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Thursday, April 29th, 2010

A usina de Belo Monte

Uma dos elementos fundamentais para um país se desenvolver é energia. Imaginem um país que não tem energia elétrica? Imagina que você quer criar uma indústria de carros que geraria progresso, milhares de empregos e dinheiro em exportações mas não pode porque falta energia elétrica no país em questão. Tipo, não importa o quanto você pague, simplesmente não tem energia elétrica no tal país.

Difícil imaginar né? Mas nem precisa. Esse país existe lá na longínqua Ásia: chama-se Índia!

Na Índia todos os dias tem algum corte de luz. Tem inclusive cortes programados, do tipo, todo domingo a tarde faltará luz no bairro tal, o que também não impede de ter vários cortes ‘surpresa’ não programados. É algo tão comum, mas tão comum que é simplesmente normal ter gerador em casa. Tipo, as pessoas ao invés de economizarem pra comprar um ar-condicionado (calorão né), economizam pra comprar gerador. Sorte minha que a casa onde eu moro em Bangalore tem (pena que as vezes não é suficiente para a duração dos cortes)

E é óbvio que isso atravanca de sobremaneira o desenvolvimento de um país.

Esse é o grande problema da Índia: apesar de ter uma população que cada vez mais está se educando (no sentido técnico, ou seja, gerando cada vez mais e mais engenheiros e cientistas), falta infraestrutura, coisa básica sem a qual nenhum país cresce.

Críticas a parte, o governo brasileiro está ciente disso e lançou o PAC (programa de aceleração do crescimento). Qualquer programa que visa fomentar o crescimento de um país TEM que tratar da questão elétrica. Mesmo com Itaipu e outras geradoras, é nítido o Brasil já se encontra no limite da sua produção energética, vide os grande apagões que ocorreram nos últimos 10 anos. A proposta para sanar o problema é a usina hidrelétrica de Belo Monte, que se construída, será a terceira maior do mundo, atrás apenas de Itaipu e de Três Gargantas (que fica adivinhem aonde? China, outro país que está crescendo rapidamente).

O problema é que Belo Monte causará alagamento de florestas, inclusive de aldeias indígenas inteiras.

Minha opinião sobre a questão indígena mudou muito ao longo dos anos. Atualmente eu penso que índios e seus descendentes devem receber sim reparação por tudo o que sofreram, seja com cotas em universidades ou doações de terra. Independente do que eu ou você com nossa mentalidade capitalista pense, é a cultura deles e merece no mínimo dos mínimos respeito da nossa parte.

A questão é: o que fazer agora?

Não fazer usina é fora de cogitação. Como dito, energia é absolutamente necessário, e as pessoas não vão da noite para o dia começar a economizar, não importa quantas “hora do planeta” sejam feitas. Energias alternativas como solar e eólica são caras e fracas no quesito geração.

Termoelétricas também não são a solução pois poluem o ar.

Ou seja, estamos de mãos atadas e sem solução 100% perfeita para umas questão extremamente delicada.

Isso é justamente o que me desagrada nos protestos do Greenpeace: é bonito que eles se preocupem com a questão indígena e da natureza, mas eles não propõem soluções, mas sim protestos insípidos e ‘engraçadinhos’.

No meu ver, deve-se tentar negociar com as populações locais. Se mesmo com qualquer tipo de negociação e beneficio ofertado, a resposta dos lideres das aldeias ainda for não, sou contra a usina. Os índigenas não tem relação nenhuma com a ‘nossa’ falta de energia e é um direito deles dizer não. Em outras palavras: a questão energética é um problema unicamente nosso e não deles. Claro que estou consciente de que uma quantidade muito maior de pessoas se beneficiaria com a construção de Belo Monte, mas ai entramos nos dilema do trem: vale a pena penalizar um inocente em pról de outros 2?

Eu acho que não.

Sunday, November 29th, 2009

Antarctica beer symbol totally looks like Spiderman mask

: P

Baseado no comentário do Mytho nesse post

Wednesday, November 25th, 2009

Best of Big Brother Brasil, ou BBBB

Esse ano teremos o Big Brother Brasil 10. Eu tava pensando, depois dessa edição, bem que podiam fazer um Best of Big Brother Brasil. Deixa eu explicar melhor como seria: pega os 10 campeões passados e faz uma nova edição. Dessa forma a gente ia descobrir quem é o melhor jogador de todos os tempos! Seria legal porque só ia ter participante qualificado na casa e não aqueles que a gente nitidamente sabe que não vão ganhar e que tão na casa só de enfeite. E também não ia rolar aquela pena do público que o faz votar em pessoa mais pobre já que todos ali já ganharam 500 mil ou 1 milhão e se são pobres ainda, é porque são burros e não sabem usar dinheiro.

Dentre esses participantes: Kleben Bambam, Rodrigo Cowboy, Dhomini, Cida, Jean, Mara, Alemão, Rafinha e Max, eu acho que o prêmio ficava entre Jean, Alemão e Max.

E se essa edição fizesse sucesso, podia rolar um worst of Big Brother Brasil, tipo, coloca só os “vilões” ! Aqueles que saem com quantidade absurda de rejeição. Já imaginou? Seria a chance deles se redimirem com o povo (ou não) : P

E já que estamos falando de reality shows, e a Fazenda 2, como tá ? Não vejo a galera comentar a respeito, certo que tá falido o negócio. Aposto que se a Record tivesse botado o Sérgio Mallandro ia tá bombando.

Tuesday, November 24th, 2009

Confissões: Símbolo da Antártica

Sabiam que até uns 10 anos de idade, eu achava que o símbolo da Antártica eram 2 olhos e não pinguins? Tipo, pra mim eram olhos meio ninjas e tal, encarando quem olhasse pro rótulo da garrafa. Só descobri que eram pinguins depois de um comercial mostrando essas amáveis aves bizarras falando da cerveja.

Eu sei que depois que a gente descobre que são pinguins parece absurdo imaginar que as pessoas pensem que eram outra coisa, mas puxa, olhando bem de longe, não parecia pinguim pra mim tá?

Monday, November 2nd, 2009

Cavalo de Fogo e indagações

Quem não curtia esse ótimo desenho que passava no SBT? A série tinha todo um clima de fantasia, todo um mundo próprio, fora que todo o mistério sobre aquele universo é explicado aos poucos, em flashbacks. Alguns episódios eram até meio soturnos pra crianças, tão soturnos quanto o filme História sem fim.

E ainda tinha a abertura, totalmente megachiclete!!! Vocês por acaso já viram a versão rock ‘n roll dela? Se não viu, pare tudo e escute, é o máximo!!! Muito bem feita!!!

Cult total, e não é só eu que penso assim, leiam as opiniões da galera no IMDB.

Graças a Internet acabei descobrindo o porquê desse desenho repetir taaaaaaanto: eram só 13 episódios, e olha que eu achava que era uns 30 pelo menos. Vai entender porque teve tão pouco. De certo alguém rogou uma praga que fez quase todos os desenhos bons dos anos 80 ficarem com poucos episódios, só pode ter sido isso.

Dizem as más línguas que Hannah Montana foi levemente baseada em Cavalo de Fogo, veja bem, uma garota do campo que no início da adolescência (13 anos) vive uma vida dupla entre o melhor de dois mundos. Produtores de Hannah Montana: qualquer semelhança é mera coincidência.

Um dado interessante é que assim como Caverna do Dragão, esse desenho simplesmente não tem um final. Não foi o SBT que foi sacana e nunca exibiu, não tem mesmo. Agora uma coisa eu não entendo: porque no caso desse desenho não foram inventadas teorias mirabolantes sobre o final ? Sei lá, algo do tipo que a Sara usava alguma droga natural com a amiga índia dela e via cavalos falantes, ou ainda que ela tava morta porque andou em alguma montanha russa e acabou indo pra um limbo cheio de cavalo falante, e a Diabolyn na realidade era boa e queria abrir os olhos dela mas o Brutus sempre atrapalhava, whatever. Cadê a imaginação da galera pra esse desenho ?! Porque só Caverna do Dragão mereceu final alternativo?


Diabolyn, malvada fashion. Como nunca fizeram um cosplay dessa mulher?

Por sinal, outra coisa que nunca entenderei também é o que tinha na cabeça do estúdio Hanna Barbera quando inventou esse desenho, porque OK, a idéia foi mega bem executada, mas a princípio a sinopse parece muito idiota. Imagino que tenha sido assim o diálogo na hora da criação:

William Hanna: Ei Joe, tô vendo que a gente só tem desenho de comédia, tipo Flinstones e Jetsons, temos que fazer uma aventura pra diversificar.
Joseph Barbera: Tem razão Will, olha só o sucesso de He-Man e Thundercats por exemplo, esse tipo de seriado tá fazendo o maior sucesso mesmo.
William Hanna: Te falei. Mas o que a gente pode criar que seja diferente e que não pareça uma mera cópia sem imaginação?
Joseph Barbera: Deixa eu pensar … que tu acha de um desenho com cavalos falantes?
William Hanna: Tá louco, isso não faz sentido nenhum.
Joseph Barbera: Claro que faz, pensa comigo: os Ursinhos Carinhosos fazem sucesso, e são simplesmente ursos falantes com desenhos na barriga que moram em nuvens fofas do céu. Tipo, se for legal, todo mundo compra a idéia, por mais absurda que seja.
William Hanna: Hum, olhando por esse prisma, não parece tão ruim. Mas vamos colocar uma protagonista loira, pode ser? É que deu sorte em She-Ra né, olha como She-Ra é uma série longa, e ela voava num cavalo também.
Joseph Barbera: Tá, tudo bem. Mas o cavalo principal pode ser roxo?
William Hanna: Mas por quê?
Joseph Barbera: Só porque eu gosto da cor.
William Hanna: Ah tá, pode sim. Chama os desenhistas e roteiristas, vamos começar logo!

PS: Post em homenagem as minhas amigas Daiane e Jamile, assim como eu, fãs incondicionais de Cavalo de Fogo.

Tuesday, October 27th, 2009

Historical tweets

Baseada na idéia do Jerônimo.

Sunday, June 21st, 2009

Piores posts do mundo


Estrela – Estrela do mar


Dragão – Dragão do mar


Mari – Marimar

Post baseado no A vida mata a pau.

Não ficou tão bom quanto o original, mas eu tentei.

Friday, April 17th, 2009

Loja oficial da Turma da Mônica e o personagem Louco

Se tem uma coisa que eu adoro são lojas oficiais de algum personagem, quadrinho, filme, serie etc. Imagina só, uma loja cheia de cacarecos e produtos OFICIAIS relacionados apenas a algum assunto de seu interesse.

Ao contrário dos Estados Unidos e Japão, onde existem lojas especializadas em várias coisas, como por exemplo lojas só com produtos de Pokémon, ou só com produtos de seriados da NBC, etc, aqui no Brasil é bem difícil de encontrar.

E se levar em conta que eu não moro nem em São Paulo e Rio de Janeiro, mas sim Porto Alegre, fica mais difícil ainda. Por isso não é de se admirar que eu tenha ficado tão abismada quando vi uma loja oficial da Turma da Mônica aqui em Porto Alegre, no aeroporto Salgado Filho.



Fotos tiradas na câmera da Bruna, que tem também um site de seriados muito legal.

Eu amo essa turminha, pra terem uma idéia do meu fanatismo, um dos meus top filmes de todos os tempos para sempre será A princesa e o robô, longa metragem animado de 1983 que eu assisti 10938473 milhões de vezes na infância. Nele a Turminha ajuda um robô em formato de coelho a achar um coração. Qualquer semelhança com o Mágico de Oz é mera coincidência.

Mas vamos falar sobre a loja. Embora não seja muito grande, a loja é obviamente linda. Tem de tudo. Claro que eu não perdi uma chance de tirar uma foto com um Sansão.



Checando o poder de fogo dessa poderosa arma.

O grande problema da loja é os preços absurdamente exorbitantes, que me impediam de compar algo cada vez eu conjecturava levar um produto.



Mais produtos.

Eu já estava quase convencida em não levar nada, mas não pude resistir quando vi que tinha até traquitana do Louco, aquele personagem que pouca gente conhece super alternativo, legal e indie que atormentava a vida do Cebolinha.



Ele usa All Star vermelho e jaquetinha retrô.

Tipo, ninguém cria ou licencia produtos do Louco porque ele nem é dos personagens mais queridos, por isso quando vi um produto dele nessa loja, tive que comprar, independente do preço.



Bonequinho que comprei e que agora fica pendurado no meu monitor LCD.

E vocês sabiam que apesar de louco, ele é super inteligente? Opa, você deve estar me perguntando “Como assim Mari ? O Louco é só um louco, ele não é inteligente”. Pois é, eu também achava isso, mas notem que na famigerada Turma da Mônica mangá, o Louco é apresentado como professor da turminha da rua do Limoeiro. Além disso seu verdadeiro nome é apresentado.

Ele se chama Licurgo. Style né ? : P

Tuesday, January 27th, 2009

Descobri que não sou nerd !

Bom, eu sempre me achei super nerd. E vou explicar porque. Ok, eu nunca usei óculos, mas também nunca gostei de usar no dia a dia brincos e maquiagem. Embora gostasse de boy bands na adolescência, nunca gostei de pagode, samba, funk, e assemelhados, o que sempre me deixava meio isolada. Também sou BEM introspectiva. Apresentações em público sempre me causam pavor. Só fui começar a me interessar em ficar/namorar bem tarde. E claro, adoro video game, filmes, livros e computadores. E gostava de computadores desde o tempo que computador pessoal no Brasil não era algo muito comum (ainda guardo orgulhosamente meu certificado de curso de MS-DOS e Windows 3.11).

Quando fui escolher o meu curso, enquanto os coleguinhas e amigos escolhiam profissões mais tradicionais como direito e engenharia, eu escolhi Ciência da Computação. O que me levou a aprender derivadas, integrais e programação.

Eu achava que tudo isso bastasse pra ser nerd.

Mas por causa da Internet (e também por causa de alguns colegas de curso), descobri que existe gente tão nerd, mas tão nerd, que me faz me sentir a pessoa mais “normal” por assim dizer, do universo. Me faz até me sentir fake se eu me autodenomino nerd. Nem consigo mais sentir o nerd pride.


I feel like Penny sometimes.

Talvez até o fato da nerdzice ter virado meio modinha, vide seriados de super sucesso como The Big Bang Theory (que eu gostava antes de virar modinha, vide esse post antigo), ou o fato da tecnologia estar mais presente entre nós, especialmente computadores, tenha distorcido a concepção da palavra. Hoje em dia, quem vê seriados, gosta de filmes, computadores e tal, é só uma pessoa normal que gosta dessas coisas, parece que agora, pra ser nerd mesmo você tem que ser MUITO MUITO, MAS MUITO VICIADO MESMO.

Igual, se eu ainda tinha alguma dúvida se eu era nerd ou não, essa foto com minhas amigas, tirada em 2007, deve confirmar que não sou.


Eu sou a loser do meio descordenada que não consegue fazer o símbolo

Monday, January 26th, 2009

Fiquei drogada fazendo endoscopia

Há uns anos tive que passar por uma endoscopia. Pra você não precisar procurar na wikipedia, endoscopia nada mais é do que o procedimento de enfiar uma câmera pela sua boca até o estômago para filmar e ver se você tem alguma ferida ou problema tipo úlcera por exemplo.

Embora há poucos anos esse procedimento fosse feito com a pessoa acordada, eles felizmente agora adormecem o paciente, até porque deve ser uma sensação de ânsia de vômito bem desagrádavel a de ter uma câmera no aparelho digestivo.

Mas então, fui fazer a tal endoscopia. Deram a anestesia e em tipo 5 segundos eu dormi.

Quando eu acordei, vocês não tem noção, eu me sentia Lucy in the Sky with Diamonds. Sério, parecia que eu flutuava. Era o maior barato. Enquanto minha mãe me conduzia até a recepção da clínica, lembro que uma menina me perguntou se a endoscopia doia, porque ela logo iria fazer e estava preocupada. Só lembro de ter dito que nem doia nada e que era muito bom. Mas percebam que eu falei isso com a voz de uma pessoa totalmente chapada. Uma sensação bizarra, diferente de estar bêbada.


Isto é uma endoscopia

Claro que ao chegar em casa, dormi umas 200 horas, e ai sim, acordei normal.

Eu tinha certeza que aquela anestesia tinha algum tipo de alucinógeno. Só que eu isso para as pessoas e elas me tiravam pra louca. Algumas diziam que já tinham sido anestesiadas em hospitais e que NUNCA tinham sentido nada disso. Daí minha teoria foi que de certo, só a anestesia de endoscopias que traziam esse efeito, só que aí, falei com pessoas que tinham feito endoscopia, e elas também não relataram nenhuma sensação parecida com a que eu vivenciei.

Eu já estava começando a achar que eu era louca mesmo, ou algo do tipo, até que li esse post, da Ana do Olhomêtro. Ela é também se sentiu drogada com a endoscopia !!! No caso dela, ela viu a corte inglesa marchando. Se você ler os comentários do post, vai descobrir que teve outras pessoas que se sentiram drogadas também com esse exame, como a Amanda, mas ela aparentemente não curtiu aquela sensação viajante.

Notem que cada pessoa descreve de um jeito diferente.

Na real, o que eu acho, é que os efeitos alucinógenos só funcionam com algum determinado tipo de biotipo, e é por isso que algumas pessoas não sentiram nada com a anestesia. Portanto, nem adianta pedir pro seu médico pra lhe receitar esse exame.