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Sunday, October 11th, 2009

Mais filmes comentados

Ando numa fase de assistir muitos filmes, provavelmente porque dei uma diminuida no número de seriados que eu estava assistindo (tô vendo The Big Bang Theory, Desperate Housewives e How I met your mother, e quando tiver mais episódios lançados começo a ver Dexter). Portanto vou falar de mais alguns que eu assisti nesses últimos dias.

Vamos começar falando de Kung Fu Panda. Embora eu dificilmente veja animações 3D não-pixar (nunca vi Era do gelo nem Madagascar), fiquei afim de ver esse. Legal que se passa numa China habitada por animais falantes. Tipo, tudo igual a China, só que ao invés de humanos tem animais, todos muito fãs de Kung Fu. Legal o filme, mas também não passa de divertidinho.


Adoro pandas

Como eu disse no post anterior, eu adorei Falando Grego e não via a hora de ver outro filme com a Nia Vardalos. Mas ao invés de ver Casamento Grego que eu não vi ainda, fui ver Eu odeio o dia dos namorados, que ela não apenas atua, mas também dirige. E faz par romântico com o mesmo cara do Casamento Grego, mas pra mim ele é o Aidan de Sex and the City, o namorado mais legal da Carrie, mas que ela por gostar de sofrer dispensou. O filme é uma joça, mais uma daquelas comédias românticas que simplesmente não funcionam e ninguém gosta. A Nia Vardalos tá péssima, nem parece a mesma pessoa de Falando Grego.


Eu odeio é esse filme, não o dia dos namorados : P

Outra que eu não curti, mas pelo é levemente melhor que Eu odeio o dia dos namorados é Sem reservas, filme com a Catherine Zeta-Jones. Adoro essa atriz, mas graças a esse filme meia boca, em que ela é uma cozinheira chatona que vira legal depois de morar com a Abigail Breslin e conhecer o Aaron Eckhart, agora tô com menos esperanças que o próximo filme dela, Novidades no amor, seja legal.


Cozinhando assim é fácil

Também assisti Um corpo que cai, clássico do Hitchcock. O filme começa meio paradinho, uma investigação que parece que não vai chegar a lugar algum, mas dai dá um plot twist totalmente inesperado, tipo mega inesperado. Curti. Mas faltou uma música Psicose style : P


James Stewart: “Assim que eu gosto de você, de cabelo loiro platinado com um coque”

Depois foi a vez de Mandando Bala, com o Clive Owen. Eu sabia que ia ser um filme surreal e tal, mas acho que a idéia não foi executada de uma maneira legal. A história é chata, faltou um misteriozinho, uma aproximação, empatia com os personagens. Tipo, eu não tava nem aí se o Clive Owen fosse morrer ou não, até a prostituta era mais legal que ele. Pelo menos aprendi que cenouras podem ser realmente úteis: P Querem um filme surreal legal, vejam Procurados com a Angelina Jolie.


Cenouras: 1001 utilidades, nem Bombril tem tantas

Sunday, September 27th, 2009

Últimos filmes que vi no cinema

Vi um monte de filmes no cinema esse mês, como não vou fazer um post pra cada um, ai vai minha opinião em poucas palavras sobre eles.

Se beber não case: Mesmo não sendo meu tipo de filme, me diverti um monte, é muito engraçado. A narrativa não linear e o mistério sobre o ocorrido aliado a ótimas piadas deu num resultado muito legal. Dá uma decaida no final, mas se recupera nos créditos finais.

Uma prova de amor: É filme pra quem gosta de DRAMA (com letras maiúsculas mesmo). Tipo, se você gosta de filmes O óleo de Lorenzo style, vai adorar esse daqui, embora não seja tão bom quanto. O filme tem umas partes meio desnecessárias, como o drama do irmão da menina doente, mas mesmo assim ele nunca fica arrastado. E você fica realmente curioso pra saber se a Abigail vai ganhar o caso ou não. Além disso, a Cameron Diaz tá ótima. Mais uma vez provando que é uma boa atriz num papel bem difícil. E Abigail Breslin ? Nunca vi Pequena Miss Sunshine, mas já me apaixonei por ela, muito meiga. Pena que cresce.

A verdade nua e crua: Eu amo comédia romântica, e esse filme tinha tudo pra ser bom, mas é uma bomba. A protagonista feminina não tem um pingo de simpatia, e as cenas são forçadas até pra uma comédia romântica. Claro que com tanta ‘forçação’, acaba eventualmente acontecendo umas situações engraçadas, mas a maior parte é só constrangedora mesmo, como a cena que ela fica pelada pendurada na árvore. O final no balão é de dar pena. Tão ruim quanto “Como perder um homem em 10 dias”. Pelo menos tem o Gerard Butler.

Up - altas aventuras: O filme tem a introdução mais bonita de todos os filmes da Pixar, sendo que a introdução é quase sem diálogos. É tão bonita que te faz quase chorar sem ser apelativa em nenhum momento. Só que depois o roteiro não se segura e acaba virando um filme com caretinhas e piadinhas bobas. Mas ainda assim o resultado final é bastante satisfatório.

Falando Grego: Filme que fui ver sem expectativa nenhuma e acabou se demostrando ótimo. Eu imaginava que ia ser só uma comédia romântica boba na Grécia, mas na realidade é uma grande e muito bem feita sátira as excursões de turismo. Como todo mundo já viajou em algumas excursão, não tem como não achar engraçado. Virei fã da Nia Vardalos, preciso ver Casamento Grego de uma vez.

E vocês, viram os filmes ? Curtiram ?

Saturday, July 11th, 2009

A proposta

Aqui vai eu comentando novamente sobre comédias românticas. Mas eu adoro né? Fazer o que? O filme em questão é A proposta, o novo longa de Sandra Bullock, que estreou sexta passada mas na real eu já tinha visto ele faz um tempinho, na pré-estréia (fã é fã né?).

Sandra Bullock é digamos uma Meg Ryan morena. Mulher de bom coração, desastrada e sempre se dá bem no final, mas claro, tendo vários problemas no meio. Esse A proposta foge um pouquinho desse estilo (mas bem pouquinho), porque dessa vez a Sandra Bullock é evil ! Ela interpreta Margaret, personagem que só pensa na carreira e pisa em todo mundo que vê pela frente.


Who’s bad?

O problema é ela precisa de um visto pois o seu está vencendo (ela é canadense) e pra resolver o conflito decide casar com o seu assistente, Andrew, o personagem de Ryan Reynolds, que a despreza justamente por ela ser evil. Mas a mulher é o chefe né, então ele casa, até porque em troca seria promovido.

Aí eles partem numa viagem pro Alaska para ela conhecer a família do noivo e deixar tudo mais real, para assim, o departamento de imigração norte-americano não desconfiar. E nessa viagem, guess what ? A gente descobre que a Margaret tem um bom coração e se apaixona pelo Andrew.


Casalzinho adorável

Claro que tudo isso acontece de uma maneira “comédia romântica de ser” que deixa tudo divertido e engraçado. O problema é que tem um monte de cenas meio forçadas demais, tipo a cena que a avó do Andrew tá dançando na floresta, ou toda a sequência de eventos que levam a cena que o Andrew e a Margaret se encontrarem nus “acidentalmente”.


Ela tem 45 anos e tá com tudo!

Ou ainda aquele departamento de imigração que é impossível de se levar a sério. Será que custava os roteiristas se esforçarem mais um pouquinho pra gerar as confusões e conflitos que esse tipo de filme requer de uma maneira um pouquinho menos forçada e mais natural ?


A vovó

Embora existam cenas forçadas, todos os atores estão bem e simpaticíssimos. A Sandra Bullock nunca decepciona e Ryan Reynolds está provando ser um ótimo ator do gênero (vejam Três vezes amor). Outra personagem legal é a avó do personagem de Reynolds e principalmente o Ramone, um personagem que embora seja forçado como quase todo o filme, é engraçado pela repetição. O cara aparece em situações tão inesperadas, que fica divertido.


Umas das cenas de Ramone

Mesmo com os contras, vários momentos do filme são muito bons e divertem bastante. Se você gosta do gênero ou da Sandra Bullock, assista que não vai se arrepender.

Tuesday, June 16th, 2009

Erro no postêr do filme A mulher invisível

Vocês sabem o filme brasileiro A mulher invisível, que tá em cartaz agora, com Selton Mello e Luana Piovani ?

Vai dizer que pelo cartaz, o filme não deveria se chamar A mulher translúcida ?

Monday, May 4th, 2009

Diretores que todo mundo gosta mas eu nem tanto

Embora eu não seja uma grande fã de Seinfeld, esse seriado possui um dos melhores episódios de sitcom de todo os tempos. Nesse episódio da oitava temporada, já clássico, Elaine assiste ao filme O paciente Inglês, e por não gostar, é destratada por todos. Nesse processo ela praticamente torna-se um pária social, levando um fora do namorado (que claro gosta do filme) e tendo que até mesmo começar a mentir que nunca assistiu a produção para evitar os constantes olhares de indignação que atrai por ter uma opinião diferente.


Episódio perfeito. Elaine não consegue aceitar que os outros gostem daquilo que ela considera uma porcaria, ela até tenta reassistir o filme pra ver se tem algum problema com ela : P

Pois então, esse episódio é genial para mim justamente porque isso acontece com todo mundo: todos têm algum filme super elogiado pela critíca e público que não suporta ou simplesmente não acha tudo isso. E a maior parte dessas pessoas, assim como Elaine, evita falar no assunto para evitar as críticas.

Obviamente, eu também tenho alguns filmes que entrariam nessa lista de todo mundo gosta menos eu. Mas não é dele que eu vou falar, vou falar é dos diretores que todo mundo gosta mas não eu.

Antes de tudo, eu juro que tentei gostar deles, mas aparentemente não rolou a química necessária.

Paul Thomas Anderson: Tá, o cara fez Magnólia que é bom e talvez até fosse suficiente pra tira-lo dessa lista, mas ele fez também tanto filme que todo mundo adora que eu não curti que sempre que dizem que tem um filme novo dele, eu fico com um pés atrás.


Mr. Anderson e Adam Sandler.

O que é dele que eu não gostei: Sangue Negro, Boogie Nights.
O que é dele que eu gostei: Magnólia (mas pra mim não é uma obra prima como a crítica diz)
O que tenho que assistir antes de realmente dizer que não gosto do trabalho dele: Embriagado de amor

Martin Scorcese: Eu sempre assisti a filmes dele por causa da constante presença de Leonardo DiCaprio, meu ator ídolo na adolescência. Apesar de não ter visto dois de seus filmes considerados obras primas, Touro Indomável e Os bons companheiros, eu vi outros que não gostei e por isso ele entra na lista de diretores que não gosto.

Filmes dele que eu não gostei: Taxi Driver, O aviador, gangues de Nova York, Os infiltrados.
O que é dele que eu gostei: nada.
O que tenho que assistir antes de realmente dizer que não gosto do trabalho dele: Touro indomável (que acho possível que eu goste) e Os bons companheiros (provável que eu não goste).

Hayao Miyazaki: Eu adoro anime. Considero, por exemplo, Rurouni Kenshin, Karekano, Evangelion obras primas. Aí aparece um diretor de anime que lança longas metragens que são quase sempre indicados ao Oscar de animação. Primeiro pensamento: óbvio que vou gostar. Estava enganada. Eu vi e não achei grande coisa os seguintes: A viagem de Chihiro, O castelo Animado e Porco Rosso, embora ainda valha a pena assistir seus filmes só pela animação que sempre é impecável e sensacionalmente linda.
Ainda quero dar uma chance pro Miyazaki com Princesa Mononoke, sua obra máxima.


O castelo animado: animação e design tão lindo que virou meu papel de parede.

Filmes dele que eu não gostei: A viagem de Chihiro, O castelo Animado e Porco Rosso
O que é dele que eu gostei: nada.
O que tenho que assistir antes de realmente dizer que não gosto do trabalho dele: Princesa Mononoke.

Se eu lembrar de mais alguns atualizo a lista. E vocês ? Confessem aí nos comentários (ou em seus blogs com posts).

Friday, April 3rd, 2009

Filme Dúvida

Ouvi um monte de gente falando mal desse filme, que ele era muito paradão, muito chato e tal. De fato é paradão, mas está anos luz de ser chato, de fato, é excelente. Eu adoro filmes que tenham uma grande dose de diálogos fortes, tipo Closer e meninamá.com, no qual os envolvidos nos diálogos sabem argumentar muito bem, e esse filme é exatamente assim.

O filme se passa numa igreja (que também é escola) em 1964 e o padre dessa paróquia é acusado pela freira de ter abusado de um menino. Vejam o trailer, que transmite bem a essência dessa produção.

Mas a qualidade de Dúvida não está só nos diálogos, está presente também em sua temática. É um filme que faz uma grande abordagem sobre o tema da dúvida. E essa abordagem fica mais poderosa porque o espectador também fica em dúvida, sem saber se acredita na freira Aloysius ou no padre Flynn, lembrando bastante, nesse aspecto, ao livro Dom Casmurro.

Claro que filmes que se apoiam no diálogo são obrigados a ter boas atuações para funcionar, o que é caso dessa produção, no qual 4 atores foram indicados ao Oscar. Levando-se em conta que só 4 personagens realmente participam do filme, isso quer dizer muita coisa.

Isso que eu nem mencionei a fotografia, bem fria, combinando com o ambiente que o filme se passa. Filmaço.

Friday, March 27th, 2009

Ele não está tão a fim de você revigora o gênero das comédias românticas

Todo mundo que lê esse blog deve saber que eu ADORO comédias românticas. Mas mesmo eu, fã do gênero, percebia que salvas raras exceções, ele já não gerava um filme que preste faz tempo. Parecia que o gênero tinha sido enterrado para sempre.

Mas esse Ele não está tão a fim de você mostrou que basta um pouquinho de criatividade pra bons filmes desse tipo voltarem a aparecer. A criatividade começa no título: uma comédia romântica cujo título já não é algo romântico, justamente pelo contrário, é algo no minímo curioso.

Por incrível que pareça, o filme é baseado num livro de auto-ajuda. Como todos devem saber, livros de auto-ajuda não tem roteiro nem história, é basicamente uma sucessão de dicas. Na cabeça de qualquer pessoa normal não tem como adaptar um livro assim e sair algo que preste.

Mas não quando os produtores do filme são roteiristas de um seriado do calibre de Sex and the City. Eles basicamente pegaram as lições do livro e criaram histórias que mostrassem essas lições. Como o livro fala sobre como as mulheres se iludem em relação aos homens, o filme também segue essa linha.

Como assim se iludem? O filme ilustra isso com vários fatos, como por exemplo, o homem que não liga depois do primeiro encontro. Muitas mulheres inventam uma sucessão de motivos (em geral absurdos) que justifiquem a tal não ligada: ele perdeu meu telefone, ele está ocupado, ele está viajando, etc. O que o livro (e o filme) querem mostrar é que esses motivos são a exceção, não a regra. Se ele não ligou, é porque (em 99% da vezes) ele não está tão a fim de você, e que homens fazem de tudo pra te achar quando estão a fim.

O filme é várias histórias sobre ilusão. Claro que sendo uma comédia romântica, eles não resistiram e colocaram umas exceções. Mas talvez as exceções estejam no filme justamente para mostrar que, embora seja baseado num livro de auto-ajuda, não existem dicas infalíveis pra serem seguidas.

O filme me lembrou bastante a comédia romântica inglesa “Simplesmente Amor”, o que por si só já é um baita elogio. Os filmes tem semelhanças no fomato, com várias histórias de amor se passando ao mesmo tempo, e também mo elenco, estelar em ambas as produções. Daqueles elencos que nem cabem direito no poster do filme e nem dá pra saber qual colocar primeiro.


Eles resolveram o problema da ordem dos atores colocando por ordem alfabética de sobrenome

Claro, o filme tem alguns defeitinhos, do tipo tentar colocar os homens como vilões às vezes, mas nada que atrapalhe demais o resultado final.

No fim das contas, é legal saber que Hollywood ainda sabe fazer comédias românticas de vez em quando. Achei que só os ingleses tivessem a manha atualmente.

Saturday, February 28th, 2009

A ética e curtas metragens

Eu nunca fui de assistir curta metragens. Sempre tive a certeza de que em um tempo escasso como 15 minutos, 20 no máximo (mais que isso acho que já é média metragem) é impossível desenvolver minimamente roteiro e personagens de forma que surpreenda.

Claro, os curtas da Pixar eram legalzinhos (não sei porque em outros filmes que não animações da Pixar, não passam algum curta metragem antes), e graças ao Youtube dá pra encontrar alguns curtas muito bons como o caseiro Laços, ou aqueles super clássicos como Viagem a Lua de George Méliès, curta mudo de 1902, e principalmente, primeiro fillme com efeitos especiais da história do cinema, ou seja, tem uma importância histórica tremenda.

Mas certamente nenhum me agradou tanto quanto o curta A ética, que eu só me dei ao trabalho de ver porque era do Pablo Villaça, um dos meus críticos de cinema favoritos junto com a Isabela Boscov, da Veja.

A Ética é um curta que começa com um matador de aluguel conversando com sua vítima. Não vou falar mais porque não quero spoilerzar, mas é realmente ótimo. São só 15 minutos, vale muito a pena. Clique aqui e escolha a melhor forma de assistir, ou veja pelo Vimeo.


A_ética from Pablo Villaça on Vimeo.

Thursday, February 26th, 2009

Top 7 filmes com roteiros bizarrões

7. Donnie Darko -> Tenho que reassistir porque eu não entendi.

6. Magnólia -> Um roteiro que tem uma chuva de sapos já não é suficientemente bizarrão?

5. Vidas em Jogo -> um filme do David Fincher subestimado que até quase o fim do filme não dá pra saber o que é realidade o que é jogo. Podia ser Clube da Luta também, mas acho Vidas em Jogo mais loucão.


Até o pôster já é quebra-cabeça : P

4.Amnésia -> Um filme contado de traz pra frente que faz sentido !!!

3. Quero ser John Malkovich -> Um filme onde um dos personagens encontram uma passagem secreta para entrar na mente de um ator !!!

2. Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças -> Outro roteiro do Charlie Kaufman. Um personagem vai a um lugar onde apagam lembranças, mas no meio do processo, ele se arrepende e esconde as lembranças que ele não quer perder no meio de outras lembranças.

1. Cidade dos Sonhos -> David Lynch, rei da bizarrice fez esse filme quebra-cabeça, em que nada parece se encaixar, mas se você juntar todas as peças (ou buscar uma explicação na Internet : P), tudo faz sentido.

E aí, algum outro filme intrincado legal pra recomendar que ficou de fora da lista?

Tuesday, February 24th, 2009

Coraline e filmes 3D

Depois de ter assistido ao filme meia boca Viagem ao centro da terra, com o Brendam Fraser, ator-que-só-faz-filme-legal-exceto-por-esse num cinema sem projeção 3D, fiquei louca de vontade de ter essa oportunidade. Especialmente porque nesse filme baseado na obra de Julio Verne, ficava na cara que tinham várias cenas feitas só pra explorar essa tecnologia. Infelizmente nenhum cinema de Porto Alegre oferecia esse tipo de projeção.

Mas agora oferecem. O Iguatemi e o Unibanco Arteplex FINALMENTE se deram ao “colossal” trabalho de comprar os óculos 3D, que não são nada mais do que óculos com lentes polarizadas (tá, na real eu não sei o que são lentes polarizadas, whatever).

Dado o tempo que demorou pra isso chegar em Porto Alegre, eu calculo que em 2034 (otimismo) deve chegar a primeira tela IMAX aqui.


Coraline e o mundo secreto

Claro que os malandrinhos donos de cinema aproveitam pra aumentar o preço do ingresso por conta disso. Ainda não achei a razão a não ser a mera exploração.

Bom, no início me deu um certo desconforto os óculos. Eu já tinha tido a chance de acompanhar projeções 3D em atrações da Disney, mas eram atrações de poucos minutos. No começo me pareceu que filmes longos não combinavam com óculos 3D, que eu ia ficar com uma tremenda dor de cabeça. mas logo eu acostumei.

Não acho que o fato de ser 3D tenha acrescentado algo ao filme. Era engraçadinho ver as imagens saindo da tela de vez em quando, mas logo cansa. Talvez ainda surja algum filme pra me desmentir, mas acho que esse tipo de projeção faz muito mais sentido em atrações bem feitas de parque de diversão, no qual os criadores tentam explorar ao máximo esse recurso, intercalando com outros truques interessantes.


Honey, I shrunk the audience (Querida, encolhi a platéria) é um exemplo de atração que sabe usar o recurso do óculos 3D

Bom, quanto ao filme Coraline, muito bom. O filme tem uma estética muito interessante, meio plastificada, e principalmente, soturna (não recomendado para crianças muuuuito pequenas tipo, 5 anos, mas sempre tem uns pais desinformados). Alguns personagens bizarros me lembraram bastante os do anime A viagem de Chihiro. Como você não deve ter visto esse anime de Hayao Myazaki, aí vai uma imagem dele.


Um dos personagens bizarros de A viagem de Chihiro

Infelizmente, só tinha sessão dublada e não pude ouvir a voz da Teri Hatcher, a Susan Meyer de Desperate Housewives e também Lois Lane. Na real a dublagem estava ótima, mas sabe como é, não tinha a Susan : P


Ela interpreta a mãe da Coraline