Entries Tagged as 'literatura'

Friday, March 7th, 2008

Razão e Sensibilidade

Um dos livros que li ano passado foi Razão e Sensibilidade (no original, Sense and Sensibility, nome muito mais poético), da inglesa Jane Austen. Quando li sobre o que se tratava o livro, me interessei imediatamente: duas irmãs, Marianne e Elinor Dashwood vivem na inglaterra do século XVIII. Logo no início do livro, o pai delas morre, e assim elas ficam com poucos recursos (A.K.A pobretonas). Marianne é a mais sensível (a sensibilidade do título), Elinor é a mais racional (logo a razão).

Mas então, era um romance, com uma personagem principal com o nome parecido com o meu que se deixa levar pela emoção (tal como eu) e interpretada pela Kate Winslet no filme homônimo (a Kate Winslet é uma das atrizes que eu permitiria que me interpretasse : P).

Mas ao começar a ler o livro, decepção: é chato chato chato chato chato. Mesmo assim li o livro até o final.

razao e sensibilidade
A Razão e a Sensibilidade juntas

Mais tarde, resolvi assistir ao filme. Foi dirigido por Ang Lee, o mesmo do Segredo de Brokeback Mountain, e concorreu ao Oscar 96. O filme é bem feitinho, mas mesmo tendo o Hugh Grant (que descobri recentemente que estrela vários filmes que eu gostei), continua chato porque, como era de se esperar, segue fielmente a história do livro : P, e além disso, o final é mega corrido. De repente, personagem x do nada se apaixona por personagem y e se casam, sem muitas explicações.

Mas o filme tem uma coisa muito legal: o ator Alan Rickman. Eu adoro ele, adoro a voz dele, e é incrível como ele consegue convencer em papéis tão diferentes: ele já foi o vilão de Duro de Matar, o cara que se apaixona por outra em Simplesmente Amor, o Severo Snape de Harry Potter, e agora o cara sensível de Razão e Sensibilidade.

Coronel Brandon
Alan Rickman como o coronel Brandon

Depois dessa obra, fiquei meio ressabiada em ler/assistir outras obras da Jane Austen. Mas já estou com o filme Orgulho e Preconceito em casa (peguei emprestado), que também é baseado numa obra dela, tomará que seja melhor.

Thursday, February 14th, 2008

As viagens de Gulliver de Jonathan Swift

Tá ai um livro que eu gostei. Romance inglês com descrições muito verossímeis sobre os mais absurdos lugares. Tudo regado com muitas e muitas sátiras. Ao contrário do que muitos pensam, Lemuel Gulliver não viajou apenas para a terra dos pequenos, Liliput (onde há a famosa discussão com o povo de Blefuscu sobre qual é o lado mais fácil de quebrar um ovo), além de ser o lugar onde Gulliver torna-se o bombeiro mais não convecional do mundo. Tampouco viajou somente para a terra dos gigantes (Brobdingnag). Ele visitou diversos outros lugares imaginários ainda mais interessantes.

Um desses lugares é Laputa. Laputa é uma ilha voadora cujo povo só se interessa pela matemática e pela música (acho que eu conheço um quase laputiano : P).

Depois Gulliver segue para a capital da ilha de Balnibarbi chamada de Lagado. Nessa cidade existe uma academia, no qual são pesquisadas as coisas mais loucas do mundo (como máquina que transforma dejetos humanos(A.K.A coco) em comida de novo!). Devido ao exagerado investimento em pesquisa, a população vive num estado de muita pobreza. Na minha opinião a viagem por Lagado é a parte mais legal do livro.

gulliver
Leiam

A próxima viagem é para a ilha de Glubbdubdrib. Nessa ilha, o rei tem o poder de ressucitar por 24 horas qualquer pessoa. Gulliver torna-se amigo do rei e aproveita para conversar com diversos filósofos.

O próximo lugar estranho é Luggnagg. Nesse lugar, existem algumas poucas pessoas que são imortais. Gulliver fica impressionado, achando que estes devem ser os habitantes mais inteligentes do mundo, mas acaba descobrindo que não é bem assim.

A última viagem é para a terra dos Houyhnhnms e dos Yahoos. A partezinha que eu menos gostei e que mais demorei pra terminar de ler. Nessa terra, os inteligentes são os Houyhnhnms, criaturas semelhantes a cavalos, e os incultos são os yahoos, criaturas semelhantes a seres humanos. Gulliver aprende sobre as características dos Houyhnhnms: criaturas que vivem pelo bem estar comum de toda a espécie e que não sabem mentir. De longe, o país que mais agradou ao narrador.

Apesar de tantos lugares descritos, o livro não é muito grande, são mais ou menos 300 páginas, sem muita enrolação. Vale a pena.

Monday, January 28th, 2008

BBB 8 - “Graças a Deus nunca fui de ler livro”

Pior que a ignorância, é se vangloriar dela …

Tuesday, November 27th, 2007

Madame Bovary

Obra francesa de 1857, umas das precursoras do realismo e polêmica na sua época. Muito triste e muito bem escrito. A premissa é simples, tipo uma novelinha mesmo. O que marca é como o autor transmite os sentimentos dos personagens, a forma como ele escreve a situação desesperadora que a protagonista se encontra. Eu nunca tinha lido um livro com frases tão bem colocadas. Claro, algumas partes do livro são bem entediantes, especialmente as descrições dos lugares e o final que me desapontou um pouco, não pelos acontecimentos em si, mas pelo final ter ficado arrastado e inferior ao resto do livro. Mas ainda assim, vale MUITO a pena. Pretendo ler de novo em breve, e quem sabe com o livro fresco na cabeça, escrever uma análise ou um textinho melhor do que esse : P

Então, o romance conta a história de Emma, moça criada no campo. Pessoa boa, mas ambiciosa até os ossos. Sonha com uma vida de luxo. Casa-se, por paixão, com Carlos Bovary (ou Charles, depende da tradução), um médico interiorano limitado, entediante e, ao contrário da protagonista, sem grandes ambições. Carlos era realmente apaixonado por ela mas a impossibilidade de dar a vida que ela almejava leva a protagonista a manter relacionamentos fora do casamento.

Capa igualzinha ao livro que li

O livro rende muitas discussões. O narrador é sempre isento. Emma Bovary é egoísta e fútil por achar que a felicidade está numa vida de sofisticação e poder. Mas ela tem culpa disso? É justificável o comportamento dela? Ela teria outra saída, numa época em que as mulheres não tinham possibilidade de ascender ? E o (péssimo) comportamento dela em relação a sua filha e marido? Só lendo para (talvez) tirar uma conclusão.

Altamente recomendado ! 6 estrelas de 5 possíveis (e não, não está errado :P).

Só mais um adendo. O autor, Gustave Flaubert, ao contrário de Machado de Assis, por exemplo, não era nada prolífico. Flaubert escreveu pouquíssimos livros. Sua obsessão pela palavra perfeita, la mot juste, fazia ele ficar anos escrevendo e reescrevendo o mesmo livro (talvez apenas faltasse um bom empresário ou editor pa ele liberar logo as obras: P). Só Madame Bovary levou 5 anos para ser escrito. Sorte nossa. Antes uma Madame Bovary do que mil livros bons ou regulares.

Pra finalizar, aqui e aqui, textos bem interessantes sobre o livro.

Monday, November 12th, 2007

Os Beatles e a filosofia

Tava sem o que fazer (ok, na real to cheia de trabalhos de faculdade pra fazer, mas pra faze-los preciso de paciência, o que eu não ando tendo muita) e fiquei lendo uns livros gratuitamente na livraria Saraiva do Praia de Belas Shopping. Li pedaços de vários livros. Como estou viciadinha em Beatles, me chamou a atenção esse livro.

O livro é divertidinho. Obviamente você não vai aprender o sentido da vida nele, tampouco vai aprender muita coisa sobre filosofia. Mas igual vale a pena dar uma lidinha pela interpretação que eles fazem das músicas e mesmo do comportamento dos Beatles ao longo da carreira. Claro, são apenas interpretações, nada definitivas, mas que são bem construidas e bastante interessantes. As analogias com os pensamentos de várias correntes filosóficas também é bem legal (comparam até com Nietzsche!) Livro curtinho, baratinho, recomendado como bom lazer.

Tuesday, October 30th, 2007

Livro Peter Pan de J.M Barrie (não o desenho da disney!)

Recentemente terminei de ler o livro Peter Pan, o qual foi base para o famoso desenho da Disney. O motivo que me fez correr atrás desse livro, publicado em 1911, não foi o desenho (que eu nunca assisti, mas pretendo), foi o lançamento do livro Peter Pan Escarlate. Pra quem não sabe, Barrie pouco antes de morrer deixou os direitos autorais relacionados a sua obra para um hospital infantil. Esse mesmo hospital lançou um concurso no qual o escritor que criasse a melhor continuação teria o livro públicado como a continuação oficial de Peter Pan.

A vencedora foi a inglesa Geraldine McCaughrean, autora de um monte de livros infantis. Seu livro chama-se Peter Pan Escarlate. Como uma amiga minha comprou esse livro, achei interessante ler a obra original de Barrie pra depois pegar o Escarlate emprestado e ver se era bom.

Como sou uma namorada legal, ganhei ele como presente de Natal do meu namorado. Mas só mês passado comecei a ler. Por ser um clássico, esperava um livro infantil num nível Potteriano, mas infelizmente não foi o caso. Em Peter Pan, o autor se dirige frequentemente ao leitor, com diversas observações e ironias, lembrando um pouco o que faz Douglas Adams na série O guia do mochileiro das galáxias ou Lemony Snicket em Desventuras em série. Mas fora esses diálogos com o leitor, são poucas as vezes que o livro empolga. E nessas poucas vezes é por causa do engraçado mau-humor da fada Sininho. O grande mérito do livro é realmente, a captura das diferenças entre ser adulto e criança.

Aqui mais sobre os livros. E aqui um resumo dele.

Monday, October 29th, 2007

Santa Edwiges, Santo Antônio e Harry Potter

Esses dias foi o dia dedicado a Santa Edwiges, padroeira dos endividados. Segundo a reportagem que vi na TV (tive que parar pra assistir, afinal Edwiges é o nome da coruja do Harry…fanatismo é fogo : P), não lembro em qual programa, ao que parece, o número de devotos dela ultrapassou os de Santo Antônio, o santo casamenteiro. Será o dinheiro virando preocupação número 1 desse novo milênio, superando o amor ? Não sei. Mas o interessante é a história de Santa Edwiges. Ela era uma nobre que ao visitar prisões no seu país, lá pelo ano de 1200, percebeu que a maior parte dos condenados estavam na prisão por causa de dívidas. Ela como boa futura santa, doava seu dinheiro para ajudar os devedores a quitarem elas.


A coruja do Harry

Bela história. Qual será a de Santo Antônio? Ele ficava organizando encontrinhos às escuras? Ficava tentando fazer parzinhos a qualquer custo? Não faço idéia : P

Momento cultural: por que não chamamos o Santo Antônio de São Antônio ? Ou o São Jorge de Santo Jorge ? Elementar meu caro Watson: pessoas santificadas que têm seu nome iniciado por vogal ganham o prefixo “Santo”. Iniciado por consoante recebem “São”. Mas lembrem-se que isso não vale para mulheres. Simples, não é ?

Wednesday, September 12th, 2007

Kid Nation e O senhor das moscas

Na Época dessa semana saiu uma reportagem bastante interessante sobre o mais novo reality show da CBS, um dos maiores canais dos EUA. O diferencial dessa vez é que os participantes são 40 crianças de 8 à 15 anos. No programa, chamado de Kid Nation, as crianças são deixadas sozinhas numa cidade abandonada onde elas devem criar sua própria comunidade. A idéia dos produtores é mostrar que uma sociedade conduzida com a pureza das crianças pode ser muito melhor gerenciada do que as dos adultos.

Óbvio que a polêmica é grande nos EUA. Muitos consideram o programa como trabalho infantil, stress demais para as crianças, etc. Minha opinião ? Olha, aposto que esse programa vai ser menos estressante pra essas crianças do que qualquer dia da minha vida no colégio durante meu ensino fundamental. Aquilo sim era inferno : P Mas falando sério, acho que 8 anos é uma idade um pouco baixa demais pra participar desse tipo de programa. De qualquer forma pretendo assistir já que gosto desse tipo de atração televisiva.

Kid Nation

Voltando pra matéria da revista Época, eles compararam esse reality show ao livro O senhor das moscas. O livro conta a história de um grupo de crianças que sofre um acidente de avião e caem numa ilha tropical. Lá eles devem se organizar, mas apesar de um início harmonioso, uma guerra se instaura no final. Fiquei bastante curiosa em ler esse livro depois dessa sinopse já que não o conhecia. O dia que eu comprar e ler posto uma resenha aqui.

Tuesday, August 28th, 2007

A dama das Camélias, de Alexandre Dumas filho

Resumo da história em 30 segundos (sem coelhinhos)

Armand ama Marguerite. Ela aceita namorá-lo mas apenas se ele deixar ela viver a vida de cortesã dela (não que ela goste dessa vida, mas sim por que ela é necessária pois ele não é rico e ela tem um padrão de vida para manter). Ele aceita, mas não consegue viver aquela situação. Forçado a tentar levar uma vida que não é capaz, ele sofre, sofre, sofre. Divaga sobre ciúmes, sobre a vida e sofre, sofre, sofre. Até que finalmente Marguerite aceita largar a vida de cortesã e viver com ele, mas para isso ela precisa vender seus bens … mesmo assim Marguerite vende pois ela realmente ama ele. Ela percebe que ele sofre demais com aquela situação e esse era o único jeito.

Então eles vivem felizes …

MASSSSS, reviravoltas acontecem e não as contarei : P

camélias
Camélias

Apesar de a história parecer boba nesse resumo que eu fiz, o livro é bastante bom, um romance que apesar de muitas vezes bem previsível, é muito bem escrito e bonito. O livro não é arrastado, a leitura flui, e as divagações do Armand são bastante interessantes.