendo as escadas.

Fora que nas escadas tu vê mais claramente a trabalheira que deve ter dado construir, porque são milhões de parafusos, ferros, conexões, etc, e tu anda bem no meio daquela “bagunça” de metais.

Uma dúvida que assola turistas do mundo inteiro é qual a melhor hora pra subir. De dia, pra ver todo o esplendor da cidade, ou de noite, pra ver a cidade das luzes com luzes ? Eu dei sorte e subi quando tava começando a anoitecer, daí deu pra pegar de dia no primeiro andar e de noite no último (pra você ver como a fila demora).


Vista da cidade de dentro da torre de noite

Lá em cima tem uma lojinha, coisa mais linda, cheia de imãs de geladeira, miniaturas, camisetas, chaveiros, guarda-chuvas, tudo que você imaginar com a dama de ferro estampada. Só que a galera acaba comprando mesmo é com os africanos provavelmente ilegais que vendem produtos ali na região. Barganhe que você consegue uns preços incríveis. E nem se preocupe com a língua, eles falam várias, alguns até português ! Quero saber o curso que eles fazem pra sabe tanta língua : P. Teve uma hora que um policial chegou e eles sairam tudo correndo, parecia camelô de Porto Alegre quando vem a fiscalização : P


Altas grades pra evitar quedas acidentais.

Se você é très chic e mega rico, pode jantar ou almoçar no restaurante Jules Verne que fica no primeiro andar, mas claro, tem que reservar com um tempão de antecedência. É por causa desse restaurante que aparece às vezes umas pessoas com roupas super finas, tipo vestido de festa no meio daquele monte de turista. Claro que quem vai no restaurante pode “furar” a fila.

De noite a torre fica toda iluminada, e de uma em uma hora, tem um show de luzes, coisa mais linda. Tem uns que até batem palmas quando começa a brilhar a torre, não tem jeito, todo mundo que é turista para pra ver,


Mais uma foto clássica que todo mundo tira, mas de noite.

Eu fiquei 5 dias em Paris, e olha, é pouco. Se puder uma fique uma semaninha (ou mais se você quer ir na Eurodisney e parque do Asterix). Melhor gastar mais tempo em Paris do que visitar 50 mil cidades da Europa e não conhecer direito nenhuma.

Monday, June 15th, 2009

A verdade sobre as camas king size

Como todos devem saber, passamos um terço da vida dormindo (eu certamente bem mais do que isso, mas isso não vem ao caso). Por isso mesmo, a escolha do colchão certo é fundamental, pois uma noite mal dormida é certeza de cansaço e dores na coluna no dia seguinte.

O problema é basta ir numa loja especializada para descobrir que existe uma centena de opções: colchão de molas, d’água, cama com ou sem pillow, etc. Dentre todas as decisões, uma das mais importantes é o tamanho. Um colchão grande e espaçoso é certamente o sonho de consumo de muitas pessoas. E dentre os tamanhos padrão disponíveis, o mais desejado é o king size, o maior tamanho, medindo 1,58 x 1,98 m.

Como quem acompanha meu twitter deve saber, tive a grande chance de passar uns dias conhecendo algumas cidades do velho continente. Dentre os lugares que pude conhecer, um dele foi o Palácio de Versalhes, lugar onde reis e rainhas importantes da França viveram, como Maria Antonieta.

O palácio é lindo e tal. A sala dos espelhos e os jardins são de cair o queixo. Mas o que mais me chamou a atenção foi quando a simpática guia nos levou até o quarto de dormir dos reis.

Reparem nessa foto tirada pelo meu irmão.

Perceberam como a cama do rei é pequena ? Não sei se dá pra ver bem, mas tentem então comparar com a cadeira do lado da cama pra ver como ela é curtinha. Se não deu pra ter uma idéia do tamanho da cama, acreditem em mim: ela é minúscula ! Menor que uma cama de solteiro !

E ai fica a pergunta que não quer calar: se a cama do rei é tão pequena, porque chamam esses colchões grandes de king size ? Será que é porque as pessoas que inventaram o nome não sabiam como os reis de fato dormiam ? Ou será que sabiam, mas os publicitários acharam que um nome que tivesse king evocaria toda uma áurea de poder que faria as pessoas quererem comprar um colchão maior do que elas realmente precisam ? Mistério.

Thursday, January 22nd, 2009

Por que exigir visto para entrar no Brasil?

Pergunta: Os EUA exigem que você tire visto para entrar no país deles, o Japão também, o Canadá também, resumindo, um monte de países. Se você fosse Ministro das Relações Exteriores dos Brasil, como lidaria com isso? Exigiria visto para entrar no Brasil como retaliação não é ? Afinal, o Brasil sempre esteve de portas abertas para grandes hordas de imigrantes, como japoneses, italianos e alemães quando eles estavam afundados.

A minha resposta para essa pegunta já foi sim. E suponho que a resposta de muitos de vocês também tenha sido. Mas é um grande erro essa mentalidade. Vejam só.

É óbvio que esses países exigem visto porque tem muito brasileiro imigrando. É óbvio que esses paises devem limitar o número de imigrantes, já que senão vira uma grande bagunça. Agora porque o Brasil exige visto ? Por que tem muitos americanos querendo morar no Brasil ? Claro que não, é só por pura e mera vingança diplomática.

Mas percebam que o único prejudicado com isso é o próprio Brasil. Precisando ou não de visto, os estrangeiros (tipo 99%) continuam com vontade zero de entrar no nosso país. A nossa retaliação, não causa nem cócegas no ego deles.


A localização geográfica do Cristo é tudo. Merece ser maravilha do mundo

É quase clichê já, mas vou dizer de novo: Brasil tem um potêncial turístico ENORME. O Rio de Janeiro, por exemplo, é lindo demais. Se você não concorda, os estrangeiros pelo menos acham. Nossa, eu adorava ver as carinhas fascinadas dos gringos de tudo que é lugar do mundo quando estava lá no Cristo Redentor. Tenho certeza que se eles não foram assaltados, devem ter feito uma super propaganda positiva quando voltaram para o país deles.

Mas então porque o Brasil, fica, em número de turistas recebidos, atrás da China por exemplo? Claro que são várias as razões, e provavelmente a violência deve ser o maior, mas óbvio que o fato de existir essa necessidade de visto e burocracia desmotiva um monte de gente. Talvez um turista americano ou europeu vá para Buenos Aires, Machu Pichu, Santiago, sei lá, ache legal, e queira continuar sua viagem indo para a cidade maravilhosa, só que ele não pode, porque ele deveria ter se planejado e pedido o visto 3 meses antes.

Essa retaliação da diplomacia brasileira é, em suma, que nem cuspir pra cima.

Friday, December 5th, 2008

SBSeg 2008 em Gramado

Pra quem não sabe, participei em Setembro (post meio atrasado) do SBSeg 2008 (Simpósio Brasileiro de Segurança em Sistemas Computacionais), que foi realizado na cidade de Gramado, maior ponto turístico do Rio Grande do Sul. Vou contar os pontos altos da viagem, por tópicos.

Congresso: Muito bom, muito bem organizado. Uma ótima oportunidade para conhecer o estado da arte em se tratando de segurança em computação. Além ter assistido várias apresentações de artigos e trabalhos de iniciação científica de alunos de todo o Brasil (e da Inglaterra também), pude assistir palestra de alguns papas da área como o chinês Felix Wu, professor e pesquisador da Universidade da Califórnia em Davis, um dos convidados especiais do congresso. Além disso, a infraestrutura do evento era ótima: o centro de eventos da UFRGS de Gramado é muito bom, e os coffee breaks oferecidos sensacionais, praticamente um café colonial, tendo desde pão de queijo, passando por morangos com chocolate, pastelzinhos, sucos, bolos, etc. Assim como John Hammond, o congresso não poupou despesas.


Palestras


O melhor coffee break ever

Pousada: Eu e os 2 casais de amigos que fomos optamos pela pousada Acácia Negra, uma casinha com 3 quartos, lareira (com lenha grátis), wireless para aproveitar o note que eu levei (nerddd), cobertores elétricos (preciso comprar um, como aquilo aquece), e cozinha, o que nos ajudou a economizar com comida, tudo por um preço módico em relação aos exorbitantes praticados na região. Além disso, café da manhã incluído e uma sala de jogos com sinuca uma tv de LCD enorme, que foi utilizada por nós para assistir V de Vingança, um recomendado filme com a Natalie Portman.


A lareira


As torneiras da pousada eram da nerv !!! Será que é o sinal do início do projeto de instrumentalização humana?

Vale da Ferradura: Parque onde você pode fazer trilhas e apreciar paisagens. Destaque para uma cascata e especialmente para um canion enorme em formato de ferradura. O único problema das trilhas é que elas requerem um bom preparo físico. A trilha mais longa e mais bonita leva mais de 3 horas para ser percorrida (embora a plaquinha indique 1 hora). Sou sedentária e não fiz, mas meus amigos disseram que vale a pena.


Nature

Fondue: Uma das especialidades da região. O Finger, amigo nosso que mora em Canela, nos ofereceu para patrocinar uma alta quantia do valor cobrado em algum fondue desde que aceitassem o visa vale alimentação. Depois de uma pesquisa na Internet, descobrimos que o Colosseo, um fondue ótimo que eu já fui, aceitava. Como era de se esperar, muito bom. Incluia carnes como picanha, filé, entrecot, avestruz e frango preparados do jeito mais perfeito do mundo: mal passados na chapa. Muito melhor que o Fondue do Nova Olaria por exemplo, e ainda por cima mais barato.


Fondue

Fora isso, claro, fomos no centro da cidade, vimos a tradicional catedral, compramos muito chocolate e aproveitamos o friozinho.


Esse termômetro não estava mentindo, tava frio mesmo.

E também pudemos curtir o lado surrealista da cidade.

Não, ninguém preparou essa foto, nós nos deparamos com isso em meio a neblina estilo Silent Hill.

Friday, June 13th, 2008

Arremeter o avião

Uma coisa que eu adoro é andar de avião. Não pela viagem em si … mas é que em geral eu viajo de avião pra sair de férias, fazer coisas legais. Óbvio que meu cérebro em algum nível fez essa associação de avião = coisa legal.

Além disso tem a comida do avião. Sou uma das poucas pessoas do mundo que acha super gostosa (quando não é só amendoim ou barra de cereal).


Bem boazinha até

Ou talvez não seja nada disso. Na realidade sempre achei o máximo aviões, mesmo antes de viajar num pela primeira vez. Sempre foi meio impressionante pra mim aquela coisa pesadona voando. Tanto que quando eu era criança sonhava em ser comissária de vôo. Na realidade esse desejo de ser ser aeromoça foi até a minha adolescência. Tanto que cheguei a consultar cursos para comissários de bordo, salários , etc. Mas aconteceu que eu segui o rumo da ciência da computação que é muito mais legal : D

Bom, então como deu pra ver, aviões sempre me fascinaram. Nunca senti medo de viajar num. As estatísticas provam que é um meio de transporte muito seguro.

Entretanto, quando voltei da minha segunda viagem para o Rio de Janeiro agora em Abril, senti um friozinho na barriga. Eis a história da grande epopéia.

Minha companhia aérea era a TAM. Na minha opinião, a melhor companhia aérea do Brasil, e que no passado era a mais chique, mas por causa de rivais econômicas como a Gol, tem ficado cada vez mais popular (nem o tapete vermelho tem mais). O meu avião decolou do Rio indo para Porto Alegre, com escala em Santa Catarina. Quando o avião subiu, o piloto logo avisa: estão previstos muitas turbulências nesse vôo. Para segurança da tripulação, não será servido lanche. Na hora já me revoltei, mas ok, nem tava com tanta fome assim.

O vôo segue tranquilamente, com pouca turbulência. Isso até pouco antes de descer em Porto Alegre. Um monte de nuvens e neblina, mas igual o avião se prepara pra descer. Ele vai perdendo altitude, perdendo velocidade, até que as turbinas fazem um barulho enorme, o avião embica pra cima, e começa a subir de novo. A primeira vez que presencio um avião arremeter. Na teoria é um procedimento seguro, mas na prática é bastante emocionante por assim dizer. Pessoas meio assustadas no avião e tal ( porque nessas horas todo mundo lembra do grande problema da TAM: grande parte do acidentes aéreos brasileiros aconteceram com essa companhia).

O avião então começa a sobrevoar por Porto Alegre. O piloto avisa que vai esperar uma nova autorização para tentar pousar de novo. Ele vai lá tentar de novo e adivinhem? Outra arremetida.


TAM

O comandante alerta que vai esperar por condições climáticas melhores. E por causa disso vai pousar no aeroporto de Curitiba, pois o de Florianópolis estava com neblina também.

Nisso, a viagem que era pra durar 2 horas durou 8 (porque ainda houve uma espera em Curitiba).

Quem precisa de greve dos aeroportos quando já temos os problemas climáticos?

De qualquer forma, antes um atraso de 8 horas do que um avião espatifado no chão.

Monday, May 12th, 2008

Minha primeira viagem para o Rio de Janeiro

Conforme indicado nesse post sobre asa-delta, fui para o Rio de Janeiro no fim de Abril. Mas não foi minha primeira vez na cidade maravilhosa, e esse post vai comentar minha primeira viagem pra lá.

Foi no fim de julho e inicio de agosto de 2006. Eu era bolsista CNPq do grupo de probabilidade e estatística da UFRGS já fazia quase um ano. Bem nessa época aconteceria a EBP (escola brasileira de probabilidade) e IMS (international meeting of statistics) no IMPA (instituto de matemática pura e aplicada).

Minha professora orientadora conseguiu ajuda financeira para o grupo. Assim, tive a chance de ir para o RJ e participar dos congressos.

A melhor parte é que meu namorado, que também era bolsista, foi (na realidade foi antes até, porque ele foi num terceiro evento, dessa vez sobre série temporais).


Eu na frente do IMPA

Bom, o congresso foi muito legal, muito interessante e proveitoso. Uma ótima oportunidade de ver como estava a pesquisa em probabilidade (e possíveis aplicações na computação), entretanto no quesito turismo praticamente não tivemos tempo de aproveitar a cidade, mesmo ficando uma semana, afinal, congresso ia das 8 horas até as 17. E era bastante cansativo. Os únicos dias que tivemos oportunidade de conhecer a cidade foi no dia que cheguei e no dia de ir embora.

Além disso, choveu todos os dias.

Mas claro, como nossa hospedaria ficava em Copacabana, foi possível conhecer a belissima praia, a fachada dos belos hotéis (como o Copacabana Palace), ir no Cristo Redentor (que ainda não era maravilha do mundo), conhecer o IMPA, passear rapidamente no centro, jogar truco de noite, conhecer o Spolleto (que até então não tinha em Porto Alegre), e comer uma tapioca maravilhosa.


O cantor Vinny e eu bem animada no aeroporto

Então foi uma viagem majoritariamente de estudos. Só deu aquele gostinho da cidade maravilhosa. Por isso, fiquei na expectativa de ir de novo, dessa vez apenas como turista. E a oportunidade surgiu agora no fim de abril de 2008, que contarei num próximo post.

Thursday, May 8th, 2008

Voando de asa-delta

Quando minha viagem para o Rio de Janeiro foi marcada (fui pro rio dia 24 e voltei dia 28 de Abril desse ano), decidi na hora que aproveitaria essa chance para realizar uma das minhas grandes vontades: voar de asa-delta, não importa o quanto custasse.

Bom, a primeira coisa a fazer foi ligar para a Associação Brasileira de Vôo livre. Os caras não sabiam informar nada:

- Oi, poderia dizer quanto mais ou menos custa?
- Nos não temos essa informação, varia muito.
- E vocês poderiam me conseguir o nome de alguns instrutores autorizados aqui do RJ pra eu ligar pra eles?
- Nós não temos essa lista.

Depois dessa desanimadora ligação, na qual me fez crer que essa associação é um lixo e não serve pra nada, procurei uma agência de viagem (na realidade meu pai procurou para mim). Uma vez encontrada, finalmente tive todas as informações. Custava 250 reais. Mais absurdos 50 para fotos. Paguei apenas pelo vôo, sem fotos.

Entrei no transporte que me levaria a São Conrado, na praia do pepino, tudo já incluido no preço. Chegando lá, conheço o carinha que vai voar comigo no meu vôo duplo. Ele pede pra eu esperar um pouquinho enquanto desmontavam a asa delta dele pra poder botar ela no carro e subir a pedra bonita, morro com 500 metros de altura, lugar onde ocorrem as decolagens.

Durante essa pequena espera, percebo que meu instrutor vai para um barzinho falar com alguém. Me pergunto se ele estava indo lá para beber uma cervejinha, mas aparentemente não foi o caso. Enquanto isso assisto a alguns pousos de outras asas. E vejo a altura ao qual elas chegam. Começo a ficar um pouco receosa, mas já tinha pago e já estava ali.

Após isso, sou obrigada a assinar um documento no qual concordava em abdicar de vários direitos em caso de alguma falha. Ou seja, qualquer ferimento mortal ou não, não era responsabilidade do piloto. Isso começa a me assustar um pouco mais. Mas sigo em frente, mesmo que ainda meio impressionada.

Poucos minutos depois o instrutor me chama. Entro no carro. O instrutor no banco do motorista, eu no banco ao lado, e um terceiro homem no banco de trás. Durante a subida pelas ruelas sinuosas da pedra bonita, percebo que meu motorista não colocou o cinto de segurança, requisito básico de segurança quando se trata de dirigir carros. Será que ele esquecia os requisitos básicos quando voava de asa-delta também? Fico mais impressionada : P

Depois de uns minutos subindo e apreciando a floresta da Tijuca, percebo que o homem que estava no banco de trás não trocou nenhuma palavra tanto comigo quanto com o instrutor. Nisso, começo a me perguntar se o cara não seria uma espécie de shinigami em forma de carioca, apenas esperando para escrever nossos nomes no seu Death note, e por algum motivo, eu estava enxergando ele.

Ao chegar lá no topo, percebo que na realidade, o moço era o cara que iria depois levar o carro de volta para praia (já que o instrutor chegaria na praia via asa delta comigo).

vista
Não sou eu na foto, mas da uma idéia da altura

Uma vez no cume, evito visualizar a rampa de decolagem, já que de longe ela já parecia suficientemente assustadora. Após a montagem do equipamento, inicia o curto treinamento: o meu acompanhante de asa-delta pedia para por a mão no ombro dele e sair correndo quando ele avisasse. Eu deveria continuar correndo sempre, olhando para o horizonte, e de forma nenhuma parar ou travar quando estivesse no fim da rampa, pois isso poderia levar a algum acidente.

Coloco a roupinha especial e demais equipamentos, e pergunto para o instutor se tá tudo bem amarradinho. Ele diz que sim sem dar muita bola, afinal, todo viajante de primeira viagem deve fazer esse tipo de pergunta.

Como de praxe, parte da roupinha era um capacete. Eu sempre me pergunto qual a moral, uma vez que se ocorrer um acidente, ele definitvamente não vai salvar minha vida. Acho que o motivo de usar ele deve ser o mesmo pelo qual os kamikazes usavam.

kamikaze brinquedo parque diversões
Não é desse kamikaze que estou falando

Chega minha vez. dou a corridinha pela rampa inclinada e pá: relembro Rose DeWit Bukater falando I’m flying Jack.

Depois da decolagem, o vôo é super tranquilo, a asa delta voa lentamente pelo céu, numa velocidade de mais ou menos uns 40 Km/h. Um vento agradável no rosto, uma vista linda e uma altura imensa. Dá uma adrenalina e tal, mas nada parecido com uma montanha-russa por exemplo, não é aquela coisa de frio na barriga. Parecia um teleférico super alto mas com mais liberdade : P

Logo aconteceu o pouso. E quando digo logo, não estou brincando. O vôo foi super rápido, algo entre 5 e 10 minutos. Um pouco antes de pousar, o instrutor soltou uma cordinha para meus pés ficarem livres para o pouso. Só que essa parte é meio assustadora porque a gente nunca fica tranquila com uma cordinha sendo desamarrada a alguns bons metros de altura : P


Voltando com os equipamentos

Esquecendo a dengue e voltando a asa-delta, recomendo o passeio pra todo mundo. Vale os 250 reais, é seguro e inesquecível.

Momento cultural: Descobri que asa delta em inglês não é wing delta, é hang gliding : P

Saturday, February 2nd, 2008

Vou-me embora pra São Paulo

Domingo ao meio dia, estarei me mandando pra Campinas, para ver meu namorado que não vejo faz mais de um mês. Malditos cursos de verão da Unicamp : P

Por isso, o bitpop ficará sem muita atualização durante essa semana, mas em breve eu volto pra contar minhas aventuras no sudeste do Brasil.

Friday, February 1st, 2008

Tramandaí parte IV (final) - Não cante em voz alta em lugares públicos

Minha viagem para Tramandaí ainda teve outros acontecimentos inusitados (além do fato de minha familia ter ganho no bingo da nossa colônia de férias). O ocorrido aconteceu quando eu estava na rodoviária, esperando meu ônibus de volta para Porto Alegre. O caos aéreo se estendeu para a rodoviária e o ônibus atrasou 2 horas. Não havia nada para fazer nesse meio tempo.

Para espantar o tédio, comecei a cantar baixinho uma música que muito me agrada: cavalo de fogo. Sim, é a abertura daquele ótimo desenho do cavalo roxo com crina vermelha e Sarah, a menina loira, que passava no SBT (e como só tinha 14 episódios, era repetido exaustivamente).

cavalo de fogo

Só que devo mencionar que eu tenho um problema com a minha voz: eu não consigo mantê-la baixa por muito tempo. É inconsciente: quando me dou conta, estou falando alto demais (fora quando ela não afina e fica super aguda). Obviamente isso me levou a diversas gafes ao longo da vida. Claro que enquanto eu estava cantando cavalo de fogo, novamente as coisas sairam do controle. Quando me dou conta, dois guris vem em minha direção e começam a tirar onda com a minha cara: tu é cantora? Nesse instante, paro imediatamente de cantar e me torno um pimentão. Respondo que com minha voz, eu não podia ser cantora, mas eles, de forma até simpática, insistem para eu continuar cantando a música. Digo que não pois sou tímida. Nisso, um deles responde: Como assim tímida, parecia desinibida cantando! Nesse momento, não sei mais o que responder, apenas desejo por um buraco no chão pra enfiar a cara tal como um avestruz. Mas eu não encontrei.

Embarco no ônibus, e volto para casa, achando que os acontecimentos bizarros tinham acabado. Mas 3 dias depois, a caminho do meu estágio, no ônibus T5, uma guria completamente estranha me pergunta: tu não tava no ônibus que vinha de Tramandaí ? Incrédula, digo que sim, e batemos um rápido smallTalk.

Lição da viagem: não cante em voz alta, ou você pode ficar conhecida por um ônibus inteiro : P

Tuesday, January 29th, 2008

Tramandaí parte III: Crep’s ???

Uma modinha aqui das praias do sul são os crepes. São várias tendinhas de crepe ao longo do centrinho.

Pois então, teve algum analfabeto, que achou que escrever crep’s ao invés de crepe, que é o correto, era mais cool. Se apenas uma mula tivesse feito isso, tudo bem. O problema é que todo mundo passou a escrever assim. Dessa forma, todas as barraquinhas de crepe do litoral sul anunciam seu produto como crep’s. O erro se espalhou de uma maneira absurda e inexplicável. Se fosse creps eu até aceitaria, mas com apóstrofe eu não consigo aceitar. Não tem razão nenhuma para haver um apóstrofe ali.

crep's

Alguém pode tentar defender a pessoa e dizer que ela quis por em inglês, sabem né, aquele apóstrofe de possessivo que a língua inglesa tem. Primeiro, não faria sentido nenhum por em inglês uma vez que o crepe é europeu francês, mas vamos supor que deixamos isso passar, ainda assim não teria esse apóstrofe. O crepe não pode possuir coisas porque é um objeto. Mari’s crepe tudo bem, crep’s hula hula como eu já vi, não.

Mas as bizarrices que presenciei não terminaram. Minha cunhada cortou o pé com um caco de vidro na areia. O corte tinha sido bem profundo (mais tarde ela levou 5 pontos). Enquanto esperavamos o atendimento, um transeunte sugeriu que colocássemos pó de café no corte. Segundo ele, isso estancaria o sangramento. Felizmente eu e minha família ignoramos a “dica” do gentil e humilde homem. De qualquer forma, não posso deixar de comentar que essa foi a forma de estancar sangramentos mais absurda que eu já ouvi falar.