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Monday, May 12th, 2008

Minha primeira viagem para o Rio de Janeiro

Conforme indicado nesse post sobre asa-delta, fui para o Rio de Janeiro no fim de Abril. Mas não foi minha primeira vez na cidade maravilhosa, e esse post vai comentar minha primeira viagem pra lá.

Foi no fim de julho e inicio de agosto de 2006. Eu era bolsista CNPq do grupo de probabilidade e estatística da UFRGS já fazia quase um ano. Bem nessa época aconteceria a EBP (escola brasileira de probabilidade) e IMS (international meeting of statistics) no IMPA (instituto de matemática pura e aplicada).

Minha professora orientadora conseguiu ajuda financeira para o grupo. Assim, tive a chance de ir para o RJ e participar dos congressos.

A melhor parte é que meu namorado, que também era bolsista, foi (na realidade foi antes até, porque ele foi num terceiro evento, dessa vez sobre série temporais).


Eu na frente do IMPA

Bom, o congresso foi muito legal, muito interessante e proveitoso. Uma ótima oportunidade de ver como estava a pesquisa em probabilidade (e possíveis aplicações na computação), entretanto no quesito turismo praticamente não tivemos tempo de aproveitar a cidade, mesmo ficando uma semana, afinal, congresso ia das 8 horas até as 17. E era bastante cansativo. Os únicos dias que tivemos oportunidade de conhecer a cidade foi no dia que cheguei e no dia de ir embora.

Além disso, choveu todos os dias.

Mas claro, como nossa hospedaria ficava em Copacabana, foi possível conhecer a belissima praia, a fachada dos belos hotéis (como o Copacabana Palace), ir no Cristo Redentor (que ainda não era maravilha do mundo), conhecer o IMPA, passear rapidamente no centro, jogar truco de noite, conhecer o Spolleto (que até então não tinha em Porto Alegre), e comer uma tapioca maravilhosa.


O cantor Vinny e eu bem animada no aeroporto

Então foi uma viagem majoritariamente de estudos. Só deu aquele gostinho da cidade maravilhosa. Por isso, fiquei na expectativa de ir de novo, dessa vez apenas como turista. E a oportunidade surgiu agora no fim de abril de 2008, que contarei num próximo post.

Thursday, May 8th, 2008

Voando de asa-delta

Quando minha viagem para o Rio de Janeiro foi marcada (fui pro rio dia 24 e voltei dia 28 de Abril desse ano), decidi na hora que aproveitaria essa chance para realizar uma das minhas grandes vontades: voar de asa-delta, não importa o quanto custasse.

Bom, a primeira coisa a fazer foi ligar para a Associação Brasileira de Vôo livre. Os caras não sabiam informar nada:

- Oi, poderia dizer quanto mais ou menos custa?
- Nos não temos essa informação, varia muito.
- E vocês poderiam me conseguir o nome de alguns instrutores autorizados aqui do RJ pra eu ligar pra eles?
- Nós não temos essa lista.

Depois dessa desanimadora ligação, na qual me fez crer que essa associação é um lixo e não serve pra nada, procurei uma agência de viagem (na realidade meu pai procurou para mim). Uma vez encontrada, finalmente tive todas as informações. Custava 250 reais. Mais absurdos 50 para fotos. Paguei apenas pelo vôo, sem fotos.

Entrei no transporte que me levaria a São Conrado, na praia do pepino, tudo já incluido no preço. Chegando lá, conheço o carinha que vai voar comigo no meu vôo duplo. Ele pede pra eu esperar um pouquinho enquanto desmontavam a asa delta dele pra poder botar ela no carro e subir a pedra bonita, morro com 500 metros de altura, lugar onde ocorrem as decolagens.

Durante essa pequena espera, percebo que meu instrutor vai para um barzinho falar com alguém. Me pergunto se ele estava indo lá para beber uma cervejinha, mas aparentemente não foi o caso. Enquanto isso assisto a alguns pousos de outras asas. E vejo a altura ao qual elas chegam. Começo a ficar um pouco receosa, mas já tinha pago e já estava ali.

Após isso, sou obrigada a assinar um documento no qual concordava em abdicar de vários direitos em caso de alguma falha. Ou seja, qualquer ferimento mortal ou não, não era responsabilidade do piloto. Isso começa a me assustar um pouco mais. Mas sigo em frente, mesmo que ainda meio impressionada.

Poucos minutos depois o instrutor me chama. Entro no carro. O instrutor no banco do motorista, eu no banco ao lado, e um terceiro homem no banco de trás. Durante a subida pelas ruelas sinuosas da pedra bonita, percebo que meu motorista não colocou o cinto de segurança, requisito básico de segurança quando se trata de dirigir carros. Será que ele esquecia os requisitos básicos quando voava de asa-delta também? Fico mais impressionada : P

Depois de uns minutos subindo e apreciando a floresta da Tijuca, percebo que o homem que estava no banco de trás não trocou nenhuma palavra tanto comigo quanto com o instrutor. Nisso, começo a me perguntar se o cara não seria uma espécie de shinigami em forma de carioca, apenas esperando para escrever nossos nomes no seu Death note, e por algum motivo, eu estava enxergando ele.

Ao chegar lá no topo, percebo que na realidade, o moço era o cara que iria depois levar o carro de volta para praia (já que o instrutor chegaria na praia via asa delta comigo).

vista
Não sou eu na foto, mas da uma idéia da altura

Uma vez no cume, evito visualizar a rampa de decolagem, já que de longe ela já parecia suficientemente assustadora. Após a montagem do equipamento, inicia o curto treinamento: o meu acompanhante de asa-delta pedia para por a mão no ombro dele e sair correndo quando ele avisasse. Eu deveria continuar correndo sempre, olhando para o horizonte, e de forma nenhuma parar ou travar quando estivesse no fim da rampa, pois isso poderia levar a algum acidente.

Coloco a roupinha especial e demais equipamentos, e pergunto para o instutor se tá tudo bem amarradinho. Ele diz que sim sem dar muita bola, afinal, todo viajante de primeira viagem deve fazer esse tipo de pergunta.

Como de praxe, parte da roupinha era um capacete. Eu sempre me pergunto qual a moral, uma vez que se ocorrer um acidente, ele definitvamente não vai salvar minha vida. Acho que o motivo de usar ele deve ser o mesmo pelo qual os kamikazes usavam.

kamikaze brinquedo parque diversões
Não é desse kamikaze que estou falando

Chega minha vez. dou a corridinha pela rampa inclinada e pá: relembro Rose DeWit Bukater falando I’m flying Jack.

Depois da decolagem, o vôo é super tranquilo, a asa delta voa lentamente pelo céu, numa velocidade de mais ou menos uns 40 Km/h. Um vento agradável no rosto, uma vista linda e uma altura imensa. Dá uma adrenalina e tal, mas nada parecido com uma montanha-russa por exemplo, não é aquela coisa de frio na barriga. Parecia um teleférico super alto mas com mais liberdade : P

Logo aconteceu o pouso. E quando digo logo, não estou brincando. O vôo foi super rápido, algo entre 5 e 10 minutos. Um pouco antes de pousar, o instrutor soltou uma cordinha para meus pés ficarem livres para o pouso. Só que essa parte é meio assustadora porque a gente nunca fica tranquila com uma cordinha sendo desamarrada a alguns bons metros de altura : P


Voltando com os equipamentos

Esquecendo a dengue e voltando a asa-delta, recomendo o passeio pra todo mundo. Vale os 250 reais, é seguro e inesquecível.

Momento cultural: Descobri que asa delta em inglês não é wing delta, é hang gliding : P

Saturday, February 2nd, 2008

Vou-me embora pra São Paulo

Domingo ao meio dia, estarei me mandando pra Campinas, para ver meu namorado que não vejo faz mais de um mês. Malditos cursos de verão da Unicamp : P

Por isso, o bitpop ficará sem muita atualização durante essa semana, mas em breve eu volto pra contar minhas aventuras no sudeste do Brasil.

Friday, February 1st, 2008

Tramandaí parte IV (final) - Não cante em voz alta em lugares públicos

Minha viagem para Tramandaí ainda teve outros acontecimentos inusitados (além do fato de minha familia ter ganho no bingo da nossa colônia de férias). O ocorrido aconteceu quando eu estava na rodoviária, esperando meu ônibus de volta para Porto Alegre. O caos aéreo se estendeu para a rodoviária e o ônibus atrasou 2 horas. Não havia nada para fazer nesse meio tempo.

Para espantar o tédio, comecei a cantar baixinho uma música que muito me agrada: cavalo de fogo. Sim, é a abertura daquele ótimo desenho do cavalo roxo com crina vermelha e Sarah, a menina loira, que passava no SBT (e como só tinha 14 episódios, era repetido exaustivamente).

cavalo de fogo

Só que devo mencionar que eu tenho um problema com a minha voz: eu não consigo mantê-la baixa por muito tempo. É inconsciente: quando me dou conta, estou falando alto demais (fora quando ela não afina e fica super aguda). Obviamente isso me levou a diversas gafes ao longo da vida. Claro que enquanto eu estava cantando cavalo de fogo, novamente as coisas sairam do controle. Quando me dou conta, dois guris vem em minha direção e começam a tirar onda com a minha cara: tu é cantora? Nesse instante, paro imediatamente de cantar e me torno um pimentão. Respondo que com minha voz, eu não podia ser cantora, mas eles, de forma até simpática, insistem para eu continuar cantando a música. Digo que não pois sou tímida. Nisso, um deles responde: Como assim tímida, parecia desinibida cantando! Nesse momento, não sei mais o que responder, apenas desejo por um buraco no chão pra enfiar a cara tal como um avestruz. Mas eu não encontrei.

Embarco no ônibus, e volto para casa, achando que os acontecimentos bizarros tinham acabado. Mas 3 dias depois, a caminho do meu estágio, no ônibus T5, uma guria completamente estranha me pergunta: tu não tava no ônibus que vinha de Tramandaí ? Incrédula, digo que sim, e batemos um rápido smallTalk.

Lição da viagem: não cante em voz alta, ou você pode ficar conhecida por um ônibus inteiro : P

Tuesday, January 29th, 2008

Tramandaí parte III: Crep’s ???

Uma modinha aqui das praias do sul são os crepes. São várias tendinhas de crepe ao longo do centrinho.

Pois então, teve algum analfabeto, que achou que escrever crep’s ao invés de crepe, que é o correto, era mais cool. Se apenas uma mula tivesse feito isso, tudo bem. O problema é que todo mundo passou a escrever assim. Dessa forma, todas as barraquinhas de crepe do litoral sul anunciam seu produto como crep’s. O erro se espalhou de uma maneira absurda e inexplicável. Se fosse creps eu até aceitaria, mas com apóstrofe eu não consigo aceitar. Não tem razão nenhuma para haver um apóstrofe ali.

crep's

Alguém pode tentar defender a pessoa e dizer que ela quis por em inglês, sabem né, aquele apóstrofe de possessivo que a língua inglesa tem. Primeiro, não faria sentido nenhum por em inglês uma vez que o crepe é europeu francês, mas vamos supor que deixamos isso passar, ainda assim não teria esse apóstrofe. O crepe não pode possuir coisas porque é um objeto. Mari’s crepe tudo bem, crep’s hula hula como eu já vi, não.

Mas as bizarrices que presenciei não terminaram. Minha cunhada cortou o pé com um caco de vidro na areia. O corte tinha sido bem profundo (mais tarde ela levou 5 pontos). Enquanto esperavamos o atendimento, um transeunte sugeriu que colocássemos pó de café no corte. Segundo ele, isso estancaria o sangramento. Felizmente eu e minha família ignoramos a “dica” do gentil e humilde homem. De qualquer forma, não posso deixar de comentar que essa foi a forma de estancar sangramentos mais absurda que eu já ouvi falar.

Wednesday, January 23rd, 2008

Tramandai parte II: o sorvete do “futuro” e a competição.

Conforme já contado nesse post, estive na praia recentemente. Como não quis tornar o outro post muito longo, contarei mais causos curiosos ocorridos em Tramandai aqui.

Mas pra falar de Tramandai, preciso novamente recorrer a Disney para uma melhor explicação dos fatos. Quando eu fui pra lá, aos 15 anos ( troquei minha festa de 15 anos pela viagem, que era mais barata. PS: Eu nunca entenderei como as meninas preferem fazer festa de 15 anos ao invés de ir na Disney…). Mas bem, quando fui pra lá, com a tradicional tia Iara, nossa viagem incluia alguns dias em Miami e uma passadinha por Cabo Canaveral. Em Cabo Canaveral fica uma espécie de parque/museu/loja e sede da NASA, além do campo de lançamento dos Foguetes. Entre muitas coisas interessantes que vendiam lá, tinha comida de astronauta. Mas o mais interessante na minha opinião era o sorvete do futuro. Na realidade o sorvete não tinha nada de especial e sequer era usado pelos astronautas no espaço. Sua única peculiaridade era o fato de estar na forma de pequenas bolinhas. Imaginem um monte de balinhas tic tac de sorvete. Era mais ou menos isso. Pelo que pesquisei, ele é feito congelando o sorvete a 40 graus negativos. Era legal porque tinha uma textura diferente e ao derreter na boca ficava com o saboroso sabor de sorvete tradicional.

Bem, meu irmão já tinha ido na Disney em 1997. E esse sorvete já existia.

Estamos 2008 e só agora isso chega ao Brasil. Só agora: mais de dez anos depois. Felizmente, não cometeram a gafe de chama-lo aqui de sorvete do futuro. Como sou uma deslumbrada com os Estados Unidos e especialmente a Disney, tive que degustar novamente. Muito bom, recomendo. Aqui o site da sorveteria.

delidrops
Parecem feijãozinhos de todos os sabores do Harry Potter, mas é sorvete

Mais tarde, durante a noite, resolvi dar uma passeada. Como em todas as praias, aqui também tem aquele bando de carros com o porta malas aberto parados, fazendo uma espécie de competição de quem tem o carro com o som mais potente (e por tabela, quem tem o pior gosto musical). Infelizmente, a competição sobre o pior som sempre termina empatada com todos vencedores.

Depois de bem alimentada com o sorvete e com o funk e pagode no máximo volume na rua, decido dormir.

Saturday, January 12th, 2008

A praia, o parque de Imbé, e como Tramandai decaiu

Depois de muitos anos sem ir para Tramandai, eis que esse ano eu volto.

Nós últimos 3 anos estava veraneando sempre em Capão da Canoa (por veraneando entendam passando uma semana durante o verão). Ano passado sequer fui para a praia. A primeira coisa que notei depois desse afastamento é como Tramandai decaiu.

De maior e mais agitada praia do Rio Grande do Sul (não que isso seja grande coisa), também conhecida como a capital das praias, virou uma praia bem mais paradinha. Até Capão da Canoa está melhor (e suponho que Torres e Atlântida estejam melhores ainda). Isso sem contar os crepes. Pra quem não sabe, um dos grandes prazeres de uma saidinha ao centro das praias daqui é comer um crepe, são dezenas de barraquinhas com dezenas de sabores. O crepe aqui de Tramandai não chega aos pés do de Capão. Não sei bem dizer o porque, mas acho que a massa é pior e é bem menos recheado.

Mas esse post serve para comentar de minha ida ao tradicional parque que fica em Imbé, o parque Tupy. Sim, aquele parque que fica perto do supermercado Nacional, e também da ponte de Imbé. Bom, não quero soar cheia ou de nariz empinado, mas pra quem já foi pra Disney ou no Beto Carrero aquele parque é péssimo. Vou reformular minha frase: pra qualquer pessoa em sã consciência, aquele parque é péssimo : P. Mas bem, quando estamos no ócio que só a praia nos proporciona, aceitamos quase tudo, então aceito acompanhar meu irmão, sua namorada e um amigo no parque.


Isso não é Tramandai

O parque estava lotado, o que até me deixou animada, afinal nada mais deprimente do que parque vazio. Na real minha idéia era apenas dar uma olhada no clima do parque, afinal, morro de medo de parques precários. Peças rangindo não me assustavam quando criança, hoje que tenho (um pouco) mais de noção, me petrificam.

Mas bem, ao chegar no parque me deparo com um brinquedo que era uma mistura de crazy dance com samba. O nome dele era Music Express. Simpatizei na hora por 4 motivos:

1. Parecia emocionante.
2. O brinquedo não fazia loops, nem nada que pudesse me levar a morte ou perda dos movimentos em caso de mau funcionamento.
3. Nele estava tocando a música Skater Boy da Avril Lavigne, que é bastante animada.
4. O nome do brinquedo me lembrou a revista inglesa sobre rock indie New Musical Express, mais conhecida por NME.

Fui nele com minha cunhada (o meu irmão e o amigo preferiram ficar enchendo a cara). Nos divertimos bastante. Além disso pude fazer uma das coisas que mais me divertem em parques: gritar escandalosamente durante a atração pra ver a cara de susto das pessoas com medo de ir : P

Após o divertido momento no musical express, convenci todo mundo a ir no castelo do terror. Eu sabia que devia ser podre, mas eu adoro esse tipo de tosqueira. Durante a pequena espera na fila, um homem sai revoltado da atração dizendo que seu carrinho descarrilhou. Achavamos que era brincadeira, mas o cara que cuidava da atração de repente saiu de dentro do castelo com umas peças do carrinho na mão. Logo após, apenas um dos carrinhos estava em funcionamento (eram dois antes). Obviamente, me assusto e desisto da atração, optando por mais uma ida ao music express. Nem a pau que iria no Kamikaze depois de tudo isso : P

A caminho do music express, um momento nerd: de longe vejo um brinquedo que se chamava Twitter. Acho muito engraçado um brinquedo com esse nome, e até penso na possibilidade de ir nele. Estava ainda meio incrédula com o nome (daqui a pouco teremos atrações chamadas orkut), mas eu não tinha bebido, então não podia estar errada. Ao me aproximar, percebo o engano (e a possível necessidade urgente de óculos :P): a atração se chamava twister (AKA chapéu mexicano).

Depois de tudo isso e de uma agradável noite no parque, volto para casa.

Wednesday, November 28th, 2007

O Beto Carrero World - eu adoro parques de diversão

Adoro parques de diversão. É um lugar que sempre me traz boas recordações. Como o próprio nome indica, é um lugar feito para as pessoas se divertirem. Eu me divirto.

Sou tão fã que conseguia me divertir até com os parques podres e caindo aos pedaços que tem no litoral gaúcho. Ou ainda com o parque Tupã. E mais ainda com as antológicas vindas do Playcenter para Porto Alegre (lembram, sempre que vinha ficava no estacionamento do Shopping Iguatemi).

Para uma fã de parques de diversão, o Beto Carrero World (e não Beto Carreiro) foi a grande guinada no meu conceito de parques. O Beto Carrero conseguia ser MUITO melhor do que qualquer outro que eu já tinha visto. Tão legal que já fui 2 vezes (uma com a família e outra no passeio da escola da oitava série) e poderia ir uma terceira.

Os motivos são vários. Primeiro, ao contrário dos outros parques que eu já tinha visitado, o Beto Carrero é um parque fixo e não itinerante. Assim, ele podia ter construções fixas e melhores, além de não precisar se preocupar com a mobilidade do parque. Fora isso, a arquitetura (dividido em vário mundos, imitando de certa forma o Magic Kingdom da Disney) e a disposição dos brinquedos e tudo mais podia ser muito mais trabalhado.

Mas não era apenas isso, existem ótimas atrações lá. Foi o primeiro lugar onde pude ir numa montanha russa com looping (ou seja, ficava de cabeça pra baixo). Também tinha uma atração muito legal que nenhum outro parque tinha: o Maximotion. Era legal porque era diferente, era mais do que um negócio qualquer andando em alta velocidade como montanhas-russas, kamikaze, revolution e etc. Era uma tela de cinema onde passava um filme em primeira pessoa de uma nave espacial viajando pelas galáxias mais distantes (qualquer semelhança com Star Wars não é mera coincidência). O legal é que as cadeiras mexiam de acordo com o filme, gerando uma sensação até bastante realística de simulação.

Para descansar das imensas filas, existiam vários ótimos shows. O bom do show é que ao contrário de uma atração onde tu fica meia hora na fila pra ficar 10 minutos no brinquedo, nos show as filas são menores, e eles têm em geral uma duração mais longa, tipo 30 minutos, possibilitando ficar sentado na sombra (às vezes no ar-condicionado) por meia hora, descansando. O melhor show era dos africanos loucos que faziam altos malabarismos. Eles até fizeram apresentações no Faustão e Domingo Legal se nao me falha a memória. Eu não gosto muito de circo, mas aquele show era bastante diferente e conseguiu me impressionar.

Dos parques brasileiros, queria conhecer ainda o Hopi Hari, parque de diversão localizado nos arredores de São Paulo, concorrente de luxo do Beto Carrero.

Num próximo post conto sobre a Disney, AKA: o melhor lugar para turismo do mundo.