Eu já conhecia Ridge Racer dos fliperamas, mas só agora eu realmente viciei nele, graças ao PSP. Console esse que eu já menosprezei algumas vezes mas é realmente muito legal.
Quanto a Ridge Racer, tipo, o jogo nem é tão sensacional assim, mas ele tem uns gráficos tão bonitinhos. Tipo, corridinhas de noite, de manhã, no entardecer, na praia, em florestinhas, no meio de cidades com vielas estreitas (mas sem trânsito ou pedestres, é tipo Mônaco, afinal esse jogo é de corrida, não Carmageddon), etc. E é bem positivamente surreal, não é que nem sei lá, Gran Turismo, e tem uns drifts bizarros que duram um tempão.
Aviso: essa foto não faz condiz com os gŕaficos acachapantes desse jogo.
Mas o melhor de tudo é que ele é meio fácil sabe, não é muito difícil ficar em primeiro, o que me deixa feliz, porque jogos muito difíceis logo me frustram. Prefiro assim, porque adoro a idéia e pensar que sou uma grande jogadora mesmo possivelmente não sendo : P. Mas o melhor, é que mesmo fácil, ele não enjoa. Quer dizer, faz uma semana que jogo bastante ele e não enjoou ainda.
E ainda por cima, o jogo tem algo que eu acho fundamental em jogos de corrida: botão de turbo. Porque eu adoro bolar altas estratégias de quando é a melhor hora pra usar. Top Gear tinha isso e era demais.
Um dos poucos jogos bons da Namco
Eu só não gosto muito dos carros, que são todos iguais pra mim embora o jogo afirme que são modelos super diferentes. Também não gosto do fato de não poder comprar coisas isoladas, tipo pneus novos. Pelo menos dá pra mudar as cores dos carros.
Talvez Burnout que eu não joguei ainda seja melhor, mas agora tô viciada nesse (e depois de virar, vai ser a vez de Ridge Racer 2, já lançado) : D
Embora o primeiro video game lançado no mundo tenha sido o Odyssey em 72, ele logo sucumbiu para o Atari, que foi lançado só em 77. Isso se deve ao fato do Atari ter a sensação da época em se tratando de jogos: o Pong. Claro que nenhum console vive de um jogo só, e outros de grande qualidade foram lançados posteriormente. Nessa época, a Atari ficava cada vez mais rica e rica e rica, até que em 83, depois do lançamento de alguns jogos fracassados, em especial ET, as ações da empresa despencaram. O declínio foi tão grande que 1983 é conhecido como ano do crash dos video games. Felizmente logo os video games domésticos se recuperaram com o lançamento do Nintendinho em 85 nos EUA (e um pouco antes no Japão).
Mas então, no final de 83, o tinha um monte de Atari sobrando nos Estados Unidos. E o que fazer quando tem um monte de console encalhado nos EUA ? O mesmo que fazem com o Playstion 2 hoje em dia ! Vender para o Brasil : P
Por isso, entre 84 e 86 esse console vendia que nem água em terras brasileiras, mesmo tendo um preço relativamente elevado. Graças a esse grande atraso na chegada da tecnologia ao Brasil, eu que nasci em meados dos anos 80 tive a chance de vivenciar o período Atari jogando com o Atari do meu irmão.
Eu poderia aqui descrever os meus jogos favoritos, e de fato farei, futuramente em outro post, mas esse post serve pra falar do maior fracasso em se tratando de jogos de video game ever, o jogo do ET.
Pra quem é um ET e não sabe nada a respeito (ok, trocadilho infame), o filme ET foi um sucesso estrondoso. Eu nem era nascida quando ele estreou nos cinemas, mas eu sei que ele foi um super sucesso por um motivo: quando o filme passou tipo, pela segunda ou terceira vez na Globo, eu estava numa colônia de férias na praia, e lembro que a sala de TV da colônia LOTOU total, e era um super blá blá blá em cima do filme.
A Atari então, lá por 82 (antes do crash), super malandrete, pensou com seus botões: meu video game vende que nem água, ET é um filme de muito sucesso. Óbvio que se eu fizer um jogo sobre o ET, eu vou faturar doláres até não poder mais (insira uma risada de executivo maligno aqui).
Aí a Atari pegou e fez um jogo podre as pressas, e lançou milhões de unidades do jogo. Tiragem inicial imensa. Só que ninguém curtiu o treco, e ele encalhou tremendamente nas lojas, levando, como mencionei antes, ao grande crash dos video games. Foi tamanho o encalhamento, que a Atari pegou grande parte das fitas que sobraram e simplesmente enterrou num deserto !!! Não é lenda, a Atari destruiu suas próprias fitas para disfarçar o embaraço causado.
Dentre os muitos jogos que joguei para Atari, ET não estava entre eles (até porque quando eu comecei a jogar Atari, acho que já tinham destruido quase todas as fitas : P). Portanto não tive a chance na época de jogar o joguinho dessa criaturinha meiga e amável. Mas pelo menos já tive a chance de voar na bicicleta dele e passar pela Lua lá na atração da Universal Studios em Orlando, o que certamente é muito mais divertido que qualquer jogo de Atari.
Entrada da atração do ET, que é tosca demais, mas eu acho linda.
Mas voltando ao jogo em si, resolvi experimentar ele esses dias pra ver se é tão ruim assim como dizem. Bom, esse video mostra como funciona o jogo. Você é o ET e tem que achar as partes de um telefone interespacial para o ET poder chama sua nave espacial e voltar para casa. Notem que para encontrar as 3 peças (que na tela são pontos amarelos você anda por vários lugares, tendo que fugir de uns agentes chatos e tal. Tem também uns pontos pretos que são doces.
O jogo começava bem, a musiquinha dos ET tocava na abertura, o que só fazia crescer aquela expectativa, que segundos depois era totalmente frustrada.
O maior problema do jogo, DISPARADO, é que em nenhum momento é dito que você tem que encontrar essas partes do tal telefone. Eu mesmo só fiquei sabendo disso porque li na Internet. Quem pega o jogo fica achando que é só ficar andando sem rumo. E andar a esmo não é divertido. Além disso, como a maior parte dos jogos do Atari não tem final, muita gente achou que esse jogo também não tivesse, que fosse só ficar andando a esmo mesmo. Mas tem final sim.
Vejam só algumas critícas que eu encontrei a respeito do game.
Essa aqui é de um americano revoltadíssimo com o jogo. Se você sabe inglês recomendo que leia na integra, porque é muito engraçada ! Aqui a melhor parte que eu vou traduzir para vocês bem:
“… no point to the game, unless you like the idea of falling in ditches, and trying to get out with a stretch neck fun …”
“… jogo sem sentido, a menos que você goste da idéia de cair em buracos, e ficar tentando sair deles com um pescoço divertido que estica …”.
Aproveitando que você sabe inglês, assiste esse video do youtube. Avance para 2:08 que a partir dai fica hilário !!! E tem muitos outros, video sobre o assunto é o que não falta.
Até hoje a lógica desse jogo aflinge a humanidade, juntamente com o problema dos números primos e da origem do universo (apesar destes 2 últimos estarem quase resolvidos)…
Ou seja, o grande problema do jogo, nem era ser ruim de doer, é o fato de o objetivo nunca ficar claro, o que frustrava até os fanboys mais ardorosos do ET.
O buraco da discórdia.
Claro, haviam outros defeitos: era meio difícil de identificar por onde o ET podia caminhar devido aos gráficos mal feitos. Eu sei que o Atari é limitado, mas Pitfall é da mesma plataforma e é mil vezes mais bonito. Fora que existiam vários buracos que te levavam para outras telas. O problema é que esses buracos meio que apareciam do nada, e cair neles era bem decepcionante.
O fato do jogo ser ultra paradão também contribui, afinal, você não podia matar ninguém, era só fuga.
Mas se o objetivo estivesse bem claro, talvez o jogo não tivesse sido um fracasso tão grande, e certamente ele não ganharia a alcunha de pior jogo do mundo. Se a Atari não tivesse sido apressada em lançar o jogo e tivesse feito umas sessões de teste, a história teria sido diferente.
PS: Tutorial para terminar o jogo do ET, porque sim, esse jogo tem alguns fãs.
Quando eu era criança, uma das minhas atividades favoritas era passar as férias em Cruz Alta (cidade do interior do Rio Grande do Sul), na casa da minha prima. Primeiro porque podia ver vários familiares que moravam lá na época. Segundo porque tinha vários brinquedos diferentes pra brincar, e um deles era um Nintedinho 8 bits, que na época eu não sabia que era um Nintendinho e chamava simplesmente de video-game.
Ele existiu (na minha vida) no período entre o meu Atari e Mega Drive. Não sei bem quantos anos eu tinha, mas algo entre 6 e 8 anos. Eu não tinha muita habilidade, mas adorava ver meu padrinho jogar. Ele era muito bom !!!
Os jogos que tinham era Contra, Ducktales, Myke Tyson’s Punch Out e um lá das Tartarugas ninjas.
Apesar de ele ser muito bom, ele nunca virou nenhum desses jogos. Tipo, você que só começou a jogar videogame na era Playstation com seu cartão de memória, não sabe como eram difíceis esses jogos. Não tinha save, eram 3 vidas e raramente tinha continues. Era muito difícil MESMO. Não podia dar uma erradinha. Tudo bem, tinha uns Sonics fáceis da vida, mas de resto, só jogos semi-impossíveis.
Então, nunca pude ver as fases finais, nem o final desses jogos.
Só que agora eu tenho um PSP que emula todos os consoles. Claro que nele tem emulador de Nintendinho e todos esses 4 jogos, com save, pra eu finalmente realizar esse desejo.
Continuando com a série relembrando Sonic, agora Sonic 3 (Não se preocupem, é só mais esse e Sonic e Knuckles, afinal, os outros Sonics (exceto pelos do Master System e Sega CD) são deturpações que não merecem nem uma resenha nesse blog).
Ao contrário do Sonic 1 e 2, esse jogo eu não joguei tanto. Nem lembro quando foi a primeira vez que eu joguei. Mas claro que como fã de Sonic, virei e me diverti muito com ele, embora seja um jogo um pouco inferior aos demais.
Nesse Sonic, foram incluídos novos itens especiais. Se antes só tinha o escudo, agora temos um escudo que atrai anéis, um escudo de fogo, e um escudo em forma de bolha que permite sonic respirar debaixo d’água. Além disso, temos um novo vilão, o equidna (bicho australiano amigo do ornitorrinco) Knuckles. Outra grande novidade é que o player 2 pode controlar o vôo do Tails, o que facilita bastante em algumas partes. E outra grande inovação bem interessante, é a possibilidade de salvar o jogo, feature muito bem vinda, já que antes éramos obrigados a terminar em um jogada só, ou começar TUDO de novo.
Mas se o jogo tem tantas inovações, porque ele é pior que os Sonic 1 e 2 ? Primeiro ele tem pouquissímas fases (menos que Sonic 1, que já tinha poucas), e segundo, tirando a fase da neve e do egito, as fases são pouco criativas.
Angel Island: Fase florestal típica. No segundo ato o Robotnik coloca fogo em tudo e ela fica menos verde e mais amarelada.
Hidrocity: Tipo a fase Chemical Plant de Sonic 2.
Marble Garden: Uma fase chatinha.
Carnival Night: Uma versão nova de uma das fases mais amadas pelos players, a Casino Night.
Icecap: Finalmene uma fase bem diferente. Um mundo gelado e escorregadio. Gráficos lindos.
Launch Base: Fase final, onde deve-se evitar uns alarmes.
Fase da esmeralda: A primeira vez de Sonic num mundo 3D.
Ainda lembro quando eu cheguei na locadora, e vi, ali, pra alugar, o jogo mais esperado de todos os tempos (pelo menos pra mim): Sonic 2. Esse jogo conseguiu a façanha de superar o primeiro e agradar todo mundo, mesmo com as expectativas de todos os fãs fossem enormes.
A primeira inovação foi que as fases passaram a ter 2 atos ao invés de 3 (pelo menos a maior parte). A segunda e maior inovação foi a inclusão do Tails, o melhor amigo do Firefox. Por sinal, o Tails é um dos coadjuvantes mais injustiçados do mundo dos games, afinal, ele é muito mais legal e poderoso que o Sonic mas quase nem é lembrado. Além de voar, ele ainda por cima é imortal ! Jogar esse jogo com 2 players é muito moleza (mentira, é moleza só até a última fase, quando a mamata acaba e o Tails desaparece). Ah sim, o nome da raposa na verdade é Miles Prower, mas o apelido é Tails. Vai entender.
Capa japonesa e americana
Outro assunto controverso nesse jogo é o sexo do Tails. Muita gente chamava ele de ela. Mas se trata de uma raposa macho.
Agora chega de conversa fiada e vamos para o que interessa, relembrar as fases.
Emerald Hill: Uma nova versão da Green Hill. Na foto, a tela dividida em dois, porque esse jogo trouxe a possibilidade de um player competir contra o outro.
Chemical Plant: Sonic correndo numa fábrica cinzenta muito bonita. Fase com alguns pontos difíceis e rápidos. E um chefe díficil, aquele chão abrindo é dureza.
Aquatic Ruin: fase em uma floresta de algum tipo de civilização perdida.
Casino Night: Lembra que no post de Sonic 1 eu falei que as melhores fases eram Starlight e Sky Chase ? É porque eu tinha esquecido da Casino Night, que é muito legal também ! Quem diria que encontrariamos o porco-espinho azul cassino ?!!! Era o máximo ganhar anéis nos caças-niqueis.
Hill Top: Uma mistura de Emerald Hill com lava. Fase bonitinha e fácil.
Mystic Cave: Essa fase dá uma dificultada.
Oil Ocean: Sonic no meio do petróleo, em clima de mil e uma noites. Fase com muitos tons laranjas muito bem feita.
Metropolis: Única fase com 3 atos. Esse é difícil pacas. É tão difícil que tu tem certeza que é a última fase do jogo, mas não é. Aquelas estrelas que lançam espinhos quando o Sonic
tá subindo aqueles parafusos gigagantes são revoltantes !!!
Sky Chase: Uma das fases mais meigas, Sonic andando de aviãozinho com uma musiquinha muito legal. No início parece que a fase é difícil porque dá a impressão que é difíci pular e se manter no avião, mas logos descobrimos que Tails é um ótimo piloto e é impossível cair do avião.
Wing Fortress: A música dessa fase é muito boa também. Tem uma parte dessa fase no final que é do mal.
Death Egg: Pra você não se dar por satisfeito, não temos um chefão, mas dois. O primeiro chefão é um Sonic de Metal e o segundo uma espécie de Robotnik gigante robô horrível de matar, pior chefe ever.
Estágio de coleta da esmeralda: Pela primeira vez você tem a chance de ver o Sonic de costas. Essas fases são difíceis. Tipo, se você quer ganhar a esmeralda e tá jogando com um player, desabilite a Tails, porque essa raposa tosca quando controlada pelo computador SEMPRE perde os anéis. Ao contrário de Sonic 1, eu nunca virei esse jogo com todas as esmeraldas.
Sonic 1 é o jogo que veio no meu Mega Drive, junto com uma camiseta feita pela TecToy que eu não pude usar porque era muito grande (e dai ficou pro meu irmão). Como foi o único jogo que eu realmente tive (na época ninguém comprava jogos, só alugava), acabou se tornando o jogo que eu mais joguei em toda a minha vida, de longe.
A caixinha do meu Mega Drive era exatamente igual a essa ! Saudades !
Os jogos do Sonic para Mega Drive eram simplesmente sensacionais (e mesmo que poucos concordem, pra mim são melhores que qualquer Mario do SNES). Até hoje os gráficos são bonitos, coloridissímos, as músicas permanecem lindas (Green Hill é clássica e Starligh mágica, tem até uma banda que regravou sua músicas num estilo mais rock), a jogabilidade é dez, e a dificuldade na medida certa. Se você acha muito fácil, experimente terminar com todas as esmeraldas.
A título de nostalgia, as fases de Sonic 1. Notar que, por algum motivo desconhecido e bizarro, fases pares são sempre bem mais difíceis que fases impares:
Green Hill: fase da floresta xadrez. Fácil demais, mas os newbies sempre morriam numa parte do ato 2 que era várias plataformas com espinhos.
Marble zone: Essa fase era pra acabar com a festa de quem achava que o jogo ia seguir o ritmo da Green Hill. Muita lava mortal e espinhos dos brabos. O pior da fase é aquela minhoca chata que só morre se for atingida na cabeça.
Spring Yard: Um pouco mais fácil que a Marble. Suspeito até que é mais fácil que a Green Hill.
Labirynth: A pior fase do jogo. Muita água e poucos pontos para respirar. O chefão é uma corrida contra o tempo. Uma coisa que sempre foi dúvida era o que o Sonic falava quando respirava. Já vi gente dizer que era “opa” e “oba”, mas visto que o jogo era em inglês, suspeito que não devia ser isso.
Starlight: Fase light com musiquinha animada e inimigos fáceis. Acho que é minha fase favorita de todos os Sonics, junto com a Sky Chase de Sonic 2.
Scrap brain: A última fase do jogo, onde a água reaparece pra infernizar em alguns pontos.
Por fim, não custa lembras da fase de captura das esmeraldas, que era uma coisa muito viajandona, o cara que criou ela certo que era usuário de LSD : P, me diz, qual a moral daqueles passáros no fundo !?
Os áureos tempos dos 16 bits nos ofereceram jogos memoráveis. Mas também ofereceram jogos extremamente bizarros. E o melhor exemplo deles é Moonwalker.
Claro que um jogo cujo o personagem principal é o astro pop Michael Jackson, já é bizarro por definição, mas esse conseguiu se superar.
Para início de conversa, no jogo, Michael Jackson sempre caminha como se estivesse dançando (era de se esperar, mas não deixa de ser bizarro). Seu golpe especial consiste de uma espécie de purpurina mágica que ele joga com os pés e mãos nos inimigos. Sim, ele mata os inimigos com glitter.
Primeira fase, igualzinha o filme!
Além disso, o objetivo de Michael é salvar crianças de Mr. Big. Depois das diversas acusações de pedofilia, acho que elas estariam mais a salvo nas mão dos vilão, mas isso não vem ao caso. Notar também que após salvar uma criança, Michael Jackson recupera parte de sua energia. Porque será?
You’ll never catch me
Mas as loucuras do jogo não param por aí. Depois que você resgata todas as crianças da fase, um macaco (?) ou sei lá o que é aquele bicho, se agarra na garupa/pescoço do Michael Jackson para indicar onde está o chefão da fase. Além disso, apertando o botão A por certo tempo, todos os inimigos dançam junto com Michael (inclusive cachorros e zumbis) para depois se suicidarem (melhor golpe especial da história dos video games).
Pra terminar a bizarrice, em alguma fases, Michael Jackson pode se transformar num robô voador (!).
Se alguém conhece um jogo mais bizarro do que esse, por favor, apresente-me.
PS: Não posso deixar de mencionar que embora bizarro, o jogo é divertidinho. O único porém é que eu nunca consegui terminar ele, mesmo tendo apenas 6 fases. Sim, não sou uma grande jogadora.
Quando eu era criança, quase todo verão eu ia para uma famosa e agradável praia aqui do Rio Grande do Sul. Lá, eu ficava numa colônia de férias muito legal. Nela, semanalmente, tinha um jogo de bingo. Mas tipo, era aqueles bingos familiares sabe, sem fins lucrativos, que tu marca os número com milho ou feijão, prêmios baixos, e especialmente, brincadeirinhas divertidas tais como:
Dois patinhos na lagoa (22)
Violão sem braço (8)
A idade de cristo (33)
A idade da menina moça (15)
Começou o bingo (1)
Eu adorava as noites de bingo. Teve até uma lendária vez que faltou luz e teve guerrinha de milho e feijão.
Só que quando eu tinha uns 12 anos começamos a ir para Santa Catarina. E lá tinha um parque de diversões daqueles precários. E nesse parque tinha várias coisas de apostar dinheiro totalmente ilegais e que sim, tinham fins lucrativos. Um dos jogos era a roleta. Mas não exatamente igual a roleta dos cassinos de verdade. Era uma roleta, onde tinha 2 cores. Você escolhia uma cor, e se ela saisse ganhava o dobro da aposta. Claro, para o meliante a banca ter mais vantagem e não meros 50%, tinha também uma terceira cor que aparecia numa frequência bem menor. Nessa cor ninguém ganhava ou algo assim.
Como as apostas eram baixas, a partir de 1 real, e pelo fato de ser ilegal, você não precisava ter 18 anos para participar, eu me empolguei e fui jogar. Ganhei a primeira. Total emoção. Ganhei a segunda, só que depois, óbvio, eu perdi tudo. Tudo é uns 50 reais, o que era uma fortuna para uma criança de 12 anos. Era praticamente todo dinheiro que eu tinha para os 15 dias de praia. Claro, depois contei pros meus pais e eles me xingaram total.
E que jogos desse tipo só são realmente divertidos no video game, especialmente em Vega Stakes para Super Nintendo, o melhor jogo de cassino de todos os tempos. Nesse jogo, você começa como um pobretão e vai subindo na vida, quebrando a banca de vários cassinos, cada vez mais luxuosos, super legal.
Ah sim, e também ganhando anéis extras nos caça-níqueis da fase Casino Night de Sonic 2.
Nesse post do Save Game fiquei sabendo desse video (que é muito bom, assistam) sobre os 10 jogos mais difícies de todos os tempos. Desses 10, os únicos que eu já joguei foram Contra do Nintendinho (e é realmente impossível) e battletoads, mas a versão do mega drive, que é tão difícil quanto.
Isso me levou a fazer uma lista, não bem com os jogos mais difíceis, mas aqueles que eu joguei freneticamente e nunca consegui virar. Mas um dia ainda vou, nem que seja com um detonado de revista do lado. Podem observar que todos são de Mega Drive, porque foi o video game que eu mais joguei na vida.
1. Kid Chameleon: De longe, parece um jogo infantil, de uma criança que quer salvar seus amiguinhos. Falácia ! Quanto mais você joga, mais fases aparecem. Eu já tinha passado tipo um MONTE de fases e achava que tava perto do final, mas ele nunca chegava. E o jogo só ficava cada vez mais díficil. Mas agora eu já sei porque: segundo a Wikipedia, ele tem mais de 100 fases, só que cada fase tem subfases, totalizando mais de 1850 estágios.
2. Alex Kidd in the Enchanted Castle: Aquele tipo de jogo do mal: um toquezinho do inimogo e pá, tu morre. Mas igual eu resolvi encarar: não adiantou. O jogo tem só 11 fases. Eu cheguei até a nona, Rock Mountain 2. Pela Wikipedia (de novo), fiquei sabendo que na fase seguinte, To the Sky, se você caisse das plataformas, além de perder a vida, ainda voltava pra fase anterior.
3. Aliens 3: No começo eu tinha medo desse jogo, sequer jogava ele. Além dos Aliens horríveis, sangue por todo o cenário, tinha pessoas (bem pixeladas, mas não importa) agonizando presas. E você era o responável por salvar elas, munido de várias armas poderosas (mas com munição finita). O problema era que tinha tempo pra salvar essas pessoas, e esse tempo era algo como 5 minutos.
4. Eco The Dolphin: Esse jogo tinha ganhado o selo qualidade da revista Ação Games, daí óbvio que aluguei quando vi na locadora. No jogo você é um golfinho e tem que ficar resolvendo uns enigmas pra salvar seus amigos peixes de uma ameaça terrível qualquer que eu não lembro mais. Ou seja, a moral do jogo é conversar com os outros golfinhos e pegar pistas. O problema é que na época eu não sabia nada de inglês e então as dicas não adiantavam nada. Por isso eu desisti e tal. Mas uns 2 anos atrás eu joguei de novo com emuladores, já que agora meu nível de inglês é bom, mas não adiantou nada, mesmo com as dicas continuei sem passar : P
5. Olympic Gold - Barcelona 92: Já que estamos em clima de olimpíada, vamos falar desse jogos horrível. Tipo, eu parecia o Brasil competindo em Pequim, nunca ganhava nada. Tinham várias modalidades, só que sempre que eu ia bem numa, ia super mal nas demais.
6. Road Rash: Adoro esse jogo, uma corridinha de motos muito legal. No início era bem fácil, só que a medida que você ganhava e comprava motos melhores, era quase impossível manter o bicho de pé. Experimentem pilotar no Road Rash a melhor moto de todas, a Diablo: deve ser horrível, pior do que manter de pé uma Kawasaki Ninja ZX-12R. Digo deve porque eu nunca consegui comprar a Diablo, mas as que eram mais lentas já eram difíceis o suficiente.
7. Zombies ate my neighbors: O jogo é muito bom, muito viciante, mas 80 estágios mais fases de bônus conseguiram fazer eu nunca virar esse jogo.
Algumas menções honrosas: Strider 2, Altered Beast, Decap Attack, Evander Holyfield, Monaco GP, Jurassic Park, The legend of Toki.
Extra: Sagat. Eu sei que ele não é um jogo, mas personagens de games também contam.
Meu trauma com o Sagat aconteceu certa vez em que eu decidi virar Street Fighter de novo. Passei por todos os lutadores até chegar no tailandes maldito. Quando eu pulava era aquele laser/raio/whatever em cima, ou senão o uppercut dele, e quando eu me abaixava era o laser/raio/whatever abaixado. Usei todos os personagens possíveis e não o derrotei. A única explicação que eu encontro é que devia estar bugado aquele jogo porque aquele Sagat tava level mil.
As palavras que as pessoas usam no Google pra chegar no meu blog demonstram a ignorância dos seres humanos quando o assunto é português e inglês. É muito comum chegarem no meu post sobre jogos de luta com palavras como Mortal Combat, Mortal Combate, Mortal Kombate, e às vezes, até acertam e põe Mortal Kombat. Street Fighter também tem suas variações. Mas esses dias o analfabetismo passou dos limites. Chegaram no meu blog com a palavra Street Father !!! A pessoa não tem noção que isso significa pai de rua e que definitvamente um jogo de video game não teria esse nome ?!