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Thursday, May 8th, 2008

Voando de asa-delta

Quando minha viagem para o Rio de Janeiro foi marcada (fui pro rio dia 24 e voltei dia 28 de Abril desse ano), decidi na hora que aproveitaria essa chance para realizar uma das minhas grandes vontades: voar de asa-delta, não importa o quanto custasse.

Bom, a primeira coisa a fazer foi ligar para a Associação Brasileira de Vôo livre. Os caras não sabiam informar nada:

- Oi, poderia dizer quanto mais ou menos custa?
- Nos não temos essa informação, varia muito.
- E vocês poderiam me conseguir o nome de alguns instrutores autorizados aqui do RJ pra eu ligar pra eles?
- Nós não temos essa lista.

Depois dessa desanimadora ligação, na qual me fez crer que essa associação é um lixo e não serve pra nada, procurei uma agência de viagem (na realidade meu pai procurou para mim). Uma vez encontrada, finalmente tive todas as informações. Custava 250 reais. Mais absurdos 50 para fotos. Paguei apenas pelo vôo, sem fotos.

Entrei no transporte que me levaria a São Conrado, na praia do pepino, tudo já incluido no preço. Chegando lá, conheço o carinha que vai voar comigo no meu vôo duplo. Ele pede pra eu esperar um pouquinho enquanto desmontavam a asa delta dele pra poder botar ela no carro e subir a pedra bonita, morro com 500 metros de altura, lugar onde ocorrem as decolagens.

Durante essa pequena espera, percebo que meu instrutor vai para um barzinho falar com alguém. Me pergunto se ele estava indo lá para beber uma cervejinha, mas aparentemente não foi o caso. Enquanto isso assisto a alguns pousos de outras asas. E vejo a altura ao qual elas chegam. Começo a ficar um pouco receosa, mas já tinha pago e já estava ali.

Após isso, sou obrigada a assinar um documento no qual concordava em abdicar de vários direitos em caso de alguma falha. Ou seja, qualquer ferimento mortal ou não, não era responsabilidade do piloto. Isso começa a me assustar um pouco mais. Mas sigo em frente, mesmo que ainda meio impressionada.

Poucos minutos depois o instrutor me chama. Entro no carro. O instrutor no banco do motorista, eu no banco ao lado, e um terceiro homem no banco de trás. Durante a subida pelas ruelas sinuosas da pedra bonita, percebo que meu motorista não colocou o cinto de segurança, requisito básico de segurança quando se trata de dirigir carros. Será que ele esquecia os requisitos básicos quando voava de asa-delta também? Fico mais impressionada : P

Depois de uns minutos subindo e apreciando a floresta da Tijuca, percebo que o homem que estava no banco de trás não trocou nenhuma palavra tanto comigo quanto com o instrutor. Nisso, começo a me perguntar se o cara não seria uma espécie de shinigami em forma de carioca, apenas esperando para escrever nossos nomes no seu Death note, e por algum motivo, eu estava enxergando ele.

Ao chegar lá no topo, percebo que na realidade, o moço era o cara que iria depois levar o carro de volta para praia (já que o instrutor chegaria na praia via asa delta comigo).

vista
Não sou eu na foto, mas da uma idéia da altura

Uma vez no cume, evito visualizar a rampa de decolagem, já que de longe ela já parecia suficientemente assustadora. Após a montagem do equipamento, inicia o curto treinamento: o meu acompanhante de asa-delta pedia para por a mão no ombro dele e sair correndo quando ele avisasse. Eu deveria continuar correndo sempre, olhando para o horizonte, e de forma nenhuma parar ou travar quando estivesse no fim da rampa, pois isso poderia levar a algum acidente.

Coloco a roupinha especial e demais equipamentos, e pergunto para o instutor se tá tudo bem amarradinho. Ele diz que sim sem dar muita bola, afinal, todo viajante de primeira viagem deve fazer esse tipo de pergunta.

Como de praxe, parte da roupinha era um capacete. Eu sempre me pergunto qual a moral, uma vez que se ocorrer um acidente, ele definitvamente não vai salvar minha vida. Acho que o motivo de usar ele deve ser o mesmo pelo qual os kamikazes usavam.

kamikaze brinquedo parque diversões
Não é desse kamikaze que estou falando

Chega minha vez. dou a corridinha pela rampa inclinada e pá: relembro Rose DeWit Bukater falando I’m flying Jack.

Depois da decolagem, o vôo é super tranquilo, a asa delta voa lentamente pelo céu, numa velocidade de mais ou menos uns 40 Km/h. Um vento agradável no rosto, uma vista linda e uma altura imensa. Dá uma adrenalina e tal, mas nada parecido com uma montanha-russa por exemplo, não é aquela coisa de frio na barriga. Parecia um teleférico super alto mas com mais liberdade : P

Logo aconteceu o pouso. E quando digo logo, não estou brincando. O vôo foi super rápido, algo entre 5 e 10 minutos. Um pouco antes de pousar, o instrutor soltou uma cordinha para meus pés ficarem livres para o pouso. Só que essa parte é meio assustadora porque a gente nunca fica tranquila com uma cordinha sendo desamarrada a alguns bons metros de altura : P


Voltando com os equipamentos

Esquecendo a dengue e voltando a asa-delta, recomendo o passeio pra todo mundo. Vale os 250 reais, é seguro e inesquecível.

Momento cultural: Descobri que asa delta em inglês não é wing delta, é hang gliding : P

Sunday, March 23rd, 2008

Leah (Lia) e o lateral cambalhota

Todos lembram do goleiro Rene Higuita né? E porque lembram? Por causa da sua habilidade? Claro que não, todos se lembram dele por causa da defesa (scorpion kick) que ele inventou, ousadia pura. Aqui o video:

A última inovação que eu tinha ouvido falar no futebol tinha sido aquele drible da foca, que o jogador Kerlon do Cruzeiro fazia e causava a ira dos adversários.

Mas esses dias fiquei sabendo de mais um desses malabarismos do futebol, mas nessa vez no futebol feminino. Quem faz é Leah, uma brasileira que mora nos Estados Unidos desde os 2 anos de idade (e por isso não fala português direito ainda). Leah foi convocada para a seleção sub20. Apesar de habilidosa, o que tem chamado a atenção nela é o seu estilo de cobrar lateral, dando uma cambalhota no melhor estilo Daiane dos Santos duplo twist carpado : P

Não tem como explicar, só vendo o video.

Saturday, March 15th, 2008

A Fórmula 1 vai começar

Quando eu tinha uns 10 anos, eu era bem esportiva. Assistia futebol, torcia bastante pro Grêmio (de acompanhar os jogos na TV e eventualmente ir no estádio), na real, assistia tudo que era esporte, inclusive Fórmula 1. E acompanhava sempre, via todas as corridas. Daí o Senna morreu, e perdeu 90% da graça. Mas ainda tinha o Barrichelo. A Globo tentava vender uma imagem de que o Rubinho era super talentoso, mas tinha um azar danado. Por um bom tempo eu acreditei nessa história. Mas depois eu vi que quem tava certo era o Casseta e Planeta, ele era ruim mesmo.

f1

Hoje começa a temporada 2008. Na parte de esportes da Zero Hora, saiu 2 páginas tudo sobre a nova temporada. Por acaso dei uma lidinha. E fiquei chocada. Achei que estava atualizada, pois sabia que tinha 3 brasileiros, que Rubinho ainda não abandonou, que Schumacher era hexa e se aposentou faz um tempinho, que Kimi Räikkönen foi campeão ano passado, etc. Mas teve muito mais novidades:

- Agora tem umas equipes bizarras: Toro Rosso, Red Bull, Super Aguri e a indiana(!) Force India.

- A equipe BAR não existe mais. Pena, era o nome de equipe mais engraçado que já houve.

- O japonês Takuma Sato ainda não abandonou a Formula 1.

- Tem um novo japonês (a nacionalidade mais lenta da F1): Kazuki Nakajima.

- O GP de Cingapura vai ser realizado a noite. O primeiro GP realizado a noite na história da F1.

Atualizada, daqui sei lá, uns 5 anos eu volto a ler a respeito : P

Monday, September 24th, 2007

Jade (da ginástica olímpica) e a minha nerdzice

Existem esportes que eu gosto bastante de assistir. Futebol eu gostava, mas enjoei. Hoje em dia só finais de campeonatos MUITO importantes, tipo Libertadores (campeonato brasileiro não tem mais final, então não assisto de jeito nenhum). Natação eu também não gosto. Se é pra ver quem é mais rápido, prefiro assistir atletismo.

Mas voltando aos esportes que eu gosto de assistir, um deles é o judô. Pratiquei judô durante um ano e entendo razoavelmente bem. Consigo analisar quem está lutando melhor, se o adversário ainda tem uma chance boa mesmo depois de ter levado um wazari, etc. Outro que eu gosto muito de assistir é a ginástica olímpica.

Apesar de também ter praticado (mas apenas durante menos de 6 meses), na renomada SOGIPA, eu não entendo nada. Eu vejo a Daiane dos Santos fazendo as piruetas e outra romena ou russa qualquer e em geral é a mesma coisa na minha cabeça. Tirando detalhes óbvios do tipo se a ginasta deu um passinho depois de saltar, ou se ela fez um erro muito absurdo, eu quase nunca consigo adivinhar quem vai ser a melhor. Mas mesmo assim eu ainda gosto. Eu considero um esporte bonito de assistir e torcer.

Em 2004 o Brasil parou para assistir a Daiane dos Santos nas Olimpiadas de Atenas, mas agora o novo fenômeno é a Jade.

Jade
A pequena grande ginasta

O mais engraçado foi o que pensei quando vi ela e ouvi seu nome pela primeira vez na tv. Não pensei na pedra, tampouco pensei naquela personagem daquela antiga novela das 8. Vendo os saltos incríveis e o uniforme verde da delegação brasileira, lembrei na hora da Jade de Mortal Kombat. Lembram dela ? Aquela ninja de maiô verde, amiga (ou inimiga, sei lá, nunca li as histórias delas : P) da Kitana e da Mileena.

Jade
Kitana, Jade e Milena

É, acho que joguei video game demais : P