bitpop

Saturday, December 6th, 2008

As personalidades mais pensadas por quem joga AKINATOR

Depois do Labrute, a nova modinha da Internet é o Akinator. Pra quem (ainda) não conhece, é um site que pede pra você pensar em qualquer pessoa, faz 20 perguntas, e tentar acertar em quem você pensou.

Mas o mais incrivel, não é o fato de ele acertar em quase sempre, o mais interessante são as estatísticas do site.

Dá pra ver quais foram as últimas pessoas que os usuários pensaram e se o Akinator acertou. Claro que o mais legal é ver quais ele não acertou. Eis algumas que eu vi quando esse post foi escrito:

pessoa pensou | Akinator disse

meu pé -> bob esponja
cavalo de fogo -> alien
akinator -> aladdin

Dá pra inclusive, ve quais perguntas foram feitas e porque o Akinator não alcançou a resposta certa (são mostradas todas as perguntas que o Akinator fez, e quais o usuário respondeu “incorretamente”)

Além disso, podemos ver quais são as personalidades mais pensadas pelas pessoas desde que o jogo foi criado. Por incrível que pareça, Deus não está entre os 10 primeiros. Em primeiro lugar, as pessoas pensam nelas mesmo (mundo egocêntrico), em segundo lugar, no próprio Akinator, em terceiro, a própria mãe. Só a partir dai começam as celebridades, Britney Spears (um dia vou entender essa fascinação pela vida dessa cantora), Obama (o novo salvador do mundo que eu não dou nem 6 meses e todo mundo vai odiar ele), Angelina Jolie (o que que essa mulher tem além de boca?!) e Madonna, Xuxa, entre outros. O pior é que gente como Adolf Hitler aparece bem colocado também !!!

Aqui a lista dos 200 mais pensados. Note que tem a até a Maisa. Essa criança é pop ! E que o Akinator está tão invadido por brasileiros quanto o Orkut (ok, talvez não tanto).

Por fim, John Lennon (posição98) estava errado, Jesus é mais popular que ele (posição21).

Wednesday, November 26th, 2008

A vingança nunca é plena

Estava eu voltando de ônibus para casa, feliz e contente, depois de um extenuante dia de trabalho até que do nada, sinto uma dor horrível no braço. Olho, e percebo que uma abelha maldita deixou o seu lindo ferrão no meu braço. A abelha, agora sem bundinha, estava girando na minha frente, como uma mosca tonta (mas ainda era uma abelha), totalmente atordoada, até que pouco a pouco, ela morreu.

Bem feito.


Já dessa abelha eu gosto. Ainda mais que ela usa all star

Wednesday, October 8th, 2008

Detetive e outros jogos deturpados pela Estrela

Ok, talvez a notícia seja velha, mas eu fiquei chocada ao ver e preciso dividir com vocês: o tradicional jogo Detetive da Estrela foi totalmente deturpado.

Antes, um adendo, se você nunca jogou Detetive, você não teve infância, pare tudo e vá na loja comprar um pra você, mesmo que seja essa versão deturpada horrível, que eu logo explicarei.

Foi assim que aconteceu: estava eu passeando no mercado, afinal, adoro descobrir as novidades lançadas feitas para atiçar meu lado consumista. Durante o passeio, passei pela seção infantil, porque, embora eu tenha 24 anos na cara, jogos de tabuleiro e bonequinhos sempre serão o máximo.

Nisso, vi que a capa do jogo Detetive estava diferente. Fui lá ler o verso da caixa. Na sinopse do jogo noto que os personagens mudaram de nome. Se você bem lembra desse clássico, sabe que nesse jogo, todos os suspeitos tem nomes de cores: Coronel Mostarda, Dona Branca, Dona Violeta, Professor Black, Sr. Marinho e Srta. Rosa.

É, só que agora, as pessoas tem nomes normais. De gente normal. Isso é simplesmente inconcebível.

Vejam os nomes: Tony Gourmet, James, Sérgio Soturno, Dona Margarida, Rebecca Salão, César Hipólito, dra. Sara e Soraya.

Os lugares onde ocorriam os crimes também mudaram Espero que pelo menos não tenham alterado as armas clássicas: candelabro, cano, chave inglesa, corda, faca e revólver. Eu sempre ficava imaginando que crimes horríveis podiam ser feitos com um candelabro.

Pior que esse Detetive deturpado, é o detetive júnior. O detetive júnior é um jogo igualzinho a versão “adulta”, só que para as crianças não se chocarem com os crimes e tal, ou para os pais politicamente corretos, nessa versão, ao invés de solucionar um crime, temos que descobrir qual bichinho de estimação da vizinhança escondeu qual brinquedo em qual lugar (!). Credo.

Já que estamos falando de detetive júnior, eu nunca entendi a moral do Banco Imobiliário Júnior. Porque mudar as ruas de lugar torna o jogo mais fácil ?!?! É a única diferença, não é ?

Mas voltando ao assunto original, já bastava a Estrela ter avacalhado outro jogo super legal: Combate. Combate é aquele jogo onde só o Cabo Armeiro desarma as bombas, só o espião mata o marechal, e o objetivo é pegar a bandeira ! Na versão clássica, as pecinhas representando os militares eram desenhos sérios e bem feitos, agora são umas caricaturas horrorosas.


Novo combate

Por isso, fica aí um apelo: Estrela, pare de destruir os jogos. Clássicos não são para ser alterados. Usem sua criatividade para criar coisas novas.

Grata.

Friday, October 3rd, 2008

Mês geek das crianças Meio Bit

Como eu quero um dia ganhar algo, to participando de mais uma promoção. Nessa promoção, deve-se escolher um dos lares beneficientes que o site meio bit apóia e linkar o post.

A casa que eu escolhi pra ganhar um wii foi a casa amor real.

Tuesday, September 23rd, 2008

AOE blogs

O bitpop crescendo e aparecendo ! Agora ele faz parte do AOE blogs ! Pra quem não sabe, o AOE blogs é um portal onde blogs muito legais e que eu gosto bastante fazem parte:

Se você não os conhece, clique agora nos links e adicione-os no seu leitor de feed favorito.

E claro, valeu Théo pelo convite !

Sunday, September 14th, 2008

Desmaio no shopping

Esses dias eu e minhas amigas da faculdade resolvemos se encontrar no Praia de Belas Shopping. Além de passear e jantar, comprei um bonequinho do Ralph Wiggum dos Simpsons (porque ele é o mais tosco e engraçado) e também uma revistinha da turma da Mônica mangá.

É, não resisto a um pequeno consumismo em shoppings.

Mas a parte bizarra eu ainda não contei: eu desmaie no meio da praça de alimentação do shopping !!! Eu tava sentindo que minha pressão estava baixando, mas achei que fosse algo passageiro. Fui então me servir em um dos restaurantes do shopping, e quando estava pagando a comida no caixa, do nada, perdi os sentidos e cai pra trás ! Ao espatifar de bunda no chão, recuperei os sentidos imediatamente. A minha amiga, coitada, ficou desesperada na hora, achando que eu tivesse morrido ou tido um ataque cardiaco fulminante.

Logo após a queda, uns 3 seguranças chegaram imediatamente e ficaram ao meu redor perguntando se eu estava bem. Quem via de fora possivelmente achou que eu tivesse roubado algo pra ter tantos seguranças ao redor : P

Depois me aconselharam a ir pro ambulatório do shopping para medir a pressão e glicose. O detalhe é que queriam que eu fosse de cadeira de rodas ! Como o mico de desmaiar já tinha sido grande demais para um dia só, fui caminhando mesmo.

Pelo menos tive a chance de conhecer diversas passagens secretas, atalhos e catacumbas do shopping nunca antes vistas por meros mortais não funcionários, já que é preciso passar por elas pra chegar no ambulatório do shopping (teve uma hora que tivemos até que dizer pepe já tirei a vela para passar por uma porta).

Thursday, September 4th, 2008

Cotas para índios é um absurdo

Uma das grandes discussões em faculdades federais é a validade das cotas raciais. É justo cotas para minorias1 que foram ao longo da história tremedamente injustiçadas ? Sinceramente, eu não tenho opinião formada sobre o assunto, mas tem uma minoria que eu tenho certeza que não deve recebe-las: os índios.

Calma, não tenho nada contra. Inclusive tem até um pouco de sangue indígena nas minhas veias. Também acho um absurdo destruirem as florestas que eles vivem e violar sua cultura, assim como considero uma hipocrisia sem tamanho o fato de alguns americanos terem matados todos os seus peles vermelhas e apaches e depois virem pra amazônia defender os direitos dos tupis-guaranis ou qualquer outra tribo. Mas mesmo assim acho errado cotas para índios em universidades federais.

Por quê ? Porque não faz sentido índios terem acesso ao ensino superior. Vejam só, qual a serventia de ter um índio médico ? Os índios não acreditam que o pajé vai curá-los ? Pra que serve um índio arquiteto ou engenheiro ? Eles não vivem em ocas mesmo ? Pra que serve um índio cientista da computação ? Eles por acaso precisam de computadores ?


Índios de verdade: nem helicópteros conhecem

Acesso ao nível superior para os índios é um desrespeito contra a cultura deles. É partir do princípio que só se pode ser feliz com acesso a tecnologia e conhecimento que o homem branco desenvolveu. É o mesmo pensamento que os portugueses tinham em 1500 quando catequizavam os índios com a justificativa que estavam esclarecendo a mente deles. Em suma, é achar que a cultura deles é inferior e que só com acesso ao “mundo civilizado” eles serão felizes.

Ok, você pode argumentar que essas cotas na realidade são para os descendentes dos índios que não são mais índios (no sentido que não vivem mais como tal), mas herdaram os traços físicos deles. Aí entramos num problema bem grave: como decidir quem é índio ? Só descendentes diretos valem ? Ou todos aqueles que ainda guardam algum tipo de característica física indígena ? Caso sim, então qual ou quais são essas características ? E se acontecer de um não índio também ter essa característica física, ele merece a vaga ?

Decidir se um cara merece a vaga de índio nesse caso fica ainda mais difícil do que no caso já difícil de decidir se alguém é negro.

1 Minorias é só modo de dizer, afinal a maior parte da população brasileira é formada por negros e mulatos.

Thursday, August 28th, 2008

A minha decepção com a história do filho pródigo

Antes de iniciar o post, uma introdução:

Lá na série de posts sobre religião que tá rolando n’A Grande Abóbora, a Fer Funchal comentou sobre o seu ódio em relação a história do filho pródigo da Bíblia. Ao ler isso, me identifiquei imediatamente, e precisei fazer esse post. Desculpa Fer por imitar sua idéia, mas foi preciso. Juro que linko o teu post sobre o filho pródigo se um dia tu escrever.

Fim da introdução.

Cursei meu primeiro grau (ou ensino fundamental) num colégio de freiras. Ou seja, aula de religião obrigatória, oração todos os dias, campanha da fraternidade, etc. Quando criança eu até gostava das aulas de religião porque era um descanso das aulas “sérias” como matemática, português e geografia (além do mais, era bem mais religiosa na época). Em geral, nas aulas tinham filmezinhos, músicas religiosas do padre Zezinho (o grande precursor do padre Marcelo), reflexões (ou seja, momento para dormir ou rezar), etc.

A maior parte das histórias que eu conheco da Bíblia eu conheci atráves desses filmezinhos que eu via na escola. Alguns eu gostei bastante até. A história das pragas que os egipcíos tiveram que aguentar era bem legal, a crucificação, a história de Dom Bosco (tá, eu sei que não tá na biblia, mas eu adorava ela), entre outras que eu nem lembro mais.

Mas teve uma que eu não gostei, e que me marcou: a história do filho pródigo.


É a imagem que apareceu no Google com a pesquisa filho+pródigo

Lembro até hoje. Um pai, dois filhos: um pródigo (sério? : P) e um bem comportado. A história começa com o filho comportado cuidando de suas ovelhinhas e tal, mas aí o filho pródigo pega todo o dinheiro e vai viajar, gastar com bebidas, mulheres, enfim, curtir a vida (irresponsavelmente). Só que óbvio que, a menos que você seja Bill Gates, um dia o dinheiro acaba. Nesse momento eu pensei: bem feito, que bonito, a Bíblia ensinando que quem é sem noção assim se dá mal ! Mas daí o filho pródigo volta pra casa como o cão arrependido (com suas orelhas fartas, o focinho caído, e o rabo entre as patas. Repete 14 vezes.). E o pai ao invés de dar uma lição de moral no cara, para minha surpresa, acolhe ele !!! Meu queijo caiu, que nem o do irmão do filho pródigo, coitadinho, perplexo, o ator que interpretou ele no filmezinho merecia no mínimo um Oscar. Daí o irmão do pródigo pergunta porque o pai foi tão legal com o mula do irmão, e o pai diz algo do tipo “temos que ajudar os que mais precisam, não os que não precisam, blá blá blá“. Decepção total. Eu sei que na real a história quis passar que o perdão é importante e tal, mas pô, nem uma puniçãozinha mínima no filho pródigo retardado? Nadinha? Ahhh, me poupem : P

Saturday, August 23rd, 2008

Brasil: a sociedade da preguiça

Para conhecer efetivamente seu país diz-se que deve-se viajar a outro. Claro, só saindo do seu meio pode-se, com muito mais clareza, através de comparações e de uma análise mais distante, perceber muitas coisas que aparentemente parecem normais, corriqueiras. Já estive duas vezes nos Estados Unidos. Descobri o verdadeiro sentido do conceito de self service : auto-atendimento em português.

Lá em todos os supermercados, os próprios clientes ensacam suas compras. No máximo o caixa o auxilia eventualmente mas geralmente é o próprio cliente que pega o leite, a batata ou o arroz e os coloca na sacola. Nos postos de gasolina também ocorre o mesmo. Nada de frentistas. Cada um, rico ou pobre, de carro usado ou novíssimo em folha, todos abastecem seus próprios veículos. Nas praças de alimentação dos shopping centers ninguém deixa seu prato e copo usados na mesa e simplesmente vão embora. Lá todos recolhem tudo, colocam os restos no lixo e deixam bandeja e pratos no local adequado. Por quê aqui não é assim?

Absurdamente muitos defendem tais práticas afirmando que essa é uma forma de gerar empregos. Seguindo essa lógica devíamos então parar de colocar o lixo nas lixeiras e espalhá-lo pela cidade. Imagina quantos empregos seriam criados para novos garis! Ou ainda: voltar um século no tempo e ao invés de usarmos o vaso sanitário, deixarmos o esgoto em cumbucas na frente das casas e exigir que funcionários da prefeitura ou alguma empresa terceirizada, assim como faziam os escravos, recolhessem tudo. Novamente milhares de empregos diretos e indiretos seriam criados. Que maravilha!

Claro que existem exceções: como os idosos ou deficientes que efetivamente necessitam de ajuda mas em geral não faz mal algum fazermos essas pequenas coisas. Pelo contrário. Provavelmente devido ao passado escravagista, segundo alguns historiadores, desprezamos trabalhos manuais, como se fosse algo vergonhoso recolhermos um prato sujo. Ao realizarmos essas pequenas tarefas facilitamos o nosso dia-a-dia e o de outras pessoas (ao disponibilizar prontamente uma mesa limpa para um próximo usuário por exemplo) e não desperdiçamos o trabalho de alguém que podia estar fazendo algo mais produtivo.

Mais sobre o assunto aqui.

Tuesday, August 5th, 2008

Traumas de infância: figurinhas voadoras

Minha vida escolar, especialmente entre segunda e sexta série foi um inferno. Eu odiava ter que ir pra escola. Durante esses anos (mais especificamente quinta série) aconteceu um dos traumas da minha infância (além do cavalo morto de A história sem fim): as figurinhas voadoras.

Nessa época eu gostava bastante de futebol e inclusive colecionava o álbum de figurinhas do Campeonato Brasileiro. Por isso, eu trocava figurinhas com os guris da aula no recreio. Mas não jogava bafo (aquele jogo de tentar virar as figurinhas com um tapa) porque eu era incrivelmente ruim nesse tipo de competição.


Esse era o álbum

Na realidade, eu era ruim em trocar também. Quando eu jogava TCG de Pokemon (mas isso eu já tinha 16 anos), fizeram eu trocar um Charizard Foil por uma ninharia porque me convenceram que ele era falso).


Charizard foil

Mas voltando ao meu trauma, estava eu um dia andando com um bolinho de figurinhas bem grande na mão durante o recreio, até que um dos meus inimigos da aula1 (por inimigo entenda um colega burro e chato que ficava pegando no meu pé, o tradicional bully) deu um tapa na minha mão e as figurinhas voaram. Nisso uma horda descontrolada de crianças veio em minha direção e pegou todas as figurinhas. As freiras do colégio não sabiam como lidar com aquilo.

Só me restou fazer o que era possível num momento desses: comecei a chorar.

Nisso alguns colegas se sensibilizaram e entregaram de volta o que eles conseguiram pegar. No fim acabei recuperando tipo metade das figurinhas.

1 Na realidade não tenho certeza se foi ele, já que embora eu tenha achado que tinha o visto, ele depois jurou de pé junto pra freira que não foi o responsável.