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Monday, December 29th, 2008

Melhores filmes brasileiros

Aproveitando que hoje tá passando Central do Brasil na rede Globo, aqui a minha lista de filmes brasileiros que eu mais gosto. Sou da época que, salvas raras exceções, filme brasileiro era sinônimo de porcaria ou pornografia. Mas desde que Quatrilho foi indicado ao Oscar, o cinema brasileiro vem realmente surpreendendo. Quando será que vai finalmente ganhar o Oscar?

1) Central do Brasil -> Primeirissímo. Pena que a carreira internacional do Walter Salles não conseguiu produzir uns filme que chegasse aos pés desse.

2) Cidade de Deus -> Em geral eu não gosto de filme retratando crime, mas esse é bom. Tropa de elite também é, mas prefiro o Cidade.

3) Anjos do Sol -> O filme mais triste do universo. Fala sobre prostituição infantil no interior do Brasil de forma nua e crua.

4) O homem que copiava -> Embora os persongens não sejam ricos, também não são miseráveis, ou seja, finalmente um filme bom que não fala de pobreza.

5) Super Xuxa contra o baixo astral -> O melhor filme brasileiro infantil de todos os tempos é esse, de 1988, embora toda a critíca especializada o despreze. Muito melhor que Lua de Cristal e os filmes dos trapalhões (embora alguns fossem ótimos). Vou pintar um arco-iris de energia !!! : P

E vocês ?

Friday, December 26th, 2008

Créditos iniciais de filmes

O Anderson do Rosebud é o trenó fez essa lista com os melhores créditos iniciais de filmes. Créditos iniciais são a parte de filme mais injustiçada porque, primeiro, ninguém lembra deles, eu mesma tive dificuldades de lembrar de vários, e segundo, todo mundo só fala de melhores finais, mas bons créditos iniciais são essenciais, afinal, são eles que passam o clima do filme e preparam terreno para o que há de vir.

Graças ao post do Anderson, acabei conhecendo Saul Bass, um designer responsável pelas aberturas de vários filmes, especialmente os do Hitchcock. E também fiquei conhecendo Kyle Cooper, o Saul Bass moderno. Claro, que é injustiça não colocar aberturas deles ou outras ótimas como a retrô de Prenda-me se for capaz, mas essa é só uma compilação com algumas aberturas que eu gosto.

O senhor das armas: Sério, se você não pretende assistir nenhum video desse post, assiste pelo menos esse. O Nicolas Cage falando algo como “1 em cada 12 pessoas tem armas de fogo no mundo … a questão é, como vamos armar as outras 11″, a música, e as cenas que tem depois, de arrepiar.

Gattaca: Notem como os criadores brincam com a tipografia, já que as letras referentes as bases do código genético nos nomes de cada ator estão sempre em negrito.

Juno: A música é boa mas o mais marcante aqui é a arte, com a personagem principal virando desenho, colagens e montagens.

Guia do mochileiro das galáxias: E eu nem desconfiava que tinha uma mensagem sendo passada pela Shamu no Sea World. Ah, se bem que a Shamu era uma baleia na verdade : P

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Corra Lola, corra: Filme que eu já comentei aqui.

Sex and the City: É uma abertura que consegue resumir bem a série tanto para relembrar quem assistiu cada episódio quanto para apresentar para os não iniciados. Link com imagem decente aqui.

A fantástica fábrica de chocolate: É divertida, vai dizer.

Quebrando a banca: Não tem nada de muito especial, mas eu gosto da visão aérea de Boston (ok, créditos iniciais com visões aéreas são meio totalmente cliché, mas eu gosto igual) e a música Time to Pretend tem uma letra que combina bastante com a temática do filme.

Segundas intenções: Mais uma abertura visão aérea style com música legal, no caso Every you Every me do Placebo. Gosto da parte mostrando os cemitérios quase infinitos que ficam embaixo desses viadutos e pontes de Nova York.

Psicose: As letras se formando é legal, mas óbvio que 99% do impacto está na música.

Sunday, December 14th, 2008

Meg Ryan, minha atriz autoral favorita

Nesse post d’A Grande Abóbora o marcus fala sobre atores autorais. Eis a definição:

Aquele que, com seu jeito especial de interpretar, sempre ilumina os filmes dos quais participa com seu jeito próprio de reinterpretar o mesmo personagem várias vezes.

A minha atriz autoral favorita é Meg Ryan. O papel padrão dela é esse: jovem bonitinha decepcionada com o amor que encontra alguém que ela se dá mal no começo mas que se apaixona perdidamente no final para viverem felizes para sempre. Ou seja, as famosas comédias românticas, como Harry e Sally, Lente do amor e Surpresas do Coração (o melhor dela na minha opinião), etc.

Filme assim, mesmo quando é ruim, é bom. E quando é feito inspiradamente, é o máximo.

Claro que a Meg Ryan, como todo ator que já cansou de comprar mansões, tentou fugir do estigma de atriz de um tipo de filme só. E claro que os filmes que não seguem essa fórmula foram um lixo, exceto por Quando um homem ama uma mulher, mas claro que um filme com esse título também não tinha como ser ruim. Em outro filme, Meg Ryan chegou até a protagonizar cenas de sexo, filme esse que eu não assisti nem assistirei, porque filme da Meg Ryan não pode esse tipo de cena, no máximo elas podem estar subentendidas. Dizem que ela foi a primeira opção para o papel que foi de Julia Roberts em Uma linda mulher, mas ela negou porque não época ela (ou seu empresário) (ainda) sabia que Meg Ryan não pode interpretar prostitutas, mesmo que a prostituta em questão seja legal ( até porque mesmo legal, ainda é uma prostituta : P)

Obviamente, depois de alguns anos, ela chegou naquele ponto da carreira terrível: ela está mais velha e não pode mais fazer o papel de jovem mulher bonitinha decepcionada com o amor que volta a acreditar porque se apaixona. Por isso, agora ela faz outro tipo de papel: o de não tão jovem mulher bonitinha decepcionada com o amor que volta a acreditar porque se apaixona. Não fica tão bom (vide Kate e Leopold. PS: Hugh Jackman não devia tirar a barba, assim como Sansão não devia cortar os cabelos), mas ainda diverte. Até porque ela no papel de velha que não acredita no amor é sempre um desastre (vide Eu e as mulheres, filme em que ela contracena com Seth Cohen).

Sunday, November 30th, 2008

Corra Lola, corra (e porque existe oscar de montagem)

Corra Lola, Corra ! é um frenético filme alemão de 1998 que conta a história de Lola, uma ruivissíma moça alemã interpretada pela atriz Franka Potente. Sobrenome esse que condiz com a personagem, que corre furiosamente o filme inteiro, já que ela tem só 20 minutos para encontrar 100 mil marcos, quantia que eu não sei quanto é, mas deve ser um monte, tudo para livrar o namorado de uma encrenca que pode custar a vida dele.


Fast

Mas a história do filme é o de menos. O interessante é a montagem dele. Se você não sabe o que é montagem de um filme, e o quanto isso pode influenciar, assista este, que é cheio de cortes, e depois, pra ficar bem discrepante, assista algo oposto, como Festim diabólico (Rope), de Hitchcock, que deve ter uns três cortes de cena no máximo. Fica claro como a montagem pode influenciar num filme. Quem já editou algum filmezinho caseiro, sabe que editar, apesar de parecer ridiculamente simples, não é nada fácil. Achar o momento exato de cortar, trocar a cena, sem parecer artificial é uma arte. Tanto é que existem inclusive várias maneiras e “regras” de editar (montage sequence, métodos de montagem de Eisenstein ). E é justamente por isso que existe um Oscar só para a montagem.

Mas voltando a Corra Lola, Corra, além da ótima edição (por exemplo, nas partes onde o passado de cada personagem é mostrado em várias cenas rápidas, imitando fotos) o filme também conta com algumas partes feitas em desenho animado (tipo Kill Bill 1 mas não no estilo anime) muito legais, além de uma trilha sonora eletrônica que combina muito bem com o clima da obra.

A partir daqui spoilers —> No filme, o mesmo acontecimento é narrado três vezes seguidas, mas com pequenas alterações. A idéia é mostrar que pequenas mudanças nos acontecimentos, podem levar a finais bem distintos (na primeira vez o final é bem trágico, com a morte de Lola, na terceira é o final perfeito, onde eles pagam a dívida e ainda tem 100 mil extras ganhos por Lola no cassino), tal como foi abordado de forma um pouco diferente mais tarde no filme Efeito Borboleta, O bater de asas de uma borboleta pode desencadear num tufão em algum outro lugar. A mensagem passada, na minha opinião, é que as consequências de cada pequeno ato são imprevisíveis, e não há muito o que fazer a esse respeito, a não ser claro, fazer o que parece certo na hora


Parte em desenho animado

Monday, November 17th, 2008

Top 3 piores filmes da Pixar (e saudades de desenho 2D)

Sempre fui fã de desenhos animados, especialmente os clássicos da Disney. O problema é que uma série de fracassos da empresa do Mickey associado a vários desenhos 3D bem sucedidos da parceria com a Pixar sepultaram a animação tradicional em 2D que eu tanto gostava (exceto pelos animes, que continuam a fazer muito sucesso).

Assim, o tradicional desenho 2D lançado anualmente pela Disney em cada verão americano (julho) deu lugar a um desenho 3D lançado pela Pixar.

Nada contra desenhos 3D, alguns, como Toy Story, Ratatouille e Monstros S.A são filmes desse tipo que eu simplesmente adoro, assim como a trilogia Shrek da DreamWorks. Minha insatisfação na verdade é contra o total desaparescimento do 2D, especialmente levando-se em conta que a Pixar faz sim filmes capengas às vezes.

Então, essa é a lista de produções lançadas no cinema realizadas pela empresa da luminária saltitante (retirada da Wikipedia):

* 1995 - Toy Story
* 1998 - Vida de Inseto
* 1999 - Toy Story 2
* 2001 - Monstros S.A.
* 2003 - Procurando Nemo
* 2004 - Os Incríveis
* 2006 - Carros
* 2007 - Ratatouille
* 2008 - Wall-E

Eu assisti todos. Provavelmente pelo fato do Steve Jobs ter sido o presidente da Pixar, tem muito fanboy dessa empresa (acho que Steve Jobs consegue atrair esse tipo de gente). Desse modo, é sempre uma “heresia” falar mal de seus filmes. Mesmo assim, isso não me impedirá de falar o meu top 3 piores filmes da Pixar.

O terceiro lugar é Wall-E, que está sendo lançado agora em DVD em uima edição cheia de extras. O longa metragem tem suas qualidades, o romance do Wall-E com a a Eva é bonitinho, lembra um filme de Chaplin e tal, o design dos personagens é muito legal, a visão da sociedade totalmente sendetária é bem interessante, mas nossa, aquela primeira parte é meio tediosa. E a perseguição pela plantinha que vem depois também não é grande coisa.


Tá, o romancezinho é legal

Em segundo lugar, Vida de Inseto. Nem quando eu era teenager eu gostei (e olha que eu gosto de cosia infantil). Na real, o filme até é legalzinho, até curti, o problema foi que ao mesmo tempo foi lançado Formiguinhaz da Dreamworks, que apesar de ser mais feio, tem um roteiro muito mais bem explorado.


As piadas relativas ao senhor joaninha são engraçadas

E, finalizando, em primeiro lugar dos piores, Procurando Nemo. Adoro filmes de jornada, busca, é sempre um assunto bom de usar em roteiros de filme, mas infelizemnte nesse caso ficou horrível. Apenas meia dúzia de piadas funcionam no desenho inteiro !!! Pelo menos, de novo, os gráficos são positivamente acachapantes. E o Nemo bonitinho.


O pior

e vocês ? Tem algum filme da Pixar que não gostam?

Saturday, November 1st, 2008

Eu não gosto de musicais

Existem alguns gêneros de filmes que é quase impossível eu gostar. Faroeste é um deles. Embora existam vários clássicos nesse gênero, sempre presentes em listas de melhores filmes, como por exemplo os do Clint Eastwood, não adianta, eu acho um saco. O único que conseguiu ser meio de faroeste eu ainda gostar foi De volta para o futuro 3. Mas era De volta para o futuro né, não tinha como não gostar.


Único faroeste bom do universo

Outro gênero que eu não consigo gostar muito é musicais. Mesmo os clássicos dos clássicos, tipo Cantando na Chuva,são pra mim, no máximo legalzinhos ou simpáticos. Até Mouling Rouge que é super elogiado, pra mim é sonolento, nem Nicole Kidman conseguiu salvar. O único que eu realmente gosto é O mágico de Oz.


Não gosto

Mesmo assim, acabei deixando esse preconceito de lado e assistindo a vários músicais nesse último mês. O primeiro que eu vi foi Mamma Mia! O filme era todo composto de músicas do Abba, uma banda que tem umas músicas muito animadinhas (exceto The winner takes it all, mas é ótima também). Então, mesmo que o filme fosse ruim, teria as músicas pra salvar. Além disso, tinha a Meryl Streep e o Colin Firth, que eu adoro.

O que deu pra perceber é que o roteiro do filme foi escrito baseado nas letras do filme do Abba (jura?). Tá, o que eu quero dizer, é que não foram as músicas que se encaixaram ao roteiro, foi o contrário. O que acabou acontecendo, é que muitas vezes ficou super forçado. Na parte do Winner takes it all por exemplo, o Pierce Brosnam ficou um tempão com uma cara de paisagem nada a ver olhando a Meryl cantar. Tirando também algumas outras partes constangedoras, tipo os caras bonitões com aquelas roupas espalhafatosas. Mas o filme é até divertidinho pelo menos.

Outro musical que eu assisti e fazia tempo que queria ver foi Across the Universe, que é composto por músicas dos Beatles. As músicas realmente ficaram muito bem cantadas, e a fotografia do filme é belissíma. Mas, infelizemente, esse filme tem o mesmo defeito de Mamma Mia: o roteirista nem tentou disfarçar que o roteiro foi escrito SÓ para encaixar as músicas. Muito artificial.

Eu acho que esse é o grande defeito do gênero: investem em músicas boas e visual lindo, e esquecem de contar uma história que preste.


A fotografia do filme como um todo é linda

Nesse filme, o Jim Sturgess faz um sotaque de Liverpool muito igual. Não que eu seja especialista em sotaques, mas é que ficou igualzinha a voz do John Lennon nos DVDs Anthology.

O último musical que eu vi foi Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da rua Fleet. Esse eu peguei só porque era do Tim Burton e portanto o visual obrigatoriamente seria lindo. E é mesmo. Só que para minha surpresa, dessa vez, as músicas se encaixam com o roteiro, que ainda por cima é bem bom. Mas claro que sendo um musical algum problema teria: dessa vez as músicas são chata, chatas, chatas, chatas. Teve momentos que eu coloquei em fast foward de tão CHATAS.


Babe com os cenários, maquiagem, figurino e durma durante as músicas

Não adianta, musical não presta.

Tuesday, October 28th, 2008

Eu vivi o período da Leomania

Quando o filme Titanic estourou no final de 1997, um fenômeno iniciou: a Leomania. É sério, acho que nenhum outro ator gerou tanto fanatismo entre as adolescentes como Leonardo Dicaprio. Era tanto fanatismo, que ele chegou a ser comparado a James Dean, um ator jovem,bonito e talentoso que causou frisson entre as garotas dos anos 50 e que morreu no auge da carreira.


Protagonista de Juventude Transviada, que é clássico e é chato

Eu com meus 13 anos na época, não escapei, e também segui a Leomania: assisti quase todos os filmes que ele tinha feito até então. Desde Gilbert Grape, em que ele interpreta um retardado até Romeu e Julieta. A Capricho e Atrevida ganharam um dinheirão de tanto que DiCaprio fez vender essas revistas.

Também decorei na época, várias informações sobre ele. Uma que eu lembro até hoje foi a origem de seu nome. Segundo a lenda, sua mãe o batizou com esse nome (meio incomum nos EUA) porque quando sentiu o primeiro chute do bebê, ela estava apreciando a obra Monalisa de Leonardo da Vinci.


Versão Lego

Logo após os o sucesso astronômico de Titanic, ele fez O homem da máscara de ferro, que nem era tão ruim, mas aquele cabelo comprido horrível que ele usava fez eu não gostar do filme na época.

Depois ele fez o filme A praia que por causa da temática envolvendo drogas, fez a idade miníma aconselhável para assistir o filme ser 18 anos. Na época eu tinha menos, mas queria ver o filme assim mesmo. Como eu já tinha ido assistir um pouco antes ao filme 8 mm com Nicolas Cage, que tem a mesma classificação etária e não tinha sido barrada pelo cinema, achei que não haveria problema em ir assistir A praia. Ledo engano. Como de certo muitas adolescentes foram tentar assistir, os cinemas ficaram mais de olho, e como consequência, fui barrada na hora de comprar o ingresso. Decepção total.


8mm é duzentas vezes mais pesado que A praia e deixaram eu ver, vai entender

Nessa época de Leomania, os meninos inconformados com o fato de tanta admiração em cima dele, ficavam pregando que ele era gay, especialmente por causa do beijo homossexual no filme Eclipse de uma paixão, em que Leo interpreta o poeta francês Paul Verlaine, ou o Rimbaud, não lembro. Como fã dele, sempre dizia que não, e felizmente o tempo comprovou que não era mesmo.


Um dos primeiros filmes de DiCaprio

Na época, namora-lo era o sonho impossível de toda garota daquela faixa etária, no mundo todo. Especialmente porque Leonardo DiCaprio fazia o estilo solteirão convicto, tal como o George Clooney, ex-Batman.


Ele não usa aliança

E o que aconteceu, foi que quem namorou ele no fim das contas foi uma brasileira. Gisele Bundchen realizou o sonho de uma legião de fanáticas.


Cerimônia do Oscar

Atualmente ele namora Bar Rafaeli, uma modelo israelense chata.

Hoje em dia ainda gosto do ator, embora já não ache mais ele muito bonito. E continuo assistir a maior parte de seus lançamentos, mesmo ele fazendo um monte de bomba com Martin Scorcese.

E sou mais uma das pessoas que está esperando por Revolutionary Road, de Sam Mendes (do ótimo Beleza Americana), o filme em que Leo e Kate Winslet voltam a contracenar juntos.

Monday, October 20th, 2008

Quebrando a Banca: vire milionário sem trapacear

No filme Quebrando a banca um professor mais um grupo de estudantes geniozinhos do MIT (a faculdade que o Tony Stark se formou) decidem formar um grupo que estuda probabilidade no jogo de origem francesa BlackJack (também conhecido como 21) com o intuito de faturar uma grana em cassinos de Las Vegas.

Uma coisa que pode surpreender é o fato de Blackjack não ser baseado apenas em sorte. Tipo, eu já sabia que existia jogadores experientes em poker por exemplo que sempre ganham e tal porque sabem blefar muito bem (sabia por causa daquele filme com o Matt Damon, Cartas na mesa, que é bom, mas não tanto quanto esse). Mas agora como usar probabilidades em Blackjack ?

Embora o filme não explique a técnica em detalhes, até porque ficaria meio enfadonho, o que eles explicam já é uma bela amostra de como ela funciona.

Se for possível, sugiro que assistam ao dvd ao invés de baixar, porque em um dos extras, O jogador em vantagem, os atores explicam melhor e de uma maneira bem interessante as táticas, propostas em um artigo do matemático Roger Baldwin em 1956. A tática se chama Basic Strategy (Estratégia Básica), e consiste, em primeiro, decorar a tabela abaixo.

Contudo, essa tabela não vai ter dar mais do que 49% de chances de vencer. Entretanto, existe uma maneira em que você pode chegar a ter impressionantes 99%. Como ? Contando cartas.

Nas mesas de Blackjack, após uma rodada, as cartas usadas não são remisturadas. Por isso os cassinos em geral utilizam até 8 baralhos, para ter bastante cartas. Mas ai que está o furo: se você lembrar de todas as cartas que sairam, dá pra ter uma boa idéia das suas chances de ganhar. Por exemplo, se você sabe que a maior parte das cartas do montinho são cartas altas como figuras (figuras valem 10 pontos) já que as outras cartas de valor baixo já sairam, e a banca está com uma carta baixa tipo 4, você tá com uma super chance de ganhar, já que as próximas cartas vão ou fazer a banca ter um 14, ou fazer ela ultrapassar 21 caso ele peça uma terceira carta.


Memorizando

Só que aí entra um outro problema, com vou decorar tanta carta pra saber que aquela mesa tá quente !? Pois então, uma técnica chamada Plus 1 Minus 1 Balance System (Sistema de equilíbrio +1 -1) entra em cena. Você não precisa decorar cada carta que saiu, só precisa ir decrementando e incrementando uma váriavel de acordo com as cartas que vão aparecendo.

  • Cartas com valores de 2 a 6 incrementam a variável.
  • Cartas com valores de 7 a 9 são neutras e não mudam a variável.
  • Demais cartas são decrementam a váriavel.

Se a sua váriavel estiver maior que +10 é bom sinal.

No filme, tem dois dois tipos de jogadores, os olheiros e os grandes apostadores (caso do protagonista, o Jim Sturgess), Os olheiros vão chegar nas mesas e fazer apostas baixas. Eles ficarão na mesa contando cartas até notarem que a mesa ficou quente (variável igual ou maior que +10, ou seja, tem muita carta de valor alto no montinho). Quando isso acontecer, a pessoa vai fazer um sinal, que no filme, é cruzar os braços atrás da cadeira. Ai o jogador conhecido como grande apostador vai lá e faz apostas altas e quebra a banca.


Contas e mais contas

Claro, tem alguns incovenientes. Primeiro, Por causa da distribuição de probabilidades, é comum as mesas ficarem sempre com a contagem ao redor de zero, portanto, é difícil uma mesa ficar quente, tem que jogar bastante até uma aparecer. Segundo, você tem que ser um bom contador. No filme, os caras gênios ficam dias treinando. Terceiro, embora não seja ilegal contar as cartas, se o cassino descobrir eles tem o direito de te banir do cassino (e apesar de não terem direito, em geral também te enchem de soco).

Tuesday, September 30th, 2008

Finais Alternativos de filmes famosos

Atenção: Obviamente, tem spoilers sobre o final dos filmes.

Uma das coisas que eu mais gostei do advento do DVD (além da imagem, claro) foi os extras que vem junto. Claro, a maior parte dos extras são chatos, inúteis e totalmente sem graça. Às vezes parece que eles colocam alguns extras só pra preencher os bits restantes do DVD. Mas tem um tipo de extra que é realmente muito legal: finais alternativos. Quem não gostaria de ver um final diferente para seus personagens ou filme favorito? Fiz uma pequena lista de 4 finais alternativos oficiais, disponíveis no Youtube. Existem muito mais, alguns inclusive feitos por fãs, que de tão toscos, não mostrarei aqui.

1. Titanic

O filme do maior naufrágio de todos os tempos teve um final alternativo gravado por James Cameron. Meninas, infelizmente nesse final o Leonardo DiCaprio continua com o mesmo destino. O que muda um pouco é o que acontece com o coração do oceano, aquela jóia carérrima que a Rose velha guarda durante quase toda a sua vida. Aviso que eu achei esse final alternativo muito ruim, cheio de momentos de “ação” e tensão, bem típico do James Cameron e totalmente desnecessários nessa altura do filme. Felizmente ele teve bom senso e não permitiu que o final ficasse assim.

2. Efeito borboleta

Um filme muito legal com o Ashton Kutcher (Demi Moore se deu bem, apesar desse cabelo horrível nessa cena) sobre um dos meus temas favoritos em se tratando de cinema: viagem no tempo. Esse final é aquele final super água com açúcar que eu queria ver, mas depois de ver, achei que ficou muito pior do que o final verdadeiro. Como o próprio diretor do filme disse na versão comentada, essa versão final feliz vai contra tudo que o filme pregou, que era que o personagem do Kutcher não podia ficar com a loira bonita sem que graves consequências acontecessem.

3. O exterminador do futuro 2

Outro filme do Cameron com final alternativo. Acho que ele gosta de sempre gravar dois finais pra decidir o final qual ele gosta mais. Esse final é mais um final feliz, colorido e contente, que ficou horrível.

4. Eu sou a lenda

Pra quem queria que o Will Smith ficasse vivo no final. Péssimo.

Tuesday, July 29th, 2008

Filmes simpáticos

Escrito nas estrelas é daqueles filmes super simpáticos que embora não seja magistral, e esteja recheado com algumas partes um pouco forçadas é muito meiguinho. É super simpático tal como Letra e música, com Hugh Grant e Drew Barrymore, por exemplo, que é um filme bobo mas muito bem feito.

A história em poucas palavras: um casal se conhece, mas ela (Kate Beckinsale) acha que não é hora para ficarem juntos. Por isso, ela escreve o telefone dela numa edição de Amor nos tempos do cólera, de Gabriel García Marquez, e vende num sebo. Ele (John Cusack) escreve o nome dele numa nota de 5 doláres e repassa. Caso eles reencontrassem esses objetos, o destino mandou eles ficarem juntos.


Destino … com senso de humor

Embora seja de um gênero previsível e ainda por cima o filme é cheio de coincidências, a forma como elas acontecem são muito legais e surpreendem.