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Thursday, October 23rd, 2008

Como aprendi que loteria não dá dinheiro

Quando eu era criança, quase todo verão eu ia para uma famosa e agradável praia aqui do Rio Grande do Sul. Lá, eu ficava numa colônia de férias muito legal. Nela, semanalmente, tinha um jogo de bingo. Mas tipo, era aqueles bingos familiares sabe, sem fins lucrativos, que tu marca os número com milho ou feijão, prêmios baixos, e especialmente, brincadeirinhas divertidas tais como:

  • Dois patinhos na lagoa (22)
  • Violão sem braço (8)
  • A idade de cristo (33)
  • A idade da menina moça (15)
  • Começou o bingo (1)

Eu adorava as noites de bingo. Teve até uma lendária vez que faltou luz e teve guerrinha de milho e feijão.

Só que quando eu tinha uns 12 anos começamos a ir para Santa Catarina. E lá tinha um parque de diversões daqueles precários. E nesse parque tinha várias coisas de apostar dinheiro totalmente ilegais e que sim, tinham fins lucrativos. Um dos jogos era a roleta. Mas não exatamente igual a roleta dos cassinos de verdade. Era uma roleta, onde tinha 2 cores. Você escolhia uma cor, e se ela saisse ganhava o dobro da aposta. Claro, para o meliante a banca ter mais vantagem e não meros 50%, tinha também uma terceira cor que aparecia numa frequência bem menor. Nessa cor ninguém ganhava ou algo assim.

Como as apostas eram baixas, a partir de 1 real, e pelo fato de ser ilegal, você não precisava ter 18 anos para participar, eu me empolguei e fui jogar. Ganhei a primeira. Total emoção. Ganhei a segunda, só que depois, óbvio, eu perdi tudo. Tudo é uns 50 reais, o que era uma fortuna para uma criança de 12 anos. Era praticamente todo dinheiro que eu tinha para os 15 dias de praia. Claro, depois contei pros meus pais e eles me xingaram total.

E foi assim que aprendi que não devemos jogar esperando lucro, a menos que você participe de um grupo de matemáticos que usa probabilidades para ganhar no jogo 21.

E que jogos desse tipo só são realmente divertidos no video game, especialmente em Vega Stakes para Super Nintendo, o melhor jogo de cassino de todos os tempos. Nesse jogo, você começa como um pobretão e vai subindo na vida, quebrando a banca de vários cassinos, cada vez mais luxuosos, super legal.

Ah sim, e também ganhando anéis extras nos caça-níqueis da fase Casino Night de Sonic 2.

Saturday, August 16th, 2008

Top 7 jogos mais difíceis de todos os tempos

Nesse post do Save Game fiquei sabendo desse video (que é muito bom, assistam) sobre os 10 jogos mais difícies de todos os tempos. Desses 10, os únicos que eu já joguei foram Contra do Nintendinho (e é realmente impossível) e battletoads, mas a versão do mega drive, que é tão difícil quanto.

Isso me levou a fazer uma lista, não bem com os jogos mais difíceis, mas aqueles que eu joguei freneticamente e nunca consegui virar. Mas um dia ainda vou, nem que seja com um detonado de revista do lado. Podem observar que todos são de Mega Drive, porque foi o video game que eu mais joguei na vida.

1. Kid Chameleon: De longe, parece um jogo infantil, de uma criança que quer salvar seus amiguinhos. Falácia ! Quanto mais você joga, mais fases aparecem. Eu já tinha passado tipo um MONTE de fases e achava que tava perto do final, mas ele nunca chegava. E o jogo só ficava cada vez mais díficil. Mas agora eu já sei porque: segundo a Wikipedia, ele tem mais de 100 fases, só que cada fase tem subfases, totalizando mais de 1850 estágios.

2. Alex Kidd in the Enchanted Castle: Aquele tipo de jogo do mal: um toquezinho do inimogo e pá, tu morre. Mas igual eu resolvi encarar: não adiantou. O jogo tem só 11 fases. Eu cheguei até a nona, Rock Mountain 2. Pela Wikipedia (de novo), fiquei sabendo que na fase seguinte, To the Sky, se você caisse das plataformas, além de perder a vida, ainda voltava pra fase anterior.

3. Aliens 3: No começo eu tinha medo desse jogo, sequer jogava ele. Além dos Aliens horríveis, sangue por todo o cenário, tinha pessoas (bem pixeladas, mas não importa) agonizando presas. E você era o responável por salvar elas, munido de várias armas poderosas (mas com munição finita). O problema era que tinha tempo pra salvar essas pessoas, e esse tempo era algo como 5 minutos.

4. Eco The Dolphin: Esse jogo tinha ganhado o selo qualidade da revista Ação Games, daí óbvio que aluguei quando vi na locadora. No jogo você é um golfinho e tem que ficar resolvendo uns enigmas pra salvar seus amigos peixes de uma ameaça terrível qualquer que eu não lembro mais. Ou seja, a moral do jogo é conversar com os outros golfinhos e pegar pistas. O problema é que na época eu não sabia nada de inglês e então as dicas não adiantavam nada. Por isso eu desisti e tal. Mas uns 2 anos atrás eu joguei de novo com emuladores, já que agora meu nível de inglês é bom, mas não adiantou nada, mesmo com as dicas continuei sem passar : P

5. Olympic Gold - Barcelona 92: Já que estamos em clima de olimpíada, vamos falar desse jogos horrível. Tipo, eu parecia o Brasil competindo em Pequim, nunca ganhava nada. Tinham várias modalidades, só que sempre que eu ia bem numa, ia super mal nas demais.

6. Road Rash: Adoro esse jogo, uma corridinha de motos muito legal. No início era bem fácil, só que a medida que você ganhava e comprava motos melhores, era quase impossível manter o bicho de pé. Experimentem pilotar no Road Rash a melhor moto de todas, a Diablo: deve ser horrível, pior do que manter de pé uma Kawasaki Ninja ZX-12R. Digo deve porque eu nunca consegui comprar a Diablo, mas as que eram mais lentas já eram difíceis o suficiente.

7. Zombies ate my neighbors: O jogo é muito bom, muito viciante, mas 80 estágios mais fases de bônus conseguiram fazer eu nunca virar esse jogo.

Algumas menções honrosas: Strider 2, Altered Beast, Decap Attack, Evander Holyfield, Monaco GP, Jurassic Park, The legend of Toki.

Extra: Sagat. Eu sei que ele não é um jogo, mas personagens de games também contam.

Meu trauma com o Sagat aconteceu certa vez em que eu decidi virar Street Fighter de novo. Passei por todos os lutadores até chegar no tailandes maldito. Quando eu pulava era aquele laser/raio/whatever em cima, ou senão o uppercut dele, e quando eu me abaixava era o laser/raio/whatever abaixado. Usei todos os personagens possíveis e não o derrotei. A única explicação que eu encontro é que devia estar bugado aquele jogo porque aquele Sagat tava level mil.

Thursday, December 6th, 2007

Jogos de video game com nomes errados

As palavras que as pessoas usam no Google pra chegar no meu blog demonstram a ignorância dos seres humanos quando o assunto é português e inglês. É muito comum chegarem no meu post sobre jogos de luta com palavras como Mortal Combat, Mortal Combate, Mortal Kombate, e às vezes, até acertam e põe Mortal Kombat. Street Fighter também tem suas variações. Mas esses dias o analfabetismo passou dos limites. Chegaram no meu blog com a palavra Street Father !!! A pessoa não tem noção que isso significa pai de rua e que definitvamente um jogo de video game não teria esse nome ?!


Quem e Blanca, personagens de Street Father ¬¬

Friday, November 16th, 2007

O jogo mais violento de play 2: Manhunt 2

Conheci semana passada o um jogo que põe Carmageddon, Mortal Kombat, GTA, Resident Evil, sei lá, qualquer jogo que você conseguir pensar no chinelo no quesito violência: Manhunt 2, da ótima softwarehouse Rockstar.

Em Manhunt 2 você acorda num hospício no meio do caos. Por não estar tomando nenhum remédio (ou por ter sido drogado, sei lá, não prestei muito atenção na história do game : P), seu personagem fica constantemente tonto e tem várias visões. Na primeira fase você deve fugir desse hospital psiquiátrico, mas para isso deve sempre andar pelos lugares menos iluminados da tela e tentar pegar os seguranças e médicos na surdina, exatamente como em Metal gear. A diferença são as armas e animações. A gama de ferramentas é vasta. Entre elas temos uma caneta que o seu personagem enfia no olho dos adversários, um saco plástico que não deve nada ao que o capitão Nascimento usa, fora as mortes especiais envolvendo partes do cenário como amassadores.

Será que na versão do wii você usa o wiimote como uma caneta ?

O jogo é bastante bom, mas tem um defeito gravissímo: gráficos tosquicimos. Parece um jogo de Playstation 1 podre. Se lançarem esse jogo pra Play 3 com gráficos que usem a capacidade do console, vai ser um jogaço.

Essa screenshot engana: gráficos podres

Wednesday, October 31st, 2007

Mortal Kombat X Street Fighter - e outros jogos de luta

Qual o melhor jogo ? Difícil decidir. Os dois são excelentes. Em termos de importância certamente Street Fighter, pois foi o primeiro jogo de luta do tipo um contra o outro (p2p) a estourar. Gráficos belissímos, uma vasta gama de personagens e golpes muito bem feitos. Depois desse sucesso estrondoso, várias empresas tentaram imitar, com jogos como Art of Fighting e Fatal Fury (ou King of Fighters), ambos da SNK. Entretanto esses jogos, apesar de trazerem belos gráficos e vários personagens, não traziam nenhuma inovação. Todos os golpes desses dois jogos possuiam seu correspondente em Street Fighter. No caso de Art of Fighting, não apenas todos os golpes como todos os personagens têm correspondente. Tem a menina que luta, tem o Micky que é o boxeador do jogo, tem o personagem que não pula, tem o Lee que tem garras e máscara e é o Vega do jogo, tem o John que é o Guile da SNK, tem até um Ryo Sakazaki que é, obviamente, o Ryu de Art of Fighting, com kimono e golpes similares (percebam que nesse caso a SNK não se esforçou nem para mudar o nome do personagem). Mesmo assim, era uma ótima cópia, com gráficos que só o Neo Geo e os Arcades podiam nos oferecer. Apesar de imitona, a SNK na minha opinião é a melhor produtora de jogos de luta, pois não tem apenas um sucesso como a Capcom ou a Midway, mas vários.


Jack, o Honda da SNK


Terry Bogard de Fatal Fury

Mas então, parecia que Street Fighter seria o maior jogo de luta 2D de todos os tempos, que reinaria absoluto. Isso até aparecer Mortal Kombat.

Mortal Kombat chamou a atenção da mídia por ser o primeiro jogo realmente violento a ser lançado. Foi tanta balburdia que na versão do SNES inventaram uma babaquice do sangue ser branco. Mas apesar dos fatalitys, o jogo ia muito além disso.

A Midway não se limitou a copiar, eles inovaram. Pra início de conversa, utilizaram atores em carne osso para fazer os gráficos do jogo, o que tornou o game muito mais realístico. Não que gráficos mais realistícos não tivessem sido feitos antes com Pit Fighter, mas Mortal Kombat fez de maneira melhor. Além disso, existem golpes sem correspondente no jogo da Capcom como o arpão do Scorpion, o congelamento do Subzero e o teletransporte do Raiden. Além disso, a própria história e o clima do jogo é muito mais soturno e apocalíptico do que os demais. Pode ver que em várias fases do Street tem público torcendo no cenário. Já em Mortal Kombat, os cenários são lugares abandonados, com rios de ácido, espinhos, fossos e outras coisas que criavam um clima muito mais assustador. Os vilões de Mortal Kombat são muito mais vilões mesmo do que o Bison, o chefão de Street. Ainda por cima, mais tarde foram incluidos personagens secretos, muita manhas, dicas, truques, passwords e demais deleites para os gamers mais viciados.

Obviamente, foi a vez de outras produtoras imitarem Mortak Kombat. A primeira imitadora foi a Rare (que depois viria a criar o magnífico Donkey Kong Country) com Killer Instinct. Jogo com violência e cenários soturnos como o concorrente. Mas como era de se esperar, era apenas mais uma cópia, divertidinha como Art of Fighting mas sem sal.


Killer Instinct, muitos gostam

A Sega também quis tirar sua casquinha e lançou Eternal Champions. Jogo que até tentou inovar mas infelizmente a Sega, tadinha, tal como a Nintendo, só sabe fazer jogos estilo família e não esse tipo de jogo. O resultado foi mediano.

Depois veio a era dos jogos de luta 3D iniciada por Virtua Fighter (da Sega!), mas jogos de luta 3D eu não gosto e não existe essa rivalidade entre dois jogos já que é consenso que Tekken é o melhor.


Imagem feita por fã misturando Street com Mortal Kombat. Bem que podiam fazer, já que até Sonic briga com o Mário hoje em dia …

Monday, October 1st, 2007

Beatles Anthology, Nintendo 64 e o meu consumismo

Eu ja conhecia as músicas mais famosas dos Beatles e gostava de várias delas. Mas o único cd que eu realmente conhecia era o Hard Day’s Night. Nunca tinha escutado mais a fundo os demais cds. Depois de ir a num cover, me animei e voltei a escutá-los e consequentemente viciei no quarteto de Liverpool.

Depois disso fiquei sabendo da existência do Anthology. O Anthology são 5 dvds lançados em 1995 que vem num box lindo , os quais contam toda a história dos Beatles. Fiquei com muita vontade de comprar. O problema: No lugar mais barato que descobri custava a facadinha de quase 150 reais.


A caixinha do Anthology

Pensei em desistir da compra, especialmente porque meu namorado tem todo ele em cd, baixado da internet. O único incoveniente eram as legendas que estão em espanhol, mas está perfeitamente assistível.

Mas ai lembrei de como foi que comprei meu Nintendo 64. Eu jogava viciadamente meu cartucho de Pokémon Red num gameboy tijolão emprestado de uma amiga. Então a Nintendo lança Pokemon Stadium. Eu queria muito ver meus monstrinhos de bolso na tela grande, coloridos e em 3 dimensões. Depois de muita insistência e pentelhação ganhei o desejado console. Me diverti um tempo com a fita, mas como o logo não é muito bom, logo enjoei. Queria jogar coisas novas mas era difícil conseguir. Não existiam tantas locadoras de games como havia no tempo do Mega Drive e Super Nes. Não era como nos tempos atuais onde bastava baixar os jogos no Bittorrent e gravar. As fitas eram caras, mesmo as piratas. Além disso, eu não tinha amigos ou amigas gamers que tivessem um N64. Os poucos que eu conhecia tinham Playstation. No fim, acabei jogando pouquíssimos jogos. Entre eles Banjo Kazooie, Wave Racer, 007 contra Goldeneye e o melhor jogo de todos: Resident Evil 2. O N64 era pra ser uma compra de grande arrependimento. Mas pensando bem não foi. Por quê ? Não foi porque eu queria muito ele na época. Meu consumismo foi satisfeito.


Só não é pior que o Gamecube e o Virtual Boy

É por isso que decidi comprar o Anthology. Mesmo que 150 seja muito caro para um documentário, mesmo que eu só assista uma vez e ele fique pegando poeira, eu estou viciadinha em Beatles agora, e nada melhor do que comprar as coisas quando você realmente quer elas. Viva o consumismo bem aproveitado : P

PS 1: Em breve pretendo comprar Zelda ocarina of time. Foi escolhido o melhor jogo de todos os tempos por muitos gamers. Tenho o console e o jogo tá baratinho no mercado livre. Acho que vai ser uma ótima compra. Mas isso deixarei para as férias, estou atrolhada de coisas da faculdade e estágio.

PS 2: Queria comprar o Perfect Dark e o Donkey Kong do N64, mas essas joças precisam da droga do expansion pack. E não quero torrar dinheiro comprando ele.

Monday, September 24th, 2007

Jade (da ginástica olímpica) e a minha nerdzice

Existem esportes que eu gosto bastante de assistir. Futebol eu gostava, mas enjoei. Hoje em dia só finais de campeonatos MUITO importantes, tipo Libertadores (campeonato brasileiro não tem mais final, então não assisto de jeito nenhum). Natação eu também não gosto. Se é pra ver quem é mais rápido, prefiro assistir atletismo.

Mas voltando aos esportes que eu gosto de assistir, um deles é o judô. Pratiquei judô durante um ano e entendo razoavelmente bem. Consigo analisar quem está lutando melhor, se o adversário ainda tem uma chance boa mesmo depois de ter levado um wazari, etc. Outro que eu gosto muito de assistir é a ginástica olímpica.

Apesar de também ter praticado (mas apenas durante menos de 6 meses), na renomada SOGIPA, eu não entendo nada. Eu vejo a Daiane dos Santos fazendo as piruetas e outra romena ou russa qualquer e em geral é a mesma coisa na minha cabeça. Tirando detalhes óbvios do tipo se a ginasta deu um passinho depois de saltar, ou se ela fez um erro muito absurdo, eu quase nunca consigo adivinhar quem vai ser a melhor. Mas mesmo assim eu ainda gosto. Eu considero um esporte bonito de assistir e torcer.

Em 2004 o Brasil parou para assistir a Daiane dos Santos nas Olimpiadas de Atenas, mas agora o novo fenômeno é a Jade.

Jade
A pequena grande ginasta

O mais engraçado foi o que pensei quando vi ela e ouvi seu nome pela primeira vez na tv. Não pensei na pedra, tampouco pensei naquela personagem daquela antiga novela das 8. Vendo os saltos incríveis e o uniforme verde da delegação brasileira, lembrei na hora da Jade de Mortal Kombat. Lembram dela ? Aquela ninja de maiô verde, amiga (ou inimiga, sei lá, nunca li as histórias delas : P) da Kitana e da Mileena.

Jade
Kitana, Jade e Milena

É, acho que joguei video game demais : P

Friday, August 31st, 2007

Bizarrices dos video games

No ótimo site cracked.com fizeram uma lista muito legal sobre 12 coisas extintas ou que precisam acabar nos video games. MUITO legal. Eis as 4 mais engraçadas (e traduzidas livremente, reportem-me erros) na minha opinião.

Quem gostar sugiro fortemente que veja as demais no site

1) Ácido, espinhos e/ou poços de lava

Megaman,Sonic e Kid Chameleon
Megaman, Sonic e Kid Chameleon

Quem tornou famoso: Joust, Super Mario Bros., Sonic the Hedgehog, Kid Chameleon, Doom, Quake

Num mundo onde você podia basicamente se mover apenas em 2 direções - esquerda ou, se você estava se sentindo realmente aventureiro, direita - não existe coisa que possa estragar mais seu dia que um poço cheio de afiados e/ou borbulhantes perigos. De espinhos à simples abismos (programadores preguiçosos…), poços ou abismos têm frequentemente sido uma praga para os jogadores mais pacientes e forçado eles a fazerem saltos mais longos que de costume.

De todos essas armadilhas, o rei é o poço de lava - especialmente quando tinha bolas de fogo que pulavam tão precisamente em ritmo, que fizeram o gêiser Old Faithful parecer medíocre. Claro que na real, só ficar perto de um poço de lava ja te cozinharia vivo. Mas num universo onde homens montados em passáros gigantes combatiam por ovos dourados(?), estar perto da lava - mesmo aquela que te cozinha vivo - é a menor de suas preocupações.

2) O incrível vendedor de itens

Vendedores
Hello stranger

Quem tornou famoso: Kid Icarus, Secret of Mana, Lunar, Final Fantasy, Deus Ex, Diablo, The Legend of Zelda

Quem ainda faz: Final Fantasy, Resident Evil, Psychonauts

Que se ferre o cara que se embrenha através dos lugares mais perigosos e penetra nos mais profundos níveis dos esgotos para salvar a filha do presidente. Nós queremos saber sobre o cara que audaciosamente se mete lá e monta uma barraquinha de itens. E bem, se ele tão bom andando por ai, porque ele não salva a maldita filha do presidente ? E será que ele não podia achar uma área com uma base maior de consumidores?Lembrem-se, vendedores dos video games, só porque vocês podem vender ervas medicinais, munição, éter, arco e flecha, capacetes e/ou phoenix down não significa que vocês podem esquecer a regra número um dos negócios: localização,localização,localização. Esquecam as masmorras, esgotos e becos; alugue ou compre um lugarzinho perto da sua casa. Siga alguns conselhos e vocês obterão muito mais tráfego.

3) A falta de habilidade para nadar

água
Mantenha-se seco ou morra

Quem tornou famoso: Frogger, Fantasia, Busby, Contra, Castlevania, Wonder Boy, The Legend of Zelda

Quem ainda faz: Frogger, Fantasia, Busby, Contra, Castlevania, Wonder Boy, The Legend of Zelda

Todos os personagens de video game são, de fato, feitos de algodão doce. Essa teoria, e apenas essa teoria, pode explicar a hidrofobia dividida universalmente por eles. Como mais acreditariamos que Frogger, um sapo, é morto instantaneamente em contato com a água ?

Atualmente, heróis dos video games podem às vezes lidar com a água. Onde por “‘às vezes” entenda ser tão frequente quanto seus inimigos não terem a sindrome de bruxa má do oeste. E desenvolvedores, parem de tentar nos enrolar, - piranhas espreitando por todos os lados, praias cercadas por navios de guerra, oceanos eletreficados, níveis altissímos de bromo - É tudo apenas uma maneira bonita de dizer que se você não é Ecco, você não poderá ver nada abaixo de água.

4) Plataformas que flutuam sem razão aparente

plataformas
Bizarro

Quem tornou famoso: Ice Climber, Super Mario Bros., Sonic the Hedgehog, Contra, Ristar, Dynamite Headdy, Busby, Donkey Kong Country

Quem ainda faz: Jak and Daxter, Ratchet & Clank, Psychonauts, Tomb Raider, Rayman

Jogos de plataforma foram por um longo tempo o gênero dominante no mundo dos video games. No final dos anos 80, com todos saltando de uma para outra, ninguém ousou questiona-las.

Mas agora que jogos de plataforma tem desaparecido, alguém pode se sentir compelido a perguntar: o que diabos está acontecendo com as plataformas ? Quem constrói plataformas no meio de uma selva ? Vocês nao entendem física básica ? Essa tecnologia poderia ser usada para ajudar nos transportes e melhorar a vida das pessoas em necessidade, e você usando-as para salvar a princesa ?

Monday, August 20th, 2007

O Virtual Boy

Quem pensa que a Nintendo está sendo revolucionária com o Wii está muito enganado. Em 1995 a Nintendo lançou um console chamado Virtual Boy. O aparelho consistia de um visor e um joystick. Como jogava-se com um visor colocado nos olhos tal como um óculos e não com uma tela de televisão, a imersão e a sensação de realidade virtual seria muito maior. Eu lia sobre ele na revista Ação Games e nem acreditava nas maravilhas prometidas. Tudo pra dar certo não é ? É, mas foi um fracasso. Num tempo em que existiam jogos sensacionais para Mega e SNES, os jogos lançados para esse console pareciam um lixo. Pra comecar não dava pra grudar o aparelho no rosto, era necessário apoia-lo numa mesa, conforme mostra a foto.

virtual boy
A decepção

Além disso, para não encarecer o console, os jogos só podiam ser feitos com 2 cores: o preto e o vermelho (a la White Stripes : P). E diziam alguns, dava dor de cabeça. Resumindo: uma droga completa. Eu lembro que no review do console na Ação Games os jornalistas da revista diziam que não sabiam como iam tirar os ScreenShots dos jogos com aquele visor.

A Nintendo tentou dar um passo muito maior do que as pernas e criar uma tecnologia um tanto quanto inviável para a época. O fracasso foi tão grande que na minha visão, tornou a empresa japonesa uma empresa conservadora. Percebam que a Nintendo foi a última empresa de games a adotar o CD como mídia. Nisso, a empresa do Mario perdeu sua hegemonia para a Sony. Graças a insistência da Nintendo em usar cartucho no N64 (até a falida Sega se ligou antes de que o cartucho estava extinto), os jogos dessa plataforma eram mais do que 2X mais caros do que os jogos do console rival, que funcionava com cds, o Playstation da Sony. Mas o trauma não parou por ai, quando foi lancar o sucessor do N64, o Gamecube, a Nintendo insistiu em não usar CD ou DVD, usou um formato podre, tipo um minidisc e de novo, perdeu de lavada pro PlayStation 2.

jogo do Virtual Boy
Como será que tiraram esse Screnshot ? : P

Mas então, depois de tanto medo, a Nintendo finalmente resolve ousar de novo com o Wii e agora tem a chance de tomar de volta o primeiro lugar no mundo dos games. Dessa vez, aparentemente, conseguiram revolucionar de fato. Vamos ver com o tempo quem triunfará.

Site sobre o Virtual Boy, com um layout muito legal: Planet Virtual Boy.

Sunday, August 19th, 2007

Gabriel Knight 2 - A fera interior

Esse post é continuação do meu top 7 jogos feitos para PC. Eis então o grande campeão da lista.

Gabriel Knight 2 – A fera interior: Historinha de como obtive o jogo: estava cansada de passar as tardes e noites sem nada pra fazer em casa (bons tempos : P) e falei pra minha mãe. Daí ela disse pro meu pai “compra um joguinho pra ela” (eu tenho os melhores pais do mundo : P). Nisso meu pai me levou pro Shopping pra eu escolher um. A fera interior tinha uma capa legal, e escolhi ele.

A capa
A capa

Grande escolha! O melhor, de longe. Feito com atores (tal como Phantasmagoria). Num estilo de jogo que muito me agrada, o Adventure (modinha na época, vide outros como The dig, Alone in the dark, Grim Fandango, Monkey Island). No jogo encarnamos o detetive Gabriel Knight e Grace Nakimura (sua assistente). Ambos americanos.

Grace Nakimura
Todo mundo odiava as partes em que tinha que controlar a Grace

O objetivo é desvendar um mistério sobre lobisomens. O roteiro é muito assustador e tão bem escrito que poderia dar um ótimo filme. Apesar de majoritariamente falado em inglês (com legendas em português), o jogo se passa quase todo na Alemanha e muitos diálogos são em alemão. Graças a esse game aprendi quase todas as palavras alemãs que sei (fora umas que aprendi depois com a banda Franz Ferdinand :P). Resumindo: 6 cds de diversão pura.

A casa dos Huber
Começa a aventura !

A floresta do medo
Preciso de um lugar clicável !