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Friday, January 16th, 2009

Vida de Rico

Vocês sabem de onde vem o café mais caro do mundo? Brasil? Colômbia? Haiti? Ou dos excrementos de um animal feioso chamado Luwak?


Aroma de café

Mas nem tudo que é caro e exclusivo no mundo tem que vir do intestino de alguém (de fato a maior parte não vem : P). Por sinal, uma das coisa que me desperta curiosidade nesse mundo do luxo, é como marcas como por exemplo Dolce & Gabbana, Louis Vuitton e Rolex viraram sinônimo de riqueza e poder. Alguém poderia argumentar que basta fazer algo caro e exclusivo que pronto, você tem uma marca de luxo. Mas isso não passa de uma simplificação grosseira. Grande parte dessas marcas viraram famosas porque foram pioneiras em algo.

Por exemplo, a famosa marca Chanel ganhou notoriedade porque a estilista que fundou a marca, a francesa Coco Chanel, inovou ao criar roupas bonitas e elegantes que libertaram as mulheres dos apertadissímos espartilhos. A famosa marca Levis ganhou destaque porque seu criador, Levis Strauss foi nada menos do que o inventor da calça Jeans. O mesmo vale para muitas outras marcas.

Claro que não basta ser pioneira ou inovadora, é importante também que a marca transmita uma imagem, um estilo de vida, algo que você quer pra você e está disposto a pagar por isso. Por exemplo, marcas como Fendi e Mercedez-Benz, transmitem na hora luxo e sofisticação. A grande sacada está em conseguir transmitir essa idéia, tarefa que foi atingida em tal grau por algumas marcas que elas estão praticamente no imaginário popular. Você pode não saber detalhes sobre a Versace, se a marca é de roupa, perfume ou o quê, mas sabe que se trata de algo chique e fino.

Um bom site sobre o assunto é o Vida de Rico. O site não se restringe a contar a história de marcas de luxo famosas, encontra-se também fatos inusitados. Por exemplo, uma das coisas que me surpreenderam foi que a cidade com com mais bilionários do mundo, é, pasmem, a capital daquele país que pregava o comunismo e que todos são iguais.


Ele é excêntrico, não pão duro

O site também desmitifica algumas lendas, por exemplo, a Ferrari não é o carro de linha mais caro do mundo (é aquele o que o James Bond usa), Sílvio Santos não está nem nos top 10 mais ricos do Brasil, o melhor e mais caro azeite do mundo é o Lambda, lambda, lambda Jovem Nerd!, etc.

Outra coisa que o site fala que eu acho muito bizarro, é aqueles milionários excêntricos (sim excêntrico, porque rico que não gasta é excêntrico, pobre que não gasta é pão duro), que usam carro ano 93, viajam em classe econômica, e sempre pedem um descontinho. Tio Patinhas é ostentador perto deles : P

Tuesday, January 13th, 2009

Como ganhar discussões (musicais,cinematográficas,etc)

É fácil ganhar discussões, e o melhor, você nem precisa estar certo! Basta seguir esse pequeno tutorial.


Sou mais cool que você.

Se a pessoa fala que uma banda é boa e você acha ela uma porcaria, você pode dizer duas coisas, a sua escolha, são ambas efetivas:

- Que falta de bom gosto.
ou
- Bem coisa de pseudo-cult-intelectual.

Já se a pessoa acha uma banda que você adora um lixo, você diz:

- Você não captou a mensagem que a banda quis passar.
ou, se quiser ser mais agressivo, afinal, harmonia está fora de moda, pode dizer:
- Você não tem capacidade mesmo para apreciar uma banda como essa.

Lembrando que esses argumentos podem ser usados também com músicas, diretores, atores, filmes, livros e o que mais sua imaginação permitir.

Thursday, December 11th, 2008

Fobias de cunho sexual

Pesquisando para o último podcast da Grande Vaca Bit, descobri que existem diversas fobias no minímo curiosas.

Lembrando que fobia, como colocado aqui, não é necessariamente medo, é qualquer tipo de aversão. Por exemplo, a xenofobia é o medo ou mais comumente, a aversão (ódio) a estrangeiros.

Zelofobia – medo de ciúmes excessivo -> olha, medo de ter ciúmes eu não conheço ninguém, por sinal, conheço muito o oposto, pessoas que não tem medo nenhum de ser possessivo(a).

Agrafobia – medo de abuso sexual -> Ah ? E alguém não tem medo disso ?

Nudofobia - medo/aversão de nudez -> Também conhecida como gymnofobia e é o medo/aversão de gente pelada (????).


Quem tem nudofobia tem medo ou aversão dessa foto do Brad Pitt ?! Não creio.

Androfobia – medo/aversão de homens -> Eu conhecia a misantropia, medo/aversão de pessoas em geral, da humanidade, mas medo do sexo masculino em específico ?!

Ginofobia – medo/aversão de mulheres -> Também conhecida por ginefobia ou ginecofobia. Sofre desse mal quem acha que mulher não sabe dirigir, que mulher é burra, etc.

Anuptafobia – medo de ficar solteiro (a) -> Essa é comum.

Gamofobia – medo/aversão de casar -> O principal representante é George Clooney.


Case comigo, sem compromisso !!! Bob ainda tem algum problemas com compromisso.

Homofobia – medo/aversão de gays, lésbicas e simpatizantes -> Esse todo mundo conhece.
Heterofobia – medo/aversão de heterossexuais -> Mas esse não.

Wednesday, October 8th, 2008

Detetive e outros jogos deturpados pela Estrela

Ok, talvez a notícia seja velha, mas eu fiquei chocada ao ver e preciso dividir com vocês: o tradicional jogo Detetive da Estrela foi totalmente deturpado.

Antes, um adendo, se você nunca jogou Detetive, você não teve infância, pare tudo e vá na loja comprar um pra você, mesmo que seja essa versão deturpada horrível, que eu logo explicarei.

Foi assim que aconteceu: estava eu passeando no mercado, afinal, adoro descobrir as novidades lançadas feitas para atiçar meu lado consumista. Durante o passeio, passei pela seção infantil, porque, embora eu tenha 24 anos na cara, jogos de tabuleiro e bonequinhos sempre serão o máximo.

Nisso, vi que a capa do jogo Detetive estava diferente. Fui lá ler o verso da caixa. Na sinopse do jogo noto que os personagens mudaram de nome. Se você bem lembra desse clássico, sabe que nesse jogo, todos os suspeitos tem nomes de cores: Coronel Mostarda, Dona Branca, Dona Violeta, Professor Black, Sr. Marinho e Srta. Rosa.

É, só que agora, as pessoas tem nomes normais. De gente normal. Isso é simplesmente inconcebível.

Vejam os nomes: Tony Gourmet, James, Sérgio Soturno, Dona Margarida, Rebecca Salão, César Hipólito, dra. Sara e Soraya.

Os lugares onde ocorriam os crimes também mudaram Espero que pelo menos não tenham alterado as armas clássicas: candelabro, cano, chave inglesa, corda, faca e revólver. Eu sempre ficava imaginando que crimes horríveis podiam ser feitos com um candelabro.

Pior que esse Detetive deturpado, é o detetive júnior. O detetive júnior é um jogo igualzinho a versão “adulta”, só que para as crianças não se chocarem com os crimes e tal, ou para os pais politicamente corretos, nessa versão, ao invés de solucionar um crime, temos que descobrir qual bichinho de estimação da vizinhança escondeu qual brinquedo em qual lugar (!). Credo.

Já que estamos falando de detetive júnior, eu nunca entendi a moral do Banco Imobiliário Júnior. Porque mudar as ruas de lugar torna o jogo mais fácil ?!?! É a única diferença, não é ?

Mas voltando ao assunto original, já bastava a Estrela ter avacalhado outro jogo super legal: Combate. Combate é aquele jogo onde só o Cabo Armeiro desarma as bombas, só o espião mata o marechal, e o objetivo é pegar a bandeira ! Na versão clássica, as pecinhas representando os militares eram desenhos sérios e bem feitos, agora são umas caricaturas horrorosas.


Novo combate

Por isso, fica aí um apelo: Estrela, pare de destruir os jogos. Clássicos não são para ser alterados. Usem sua criatividade para criar coisas novas.

Grata.

Sunday, September 14th, 2008

Desmaio no shopping

Esses dias eu e minhas amigas da faculdade resolvemos se encontrar no Praia de Belas Shopping. Além de passear e jantar, comprei um bonequinho do Ralph Wiggum dos Simpsons (porque ele é o mais tosco e engraçado) e também uma revistinha da turma da Mônica mangá.

É, não resisto a um pequeno consumismo em shoppings.

Mas a parte bizarra eu ainda não contei: eu desmaie no meio da praça de alimentação do shopping !!! Eu tava sentindo que minha pressão estava baixando, mas achei que fosse algo passageiro. Fui então me servir em um dos restaurantes do shopping, e quando estava pagando a comida no caixa, do nada, perdi os sentidos e cai pra trás ! Ao espatifar de bunda no chão, recuperei os sentidos imediatamente. A minha amiga, coitada, ficou desesperada na hora, achando que eu tivesse morrido ou tido um ataque cardiaco fulminante.

Logo após a queda, uns 3 seguranças chegaram imediatamente e ficaram ao meu redor perguntando se eu estava bem. Quem via de fora possivelmente achou que eu tivesse roubado algo pra ter tantos seguranças ao redor : P

Depois me aconselharam a ir pro ambulatório do shopping para medir a pressão e glicose. O detalhe é que queriam que eu fosse de cadeira de rodas ! Como o mico de desmaiar já tinha sido grande demais para um dia só, fui caminhando mesmo.

Pelo menos tive a chance de conhecer diversas passagens secretas, atalhos e catacumbas do shopping nunca antes vistas por meros mortais não funcionários, já que é preciso passar por elas pra chegar no ambulatório do shopping (teve uma hora que tivemos até que dizer pepe já tirei a vela para passar por uma porta).

Thursday, September 4th, 2008

Cotas para índios é um absurdo

Uma das grandes discussões em faculdades federais é a validade das cotas raciais. É justo cotas para minorias1 que foram ao longo da história tremedamente injustiçadas ? Sinceramente, eu não tenho opinião formada sobre o assunto, mas tem uma minoria que eu tenho certeza que não deve recebe-las: os índios.

Calma, não tenho nada contra. Inclusive tem até um pouco de sangue indígena nas minhas veias. Também acho um absurdo destruirem as florestas que eles vivem e violar sua cultura, assim como considero uma hipocrisia sem tamanho o fato de alguns americanos terem matados todos os seus peles vermelhas e apaches e depois virem pra amazônia defender os direitos dos tupis-guaranis ou qualquer outra tribo. Mas mesmo assim acho errado cotas para índios em universidades federais.

Por quê ? Porque não faz sentido índios terem acesso ao ensino superior. Vejam só, qual a serventia de ter um índio médico ? Os índios não acreditam que o pajé vai curá-los ? Pra que serve um índio arquiteto ou engenheiro ? Eles não vivem em ocas mesmo ? Pra que serve um índio cientista da computação ? Eles por acaso precisam de computadores ?


Índios de verdade: nem helicópteros conhecem

Acesso ao nível superior para os índios é um desrespeito contra a cultura deles. É partir do princípio que só se pode ser feliz com acesso a tecnologia e conhecimento que o homem branco desenvolveu. É o mesmo pensamento que os portugueses tinham em 1500 quando catequizavam os índios com a justificativa que estavam esclarecendo a mente deles. Em suma, é achar que a cultura deles é inferior e que só com acesso ao “mundo civilizado” eles serão felizes.

Ok, você pode argumentar que essas cotas na realidade são para os descendentes dos índios que não são mais índios (no sentido que não vivem mais como tal), mas herdaram os traços físicos deles. Aí entramos num problema bem grave: como decidir quem é índio ? Só descendentes diretos valem ? Ou todos aqueles que ainda guardam algum tipo de característica física indígena ? Caso sim, então qual ou quais são essas características ? E se acontecer de um não índio também ter essa característica física, ele merece a vaga ?

Decidir se um cara merece a vaga de índio nesse caso fica ainda mais difícil do que no caso já difícil de decidir se alguém é negro.

1 Minorias é só modo de dizer, afinal a maior parte da população brasileira é formada por negros e mulatos.

Thursday, August 28th, 2008

A minha decepção com a história do filho pródigo

Antes de iniciar o post, uma introdução:

Lá na série de posts sobre religião que tá rolando n’A Grande Abóbora, a Fer Funchal comentou sobre o seu ódio em relação a história do filho pródigo da Bíblia. Ao ler isso, me identifiquei imediatamente, e precisei fazer esse post. Desculpa Fer por imitar sua idéia, mas foi preciso. Juro que linko o teu post sobre o filho pródigo se um dia tu escrever.

Fim da introdução.

Cursei meu primeiro grau (ou ensino fundamental) num colégio de freiras. Ou seja, aula de religião obrigatória, oração todos os dias, campanha da fraternidade, etc. Quando criança eu até gostava das aulas de religião porque era um descanso das aulas “sérias” como matemática, português e geografia (além do mais, era bem mais religiosa na época). Em geral, nas aulas tinham filmezinhos, músicas religiosas do padre Zezinho (o grande precursor do padre Marcelo), reflexões (ou seja, momento para dormir ou rezar), etc.

A maior parte das histórias que eu conheco da Bíblia eu conheci atráves desses filmezinhos que eu via na escola. Alguns eu gostei bastante até. A história das pragas que os egipcíos tiveram que aguentar era bem legal, a crucificação, a história de Dom Bosco (tá, eu sei que não tá na biblia, mas eu adorava ela), entre outras que eu nem lembro mais.

Mas teve uma que eu não gostei, e que me marcou: a história do filho pródigo.


É a imagem que apareceu no Google com a pesquisa filho+pródigo

Lembro até hoje. Um pai, dois filhos: um pródigo (sério? : P) e um bem comportado. A história começa com o filho comportado cuidando de suas ovelhinhas e tal, mas aí o filho pródigo pega todo o dinheiro e vai viajar, gastar com bebidas, mulheres, enfim, curtir a vida (irresponsavelmente). Só que óbvio que, a menos que você seja Bill Gates, um dia o dinheiro acaba. Nesse momento eu pensei: bem feito, que bonito, a Bíblia ensinando que quem é sem noção assim se dá mal ! Mas daí o filho pródigo volta pra casa como o cão arrependido (com suas orelhas fartas, o focinho caído, e o rabo entre as patas. Repete 14 vezes.). E o pai ao invés de dar uma lição de moral no cara, para minha surpresa, acolhe ele !!! Meu queijo caiu, que nem o do irmão do filho pródigo, coitadinho, perplexo, o ator que interpretou ele no filmezinho merecia no mínimo um Oscar. Daí o irmão do pródigo pergunta porque o pai foi tão legal com o mula do irmão, e o pai diz algo do tipo “temos que ajudar os que mais precisam, não os que não precisam, blá blá blá“. Decepção total. Eu sei que na real a história quis passar que o perdão é importante e tal, mas pô, nem uma puniçãozinha mínima no filho pródigo retardado? Nadinha? Ahhh, me poupem : P

Saturday, August 23rd, 2008

Brasil: a sociedade da preguiça

Para conhecer efetivamente seu país diz-se que deve-se viajar a outro. Claro, só saindo do seu meio pode-se, com muito mais clareza, através de comparações e de uma análise mais distante, perceber muitas coisas que aparentemente parecem normais, corriqueiras. Já estive duas vezes nos Estados Unidos. Descobri o verdadeiro sentido do conceito de self service : auto-atendimento em português.

Lá em todos os supermercados, os próprios clientes ensacam suas compras. No máximo o caixa o auxilia eventualmente mas geralmente é o próprio cliente que pega o leite, a batata ou o arroz e os coloca na sacola. Nos postos de gasolina também ocorre o mesmo. Nada de frentistas. Cada um, rico ou pobre, de carro usado ou novíssimo em folha, todos abastecem seus próprios veículos. Nas praças de alimentação dos shopping centers ninguém deixa seu prato e copo usados na mesa e simplesmente vão embora. Lá todos recolhem tudo, colocam os restos no lixo e deixam bandeja e pratos no local adequado. Por quê aqui não é assim?

Absurdamente muitos defendem tais práticas afirmando que essa é uma forma de gerar empregos. Seguindo essa lógica devíamos então parar de colocar o lixo nas lixeiras e espalhá-lo pela cidade. Imagina quantos empregos seriam criados para novos garis! Ou ainda: voltar um século no tempo e ao invés de usarmos o vaso sanitário, deixarmos o esgoto em cumbucas na frente das casas e exigir que funcionários da prefeitura ou alguma empresa terceirizada, assim como faziam os escravos, recolhessem tudo. Novamente milhares de empregos diretos e indiretos seriam criados. Que maravilha!

Claro que existem exceções: como os idosos ou deficientes que efetivamente necessitam de ajuda mas em geral não faz mal algum fazermos essas pequenas coisas. Pelo contrário. Provavelmente devido ao passado escravagista, segundo alguns historiadores, desprezamos trabalhos manuais, como se fosse algo vergonhoso recolhermos um prato sujo. Ao realizarmos essas pequenas tarefas facilitamos o nosso dia-a-dia e o de outras pessoas (ao disponibilizar prontamente uma mesa limpa para um próximo usuário por exemplo) e não desperdiçamos o trabalho de alguém que podia estar fazendo algo mais produtivo.

Mais sobre o assunto aqui.

Thursday, August 7th, 2008

Top 3 ginástica olímpica

Aproveitando o espiríto olímpico, um post de esporte.

Como eu já comentei nesse post, eu já pratiquei ginástica olímpica na Sogipa, um clube aqui de Porto Alegre famoso por mandar muitos atletas para as olimpiadas, como por exemplo, o judoca João Derly.
Só que eu era bem podre, tipo saí em menos de 6 meses porque ginástica olímpica definitivamente não era pra mim. O cavalo, as barras e toda aquela altura (mesmo com colchão embaixo) metiam um medo tremendo em mim.

Hoje em dia minha elasticidade é zero. Mas mesmo sendo uma péssima ginasta e não entender muito do esporte (nunca sei se uma atleta foi bem ou mal, salvas raras exceções), e apesar de eu saber que quase torturam as crianças pra sererm grandes ginstas (tipo, tem umas com cara de criança de 10 anos nas competições), eu acho o esporte muito bonito. Por isso, deixo aqui 3 grandes momentos da ginástica olímpica.

1. A nota dez de Nadia Comaneci (o 10 nem cabia no placar porque não tinham digitos suficientes). Notem a cara de desgosto das adversárias : P

2. O duplo twist carpado ao som de brasileirinho de Daiane dos Santos

3. A apresentação elogiada de Jade Barbosa, a esperança do Brasil em Pequim (ou Beijing)

Tuesday, August 5th, 2008

Traumas de infância: figurinhas voadoras

Minha vida escolar, especialmente entre segunda e sexta série foi um inferno. Eu odiava ter que ir pra escola. Durante esses anos (mais especificamente quinta série) aconteceu um dos traumas da minha infância (além do cavalo morto de A história sem fim): as figurinhas voadoras.

Nessa época eu gostava bastante de futebol e inclusive colecionava o álbum de figurinhas do Campeonato Brasileiro. Por isso, eu trocava figurinhas com os guris da aula no recreio. Mas não jogava bafo (aquele jogo de tentar virar as figurinhas com um tapa) porque eu era incrivelmente ruim nesse tipo de competição.


Esse era o álbum

Na realidade, eu era ruim em trocar também. Quando eu jogava TCG de Pokemon (mas isso eu já tinha 16 anos), fizeram eu trocar um Charizard Foil por uma ninharia porque me convenceram que ele era falso).


Charizard foil

Mas voltando ao meu trauma, estava eu um dia andando com um bolinho de figurinhas bem grande na mão durante o recreio, até que um dos meus inimigos da aula1 (por inimigo entenda um colega burro e chato que ficava pegando no meu pé, o tradicional bully) deu um tapa na minha mão e as figurinhas voaram. Nisso uma horda descontrolada de crianças veio em minha direção e pegou todas as figurinhas. As freiras do colégio não sabiam como lidar com aquilo.

Só me restou fazer o que era possível num momento desses: comecei a chorar.

Nisso alguns colegas se sensibilizaram e entregaram de volta o que eles conseguiram pegar. No fim acabei recuperando tipo metade das figurinhas.

1 Na realidade não tenho certeza se foi ele, já que embora eu tenha achado que tinha o visto, ele depois jurou de pé junto pra freira que não foi o responsável.