bitpop

Friday, April 25th, 2008

Show do Pato Fu e Superguidis de graça

Você conhece os Secret Shows? Esse evento funciona assim: no início, os usuários do MySpace sabem que vai ser realizado um show, mas não sabem os detalhes. Na seqüência, são divulgadas a banda principal e a cidade onde o evento será realizado. O local é mantido em segredo até poucos dias antes do show.

O que se sabe, até o momento, é que o próximo será realizado em Porto Alegre, com as bandas Pato Fu e Superguidis, com o patrocínio da Brasil Telecom.

A entrada do show é gratuita. Para conseguir o ingresso, é preciso ter perfil no MySpace e adicionar como amigos o Secret Shows Brasil e a Brasil Telecom. Depois, basta imprimir o próprio perfil, mostrando os dois perfis na lista de amigos. Essa impressão dará acesso ao show.

Tri né ?

Quem estiver descompromissado segunda feira, dia 28, sugiro fortemente ir ao show, especialmente por causa do Superguidis, a melhor banda de rock do Rio Grande do Sul (em segundo lugar fica o Cachorro Grande). Só pelas músicas O banana e Malevolosidade já tá valendo (muito) a ida ao show ; )


A banda gaúcha

Saturday, March 29th, 2008

Yeah Yeah Yeahs !

Continuando com meus posts dedicados as bandas que eu gosto, aqui vai mais uma: o Yeah Yeah Yeahs. É um trio nova iorquino (por sinal, uma boa parte das bandas que eu gosto tem essa formação de três pessoas) com um rock muito legal. Assim como o Fratellis, tem tem uma bateria muito marcante (e eu adoro o som de bateria … de piano também, mas isso não vem ao caso agora).

Mas o que essa banda tem que eu realmente gosto é a vocalista: Karen O. A mulher tem uma voz que consegue ser ao mesmo tempo doce e poderosa (num sentido de marcante). Fora o fator estilo que ela tem: roupas (muito) loucas, cortes de cabelo diferentes, batom super vermelho e maquiagem às vezes borrada. Na verdade, eu não acho nada disso bonito, mas a vocalista do Yeah Yeah Yeahs faz de um jeito tão autêntico, num estilo tão próprio, que fica o máximo.

yeah yeah yeahs

Pensando friamente, eu não acho ela bonita, mas ela tem tanto estilo e atitude (e pra mim isso é importantíssimo) que ela se torna uma das mulheres mais bonitas do rock. Tanto, que segundo disse Lúcio Ribeiro, foi até convidada pela Playboy americana pra tirar umas fotinhos (mas ela disse No No No : P).

Queria muito assistir a um show deles, pena que quando vieram para o Brasil não tocaram em Porto Alegre. Parece o tipo de banda que muda completamente ao vivo (pra melhor), de tanta presença de palco e atitude que Karen O tem (e dá pra ver isso só pelos shows e videos).

Bom, quanto a banda, além dela temos Nick Zinner e Brian Chase na formação. Mais um outro cara que toca nas turnês. A banda lançou até agora dois CDs. Aqui um pouquinho sobre eles:

Esse é o Fever to Tell, lançado em 2003.

fever to tel

1. Rich
2. Date With The Night
3. Man
4. Tick
5. Black Tongue
6. Pin
7. Cold Light
8. No No No
9. Maps
10. Y-Control
11. Modern Romance

É um cd meio irregular. A primeira música, Rich, é muito boa. Depois as demais não são tão inspiradas, isso até chegar em Maps e Y-Control, que são ótimas. Y-control eu gostei logo de primeira (o clipe é legalzinho, assistam no youtube), Maps demorou um pouco mais, mas é atualmente a minha favorita do grupo, e uma das que mais ouço no meu iPod. No clipe de Maps, Karen O tá com o cabelo e um olhar meio distante muito bonito.

By the way, esse cd entrou na lista do livro 1001 CDs para ouvir antes de morrer.

O segundo CD é Show You Bones de 2006. É um cd mais regular, não tem nenhum hit mas todas as músicas são bastante boas, especialmente Gold Lion, Way Out, Honeybear, Cheated Hearts, Warrior e Turn into.

Show your bones

1. Gold Lion
2. Way Out
3. Fancy
4. Phenomena
5. Honeybear
6. Cheated Hearts
7. Dudley
8. Mysteries
9. The Sweets
10. Warrior
11. Turn Into

Pra finalizar, um videozinho com uma performance dos Yeah Yeah Yeahs tocando Gold Lion no programa de David Letterman:

Thursday, March 20th, 2008

Cds e bandas que eu gosto: The Fratellis

Comecei a reparar que esse blog não fala muito sobre um dos meus maiores hobbies: escutar música. Acho que não falo justamente por não achar minha opinião realmente abalizada pra falar desse assunto (mas até que é com assuntos como anime e computação). De qualquer forma, vou começar a falar mais sobre algumas bandas e cds que eu sou bastante fã, pra poder encher quem eu admiro no mundo da música de elogios (como já fiz com Beatles em mil posts e Franz Ferdinand).

Uma dessas bandar é The Fratellis. É um trio escocês, com um estilo de música muito legal, com guitarrinhas animadissímas, bateria marcante, letras meigas, inspiradas e inteligentes. Tudo que eu posso querer numa banda. E o melhor: é daquelas que se gosta de primeira, e nas audições seguintes só fica melhor.

fratellis

Essa é a capa do único cd lançado até agora pelo grupo. Adorei, capas com visual retrô quase sempre me agradam.

Aqui a tracklist. Os destaques desse cd pra mim estão em negrito:

1. Henrietta
2. Flathead

3. Cuntry Boys & City Girls
4. Whistle for the Choir (a melhor do cd)
5. Chelsea Dagger
6. For the Girl
7. Doginabag
8. Creepin Up the Backstairs
9. Vince the Loveable Stoner
10. Everyboby Knows You Cried Last Night
11. Baby Fratelli
12. Got Ma Nuts from a Hippy
13. Ole Black ‘N’ Blue Eyes

E pra terminar, o clipe de Flathead.

Wednesday, March 12th, 2008

Avril Lavigne, a cantora bad girl que não é bad

A Avril Lavigne era aquele tipo de cantora que tinha tudo pra ser a mais barraqueira, drogada, desvirtuada, louca, desvairada do mundo da música. Ficou famosa cedo, antes dos 20 anos, já tinha fama de rebeldizinha, se vestia de preto, dava declarações polêmicas como “a escola não serve pra nada”, etc.

Mas não é que ela casou, e nunca foi estrela de nenhum escândalo? Já Britney Spears, que começou a carreira cedo também, mas com fama de good girl, todo dia estrela os jornais e revistas de fofoca.

Será que no mundo da música, as santinhas são realmente as piores? : P

avril comportada
Garotas loiras que usam All Star são muito legais

Thursday, February 28th, 2008

Blackout da Britney Spears: o cd impossível de baixar

Gosto bastante da música Gimme More do novo cd da Britney Spears. Super energética e dançante. Acho que com esse novo hitzinho dela, ela provou que apesar da coleção de escândalos (ficar careca, ficar sem calcinha em público, drogas, perda da guarda dos filhos … nossa como essa mulher aprontou : P), ela não encerrou a carreira, e ainda está com tudo.

Mas então, fui procurar o cd pelo meio mais rápido e prático que eu conheço: a partir desses servidores de arquivos grandes como o Rapidshare, o Badongo, o Gigashare, Megaupload, etc. Basta digitar no Google Blogs o nome do cd, do cantor e o nome de algum desses servidores, e pá, um linkzinho que atende suas necessidades aparece. Fiz isso para o cd da Britney e incrivelmente, todos os servidores apagaram seus arquivos por infração aos direitos autorais.

capa do cd blackout da cantora Britney Spears

Claro que só o cd da Britney é difícil assim de achar para download. Praticamente qualquer outro é fácil de encotrar. Acho que é difícil assim justamente por ser de uma cantora extremamente conhecida. Talvez por isso esses servidores tenham se esforçado para impedir que as pessoas baixem. E pelo visto conseguiram (apesar de que claro, deve ter no bittorrent,soulseek,emule,etc).

Acredito que ações como essa podem sim acabar com a pirataria, ou pelo menos enfraquece-la. Às vezes eu fico com a impressão que só existe tanta falsificação assim por falta de ação do governo e das empresas. Aqui em Porto Alegre pelo menos, era bastante comum ver DVDs falsificados no centro da cidade. Bastou a polícia fazer algumas batidas que os vendedores sumiram (na real ainda estão lá, mas não é mais tão explícito, quem quiser comprar tem que procurar mais).

Mas claro, o que realmente vai enfraquecer a pirataria é baixar o preço absurdo que os CDs de música originais são vendidos.

Friday, February 15th, 2008

Um emo legal

Rafinha do BBB8 provando que existem emos legais : PPP

banda mipt do rafinha
A banda do Rafinha, o Mipt, que agora vai ser super famosa

rafinha do bbb8 e nxzero
Rafinha e o NXzero. Ele já participou de um clipe deles

Fotos do site da revista Capricho, que está estampando ele na capa desse mês. Tem inclusive fotos dele com sua namorada.

Friday, February 8th, 2008

O pagode, Backstreet Boys, Leomania e a volta das Spice Girls

Na minha pré-adolescência, ou seja quando tinha uns 12, 13 anos, existiam basicamente 2 coisas que as meninas podiam gostar musicalmente falando: pagode e boy bands.

Eu odeio pagode. Odeio as danças. Por culpa dela me senti completamente deslocada no meu colégio durante anos (traumas vindo à tona : P). E como eu era como (quase) todo adolescente ou seja, maria-vai-com-as-outras-que-quer-ser-igual-a-todo-mundo, tentei gostar. Mas não adiantou, porque é intragável. Não que eu considere meu gosto musical muito sofisticado, mas drogas desse nível não dá : P

Então descambei para o outro lado: as boy bands. Existiam várias, mas a de maior sucesso era os Backstreet Boys. Não que eu fosse viciada, mas gostava de várias musiquinhas e clipes, especialmente “As long as you love me”. E antes que me perguntem, não, não achava nenhum deles bonito, pois eu era adepta da Leomania : P. Pra quem não sabe, era o fanatismo pelo Leonardo DiCaprio, o Jack Dawson de Titanic. Esse sim era lindo aos meus olhos na época. Eu inclusive tinha aquelas pastinhas pretas cheias de fotos. Hoje em dia eu só acho ele bonitinho. Mas voltando, além das boy bands, surgiu outro estouro musical, que conquistou o mundo: as Spice Girls.

girl power

Acho que foi um estouro no nível (ou maior até) do estouro da Britney Spears em 1999. Todas as pessoas ao redor da minha idade tinham o primeiro cd das Spice em casa. Inclusive eu.

Meu grande sonho na época era assistir a um show delas ao vivo, nem que tivesse que ir pra São Paulo ver, afinal eu já tinha consciência de que era quase impossível que os grandes shows fossem para Porto Alegre.

Só que elas nunca vieram pro Brasil. Nunca. Nem para Sampa. Até que o grupo acabou. Todas elas tentaram carreira solo, mas a única que se deu bem foi a Victoria - e nem foi por causa de seu talento musical.

Mas eis que mil anos depois elas voltam, para um série de shows. Fiquei toda empolgadinha e tal, pra descobrir que de novo, o Brasil não está na rota dos shows. Não entendi o porquê. Aposto que em São Paulo tem uma centena de pessoas que pagariam bastante para assisti-las. Não encontro um motivo.

Na real encontro apenas um: as Spice Girls odeiam o Brasil. É a única explicação plausível para isso.

Wednesday, January 23rd, 2008

Tramandai parte II: o sorvete do “futuro” e a competição.

Conforme já contado nesse post, estive na praia recentemente. Como não quis tornar o outro post muito longo, contarei mais causos curiosos ocorridos em Tramandai aqui.

Mas pra falar de Tramandai, preciso novamente recorrer a Disney para uma melhor explicação dos fatos. Quando eu fui pra lá, aos 15 anos ( troquei minha festa de 15 anos pela viagem, que era mais barata. PS: Eu nunca entenderei como as meninas preferem fazer festa de 15 anos ao invés de ir na Disney…). Mas bem, quando fui pra lá, com a tradicional tia Iara, nossa viagem incluia alguns dias em Miami e uma passadinha por Cabo Canaveral. Em Cabo Canaveral fica uma espécie de parque/museu/loja e sede da NASA, além do campo de lançamento dos Foguetes. Entre muitas coisas interessantes que vendiam lá, tinha comida de astronauta. Mas o mais interessante na minha opinião era o sorvete do futuro. Na realidade o sorvete não tinha nada de especial e sequer era usado pelos astronautas no espaço. Sua única peculiaridade era o fato de estar na forma de pequenas bolinhas. Imaginem um monte de balinhas tic tac de sorvete. Era mais ou menos isso. Pelo que pesquisei, ele é feito congelando o sorvete a 40 graus negativos. Era legal porque tinha uma textura diferente e ao derreter na boca ficava com o saboroso sabor de sorvete tradicional.

Bem, meu irmão já tinha ido na Disney em 1997. E esse sorvete já existia.

Estamos 2008 e só agora isso chega ao Brasil. Só agora: mais de dez anos depois. Felizmente, não cometeram a gafe de chama-lo aqui de sorvete do futuro. Como sou uma deslumbrada com os Estados Unidos e especialmente a Disney, tive que degustar novamente. Muito bom, recomendo. Aqui o site da sorveteria.

delidrops
Parecem feijãozinhos de todos os sabores do Harry Potter, mas é sorvete

Mais tarde, durante a noite, resolvi dar uma passeada. Como em todas as praias, aqui também tem aquele bando de carros com o porta malas aberto parados, fazendo uma espécie de competição de quem tem o carro com o som mais potente (e por tabela, quem tem o pior gosto musical). Infelizmente, a competição sobre o pior som sempre termina empatada com todos vencedores.

Depois de bem alimentada com o sorvete e com o funk e pagode no máximo volume na rua, decido dormir.

Friday, November 30th, 2007

Beatles e a moda - Dos terninhos com gravatas finas às roupas loucas

Os Beatles foram a maior banda de rock do mundo. Por isso mesmo, sua influência não se limitou apenas na música. Seus cortes de cabelo, ternos e roupas , tornaram-se mania na década de 60.

Por isso mesmo, vou comentar a indumentária do quarteto de Liverpool ao longo dos anos. Tudo baseado no documentário Anthology.

Quando os Beatles ainda não tinham empresário e eram uma banda independente, os rapazes usavam roupas de couro. Sim, casacos de couro, como aqueles roqueiros rebeldes. Pelo que deu pra entender pelo Anthology, eles achavam o máximo “transgredir” com aquelas roupas.

Vendo hoje, os Beatles ficam bem estranhos de couro. Eis uma foto pra confirmar o que digo:


Estranhos

Mas daí chegou o Brian Epstein, empresário, e mandou dizer que aqueles casacos não estavam com nada. Que eles deviam usar terninhos modernos (que hoje em dia são super retrô) e serem arrumadinhos.

Nesse ponto concordo plenamente com Epstein. Bandas de com carinhas arrumadinhos de terninho sempre são mais legais. Franz Ferdinand e The Killers são a prova cabal. Se bem que o visual “I don´t care but I actually care”, com cabelos desgrenhados e roupas arrumadas de forma desarrumada, como do Strokes é o máximo também.

Então, os Beatles começaram a fazer sucesso, a Beatlemania chega ao ápice, e a roupas e corte de cabelo viram moda por todo mundo.

Mas a partir do disco Rubber Soul, os Beatles enjoaram dos terninhos e do cabelo curtinho e bonito. Começaram a deixar o cabelo e a barba crescer, mudaram as roupas. Como eles já eram famosos, Epstein não deve ter feito nenhuma resistência a mudança. Sem alguém para guiá-los nas roupas, começaram a ter a aparência cada vez pior : P

Vocês podem ver que mesmo aos 60 e poucos anos, os 3 beatles remanescentes do Anthology usam roupas horríveis. O Paul passa grande parte do Anthology com um colete nada a ver. O George usa uma roupas mega coloridas e estampadas (ao mesmo tempo). Por fim, o Ringo que se acha super modernoso : P

PS1: Notaram que as roupas que os Beatles usam na capa do Sargent Peppers foram praticamente recicladas para o clipe de Hello Goodbye. Será que foi intencional ? : P

PS2: Segundo o caderno Donna do jornal gaúcho Zero Hora, as gravatinhas finas dos anos 60 que os Beatles (e todo mundo na época) usava voltaram a moda. Isso pode ser confirmado também vendo as gravatas que Adalberto Marconi, interpretado por Dalton Vigh, da novela Duas Caras da Rede Globo, usa às vezes.

PS3: Prometo que paro de escrever sobre os Beatles. Se eu escrever mais alguma coisa relacionada a eles, vou ter que criar uma categoria própria pra banda.

Saturday, November 17th, 2007

Beatles Anthology: a história da melhor banda do mundo

Terminei de ver Beatles Anthology, finalmente. Beatles Anthology são 5 dvds licenciados que contam a história dos Beatles. Nos primeiros dvds, fala-se sobre a origem dos Beatles, como se conheceram, os primeiros shows no Cavern Club, a viagem para Hamburgo na Alemanha, o sucesso, até conseguirem ser a primeira banda britânica a emplacar um hit como número um na billboard, com a música I want to hold your hand, e assim irem para os EUA e iniciar a beatlemania ( a propósito, odeio a pronúncia de beatlemania em inglês: fica algo como “bitoumeinia”, horrível : P).

Anthology é interessante porque não é só entrevistas e história. Intercalam-se clipes e apresentações que o deixam mais leve e um deleite para os fãs. Uma das apresentações incluidas é no Ed Sullivan, um dos programas de maior audiência nos EUA (e que no mesmo teatro que era filmado, hoje em dia é produzido e o programa do David Letterman), no auge da beatlemania.

Como fã recente, descobri várias coisas interessantes como o fato de, devido a gritaria incessante dos fãs, os Beatles não conseguirem se escutar nos shows. Na época não havia a tecnologia necessária para isso, e eles tinham que ficar tocando como robôs, sem poder escutar e experimentar (os White Stripes, segundo me contaram, fazem sempre algo novo em todas as suas apresentações, coisa que os Beatles não podiam se dar o luxo), portanto não podiam evoluir no palco, apenas em estúdio.

O inicio da banda é muito bem detalhado e retratado nos dvds. Como sou bastante fã dessa fase inicial de “silly love songs”, amei. Minha crítica é em relação as últimas partes. Depois do Sargent Peppers, o anthology passa correndo, fast forward total. Mostram o Magical Mystery Tour bastantinho até, depois voam com o Yellow Submarine, falam pouquinho do White Album, pouquinho do Let it be, pouquíssimo do Abbey Road e acaba, super drasticamente. Me pareceu que os Beatles não queriam falar muito dos problemas do final, de como a banda acabou, ou criticar muito a Yoko Ono (talvez porque ela que cedeu os direitos do John Lennon), enfim, não queriam ficar cutucando feridas mal cicatrizadas. E assim, pouco se falou do final. Basicamente o fim do anthology são os clipes e (bem poucas) lamentações e explicações sobre o término da banda.

Mas claro, mesmo com a correria toda, o finalzinho do Anthology tem revelações bastante interessantes. Por exemplo, George Martin, o produtor de todos os discos, não gosta muito do White Album. Acha que seria um ótimo cd se não fosse duplo e as canções fossem mais criteriosamente escolhidas. Concordo. Desses albuns do final da carreira dos Beatles ( ou seja, pós Sargent Peppers), o meu favorito ficou sendo o Magical Mistery Tour. Tem Strawberry Fields Forever, Fool on the hill, All you need is love, Hello Goodbye, albúm excelente. White album não gostei e acho que não gostarei nunca.

Mas mesmo com os contras, o preço meio alto, e a falta de algum encarte bonito junto com os dvds, vale muito a pena. Terminei de ver e já sinto vontade de assistir de novo. Definitivamente não é o tipo de documentário que você assiste uma vez e deixa depois pegando pó na estante.