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Monday, January 5th, 2009

As “lejendas” dos seriados

Com o maior acesso a banda larga no Brasil e as cada vez maiores taxas de compressão de videos, baixar seriados e filmes pela Internet popularizou-se. Mas certamente, essa popularização também se deve aos fanáticos que legendam essas produções sem receber nada em troca.

Eu já legendei alguns videos amadores e posso dizer que é um trabalhão legendar. Escrever as falas e sincronizar é um trabalho braçal do cão. A única parte divertida é a tradução, especialmente pelo fator desafio, já que tradução não é bem uma ciência exata, e também porque traduzir ajuda a treinar o inglês.

Por isso dou meus mais sinceros parabéns a essas pessoas que legendam: são feitas sem remuneração, muitas vezes na pressa (no caso de Lost, pouquissímas horas após o lançamento de cada episódio) e num nível quase profissional.


Alguns seriados famosos

Notem a ênfase no quase. Quase porque a maior parte delas tem erros de português crassos. Eu nem falo de crases, acentuação ou regra do porquê, afinal, eu nem sei elas direito. Eu falo de erros de grafia básicos, e que se repetem no mesmo episódio, provando que não se trata de erros de digitação.

Aqui alguns exemplos:

  • No episódio 6 da primeira temporada de The IT crowd, aos 10 minutos, aparece a palavra envocado ao invés de invocado. Nesse mesmo episódio, aos 16 minutos, temos a palavra tranze ao invés de transe.
  • Em Hannah Montana episódio 1 da primeira temporada, mais ou menos aos treze minutos, aparece concertado ao invés de consertado e exarpe ao invés de echarpe.
  • No episódio 16 de Aliens in America, aparece num momento ofencivas ao invés de ofensivas.

Eu diria que pelo menos um erro assim é encontrado por episódio de qualquer seriado que você fizer download.

O que mais me impressiona, é como pode uma pessoa saber inglês tão bem a ponto de poder traduzir e não saber escrever português direito?

O mesmo vale para animes. Em Death Note, foi possível ver no primeiro episódio a palavra simplesmente escrita como simplismente várias vezes. Suponho que essa legendagem deve ser feita a partir das legendas em inglês porque eu definitivamente não acredito que alguém que saiba uma língua tão díficil como japonês cometa um erro tão infantil como simplismente.

E não me venham me dizer que são erros isolados, essas eram as séries que quando eu estava assistindo resolvi anotar os erros, mas qualquer outra tem.

PS: Sim, eu sei que algumas legendas profissionais da televisão paga também têm erros horríveis, mas são de tradução, não de português. E sim, eu sei que devem ter grupos que fazem legendas boas, mas de modo geral, são péssimas.

Wednesday, May 7th, 2008

Momento cultural: A palavra software em Português

Vocês sabiam que existe uma palavra em português para a palavra em inglês software? Não, não é programa. Software em português é logiciário. Vem do francês logiciel. Como todo mundo já sabe, os franceses (ao contrário dos japoneses) evitam usar estrangeirismos. Por isso, lá inventaram essa palavra para descrever software. Hardware na França chamam de matériel. Faz sentido: matériel significa material, ao passo que logiciel tem a mesma raiz que a palavra lógico. Claro, o hardware é o material, e o software é a parte lógica.

Engraçado que ninguém no Brasil, e nem mesmo em Portugal, onde valorizam mais a língua portuguesa, conhece logiciário. Menos mal, porque a palavra é muito feia : P

Por sinal, aqui um post que fala sobre estrangeirismos muito legal.

Wednesday, February 13th, 2008

Nossa estranha língua portuguesa e a lógica

Se o feminino de ator é atriz, porque o feminino de cantor não é cantriz ? E o de autor, autriz?

Friday, November 23rd, 2007

Treine e pratique francês pela internet

Como já disse em outros posts, francês é uma língua que precisa ouvir muito para aprender as nuances e os diferentes sons. Especialmente por haver sons bem estranhos, às vezes anasalados, guturais, etc. Bom, esse post tem o intuito de passar alguns sites interessantes com aulas para o aprendizado da língua da Amélie Poulain e Edith Piaf. Já indiquei uma vez o podcast do French Ecole em outro post, mas não custa lembrar que é bom. O que eu ainda não indiquei são os videos desse site . Assisti a um deles (aula 90, sobre galáxias e estrelas) e realmente são bem interessantes. Várias palavras são mostradas na tela e pronunciadas pelo narrador, que é bastante engraçado. Ótimo para iniciantes e intemerdiários além de serem bem pequenos (15 mega) e curtinhos, até porque ninguém quer gastar horas para aprender uma língua estrangeira (a menos que você tenha que ir pra França em breve).

La France …

No blog do Rodrigo Correia, ele recomenda o site e podcast Français Facile. Infelizmente esse eu ainda não tive tempo pra testar, mas pelo que ele diz no blog parece bastante bom.

E por fim, como dicionário eu sempre uso o lexilogos.

Au revoir e bons estudos !!!

Wednesday, November 21st, 2007

Expressões idiomáticas, pronúncia e minúcias do inglês

Já estive nos Estados Unidos 2 vezes, ambas na Disney, em Orlando (um hora farei um post sobre porque a disney é o melhor lugar do mundo). Ficar nos EUA, mesmo que por pouco tempo, me ajudou muito a melhorar o inglês (além de ter me ensinado que cheesecake não é feito de queijo, mas sim de chocolate).

Por exemplo, mesmo com alguns anos de curso de inglês aqui no Brasil, nunca consegui aprender a maldita pronúncia do ‘TH’. Nunca consegui pronunciar think, through, e qualquer coisa com TH decentemente. Mas trabalhando quase 3 meses na Disney, de tanto dizer thanks para os guests (visitantes), e mesmo de ouvir thanks duzentas milhões de vezes, de repente, como num passe de mágica, o TH saiu naturalmente. Era como se meu cérebro tivesse finalmente assimilado aquele novo som.

A chave de ouro aconteceu quando um amigo nosso, que era americano, comentou comigo e com meus amigos que muitos brasileiros não conseguiam fazer o som de TH. Ele então pediu para nós falarmos thanks. E quando eu disse ele elogiou a pronúncia.

Mas o interessante da viagem foram as várias palavras e expressões que eu não costumava muito a ouvir no meu curso de inglês.

Por exemplo, ouvia muito os americanos dizendo I’m glad ao invés de I’m happy. Isso me intrigava. Me intrigava tanto que uma hora perguntei porque eles usavam glad, qual era a diferença. Esperava ouvir uma diferença sutil mas nem isso. O americano simplesmente disse: “é a mesma coisa”. Decepcionante : P

Epcot Center, o meu parque

“It’s up to you” é outra expressão que eu ouvia bastante e significa algo como “só depende de você”. Outro detalhe legal é como os americanos chamam buffet livre ou rodízio: são os “all you can eat restaurants”. Comprido e simplista. Mas o pior são as palavras que só os americanos, ingleses, jamaicanos e demais falantes nativos de inglês notam a diferença. Dead e Dad, Pen e Pan, etc. Cheguei a perguntar a diferença, e para eles era nítida. Infelizente o tempo que eu fiquei lá não foi suficiente para eu notar essa diferença “gritante”. Mas já fiquei feliz tendo aprendido o TH mesmo : P

Mas o motivo que me levou a escrever esse post foi a nova expressão idiomática que aprendi com o seriado Desperate Housewives. “No strings Attached”. Já tinha ouvido muitas vezes essa expressão nos EUA, mas nunca corri atrás pra saber o que era. Pior que não tinha nem idéia do que podia significar. “Sem cordas colocadas” certamente não era : P

Mas então, graças ao seriado, descobri o que é. Significa “sem compromisso”. Tipo “faça isso, não precisa prometer nada, sem compromisso”.

Thursday, September 6th, 2007

Podcast de francês

No início desse ano, descobri pelo jornal Zero Hora que teria um curso intensivo de francês no instituto Cervantes. Seria janeiro inteiro, aulas de Segunda a Quinta, com 3 horas de duração. Nisso, eu obteria o nível 1 (de 8 no total). Tudo por módicos 50 reais, e ainda por cima, era perto do meu trabalho, com diversas opções de horários. Como adoro aprender línguas estrangeiras, não podia perder essa chance. Bom, ao fim do curso estava viciada em aprender mais. Então fiz outro intensivo em Fevereiro (só que dessa vez foi o preço normal, 325 reais … malditos que nos viciam pra depois extorquirem : P). Fiz e continuei viciada. Então segui, e fiz o nível 3, de março a julho (extensivo).

Nesse semestre resolvi parar por falta de tempo (sempre essa velha desculpa). Mas não parei completamente. Comecei a escutar por indicação do Yabu a este Podcast, o french école, cujo RSS é esse. Bastante bom, até quem não sabe nada de francês pode aproveitar. O único porém são as explicações que são totalmente em inglês. Como sei inglês, tá servindo pra treinar os 2 idiomas.

torre eiffel
Um dia eu vou subir nessa torre

Claro que um curso de língua tradicional com professor ensina mais, mas pra treinar e não esquecer, ele tá ótimo.