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Friday, February 13th, 2009

Dos filmes que eu gosto: Segundas Intenções

Segundas Intenções é daqueles que filmes que tem uma história clichê total (cara quer conquistar uma guria por causa de uma aposta, mas adivinhem, se apaixona por ela e deixa sua vida de cara mau), mas daqueles clichês legais sabe, bem feitos, que dá gosto de continuar vendo o filme, não é que nem clichês podres a mal feitos como Segundas Intenções 2 por exemplo, uma continuação bisonha que tentou repetir o sucesso do antecessor. Além disso, tem atores legais, e principalmente, uma trilha sonora ótima que virou minha favorita.

O filme começa com o Sebastian andando naquele carro super style (maria gasolina detected hahahah, capaz, nem ligo pra carro, é sério) andando numa das highways de Nova York, com aquela quantidade descomunal de cemitérios embaixo da estrada com Every you Every me, uma das melhores músicas de uma das minhas bandas favoritas, o Placebo.

O Sebastian é interpretado pelo Ryan Phillipe, que no filme faz o estilo de bonitinho ordinário : P. Pena que depois ele nunca mais fez um filme que prestasse, pelo menos não que eu lembre.

Depois da cena do carro, aparece o Sebastian aprontando total com a psicóloga idiota dele. Tipo, apronta mesmooooo, mas como a psicóloga era do mal também, você acaba nem se importando, mas já nota que ele não é flor que se cheire.

Depois do começo do filme ele, o Sebastian, vai lá falar com a sua meia irmã bonitona, a Sarah Michele Gellar, de cabelo preto, e do mallllll. Claro que pelo fato do filme adorar clichês, a personagem do mal é meio slut por assim dizer e a do bem é totalmente pudorada. Acho que a Sarah tava meio de saco cheio de ser tachada de Buffy, caça vampiros loira do bem, e foi fazer esse filme pra tentar tirar o estigma.

Voltando ao filme, daí eles fazem aquela aposta super do mal. A Buffy dúvida que o Sebastian pegue a filha loira virgem e bonitinha do diretor da escola super high society que eles estudam (acho que esqueci de mencionar, os personagens do filme são milionários, meio Gossip Girl style).

A tal filha do diretor é a Reese Whitespoon, atriz que eu adoro e que faz uns filmes ótimos, tipo A eleição. Ela inclusive se casou com O Ryan Phillipe, mas depois de uns anos, se separaram.

Bom, depois, o filme é basicamente o pessoal tratando mal a personagem da Selma Blair, mas assim, só por diversão e o Sebastian dando em cima da Reese e ela negando e tal, porque ela tem seus preceitos, até que ela finalmente se apaixona enlouquecidamente por ele, e ele também, e assim o filme segue. Mas essa parte da conquista é ótima por causa do jogo de sedução, dos diálogos, justamente porque o Sebastian e a Annete (a Reese) tem pensamentos bem diferentes.

E o melhor, as cenas são acompanhadas pela trilha sonora que eu já tinha elogiado e vou elogiar de novo. Além de Every you Every me do Placebo, tem Praise do Fatboy Slim, Coffee and Tv do Blur, Colorblind do Counting Crows (essa toca quando o Sebastian tá subindo na escada rolante pra encontrar a Annete, adoro a cena) e a cena final com a magnetizante Bittersweet symphony do The Verve. Adoro as cenas finais desse filme com a Sarah Michele Gellar (eu sempre lembro do Ross por causa do Gellar, tá, eu sei que é Geller o dele, mas é parecidinho, vai), com aquela cara de Oh my god !!!

Sunday, February 8th, 2009

Super Size Me 2: missão churrascaria (ou restaurante vegetariano, tanto faz)

Super Size Me é um documentário lançado faz alguns anos que tenta conscientizar as pessoas sobre os males da má alimentação. Especialmente os americanos, que vivem num país com a maior quantidade de obesos no mundo.

Você não precisa ficar muito tempo nos EUA pra notar que é um país que incentiva a comilança. Eu sempre fui magra, mas bastou menos de 2 meses e meio lá para engordar absurdamente. O principal problema do país é que as porções individuais são sempre grotescamente grandes. Pra se ter uma idéia, (e o documentário mostra isso) o refri pequeno deles é o nosso médio.

Pra não ser apenas mais um documentário qualquer, Spurlock (o realizador, nitidamente inspirado em Michael Moore) submete-se a uma experiência inusitada: alimentar-se apenas de Mc Donald’s durante um mês inteiro, e ver quais são os danos após o experimento.

A idéia, e mais as boas sacadas de Spurlock gera um filme que consegue ser muito legal, interessante e conscientizador ao mesmo tempo. Mas óbvio que esse experimento só serve pelo fator bizarro, já que é óbvio que se você comer sempre a mesma coisa todos os dias vai passar mal.

Como assim ? O mais importante em se tratando de alimentação é ter uma alimentação variada e balanceada. Ou seja, se eu ir todos os dias na Pizza Hut, óbvio que vou passar mal. Se eu ir todos os dias num restaurante de massas, óbvio que vou passar mal, e se eu for todos os dias numa churrascaria, também vou passar mal.

Na boa, se eu não tivesse mais nada pra fazer, eu fazia uma nova versão de Super Size Me onde eu só comeria salada de tomate, rúcula e alfafa, e mostraria todos os malefícios que isso causaria, como a falta de um monte de vitaminas essenciais.


Sim, se eu comer SÓ isso um mês inteiro, eu vou passar mal


E se eu comer só isso também. Que tal processar todas as churrascarias do mundo?

Outra coisa meio tosca do documentário, é que o Spurlock come mais do que ele usualmente come. Tipo, na primeira vez que ele vai no MC Donald’d, oferecem pra ele o tamanho gigante, e ele aceita. Chega um momento que ele não aguenta mais comer, mas mesmo assim se força, até que ele vomita. Novamente: qualquer comida que a pessoa comer se forçando desse jeito vai fazer mal, independente se é Mc Donald’s ou algo saudável.

Ainda assim, o filme tem duas coisas que eu achei bastante interessantes. A primeira, é que ele mostra como uma má alimentação pode degradar o corpo humano. Ok, isso talvez fosse óbvio, mas eu não imaginei que em apenas um mês se alimentando MUITO mal, alguém pudesse chegar a ter um diagnóstico tão ruim quanto o de Spurlock: segundo os médicos, o fígado dele estava em frangalhos.


Spurlock e o Big Mac. Melhor sanduíche ever.

A segunda coisa interessante, e principalmente, verídica, é que o filme acusa o Mc Donald’s (e por tabela outras empresas) de seduzir as crianças a comerem mal. Notem que em quase todos os Mc Donald’s você encontra aqueles parquinhos para crianças se divertirem. Além disso, tem a possibilidade de fazer aniversário lá e ter agradáveis momentos. Também tem o famigerado Mc Lanche Feliz que com sua surpresa induz as crianças a quererem consumir fast food por causa do brinquedinho. E por fim, o símbolo máximo da companhia é um personagem com apelo infantil: o palhaço Ronald.


Prendam esse palhaço!!!

Eu gosto de Mc Donald’s e eventualmente vou lá. Também acho um bobagem pessoas processarem a empresa, mas ao mesmo tempo acho uma sacanagem essa propaganda em massa tentando conquistar crianças. Crianças (de fato nem adultos, mas principalmente crianças) não têm maturidade suficiente para saber que certo tipo de alimentação vai ou não causar grandes malefícios no futuro se consumida em grandes quantidades. Parece que justamente por isso, essas empresas se aproveitam e tentam conquistar justamente as crianças, de forma que quando cresçam, terão tão boas lembranças do Mc Donald’s que mesmo que saibam que aquilo faz muito mal em excesso, já estarão “viciadas” e “fidelizadas”, por assim dizer.

Eu não acho que esse tipo de alimentação deva ser proibido de ser vendido para crianças até porque isso seria uma babaquice, mas acho que talvez devesse haver algum tipo de restrição quanto a comerciais que incentivem especificamente crianças a comer mal, de forma similar (mas não tão incisiva) a como é feito com bebidas e tabaco.

Sunday, January 18th, 2009

Angelina Jolie é uma farsa e só faz bombas

Desculpe fãs, mas Angelina Jolie é daquelas atrizes que não adianta, só faz filme podre. Tipo, se tem o nome dela no cartaz em geral eu já fujo. São muitas bombas pra endossar esse pensamento: Tomb Raider, Alexandre, Sr. & Sra. Smith, etc.

Ok, Teve aquele Procurado que realmente foi divertido, mas só.


Esse foi legalzinho, bem viajante, mas ainda legalzinho.

Eu acho que ela só tem essa visibilidade toda porque a vida pessoal dela é realmente atribulada. Adoção de filhos de todas as nacionalidades e etnias possíveis, o roubo de marido que ela fez, etc. O pior é que nem dá pra falar mal dela que sempre chega um e diz: tá falando mal só porque ela é bonita sua invejosa. Ela é bonitinha, mas bonitas mesmo são essas daqui ó. Além disso, sempre tem alguém pra dizer que ela é talentosa porque ganhou o Oscar de coadjuvante com Garota Interrompida, que eu não vi. Suponho que ela deve ter gasto todo o talento nesse filme então : P

Mesmo assim, fui assistir o A troca, porque diziam que a atuação dela era digna de Oscar, num filme sério (porque essa boca com pernas essa mulher praticamente só faz filme de ação). Mas o maior argumento para eu ir assistir é que era do Clint Eastowood, e eu gostei da Menina de Ouro dele.

A propósito, por algum motivo desconhecido, eu chamava A troca de A outra, e por isso paguei o vale de pedir pra bilheteira um ingresso pro filme A outra, e tive que ouvir um “esse filme não está passando aqui“.


Ela usa chapéus e batom vermelho encarnado o filme todo.

Mas voltando ao filme, tirando toda a bela reconstrução da Los Angeles dos anos 30, só tenho adjetivos negativos: é demorado, uma lenga lenga, a mulher é internada no hospício, depois começa um julgamento chatérrimo que nunca termina, etc.

Tédio.

Sou muito mais Marley e eu, por exemplo.

Apesar de não colaborar com o cinema, pelo menos ela faz menos crianças serem orfãs no mundo.

Thursday, January 15th, 2009

O filme Marley e eu é bom !

Apesar de eu adorar comédias românticas previsíveis, ou filmes de draminhas familiares em geral, talvez o fato de eu ter assistido muitas produções desse tipo tenha me feito ficar um pouquinho mais exigente. Por isso quando vi o cartaz de Marley e Eu, o filme não me interessou em nada. O fato de ter um cachorro meiguinho na capa fez eu querer ver menos ainda, porque apesar de eu gostar de cachorros, filmes com eles não são legais desde sei lá, Babe, o porquinho atrapalhado (eu sei que o Babe era um porquinho, atrapalhado por sinal, e não um cachorro, mas tinha aquela cão pastora tá).

Na minha cabeça, esse era um filme do tipo os pais pegam as crianças e vão no cinema assistir.

Só que lendo umas critícas vi que o filme ganhava bastante elogios de críticos, e críticos são ranzizas por padrão. Aliado ao fato que não tinha mais nenhum filme que prestasse nos cinemas, dei uma chance pro tal pior cão do mundo. Além disso, o filme tinha a Jennifer Aniston, que apesar de só fazer filme meia-boca, eu gosto dela.

Mas sabe que o filme realmente surpreendeu? Claro, tem as partes engraçadinhas com o cachorro e tal, mas ele é basicamente um filme sobre relacionamentos, decisões, sobre a vida, o universo e tudo mais. No fim, o cachorro acaba sendo só um coadjuvante.

Depois de tantos filmes estilo Closer, é bom ver um com um casal que apesar dos problemas normais da vida, é feliz.

PS: Até me deu vontade de ler o livro, mas vou terminar todos os que eu tenho em casa primeiro … o que vai demorar uma eternidade, visto que no meu tempo livre eu tenho visto seriados ou jogando PSP.

Monday, December 29th, 2008

Melhores filmes brasileiros

Aproveitando que hoje tá passando Central do Brasil na rede Globo, aqui a minha lista de filmes brasileiros que eu mais gosto. Sou da época que, salvas raras exceções, filme brasileiro era sinônimo de porcaria ou pornografia. Mas desde que Quatrilho foi indicado ao Oscar, o cinema brasileiro vem realmente surpreendendo. Quando será que vai finalmente ganhar o Oscar?

1) Central do Brasil -> Primeirissímo. Pena que a carreira internacional do Walter Salles não conseguiu produzir uns filme que chegasse aos pés desse.

2) Cidade de Deus -> Em geral eu não gosto de filme retratando crime, mas esse é bom. Tropa de elite também é, mas prefiro o Cidade.

3) Anjos do Sol -> O filme mais triste do universo. Fala sobre prostituição infantil no interior do Brasil de forma nua e crua.

4) O homem que copiava -> Embora os persongens não sejam ricos, também não são miseráveis, ou seja, finalmente um filme bom que não fala de pobreza.

5) Super Xuxa contra o baixo astral -> O melhor filme brasileiro infantil de todos os tempos é esse, de 1988, embora toda a critíca especializada o despreze. Muito melhor que Lua de Cristal e os filmes dos trapalhões (embora alguns fossem ótimos). Vou pintar um arco-iris de energia !!! : P

E vocês ?

Friday, December 26th, 2008

Créditos iniciais de filmes

O Anderson do Rosebud é o trenó fez essa lista com os melhores créditos iniciais de filmes. Créditos iniciais são a parte de filme mais injustiçada porque, primeiro, ninguém lembra deles, eu mesma tive dificuldades de lembrar de vários, e segundo, todo mundo só fala de melhores finais, mas bons créditos iniciais são essenciais, afinal, são eles que passam o clima do filme e preparam terreno para o que há de vir.

Graças ao post do Anderson, acabei conhecendo Saul Bass, um designer responsável pelas aberturas de vários filmes, especialmente os do Hitchcock. E também fiquei conhecendo Kyle Cooper, o Saul Bass moderno. Claro, que é injustiça não colocar aberturas deles ou outras ótimas como a retrô de Prenda-me se for capaz, mas essa é só uma compilação com algumas aberturas que eu gosto.

O senhor das armas: Sério, se você não pretende assistir nenhum video desse post, assiste pelo menos esse. O Nicolas Cage falando algo como “1 em cada 12 pessoas tem armas de fogo no mundo … a questão é, como vamos armar as outras 11″, a música, e as cenas que tem depois, de arrepiar.

Gattaca: Notem como os criadores brincam com a tipografia, já que as letras referentes as bases do código genético nos nomes de cada ator estão sempre em negrito.

Juno: A música é boa mas o mais marcante aqui é a arte, com a personagem principal virando desenho, colagens e montagens.

Guia do mochileiro das galáxias: E eu nem desconfiava que tinha uma mensagem sendo passada pela Shamu no Sea World. Ah, se bem que a Shamu era uma baleia na verdade : P

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Corra Lola, corra: Filme que eu já comentei aqui.

Sex and the City: É uma abertura que consegue resumir bem a série tanto para relembrar quem assistiu cada episódio quanto para apresentar para os não iniciados. Link com imagem decente aqui.

A fantástica fábrica de chocolate: É divertida, vai dizer.

Quebrando a banca: Não tem nada de muito especial, mas eu gosto da visão aérea de Boston (ok, créditos iniciais com visões aéreas são meio totalmente cliché, mas eu gosto igual) e a música Time to Pretend tem uma letra que combina bastante com a temática do filme.

Segundas intenções: Mais uma abertura visão aérea style com música legal, no caso Every you Every me do Placebo. Gosto da parte mostrando os cemitérios quase infinitos que ficam embaixo desses viadutos e pontes de Nova York.

Psicose: As letras se formando é legal, mas óbvio que 99% do impacto está na música.

Sunday, December 14th, 2008

Meg Ryan, minha atriz autoral favorita

Nesse post d’A Grande Abóbora o marcus fala sobre atores autorais. Eis a definição:

Aquele que, com seu jeito especial de interpretar, sempre ilumina os filmes dos quais participa com seu jeito próprio de reinterpretar o mesmo personagem várias vezes.

A minha atriz autoral favorita é Meg Ryan. O papel padrão dela é esse: jovem bonitinha decepcionada com o amor que encontra alguém que ela se dá mal no começo mas que se apaixona perdidamente no final para viverem felizes para sempre. Ou seja, as famosas comédias românticas, como Harry e Sally, Lente do amor e Surpresas do Coração (o melhor dela na minha opinião), etc.

Filme assim, mesmo quando é ruim, é bom. E quando é feito inspiradamente, é o máximo.

Claro que a Meg Ryan, como todo ator que já cansou de comprar mansões, tentou fugir do estigma de atriz de um tipo de filme só. E claro que os filmes que não seguem essa fórmula foram um lixo, exceto por Quando um homem ama uma mulher, mas claro que um filme com esse título também não tinha como ser ruim. Em outro filme, Meg Ryan chegou até a protagonizar cenas de sexo, filme esse que eu não assisti nem assistirei, porque filme da Meg Ryan não pode esse tipo de cena, no máximo elas podem estar subentendidas. Dizem que ela foi a primeira opção para o papel que foi de Julia Roberts em Uma linda mulher, mas ela negou porque não época ela (ou seu empresário) (ainda) sabia que Meg Ryan não pode interpretar prostitutas, mesmo que a prostituta em questão seja legal ( até porque mesmo legal, ainda é uma prostituta : P)

Obviamente, depois de alguns anos, ela chegou naquele ponto da carreira terrível: ela está mais velha e não pode mais fazer o papel de jovem mulher bonitinha decepcionada com o amor que volta a acreditar porque se apaixona. Por isso, agora ela faz outro tipo de papel: o de não tão jovem mulher bonitinha decepcionada com o amor que volta a acreditar porque se apaixona. Não fica tão bom (vide Kate e Leopold. PS: Hugh Jackman não devia tirar a barba, assim como Sansão não devia cortar os cabelos), mas ainda diverte. Até porque ela no papel de velha que não acredita no amor é sempre um desastre (vide Eu e as mulheres, filme em que ela contracena com Seth Cohen).

Sunday, November 30th, 2008

Corra Lola, corra (e porque existe oscar de montagem)

Corra Lola, Corra ! é um frenético filme alemão de 1998 que conta a história de Lola, uma ruivissíma moça alemã interpretada pela atriz Franka Potente. Sobrenome esse que condiz com a personagem, que corre furiosamente o filme inteiro, já que ela tem só 20 minutos para encontrar 100 mil marcos, quantia que eu não sei quanto é, mas deve ser um monte, tudo para livrar o namorado de uma encrenca que pode custar a vida dele.


Fast

Mas a história do filme é o de menos. O interessante é a montagem dele. Se você não sabe o que é montagem de um filme, e o quanto isso pode influenciar, assista este, que é cheio de cortes, e depois, pra ficar bem discrepante, assista algo oposto, como Festim diabólico (Rope), de Hitchcock, que deve ter uns três cortes de cena no máximo. Fica claro como a montagem pode influenciar num filme. Quem já editou algum filmezinho caseiro, sabe que editar, apesar de parecer ridiculamente simples, não é nada fácil. Achar o momento exato de cortar, trocar a cena, sem parecer artificial é uma arte. Tanto é que existem inclusive várias maneiras e “regras” de editar (montage sequence, métodos de montagem de Eisenstein ). E é justamente por isso que existe um Oscar só para a montagem.

Mas voltando a Corra Lola, Corra, além da ótima edição (por exemplo, nas partes onde o passado de cada personagem é mostrado em várias cenas rápidas, imitando fotos) o filme também conta com algumas partes feitas em desenho animado (tipo Kill Bill 1 mas não no estilo anime) muito legais, além de uma trilha sonora eletrônica que combina muito bem com o clima da obra.

A partir daqui spoilers —> No filme, o mesmo acontecimento é narrado três vezes seguidas, mas com pequenas alterações. A idéia é mostrar que pequenas mudanças nos acontecimentos, podem levar a finais bem distintos (na primeira vez o final é bem trágico, com a morte de Lola, na terceira é o final perfeito, onde eles pagam a dívida e ainda tem 100 mil extras ganhos por Lola no cassino), tal como foi abordado de forma um pouco diferente mais tarde no filme Efeito Borboleta, O bater de asas de uma borboleta pode desencadear num tufão em algum outro lugar. A mensagem passada, na minha opinião, é que as consequências de cada pequeno ato são imprevisíveis, e não há muito o que fazer a esse respeito, a não ser claro, fazer o que parece certo na hora


Parte em desenho animado

Monday, November 17th, 2008

Top 3 piores filmes da Pixar (e saudades de desenho 2D)

Sempre fui fã de desenhos animados, especialmente os clássicos da Disney. O problema é que uma série de fracassos da empresa do Mickey associado a vários desenhos 3D bem sucedidos da parceria com a Pixar sepultaram a animação tradicional em 2D que eu tanto gostava (exceto pelos animes, que continuam a fazer muito sucesso).

Assim, o tradicional desenho 2D lançado anualmente pela Disney em cada verão americano (julho) deu lugar a um desenho 3D lançado pela Pixar.

Nada contra desenhos 3D, alguns, como Toy Story, Ratatouille e Monstros S.A são filmes desse tipo que eu simplesmente adoro, assim como a trilogia Shrek da DreamWorks. Minha insatisfação na verdade é contra o total desaparescimento do 2D, especialmente levando-se em conta que a Pixar faz sim filmes capengas às vezes.

Então, essa é a lista de produções lançadas no cinema realizadas pela empresa da luminária saltitante (retirada da Wikipedia):

* 1995 - Toy Story
* 1998 - Vida de Inseto
* 1999 - Toy Story 2
* 2001 - Monstros S.A.
* 2003 - Procurando Nemo
* 2004 - Os Incríveis
* 2006 - Carros
* 2007 - Ratatouille
* 2008 - Wall-E

Eu assisti todos. Provavelmente pelo fato do Steve Jobs ter sido o presidente da Pixar, tem muito fanboy dessa empresa (acho que Steve Jobs consegue atrair esse tipo de gente). Desse modo, é sempre uma “heresia” falar mal de seus filmes. Mesmo assim, isso não me impedirá de falar o meu top 3 piores filmes da Pixar.

O terceiro lugar é Wall-E, que está sendo lançado agora em DVD em uima edição cheia de extras. O longa metragem tem suas qualidades, o romance do Wall-E com a a Eva é bonitinho, lembra um filme de Chaplin e tal, o design dos personagens é muito legal, a visão da sociedade totalmente sendetária é bem interessante, mas nossa, aquela primeira parte é meio tediosa. E a perseguição pela plantinha que vem depois também não é grande coisa.


Tá, o romancezinho é legal

Em segundo lugar, Vida de Inseto. Nem quando eu era teenager eu gostei (e olha que eu gosto de cosia infantil). Na real, o filme até é legalzinho, até curti, o problema foi que ao mesmo tempo foi lançado Formiguinhaz da Dreamworks, que apesar de ser mais feio, tem um roteiro muito mais bem explorado.


As piadas relativas ao senhor joaninha são engraçadas

E, finalizando, em primeiro lugar dos piores, Procurando Nemo. Adoro filmes de jornada, busca, é sempre um assunto bom de usar em roteiros de filme, mas infelizemnte nesse caso ficou horrível. Apenas meia dúzia de piadas funcionam no desenho inteiro !!! Pelo menos, de novo, os gráficos são positivamente acachapantes. E o Nemo bonitinho.


O pior

e vocês ? Tem algum filme da Pixar que não gostam?

Saturday, November 1st, 2008

Eu não gosto de musicais

Existem alguns gêneros de filmes que é quase impossível eu gostar. Faroeste é um deles. Embora existam vários clássicos nesse gênero, sempre presentes em listas de melhores filmes, como por exemplo os do Clint Eastwood, não adianta, eu acho um saco. O único que conseguiu ser meio de faroeste eu ainda gostar foi De volta para o futuro 3. Mas era De volta para o futuro né, não tinha como não gostar.


Único faroeste bom do universo

Outro gênero que eu não consigo gostar muito é musicais. Mesmo os clássicos dos clássicos, tipo Cantando na Chuva,são pra mim, no máximo legalzinhos ou simpáticos. Até Mouling Rouge que é super elogiado, pra mim é sonolento, nem Nicole Kidman conseguiu salvar. O único que eu realmente gosto é O mágico de Oz.


Não gosto

Mesmo assim, acabei deixando esse preconceito de lado e assistindo a vários músicais nesse último mês. O primeiro que eu vi foi Mamma Mia! O filme era todo composto de músicas do Abba, uma banda que tem umas músicas muito animadinhas (exceto The winner takes it all, mas é ótima também). Então, mesmo que o filme fosse ruim, teria as músicas pra salvar. Além disso, tinha a Meryl Streep e o Colin Firth, que eu adoro.

O que deu pra perceber é que o roteiro do filme foi escrito baseado nas letras do filme do Abba (jura?). Tá, o que eu quero dizer, é que não foram as músicas que se encaixaram ao roteiro, foi o contrário. O que acabou acontecendo, é que muitas vezes ficou super forçado. Na parte do Winner takes it all por exemplo, o Pierce Brosnam ficou um tempão com uma cara de paisagem nada a ver olhando a Meryl cantar. Tirando também algumas outras partes constangedoras, tipo os caras bonitões com aquelas roupas espalhafatosas. Mas o filme é até divertidinho pelo menos.

Outro musical que eu assisti e fazia tempo que queria ver foi Across the Universe, que é composto por músicas dos Beatles. As músicas realmente ficaram muito bem cantadas, e a fotografia do filme é belissíma. Mas, infelizemente, esse filme tem o mesmo defeito de Mamma Mia: o roteirista nem tentou disfarçar que o roteiro foi escrito SÓ para encaixar as músicas. Muito artificial.

Eu acho que esse é o grande defeito do gênero: investem em músicas boas e visual lindo, e esquecem de contar uma história que preste.


A fotografia do filme como um todo é linda

Nesse filme, o Jim Sturgess faz um sotaque de Liverpool muito igual. Não que eu seja especialista em sotaques, mas é que ficou igualzinha a voz do John Lennon nos DVDs Anthology.

O último musical que eu vi foi Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da rua Fleet. Esse eu peguei só porque era do Tim Burton e portanto o visual obrigatoriamente seria lindo. E é mesmo. Só que para minha surpresa, dessa vez, as músicas se encaixam com o roteiro, que ainda por cima é bem bom. Mas claro que sendo um musical algum problema teria: dessa vez as músicas são chata, chatas, chatas, chatas. Teve momentos que eu coloquei em fast foward de tão CHATAS.


Babe com os cenários, maquiagem, figurino e durma durante as músicas

Não adianta, musical não presta.