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Sunday, November 29th, 2009

Nostalgia: Pump it up

Esse post é pra aqueles que curtiam Pump it up, as famosas máquinas de dança encontradas em quase todo fliperama que se preze e que viraram mania há pouco menos de 10 anos.

Meu vício nelas foi simplesmente total. E o pior é que eu nunca fui de dançar nas danceterias da vida, isso provavelmente se deve ao fato que o pump mostra como você deve dançar (por mais difícil que seja seguir as setinhas dependendo da música e do nível) ao passo que na danceteria, você tem liberdade total nos movimentos, o que torna tudo muito mais complicado < / loser>< / nerd> : P

Tudo começou no tempo que eu fazia cursinho, eu ia religiosamente todo sábado passar tardes no Rua da Praia Shopping pra torrar dinheiro em fichinhas de 1 real. Era tão bom, e tanta gente ia que era impossível não conhecer um monte de pessoas legais na fila pra jogar.

Como me deu um ataque nostálgico, resolvi postar 7 músicas do pump marcantes para mim. Como podem notar, são músicas das versões mais velhas da máquina, nem sei quais tão rolando agora.

Entre parênteses o nome da banda que toca a música.

Run to you (DJ Doc): Como essa música é uma das mais fáceis, acaba sendo uma das primeiras que a pessoa vicia. O ritmo animado dela, o refrão pegajoso e em inglês (porque cantar em coreano é impossível, japonês é fácil perto) faz ela ser parte obrigatória dessa lista.

We are (Deux): Marcou porque ela tem uma parte no começo que dá pra fazer uma voltinha muito legal. E todo pumper adora decorar partes da música pra fazer uma voltinha sem olhar pra tela : P

Turkey march (Banya): O legal dessa música de ode a paz é a parte que pra tu acertar as setas tem que fazer uns passinhos como se estivesse cavalgando. Marcou porque foi a primeira música mais dificelzinha que eu consegui dançar no nível crazy. Impossível dançar ela com velocidade menor que 4X.

Winter (Banya): Eu sou praticamente uma ignorante em se tratando de música clássica, mas eu curto. A minha favorita é Inverno das Quatro Estações de Vivaldi. No pump tem essa versão eletrônica dessa música e ficou muito legal, pena que eu nunca consegui terminar ela com A, já que nunca consegui fazer a voltinha direito. Simplesmente não conseguia acompanhar os passos. Mas adorava igual.

Another Truth (Novasonic): A música em si eu não curtia muito, era pesadona demais, mas eu adorava jogar porque era uma pulação só, sério, mil calorias perdidas só nessa música : P

Don’t bother me (Tashannie): Curtia porque era fácil e boa de dançar no double (usando os dois tapetes), por isso joguei muito ela, ainda mais que eu era ruim no double e só conseguia essas mais fáceis. O mesmo vale pra música Funky Tonight.

Oh! La rosa (Banya): O video do fundo era um dos mais legais de todo o pump, uns desenhos muito lindos. Adorava ver as pessoas jogando essa música só pra ver o video, afinal, ainda não tinha youtube na época ; )

Slam (Novasonic): A música do carro de corrida. Foi uma das poucas que tinha três setas ao mesmo tempo que eu conseguia acertar. Se você for ver o video, já aviso que eu não passava nesse nível que tá sendo mostrado : P

Esses dias eu tava vendo quanto custava uma máquina de pump, e encontrei usada no mercado livre por 20 mil reais. Quando eu for ricona, ricaça, e principalmente, ter um lugar pra por o trambolho, eu vou comprar. E não me digam que botar um tapete no playstation é igual porque não é.

Thursday, September 24th, 2009

Carmen Sandiego, Wally e comida mexicana

Eu sempre fui fã de geografia. Quer dizer, sempre me interessou saber as capitais dos países, onde eles estão localizados, as bandeiras, a sua cultura, etc. Uma vez dada essa informação, quando eu era criança eu também passava horas jogando Mega Drive. E foi por isso que quando lançaram Where in the world is Carmen Sandiego para essa plataforma todo traduzido para o português, parecia que tinham lançado esse jogo pensando em mim.


O jogo da Carmen Sandiego

Nele, você é uma espécie de detetive e tem que perseguir os comparsas da Carmen Sandiego pelo mundo, até que no final você prende ela. O problema é que a ladra se esconde muito bem. Dizem que o objetivo principal dela era encontrar o Wally para dar a luz a um filho impossível de encontrar.


Como encontrar o filho deles?

Mas ela mal sabia que Wally, mesmo com essa carinha de bobinho que perde suas coisas por todo lugar, já tinha uma namorada, a Wilma.


Uma das primeiras indies do mundo.

E ela tinha uma irmã gêmea, a Wenda.


Wenda.

Por sinal, vocês não acham que a Carmen Sandiego, como vilã, não combinaria muito mais com Odlaw, arquiinimigo do Wally ?


Odlaw

Odlaw é Waldo ao contrário. Waldo é o nome do Wally nos Estados Unidos e Canadá (Wally foi criado por um britânico e por algum motivo bizarro sua obra foi rebatizada na América do Norte). Desculpa se tem algum Waldo que assina o feed desse blog, mas por favor, que nome horrível, deviam ter deixado Wally.

Mas voltando ao jogo da Carmen Sandiego, A moral dele era ficar perguntando pra galera da cidade onde tava os larápios e receber pistas sobre quem era o bandido e pra onde ele tinha ido. E as pistas eram justamente cores da bandeira do lugar, a moeda, a capital, a comida típica, etc. Só que você tinha que com o minímo de pistas possíveis desvendar onde o infrator tinha ido, pegar um avião e segui-lo. Mas era pouco tempo disponível, logo se você ficasse perguntando muito ou errasse a localização do gatuno várias vezes, o crime vencia. E era assim o jogo inteiro. Cada vez que você capturava um número x de bandidos, era elevado de cargo.

De fato era meio repetitivo, mas mesmo assim joguei feito louca, porque queria muito encontrar a Carmen. O problema é que minha nossa senhora, existiam 10 zilhões de cargos e por isso eu nunca virei o jogo. Ou seja, nunca pude botar Carmen Sandiego atrás das grades.


Mari, não te preocupa, eu também nunca encontrei a Carmen Sandiego.


Mari e meu caro Watson, deixe-me contar um segredo que pode ferir minha reputação mas eu nunca encontrei Carmen Sandiego em toda minha vida também.

Obrigada amigos, vocês fazem eu me sentir melhor !!!

Pelo menos eu muito aprendi com esse game. Por exemplo, uma das pistas era o esporte favorito do meliante. E muitas vezes esse esporte era o Cricket, esporte que até então eu nunca tinha ouvido falar. Mas como os foras-da-lei que gostavam sempre iam pra Índia, deduzi fantasticamente que era o esporte número um desse país. Além disso, outra pista era o prato favorito. Muitas vezes o prato era Tacos. Novamente, jogando muito o game descobri ser uma comida do México.

A questão é, eu achava engraçado uma comida ter esse nome. Tacos não é nome de comida. Tacos pra mim é o plural de um esporte de rua também conhecido como bete.

Eu queria na época saber mais sobre esse prato por causa do nome engraçado, mas tipo, não tinha como desvendar esse mistério. Não existia Internet, ou seja, não tinha nem uma wikipedia pra resolver ! E nem adiantava recorrer a uma livraria pra procurar porque naquela época não tinha essa coisa de ir na livraria Cultura/FNAC da vida, pegar o livrinho na maior, ler ele inteiro de graça e devolver. Não, não. Tinha um balcão chatíssimo entre você e os livros, e eles só eram acessíveis através de um atendente que sempre tinha cara de poucos amigo e não te deixava folhear muito o livro. O jeito foi viver com a dúvida.


É, eu também aprendi a viver com dúvida.


Pois eu também meu caro leitor.

Depois que a Internet e modernidade chegaram em minha vida eu finalmente descobri como era a tal comida. Ah, você também não conhece essa iguaria mexicana né ? Então eu te apresento:

Tacos

Não que pareça super apetitoso, mas deu vontade de provar né. E depois de anos e anos finalmente tive a oportunidade: semana passada enfim fui com uma galera a um restaurante mexicano, o Pueblo.

Restaurante bonito e tal, começamos por Nachos. Nachos nada mais é do um Doritos mais fininho saído do forno em geral com queijo por cima. Para acompanhar, guacamole, um molho feito de abacate. Depois era a vez do prato principal, o prato misterioso do jogo da Carmen Sandiego. Depois de alguns minutos de ansiosa espera o garçom chega com o pedido.

O que dizer depois de anos de expectativas? Na real não passa de uma quase panqueca mas é bem saboroso. E agora chega de papo que vou baixar a rom do jogo e me divertir no PSP ; )

Wednesday, July 8th, 2009

Streets of Rage

Streets of Rage (Bare Knuckle no Japão) é um dos jogos mais populares de Mega Drive. Tanto sucesso se deve ao fato de ser tão bem feito. É uma espécie de Golden Axe, mas ao invés de mundos medievais imaginários, temos o mundo “real”, o crime organizado e cidades sujas e decadentes.


Primeira fase

Uma das coisas que emocionava naquele jogo é que ele era meio pseudo 3D, isto é, o personagem não ia só para os lados como Sonic ou Mario, ele também andava pra cima e pra baixo, o que como eu disse, já tinha em Golden Axe, mas ainda não era ainda muito comum na época.


Gameplay do jogo (segunda fase)

Além disso, você tinha a possibilidade de pegar armas no chão e até mesmo destruir lixeiras e cabines telefônica inteiras !!! E sabe né, jogo que tivesse interação com o cenário era super revolucionário, imagina só, pegar uma garrafa do chão e quebrar na cara dos malfeitores ? Mas a melhor arma de longe era o cano, que possibilitava ataques a distância !


Uma bela praia. Pena que a água não molhava

O jogo também permitia que dois jogadores jogassem ao mesmo tempo, mas mais do que isso, permitia uma certa interação entre os players: você podia acidentalmente bater no seu amigo e tirar energia dele, o que gerava grandes discussões e “brigas” divertidas entre os jogadores. Fora isso, também dava pra fazer ataques juntos !


Os buracos negros!!!

Outra coisa legal era que quando você estava no aperto, podia apertar o botão A e um carro da polícia vinha e jogava um foguetório que ajudava a destruir os inimigos que estavam na tela. Mas claro, só podia usar esse recurso uma vez por fase, então o momento certo de pedir essa ajudinha devia ser muito bem escolhido (e era sempre quando o chefão aparecia).


Belo cenário

Isso que eu nem falei ainda das fases. Gráficos muito lindos e músicas que combinavam totalmente. Começa na cidade, depois vai pra um subúrbio do mal, aí pra dar aquela relaxada, vinha a praia. A quarta fase era numa lugar que tinha uns buracos terríveis em que caindo perdia uma vida, mas pelo menos o fundo, com as luzes da cidade era belíssimo !!


Blaze, tu vai ser esmagada, cuidado !!!

A quinta fase era dentro de um navio. Depois seguia para uma fábrica com uns esmagadores. Por fim, a fase do elevador e o hotel. Essa fase do hotel era terrível: além de não poder mais chamar a ajudinha do carro de polícia, você tem que enfrentar praticamente todos os chefões de novo ! Fora isso, antes de enfrentar o chefão final, o Mr. X, ele fazia uma pergunta, e se você respondesse errado, voltava pro início do jogo!!! Super traumatizante responder errado e voltar tudo ! Especialmente porque eu não sabia inglês e respondia aleatoriamente. Até hoje não sei se o certo era responder sim ou não ! Alguém lembra disso?


O elevador

Mas voltando, quando eu terminei o jogo pela primeira vez, nossa, foi muito recompensador. No final aparecia fotos dos personagens felizes e contentes porque destruiram o crime e tal, super emoção : P Mas sério, era um final bem legal.


O hotel

Pra finalizar, o jogo tem uma página inteiramente dedicada a ele na Internet muito boa, do qual eu pegueu as imagens que ilutram esse post, vale uma visita.

Friday, January 30th, 2009

Meu mais novo jogo de corrida favorito: Ridge Racer

Eu já conhecia Ridge Racer dos fliperamas, mas só agora eu realmente viciei nele, graças ao PSP. Console esse que eu já menosprezei algumas vezes mas é realmente muito legal.

Quanto a Ridge Racer, tipo, o jogo nem é tão sensacional assim, mas ele tem uns gráficos tão bonitinhos. Tipo, corridinhas de noite, de manhã, no entardecer, na praia, em florestinhas, no meio de cidades com vielas estreitas (mas sem trânsito ou pedestres, é tipo Mônaco, afinal esse jogo é de corrida, não Carmageddon), etc. E é bem positivamente surreal, não é que nem sei lá, Gran Turismo, e tem uns drifts bizarros que duram um tempão.


Aviso: essa foto não faz condiz com os gŕaficos acachapantes desse jogo.

Mas o melhor de tudo é que ele é meio fácil sabe, não é muito difícil ficar em primeiro, o que me deixa feliz, porque jogos muito difíceis logo me frustram. Prefiro assim, porque adoro a idéia e pensar que sou uma grande jogadora mesmo possivelmente não sendo : P. Mas o melhor, é que mesmo fácil, ele não enjoa. Quer dizer, faz uma semana que jogo bastante ele e não enjoou ainda.

E ainda por cima, o jogo tem algo que eu acho fundamental em jogos de corrida: botão de turbo. Porque eu adoro bolar altas estratégias de quando é a melhor hora pra usar. Top Gear tinha isso e era demais.


Um dos poucos jogos bons da Namco

Eu só não gosto muito dos carros, que são todos iguais pra mim embora o jogo afirme que são modelos super diferentes. Também não gosto do fato de não poder comprar coisas isoladas, tipo pneus novos. Pelo menos dá pra mudar as cores dos carros.

Talvez Burnout que eu não joguei ainda seja melhor, mas agora tô viciada nesse (e depois de virar, vai ser a vez de Ridge Racer 2, já lançado) : D

Tuesday, January 20th, 2009

ET, o maior fracasso dos jogos de video game de todos os tempos

Embora o primeiro video game lançado no mundo tenha sido o Odyssey em 72, ele logo sucumbiu para o Atari, que foi lançado só em 77. Isso se deve ao fato do Atari ter a sensação da época em se tratando de jogos: o Pong. Claro que nenhum console vive de um jogo só, e outros de grande qualidade foram lançados posteriormente. Nessa época, a Atari ficava cada vez mais rica e rica e rica, até que em 83, depois do lançamento de alguns jogos fracassados, em especial ET, as ações da empresa despencaram. O declínio foi tão grande que 1983 é conhecido como ano do crash dos video games. Felizmente logo os video games domésticos se recuperaram com o lançamento do Nintendinho em 85 nos EUA (e um pouco antes no Japão).

Mas então, no final de 83, o tinha um monte de Atari sobrando nos Estados Unidos. E o que fazer quando tem um monte de console encalhado nos EUA ? O mesmo que fazem com o Playstion 2 hoje em dia ! Vender para o Brasil : P

Por isso, entre 84 e 86 esse console vendia que nem água em terras brasileiras, mesmo tendo um preço relativamente elevado. Graças a esse grande atraso na chegada da tecnologia ao Brasil, eu que nasci em meados dos anos 80 tive a chance de vivenciar o período Atari jogando com o Atari do meu irmão.

Eu poderia aqui descrever os meus jogos favoritos, e de fato farei, futuramente em outro post, mas esse post serve pra falar do maior fracasso em se tratando de jogos de video game ever, o jogo do ET.

Pra quem é um ET e não sabe nada a respeito (ok, trocadilho infame), o filme ET foi um sucesso estrondoso. Eu nem era nascida quando ele estreou nos cinemas, mas eu sei que ele foi um super sucesso por um motivo: quando o filme passou tipo, pela segunda ou terceira vez na Globo, eu estava numa colônia de férias na praia, e lembro que a sala de TV da colônia LOTOU total, e era um super blá blá blá em cima do filme.

A Atari então, lá por 82 (antes do crash), super malandrete, pensou com seus botões: meu video game vende que nem água, ET é um filme de muito sucesso. Óbvio que se eu fizer um jogo sobre o ET, eu vou faturar doláres até não poder mais (insira uma risada de executivo maligno aqui).

Aí a Atari pegou e fez um jogo podre as pressas, e lançou milhões de unidades do jogo. Tiragem inicial imensa. Só que ninguém curtiu o treco, e ele encalhou tremendamente nas lojas, levando, como mencionei antes, ao grande crash dos video games. Foi tamanho o encalhamento, que a Atari pegou grande parte das fitas que sobraram e simplesmente enterrou num deserto !!! Não é lenda, a Atari destruiu suas próprias fitas para disfarçar o embaraço causado.

Dentre os muitos jogos que joguei para Atari, ET não estava entre eles (até porque quando eu comecei a jogar Atari, acho que já tinham destruido quase todas as fitas : P). Portanto não tive a chance na época de jogar o joguinho dessa criaturinha meiga e amável. Mas pelo menos já tive a chance de voar na bicicleta dele e passar pela Lua lá na atração da Universal Studios em Orlando, o que certamente é muito mais divertido que qualquer jogo de Atari.


Entrada da atração do ET, que é tosca demais, mas eu acho linda.

Mas voltando ao jogo em si, resolvi experimentar ele esses dias pra ver se é tão ruim assim como dizem. Bom, esse video mostra como funciona o jogo. Você é o ET e tem que achar as partes de um telefone interespacial para o ET poder chama sua nave espacial e voltar para casa. Notem que para encontrar as 3 peças (que na tela são pontos amarelos você anda por vários lugares, tendo que fugir de uns agentes chatos e tal. Tem também uns pontos pretos que são doces.

O jogo começava bem, a musiquinha dos ET tocava na abertura, o que só fazia crescer aquela expectativa, que segundos depois era totalmente frustrada.

O maior problema do jogo, DISPARADO, é que em nenhum momento é dito que você tem que encontrar essas partes do tal telefone. Eu mesmo só fiquei sabendo disso porque li na Internet. Quem pega o jogo fica achando que é só ficar andando sem rumo. E andar a esmo não é divertido. Além disso, como a maior parte dos jogos do Atari não tem final, muita gente achou que esse jogo também não tivesse, que fosse só ficar andando a esmo mesmo. Mas tem final sim.

Vejam só algumas critícas que eu encontrei a respeito do game.

Essa aqui é de um americano revoltadíssimo com o jogo. Se você sabe inglês recomendo que leia na integra, porque é muito engraçada ! Aqui a melhor parte que eu vou traduzir para vocês bem:

“… no point to the game, unless you like the idea of falling in ditches, and trying to get out with a stretch neck fun …”

“… jogo sem sentido, a menos que você goste da idéia de cair em buracos, e ficar tentando sair deles com um pescoço divertido que estica …”.

Aproveitando que você sabe inglês, assiste esse video do youtube. Avance para 2:08 que a partir dai fica hilário !!! E tem muitos outros, video sobre o assunto é o que não falta.

nesse post em português, o autor diz:

Até hoje a lógica desse jogo aflinge a humanidade, juntamente com o problema dos números primos e da origem do universo (apesar destes 2 últimos estarem quase resolvidos)…

Ou seja, o grande problema do jogo, nem era ser ruim de doer, é o fato de o objetivo nunca ficar claro, o que frustrava até os fanboys mais ardorosos do ET.


O buraco da discórdia.

Claro, haviam outros defeitos: era meio difícil de identificar por onde o ET podia caminhar devido aos gráficos mal feitos. Eu sei que o Atari é limitado, mas Pitfall é da mesma plataforma e é mil vezes mais bonito. Fora que existiam vários buracos que te levavam para outras telas. O problema é que esses buracos meio que apareciam do nada, e cair neles era bem decepcionante.

O fato do jogo ser ultra paradão também contribui, afinal, você não podia matar ninguém, era só fuga.

Mas se o objetivo estivesse bem claro, talvez o jogo não tivesse sido um fracasso tão grande, e certamente ele não ganharia a alcunha de pior jogo do mundo. Se a Atari não tivesse sido apressada em lançar o jogo e tivesse feito umas sessões de teste, a história teria sido diferente.

PS: Tutorial para terminar o jogo do ET, porque sim, esse jogo tem alguns fãs.

Sunday, January 11th, 2009

Estou viciada no emulador de Nintendinho do PSP

Quando eu era criança, uma das minhas atividades favoritas era passar as férias em Cruz Alta (cidade do interior do Rio Grande do Sul), na casa da minha prima. Primeiro porque podia ver vários familiares que moravam lá na época. Segundo porque tinha vários brinquedos diferentes pra brincar, e um deles era um Nintedinho 8 bits, que na época eu não sabia que era um Nintendinho e chamava simplesmente de video-game.

Ele existiu (na minha vida) no período entre o meu Atari e Mega Drive. Não sei bem quantos anos eu tinha, mas algo entre 6 e 8 anos. Eu não tinha muita habilidade, mas adorava ver meu padrinho jogar. Ele era muito bom !!!

Os jogos que tinham era Contra, Ducktales, Myke Tyson’s Punch Out e um lá das Tartarugas ninjas.

Apesar de ele ser muito bom, ele nunca virou nenhum desses jogos. Tipo, você que só começou a jogar videogame na era Playstation com seu cartão de memória, não sabe como eram difíceis esses jogos. Não tinha save, eram 3 vidas e raramente tinha continues. Era muito difícil MESMO. Não podia dar uma erradinha. Tudo bem, tinha uns Sonics fáceis da vida, mas de resto, só jogos semi-impossíveis.

Então, nunca pude ver as fases finais, nem o final desses jogos.

Só que agora eu tenho um PSP que emula todos os consoles. Claro que nele tem emulador de Nintendinho e todos esses 4 jogos, com save, pra eu finalmente realizar esse desejo.


Eu gosto do meu PSP, mas tem gente que exagera.

Preparem-se, joguinhos não mais impossíveis.

Thursday, January 1st, 2009

Relembrando Sonic 3

Continuando com a série relembrando Sonic, agora Sonic 3 (Não se preocupem, é só mais esse e Sonic e Knuckles, afinal, os outros Sonics (exceto pelos do Master System e Sega CD) são deturpações que não merecem nem uma resenha nesse blog).

Ao contrário do Sonic 1 e 2, esse jogo eu não joguei tanto. Nem lembro quando foi a primeira vez que eu joguei. Mas claro que como fã de Sonic, virei e me diverti muito com ele, embora seja um jogo um pouco inferior aos demais.

Nesse Sonic, foram incluídos novos itens especiais. Se antes só tinha o escudo, agora temos um escudo que atrai anéis, um escudo de fogo, e um escudo em forma de bolha que permite sonic respirar debaixo d’água. Além disso, temos um novo vilão, o equidna (bicho australiano amigo do ornitorrinco) Knuckles. Outra grande novidade é que o player 2 pode controlar o vôo do Tails, o que facilita bastante em algumas partes. E outra grande inovação bem interessante, é a possibilidade de salvar o jogo, feature muito bem vinda, já que antes éramos obrigados a terminar em um jogada só, ou começar TUDO de novo.

Mas se o jogo tem tantas inovações, porque ele é pior que os Sonic 1 e 2 ? Primeiro ele tem pouquissímas fases (menos que Sonic 1, que já tinha poucas), e segundo, tirando a fase da neve e do egito, as fases são pouco criativas.

Angel Island: Fase florestal típica. No segundo ato o Robotnik coloca fogo em tudo e ela fica menos verde e mais amarelada.

Hidrocity: Tipo a fase Chemical Plant de Sonic 2.

Marble Garden: Uma fase chatinha.

Carnival Night: Uma versão nova de uma das fases mais amadas pelos players, a Casino Night.

Icecap: Finalmene uma fase bem diferente. Um mundo gelado e escorregadio. Gráficos lindos.

Launch Base: Fase final, onde deve-se evitar uns alarmes.

Fase da esmeralda: A primeira vez de Sonic num mundo 3D.

Wednesday, December 17th, 2008

Relembrando Sonic 2

Ainda lembro quando eu cheguei na locadora, e vi, ali, pra alugar, o jogo mais esperado de todos os tempos (pelo menos pra mim): Sonic 2. Esse jogo conseguiu a façanha de superar o primeiro e agradar todo mundo, mesmo com as expectativas de todos os fãs fossem enormes.

A primeira inovação foi que as fases passaram a ter 2 atos ao invés de 3 (pelo menos a maior parte). A segunda e maior inovação foi a inclusão do Tails, o melhor amigo do Firefox. Por sinal, o Tails é um dos coadjuvantes mais injustiçados do mundo dos games, afinal, ele é muito mais legal e poderoso que o Sonic mas quase nem é lembrado. Além de voar, ele ainda por cima é imortal ! Jogar esse jogo com 2 players é muito moleza (mentira, é moleza só até a última fase, quando a mamata acaba e o Tails desaparece). Ah sim, o nome da raposa na verdade é Miles Prower, mas o apelido é Tails. Vai entender.


Capa japonesa e americana

Outro assunto controverso nesse jogo é o sexo do Tails. Muita gente chamava ele de ela. Mas se trata de uma raposa macho.

Agora chega de conversa fiada e vamos para o que interessa, relembrar as fases.

Emerald Hill: Uma nova versão da Green Hill. Na foto, a tela dividida em dois, porque esse jogo trouxe a possibilidade de um player competir contra o outro.

Chemical Plant: Sonic correndo numa fábrica cinzenta muito bonita. Fase com alguns pontos difíceis e rápidos. E um chefe díficil, aquele chão abrindo é dureza.

Aquatic Ruin: fase em uma floresta de algum tipo de civilização perdida.

Casino Night: Lembra que no post de Sonic 1 eu falei que as melhores fases eram Starlight e Sky Chase ? É porque eu tinha esquecido da Casino Night, que é muito legal também ! Quem diria que encontrariamos o porco-espinho azul cassino ?!!! Era o máximo ganhar anéis nos caças-niqueis.

Hill Top: Uma mistura de Emerald Hill com lava. Fase bonitinha e fácil.

Mystic Cave: Essa fase dá uma dificultada.

Oil Ocean: Sonic no meio do petróleo, em clima de mil e uma noites. Fase com muitos tons laranjas muito bem feita.

Metropolis: Única fase com 3 atos. Esse é difícil pacas. É tão difícil que tu tem certeza que é a última fase do jogo, mas não é. Aquelas estrelas que lançam espinhos quando o Sonic
tá subindo aqueles parafusos gigagantes são revoltantes !!!

Sky Chase: Uma das fases mais meigas, Sonic andando de aviãozinho com uma musiquinha muito legal. No início parece que a fase é difícil porque dá a impressão que é difíci pular e se manter no avião, mas logos descobrimos que Tails é um ótimo piloto e é impossível cair do avião.

Wing Fortress: A música dessa fase é muito boa também. Tem uma parte dessa fase no final que é do mal.

Death Egg: Pra você não se dar por satisfeito, não temos um chefão, mas dois. O primeiro chefão é um Sonic de Metal e o segundo uma espécie de Robotnik gigante robô horrível de matar, pior chefe ever.

Estágio de coleta da esmeralda: Pela primeira vez você tem a chance de ver o Sonic de costas. Essas fases são difíceis. Tipo, se você quer ganhar a esmeralda e tá jogando com um player, desabilite a Tails, porque essa raposa tosca quando controlada pelo computador SEMPRE perde os anéis. Ao contrário de Sonic 1, eu nunca virei esse jogo com todas as esmeraldas.

Tuesday, December 16th, 2008

Relembrando Sonic 1

Sonic 1 é o jogo que veio no meu Mega Drive, junto com uma camiseta feita pela TecToy que eu não pude usar porque era muito grande (e dai ficou pro meu irmão). Como foi o único jogo que eu realmente tive (na época ninguém comprava jogos, só alugava), acabou se tornando o jogo que eu mais joguei em toda a minha vida, de longe.


A caixinha do meu Mega Drive era exatamente igual a essa ! Saudades !

Os jogos do Sonic para Mega Drive eram simplesmente sensacionais (e mesmo que poucos concordem, pra mim são melhores que qualquer Mario do SNES). Até hoje os gráficos são bonitos, coloridissímos, as músicas permanecem lindas (Green Hill é clássica e Starligh mágica, tem até uma banda que regravou sua músicas num estilo mais rock), a jogabilidade é dez, e a dificuldade na medida certa. Se você acha muito fácil, experimente terminar com todas as esmeraldas.

A título de nostalgia, as fases de Sonic 1. Notar que, por algum motivo desconhecido e bizarro, fases pares são sempre bem mais difíceis que fases impares:

Green Hill: fase da floresta xadrez. Fácil demais, mas os newbies sempre morriam numa parte do ato 2 que era várias plataformas com espinhos.

Marble zone: Essa fase era pra acabar com a festa de quem achava que o jogo ia seguir o ritmo da Green Hill. Muita lava mortal e espinhos dos brabos. O pior da fase é aquela minhoca chata que só morre se for atingida na cabeça.

Spring Yard: Um pouco mais fácil que a Marble. Suspeito até que é mais fácil que a Green Hill.

Labirynth: A pior fase do jogo. Muita água e poucos pontos para respirar. O chefão é uma corrida contra o tempo. Uma coisa que sempre foi dúvida era o que o Sonic falava quando respirava. Já vi gente dizer que era “opa” e “oba”, mas visto que o jogo era em inglês, suspeito que não devia ser isso.

Starlight: Fase light com musiquinha animada e inimigos fáceis. Acho que é minha fase favorita de todos os Sonics, junto com a Sky Chase de Sonic 2.

Scrap brain: A última fase do jogo, onde a água reaparece pra infernizar em alguns pontos.

Por fim, não custa lembras da fase de captura das esmeraldas, que era uma coisa muito viajandona, o cara que criou ela certo que era usuário de LSD : P, me diz, qual a moral daqueles passáros no fundo !?

Thursday, November 27th, 2008

Moonwalker, o jogo de mega drive mais bizarro do mundo

Os áureos tempos dos 16 bits nos ofereceram jogos memoráveis. Mas também ofereceram jogos extremamente bizarros. E o melhor exemplo deles é Moonwalker.

Claro que um jogo cujo o personagem principal é o astro pop Michael Jackson, já é bizarro por definição, mas esse conseguiu se superar.

Para início de conversa, no jogo, Michael Jackson sempre caminha como se estivesse dançando (era de se esperar, mas não deixa de ser bizarro). Seu golpe especial consiste de uma espécie de purpurina mágica que ele joga com os pés e mãos nos inimigos. Sim, ele mata os inimigos com glitter.


Primeira fase, igualzinha o filme!

Além disso, o objetivo de Michael é salvar crianças de Mr. Big. Depois das diversas acusações de pedofilia, acho que elas estariam mais a salvo nas mão dos vilão, mas isso não vem ao caso. Notar também que após salvar uma criança, Michael Jackson recupera parte de sua energia. Porque será?


You’ll never catch me

Mas as loucuras do jogo não param por aí. Depois que você resgata todas as crianças da fase, um macaco (?) ou sei lá o que é aquele bicho, se agarra na garupa/pescoço do Michael Jackson para indicar onde está o chefão da fase. Além disso, apertando o botão A por certo tempo, todos os inimigos dançam junto com Michael (inclusive cachorros e zumbis) para depois se suicidarem (melhor golpe especial da história dos video games).

Pra terminar a bizarrice, em alguma fases, Michael Jackson pode se transformar num robô voador (!).

Se alguém conhece um jogo mais bizarro do que esse, por favor, apresente-me.

PS: Não posso deixar de mencionar que embora bizarro, o jogo é divertidinho. O único porém é que eu nunca consegui terminar ele, mesmo tendo apenas 6 fases. Sim, não sou uma grande jogadora.