Sunday, December 14th, 2008
Meg Ryan, minha atriz autoral favorita
Nesse post d’A Grande Abóbora o marcus fala sobre atores autorais. Eis a definição:
Aquele que, com seu jeito especial de interpretar, sempre ilumina os filmes dos quais participa com seu jeito próprio de reinterpretar o mesmo personagem várias vezes.
A minha atriz autoral favorita é Meg Ryan. O papel padrão dela é esse: jovem bonitinha decepcionada com o amor que encontra alguém que ela se dá mal no começo mas que se apaixona perdidamente no final para viverem felizes para sempre. Ou seja, as famosas comédias românticas, como Harry e Sally, Lente do amor e Surpresas do Coração (o melhor dela na minha opinião), etc.

Filme assim, mesmo quando é ruim, é bom. E quando é feito inspiradamente, é o máximo.
Claro que a Meg Ryan, como todo ator que já cansou de comprar mansões, tentou fugir do estigma de atriz de um tipo de filme só. E claro que os filmes que não seguem essa fórmula foram um lixo, exceto por Quando um homem ama uma mulher, mas claro que um filme com esse título também não tinha como ser ruim. Em outro filme, Meg Ryan chegou até a protagonizar cenas de sexo, filme esse que eu não assisti nem assistirei, porque filme da Meg Ryan não pode esse tipo de cena, no máximo elas podem estar subentendidas. Dizem que ela foi a primeira opção para o papel que foi de Julia Roberts em Uma linda mulher, mas ela negou porque não época ela (ou seu empresário) (ainda) sabia que Meg Ryan não pode interpretar prostitutas, mesmo que a prostituta em questão seja legal ( até porque mesmo legal, ainda é uma prostituta : P)

Obviamente, depois de alguns anos, ela chegou naquele ponto da carreira terrível: ela está mais velha e não pode mais fazer o papel de jovem mulher bonitinha decepcionada com o amor que volta a acreditar porque se apaixona. Por isso, agora ela faz outro tipo de papel: o de não tão jovem mulher bonitinha decepcionada com o amor que volta a acreditar porque se apaixona. Não fica tão bom (vide Kate e Leopold. PS: Hugh Jackman não devia tirar a barba, assim como Sansão não devia cortar os cabelos), mas ainda diverte. Até porque ela no papel de velha que não acredita no amor é sempre um desastre (vide Eu e as mulheres, filme em que ela contracena com Seth Cohen).

























