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Friday, February 8th, 2008

O pagode, Backstreet Boys, Leomania e a volta das Spice Girls

Na minha pré-adolescência, ou seja quando tinha uns 12, 13 anos, existiam basicamente 2 coisas que as meninas podiam gostar musicalmente falando: pagode e boy bands.

Eu odeio pagode. Odeio as danças. Por culpa dela me senti completamente deslocada no meu colégio durante anos (traumas vindo à tona : P). E como eu era como (quase) todo adolescente ou seja, maria-vai-com-as-outras-que-quer-ser-igual-a-todo-mundo, tentei gostar. Mas não adiantou, porque é intragável. Não que eu considere meu gosto musical muito sofisticado, mas drogas desse nível não dá : P

Então descambei para o outro lado: as boy bands. Existiam várias, mas a de maior sucesso era os Backstreet Boys. Não que eu fosse viciada, mas gostava de várias musiquinhas e clipes, especialmente “As long as you love me”. E antes que me perguntem, não, não achava nenhum deles bonito, pois eu era adepta da Leomania : P. Pra quem não sabe, era o fanatismo pelo Leonardo DiCaprio, o Jack Dawson de Titanic. Esse sim era lindo aos meus olhos na época. Eu inclusive tinha aquelas pastinhas pretas cheias de fotos. Hoje em dia eu só acho ele bonitinho. Mas voltando, além das boy bands, surgiu outro estouro musical, que conquistou o mundo: as Spice Girls.

girl power

Acho que foi um estouro no nível (ou maior até) do estouro da Britney Spears em 1999. Todas as pessoas ao redor da minha idade tinham o primeiro cd das Spice em casa. Inclusive eu.

Meu grande sonho na época era assistir a um show delas ao vivo, nem que tivesse que ir pra São Paulo ver, afinal eu já tinha consciência de que era quase impossível que os grandes shows fossem para Porto Alegre.

Só que elas nunca vieram pro Brasil. Nunca. Nem para Sampa. Até que o grupo acabou. Todas elas tentaram carreira solo, mas a única que se deu bem foi a Victoria - e nem foi por causa de seu talento musical.

Mas eis que mil anos depois elas voltam, para um série de shows. Fiquei toda empolgadinha e tal, pra descobrir que de novo, o Brasil não está na rota dos shows. Não entendi o porquê. Aposto que em São Paulo tem uma centena de pessoas que pagariam bastante para assisti-las. Não encontro um motivo.

Na real encontro apenas um: as Spice Girls odeiam o Brasil. É a única explicação plausível para isso.

Wednesday, January 23rd, 2008

Tramandai parte II: o sorvete do “futuro” e a competição.

Conforme já contado nesse post, estive na praia recentemente. Como não quis tornar o outro post muito longo, contarei mais causos curiosos ocorridos em Tramandai aqui.

Mas pra falar de Tramandai, preciso novamente recorrer a Disney para uma melhor explicação dos fatos. Quando eu fui pra lá, aos 15 anos ( troquei minha festa de 15 anos pela viagem, que era mais barata. PS: Eu nunca entenderei como as meninas preferem fazer festa de 15 anos ao invés de ir na Disney…). Mas bem, quando fui pra lá, com a tradicional tia Iara, nossa viagem incluia alguns dias em Miami e uma passadinha por Cabo Canaveral. Em Cabo Canaveral fica uma espécie de parque/museu/loja e sede da NASA, além do campo de lançamento dos Foguetes. Entre muitas coisas interessantes que vendiam lá, tinha comida de astronauta. Mas o mais interessante na minha opinião era o sorvete do futuro. Na realidade o sorvete não tinha nada de especial e sequer era usado pelos astronautas no espaço. Sua única peculiaridade era o fato de estar na forma de pequenas bolinhas. Imaginem um monte de balinhas tic tac de sorvete. Era mais ou menos isso. Pelo que pesquisei, ele é feito congelando o sorvete a 40 graus negativos. Era legal porque tinha uma textura diferente e ao derreter na boca ficava com o saboroso sabor de sorvete tradicional.

Bem, meu irmão já tinha ido na Disney em 1997. E esse sorvete já existia.

Estamos 2008 e só agora isso chega ao Brasil. Só agora: mais de dez anos depois. Felizmente, não cometeram a gafe de chama-lo aqui de sorvete do futuro. Como sou uma deslumbrada com os Estados Unidos e especialmente a Disney, tive que degustar novamente. Muito bom, recomendo. Aqui o site da sorveteria.

delidrops
Parecem feijãozinhos de todos os sabores do Harry Potter, mas é sorvete

Mais tarde, durante a noite, resolvi dar uma passeada. Como em todas as praias, aqui também tem aquele bando de carros com o porta malas aberto parados, fazendo uma espécie de competição de quem tem o carro com o som mais potente (e por tabela, quem tem o pior gosto musical). Infelizmente, a competição sobre o pior som sempre termina empatada com todos vencedores.

Depois de bem alimentada com o sorvete e com o funk e pagode no máximo volume na rua, decido dormir.

Friday, November 30th, 2007

Beatles e a moda - Dos terninhos com gravatas finas às roupas loucas

Os Beatles foram a maior banda de rock do mundo. Por isso mesmo, sua influência não se limitou apenas na música. Seus cortes de cabelo, ternos e roupas , tornaram-se mania na década de 60.

Por isso mesmo, vou comentar a indumentária do quarteto de Liverpool ao longo dos anos. Tudo baseado no documentário Anthology.

Quando os Beatles ainda não tinham empresário e eram uma banda independente, os rapazes usavam roupas de couro. Sim, casacos de couro, como aqueles roqueiros rebeldes. Pelo que deu pra entender pelo Anthology, eles achavam o máximo “transgredir” com aquelas roupas.

Vendo hoje, os Beatles ficam bem estranhos de couro. Eis uma foto pra confirmar o que digo:


Estranhos

Mas daí chegou o Brian Epstein, empresário, e mandou dizer que aqueles casacos não estavam com nada. Que eles deviam usar terninhos modernos (que hoje em dia são super retrô) e serem arrumadinhos.

Nesse ponto concordo plenamente com Epstein. Bandas de com carinhas arrumadinhos de terninho sempre são mais legais. Franz Ferdinand e The Killers são a prova cabal. Se bem que o visual “I don´t cara but actually I care”, com cabelos desgrenhados e roupas arrumadas de forma desarrumada, como do Strokes é o máximo também.

Então, os Beatles começaram a fazer sucesso, a Beatlemania chega ao ápice, e a roupas e corte de cabelo viram moda por todo mundo.

Mas a partir do disco Rubber Soul, os Beatles enjoaram dos terninhos e do cabelo curtinho e bonito. Começaram a deixar o cabelo e a barba crescer, mudaram as roupas. Como eles já eram famosos, Epstein não deve ter feito nenhuma resistência a mudança. Sem alguém para guiá-los nas roupas, começaram a ter a aparência cada vez pior : P

Vocês podem ver que mesmo aos 60 e poucos anos, os 3 beatles remanescentes do Anthology usam roupas horríveis. O Paul passa grande parte do Anthology com um colete nada a ver. O George usa uma roupas mega coloridas e estampadas (ao mesmo tempo). Por fim, o Ringo que se acha super modernoso : P

PS1: Notaram que as roupas que os Beatles usam na capa do Sargent Peppers foram praticamente recicladas para o clipe de Hello Goodbye. Será que foi intencional ? : P

PS2: Segundo o caderno Donna do jornal gaúcho Zero Hora, as gravatinhas finas dos anos 60 que os Beatles (e todo mundo na época) usava voltaram a moda. Isso pode ser confirmado também vendo as gravatas que Adalberto Marconi, interpretado por Dalton Vigh, da novela Duas Caras da Rede Globo, usa às vezes.

PS3:Prometo que paro de escrever sobre os Beatles. Se eu escrever mais alguma coisa relacionada a eles, vou ter que criar uma categoria própria pra banda.

Saturday, November 17th, 2007

Beatles Anthology: a história da melhor banda do mundo

Terminei de ver Beatles Anthology, finalmente. Beatles Anthology são 5 dvds licenciados que contam a história dos Beatles. Nos primeiros dvds, fala-se sobre a origem dos Beatles, como se conheceram, os primeiros shows no Cavern Club, a viagem para Hamburgo na Alemanha, o sucesso, até conseguirem ser a primeira banda britânica a emplacar um hit como número um na billboard, com a música I want to hold your hand, e assim irem para os EUA e iniciar a beatlemania ( a propósito, odeio a pronúncia de beatlemania em inglês: fica algo como “bitoumeinia”, horrível : P).

Anthology é interessante porque não é só entrevistas e história. Intercalam-se clipes e apresentações que o deixam mais leve e um deleite para os fãs. Uma das apresentações incluidas é no Ed Sullivan, um dos programas de maior audiência nos EUA (e que no mesmo teatro que era filmado, hoje em dia é produzido e o programa do David Letterman), no auge da beatlemania.

Como fã recente, descobri várias coisas interessantes como o fato de, devido a gritaria incessante dos fãs, os Beatles não conseguirem se escutar nos shows. Na época não havia a tecnologia necessária para isso, e eles tinham que ficar tocando como robôs, sem poder escutar e experimentar (os White Stripes, segundo me contaram, fazem sempre algo novo em todas as suas apresentações, coisa que os Beatles não podiam se dar o luxo), portanto não podiam evoluir no palco, apenas em estúdio.

O inicio da banda é muito bem detalhado e retratado nos dvds. Como sou bastante fã dessa fase inicial de “silly love songs”, amei. Minha crítica é em relação as últimas partes. Depois do Sargent Peppers, o anthology passa correndo, fast forward total. Mostram o Magical Mystery Tour bastantinho até, depois voam com o Yellow Submarine, falam pouquinho do White Album, pouquinho do Let it be, pouquíssimo do Abbey Road e acaba, super drasticamente. Me pareceu que os Beatles não queriam falar muito dos problemas do final, de como a banda acabou, ou criticar muito a Yoko Ono (talvez porque ela que cedeu os direitos do John Lennon), enfim, não queriam ficar cutucando feridas mal cicatrizadas. E assim, pouco se falou do final. Basicamente o fim do anthology são os clipes e (bem poucas) lamentações e explicações sobre o término da banda.

Mas claro, mesmo com a correria toda, o finalzinho do Anthology tem revelações bastante interessantes. Por exemplo, George Martin, o produtor de todos os discos, não gosta muito do White Album. Acha que seria um ótimo cd se não fosse duplo e as canções fossem mais criteriosamente escolhidas. Concordo. Desses albuns do final da carreira dos Beatles ( ou seja, pós Sargent Peppers), o meu favorito ficou sendo o Magical Mistery Tour. Tem Strawberry Fields Forever, Fool on the hill, All you need is love, Hello Goodbye, albúm excelente. White album não gostei e acho que não gostarei nunca.

Mas mesmo com os contras, o preço meio alto, e a falta de algum encarte bonito junto com os dvds, vale muito a pena. Terminei de ver e já sinto vontade de assistir de novo. Definitivamente não é o tipo de documentário que você assiste uma vez e deixa depois pegando pó na estante.

Thursday, October 18th, 2007

Top 7 melhores músicas tristes de rock

Essa notícia é meio velha (fim de 2006), mas tem tudo a ver com meu mais novo top 7, então vamos a ela.

A revista Uncut publicou uma lista com as 10 músicas mais tristes da história . Essa lista foi feita baseada na pesquisa de um cientista que mediu batimentos cardiacos e outros sintomas que as músicas causavam numa amostra de pessoas. Dessa lista, eu concordo apenas com 2 canções: Beautiful e Fake Plastic Trees. Fake Plastic Trees eu até nem gosto muito mas acho plausível que esteja presente. Beautiful porque eu entendo a dor que a Christina Aguillera quer passar, já tive minha fase de se achar feinha na adolescência e é bem triste : P

Mas chega de enrolar, eis então a minha listinha melancólica, taciturna e macambúzia, com toques sorumbáticos. Clique em cima do título da música e você será redirecionado para um videozinho do youtube com a música em questão.

1. For no one - The Beatles: Já vou começar pela música campeã da lista. Por mais que chorar seja triste, chorar por ninguém é mais ainda.


O quarteto de Liverpool

2. No surprises - Radiohead: O Radiohead é ótimo se tratando de canções tristes. Poderia fazer uma lista só com as músicas deles. Pensei em por Creep, mas tristeza por amor é muito clichê. Em No surprises há tanto tédio concentrado em pouco mais de 3 minutos de música que ela merece entrar em qualquer lista do gênero.


Ok Computer, considerado um dos melhores cds de todos os tempos

3. Long Plays - Pública: Música muito boa, diferente e acima de tudo: triste. O pior não é a situação que o cara está, mas o (falso) conformismo dele. Nada mais importa.

4. Evaporar - Fresno: Antes que me critiquem pela escolha, antes que me chamem de emo, notem que essa música não é sobre perder alguém amado, como é comum nesse gênero, é justamente o contrário, é sobre não gostar. O cantor joga na cara o quanto não ama a garota que gosta dele. Claro, eu podia botar For reasons unknown do Killers, que é melhor e tem a mesma temática, ou mesmo Tiny Vessels do Death Cab for Cutie. Mas eu botei Evaporar porque além de gostar, queria uma lista polêmica : P

5. Come on home - Franz Ferdinand: Óbvio que uma das minhas bandas favoritas tinha que estar presente. Come on home fala de saudade, de escolhas. A melhor parte:

You’re where you want to be. I’m where I want to be
Come on we’re chasing everything we’ve ever wanted
I Replace you easily. Replace pathetically
I flirt with every flighty thing that falls my way
But how I needed you.When I needed you
Let’s not forget we are so strong, so bloody strong

6. Walnut Tree - Keane: Assim como o Radiohead, Keane é especialista em canções tristes. Walnut tree tem um versinho que eu acho muito bom:

Why, why do I come here? Seeking out the memories I hold in,
‘Cause you put your spell on me. Made me live in memory,
And im frozen in just the wrong time
.

Esse trecho é bem do tipo: vou esperar o tempo que precisar para você voltar porque eu não vou te esquecer mesmo.

7. Alcoholiday - Teenage Fanclub: Talvez a minha interpretação esteja completamente errada, mas o que a letra dessa música me passa é uma sensação de insegurança. Vejam esse trechinho:

There are things I want to do but I don’t know
If they will be with you, if they will be with you
There are things I want to say but I don’t know
If they will be to you, if they will be to you

O cara gosta da menina, mas é inseguro, não sabe se as palavras belas que quer dizer vão ser pra ela, tampouco se as coisas legais que ele quer fazer serão também ao lado dela. Na minha opinião ele diz isso por insegurança, porque tem medo de que o destino os separem ou mesmo de ser simplesmente chutado. Talvez alguém interprete de maneira justamente oposta, o cara diz isso porque não sabe se gosta de menina tanto assim, mas em ambos os casos é triste.

Agora o porque do título da música ser alcoholiday (alcohol + holiday?), eu não faço idéia : P

Quem curtiu esse top 7 pode olhar o meu top 7 jogos de computador

Wednesday, September 19th, 2007

Deportivo e o rock francês

Umas dos fatores que mais colaboram para o aprendizado de uma língua estrangeira é o convívio com ela fora de sala de aula. Quero dizer, escutar música, assistir filmes, jogos, enfim, qualquer meio que utilize a língua estrangeira. Especialmente quando está associado ao lazer. Tendo esse convivio, meio que se aprende naturalmente. Apesar de ter estudado inglês durante mais de 3 anos em cursos regulares, acredito que se não fosse os filmes, Internet, músicas e games, precisaria de pelo menos outros três ou mais pra chegar no nível que cheguei.

Mas eu realmente só me dei conta da importância que o convívio extra-classe tem quando comecei a estudar francês. Dei-me conta que eu não assistia filmes em francês (exceto Amélie Poulain, mas é que esse filme é pop : P), não escutava músicas nessa língua, em suma, não precisava do francês (e na real não preciso até hoje).

Mas eu acho francês legal (assim como japonês, mas isso é assunto pra outro post), então resolvi correr atrás de material francófono. Graças a isso, busquei e assisti a alguns filmes como A trilogia das cores de Kieslowski e Bem me quer mal me quer com a Audrey Tautou. Todos recomendados. Mas filmes franceses é fácil achar, afinal o cinema francês é conhecidíssimo e elogiadíssimo. Agora e quanto a música ?

Deportivo
A banda

Na minha aula a professora sempre levava uma musiquinha, mas era sempre Edith Piaf ou esses cantores antigos clássicos. Adoro a Edith e sua la vie em rose mas eu gosto mesmo é de rock. Pois então, o que afinal é bom em matéria de rock produzido na França ? Responder a ess pergunta é um pouco difícil mas posso falar de uma banda que muito me agradou de lá: chama-se Deportivo (sim o nome é em espanhol mesmo). São três caras que fazem um rockzinho muito legal, muito animado. Até hoje só lançaram um cd, o Parmi Eux. Meio difícil de encontrar ai pela internet mas vale a pena o esforço. Bem interessante e ótimo pra acompanhar as letras e tentar cantar. Destaque para as músicas 1000 moi-même e parmi eux.

Tuesday, September 11th, 2007

Suécia e Boten Anna

A Suécia é o país de língua não inglesa com mais tradição no rock e pop. Para citar alguns exemplos de bandas ou cantores provenientes de lá, têm Abba, Petter Bjorn and John, The Hives, I’m from Barcelona, Cardigans, Roxette, entre outros.

Mas nada disso se compara ao cantor Basshunter. Além de ser o único dos citados aqui a cantar de fato em sueco e não em inglês, é o único que faz música com temas nerds como Warcraft e IRC.

A música sobre Warcraft é meio chatinha (talvez porque eu nunca tenha jogado esse jogo), mas a sobre o IRC, é perfeita ! Chama-se Boten Anna. Conta a história de um cara que se apaixonou por um bot do IRC. Vejam um pedacinho da tradução dela (afinal sueco consegue ser mais difícil que japonês):

CD
Sim, o nome do cd é LOL <(^^,)>

Eu conheço um bot.
Chama-se Anna, Anna é o nome dela.
Ela pode bani-los, bani-los a sério.
Ela limpa o nosso canal.
Quero dizer-vos que conheço um bot.
Ela vigia toda pessoa no nosso canal,
E vê se não há problemas
É impossível alguém fazer um take-over
E lembrem-se, eu conheço um bot.
Um bot que ninguém pode tocar,
E ela kicka-los quando tem vontade.
E kicka todos os spammers.
Não, ningém pode tocar no nosso bot.

Mas o melhor (ou pior) vem agora:

Veio um dia, e eu não podia acreditar.
O canal estava estranho.
Nunca pensei que estivesse tão errado.
Mas Anna disse-me “Não sou um bot, Sou uma garota muito bonita”
Foste muito estranha para mim.
Não tenho nada a dizer.
Para mim continuas a ser um bot.
Chama-se Anna, Anna é o nome dela.

Ele prefere que ela seja um bot ao invés de uma garota. Letra sensacional : P.
Assistam no Youtube com as legendas, pois com a melodia fica muito melhor. Por sinal, bonitinho o Jonas Altberg no clipe né ? Ah sim, esse é o nome que se esconde sob o pseudônimo de Basshunter.

Se o Latino fosse mais nerd, com certeza faria sua versão brasileira : P

Tuesday, September 4th, 2007

Franz Ferdinand

Estava eu há poucas semanas de ir no show do Placebo, lá por Abril de 2005, e sabia que o meu namorado( que na época ainda não era namorado), tinha toda a discografia deles. Levei um cd vazio e pedi para ele colocar pra mim as músicas. Nisso, acontece o seguinte diálogo:

- Vou colocar Libertines e Franz Ferdinand pra ti também.
- Não, eu não vou escutar. Põe só o Placebo.
- Mas é muito legal.
- Tá, põe o Libertines porque eu já ouvi falar bem dessa banda.
- Mas o Franz Ferdinand é muito melhor.
- Não.
- Tá sobrando espaço no cd, vou colocar.

Teimosias à parte, que bom que tava sobrando espaço naquele cd ! Chego em casa, escuto Placebo, acho mais perfeito do que eu pensei que ia achar. Ouço Libertines, acho um lixo (hoje não acho lixo, mas escutando com Placebo e Franz Ferdinand, até coisas boas parecem ruins). E então eis que escuto Franz Ferdinand. Take me out e Michael viciam na primeira audição. As demais músicas vão viciando aos pouquinhos. A que mais demorou pra viciar foi Jacqueline, aquele iniciozinho dela eu achava muito chatinho, mas aquela guitarrinha do início vale pela música toda. Um cd que só não é perfeito por causa de Auf asche e 40 ft, que apesar de não serem chatas, não chegam aos pés das demais.

Franz Ferdinand
Gostei do óculos

Banda com letras descompromissadas, às vezes até simples demais (take me out), às vezes muito engraçadas (michael), às vezes tristes (come on home), e às vezes simplesmente ótimas (darts of pleasure).

Um som que soa antigo e inovador ao mesmo tempo, caras que se vestem de forma style, nome de banda baseado em personagem histórico, capa de cd simples porém bonita. Resumindo, Franz Ferdinand é A banda. Até os lados B conseguem ser bons.

Então, passa um tempo e logo chega o segundo cd, you could have it so much better with Franz Ferdinand. Capa bonita, nome de cd legal, 2 hitzinhos instântaneos (walk away e do you want to), e eis que o Franz Ferdinand sai da cena indie e entra pro universo mainstream. Inicialmente achei o cd bem decepcionante, mas depois daquele primeiro cd, era quase inevitável qualquer outra reação. Umas escutadinhas a mais e dava pra ver logo que é um cd bem acima da média, que seguiu o mesmo estilo do primeiro.

Agora, 2 anos depois, estou aqui esperando pelo terceiro cd, que deve sair pelo final do ano. Segundo o vocalista, Alex Kapranos, vai ser mais experimental, com menos guitarrinhas, o que me deixa com medo, porque as guitarrinhas são ótimas. Mas se tratando deles tenho certeza que vai ser no mínimo um cd bom.

Thursday, August 30th, 2007

Amy Winehouse é um saco

O que as pessoas vêem nessa cantora ? Nem Rehab consegue se salvar. E ainda por cima não é nem bonita. Não entendo.

amy winehouse
E essa ai