bitpop

Tuesday, June 16th, 2009

Erro no postêr do filme A mulher invisível

Vocês sabem o filme brasileiro A mulher invisível, que tá em cartaz agora, com Selton Mello e Luana Piovani ?

Vai dizer que pelo cartaz, o filme não deveria se chamar A mulher translúcida ?

Monday, May 4th, 2009

Diretores que todo mundo gosta mas eu nem tanto

Embora eu não seja uma grande fã de Seinfeld, esse seriado possui um dos melhores episódios de sitcom de todo os tempos. Nesse episódio da oitava temporada, já clássico, Elaine assiste ao filme O paciente Inglês, e por não gostar, é destratada por todos. Nesse processo ela praticamente torna-se um pária social, levando um fora do namorado (que claro gosta do filme) e tendo que até mesmo começar a mentir que nunca assistiu a produção para evitar os constantes olhares de indignação que atrai por ter uma opinião diferente.


Episódio perfeito. Elaine não consegue aceitar que os outros gostem daquilo que ela considera uma porcaria, ela até tenta reassistir o filme pra ver se tem algum problema com ela : P

Pois então, esse episódio é genial para mim justamente porque isso acontece com todo mundo: todos têm algum filme super elogiado pela critíca e público que não suporta ou simplesmente não acha tudo isso. E a maior parte dessas pessoas, assim como Elaine, evita falar no assunto para evitar as críticas.

Obviamente, eu também tenho alguns filmes que entrariam nessa lista de todo mundo gosta menos eu. Mas não é dele que eu vou falar, vou falar é dos diretores que todo mundo gosta mas não eu.

Antes de tudo, eu juro que tentei gostar deles, mas aparentemente não rolou a química necessária.

Paul Thomas Anderson: Tá, o cara fez Magnólia que é bom e talvez até fosse suficiente pra tira-lo dessa lista, mas ele fez também tanto filme que todo mundo adora que eu não curti que sempre que dizem que tem um filme novo dele, eu fico com um pés atrás.


Mr. Anderson e Adam Sandler.

O que é dele que eu não gostei: Sangue Negro, Boogie Nights.
O que é dele que eu gostei: Magnólia (mas pra mim não é uma obra prima como a crítica diz)
O que tenho que assistir antes de realmente dizer que não gosto do trabalho dele: Embriagado de amor

Martin Scorcese: Eu sempre assisti a filmes dele por causa da constante presença de Leonardo DiCaprio, meu ator ídolo na adolescência. Apesar de não ter visto dois de seus filmes considerados obras primas, Touro Indomável e Os bons companheiros, eu vi outros que não gostei e por isso ele entra na lista de diretores que não gosto.

Filmes dele que eu não gostei: Taxi Driver, O aviador, gangues de Nova York, Os infiltrados.
O que é dele que eu gostei: nada.
O que tenho que assistir antes de realmente dizer que não gosto do trabalho dele: Touro indomável (que acho possível que eu goste) e Os bons companheiros (provável que eu não goste).

Hayao Miyazaki: Eu adoro anime. Considero, por exemplo, Rurouni Kenshin, Karekano, Evangelion obras primas. Aí aparece um diretor de anime que lança longas metragens que são quase sempre indicados ao Oscar de animação. Primeiro pensamento: óbvio que vou gostar. Estava enganada. Eu vi e não achei grande coisa os seguintes: A viagem de Chihiro, O castelo Animado e Porco Rosso, embora ainda valha a pena assistir seus filmes só pela animação que sempre é impecável e sensacionalmente linda.
Ainda quero dar uma chance pro Miyazaki com Princesa Mononoke, sua obra máxima.


O castelo animado: animação e design tão lindo que virou meu papel de parede.

Filmes dele que eu não gostei: A viagem de Chihiro, O castelo Animado e Porco Rosso
O que é dele que eu gostei: nada.
O que tenho que assistir antes de realmente dizer que não gosto do trabalho dele: Princesa Mononoke.

Se eu lembrar de mais alguns atualizo a lista. E vocês ? Confessem aí nos comentários (ou em seus blogs com posts).

Friday, April 3rd, 2009

Filme Dúvida

Ouvi um monte de gente falando mal desse filme, que ele era muito paradão, muito chato e tal. De fato é paradão, mas está anos luz de ser chato, de fato, é excelente. Eu adoro filmes que tenham uma grande dose de diálogos fortes, tipo Closer e meninamá.com, no qual os envolvidos nos diálogos sabem argumentar muito bem, e esse filme é exatamente assim.

O filme se passa numa igreja (que também é escola) em 1964 e o padre dessa paróquia é acusado pela freira de ter abusado de um menino. Vejam o trailer, que transmite bem a essência dessa produção.

Mas a qualidade de Dúvida não está só nos diálogos, está presente também em sua temática. É um filme que faz uma grande abordagem sobre o tema da dúvida. E essa abordagem fica mais poderosa porque o espectador também fica em dúvida, sem saber se acredita na freira Aloysius ou no padre Flynn, lembrando bastante, nesse aspecto, ao livro Dom Casmurro.

Claro que filmes que se apoiam no diálogo são obrigados a ter boas atuações para funcionar, o que é caso dessa produção, no qual 4 atores foram indicados ao Oscar. Levando-se em conta que só 4 personagens realmente participam do filme, isso quer dizer muita coisa.

Isso que eu nem mencionei a fotografia, bem fria, combinando com o ambiente que o filme se passa. Filmaço.

Friday, March 27th, 2009

Ele não está tão a fim de você revigora o gênero das comédias românticas

Todo mundo que lê esse blog deve saber que eu ADORO comédias românticas. Mas mesmo eu, fã do gênero, percebia que salvas raras exceções, ele já não gerava um filme que preste faz tempo. Parecia que o gênero tinha sido enterrado para sempre.

Mas esse Ele não está tão a fim de você mostrou que basta um pouquinho de criatividade pra bons filmes desse tipo voltarem a aparecer. A criatividade começa no título: uma comédia romântica cujo título já não é algo romântico, justamente pelo contrário, é algo no minímo curioso.

Por incrível que pareça, o filme é baseado num livro de auto-ajuda. Como todos devem saber, livros de auto-ajuda não tem roteiro nem história, é basicamente uma sucessão de dicas. Na cabeça de qualquer pessoa normal não tem como adaptar um livro assim e sair algo que preste.

Mas não quando os produtores do filme são roteiristas de um seriado do calibre de Sex and the City. Eles basicamente pegaram as lições do livro e criaram histórias que mostrassem essas lições. Como o livro fala sobre como as mulheres se iludem em relação aos homens, o filme também segue essa linha.

Como assim se iludem? O filme ilustra isso com vários fatos, como por exemplo, o homem que não liga depois do primeiro encontro. Muitas mulheres inventam uma sucessão de motivos (em geral absurdos) que justifiquem a tal não ligada: ele perdeu meu telefone, ele está ocupado, ele está viajando, etc. O que o livro (e o filme) querem mostrar é que esses motivos são a exceção, não a regra. Se ele não ligou, é porque (em 99% da vezes) ele não está tão a fim de você, e que homens fazem de tudo pra te achar quando estão a fim.

O filme é várias histórias sobre ilusão. Claro que sendo uma comédia romântica, eles não resistiram e colocaram umas exceções. Mas talvez as exceções estejam no filme justamente para mostrar que, embora seja baseado num livro de auto-ajuda, não existem dicas infalíveis pra serem seguidas.

O filme me lembrou bastante a comédia romântica inglesa “Simplesmente Amor”, o que por si só já é um baita elogio. Os filmes tem semelhanças no fomato, com várias histórias de amor se passando ao mesmo tempo, e também mo elenco, estelar em ambas as produções. Daqueles elencos que nem cabem direito no poster do filme e nem dá pra saber qual colocar primeiro.


Eles resolveram o problema da ordem dos atores colocando por ordem alfabética de sobrenome

Claro, o filme tem alguns defeitinhos, do tipo tentar colocar os homens como vilões às vezes, mas nada que atrapalhe demais o resultado final.

No fim das contas, é legal saber que Hollywood ainda sabe fazer comédias românticas de vez em quando. Achei que só os ingleses tivessem a manha atualmente.

Saturday, February 28th, 2009

A ética e curtas metragens

Eu nunca fui de assistir curta metragens. Sempre tive a certeza de que em um tempo escasso como 15 minutos, 20 no máximo (mais que isso acho que já é média metragem) é impossível desenvolver minimamente roteiro e personagens de forma que surpreenda.

Claro, os curtas da Pixar eram legalzinhos (não sei porque em outros filmes que não animações da Pixar, não passam algum curta metragem antes), e graças ao Youtube dá pra encontrar alguns curtas muito bons como o caseiro Laços, ou aqueles super clássicos como Viagem a Lua de George Méliès, curta mudo de 1902, e principalmente, primeiro fillme com efeitos especiais da história do cinema, ou seja, tem uma importância histórica tremenda.

Mas certamente nenhum me agradou tanto quanto o curta A ética, que eu só me dei ao trabalho de ver porque era do Pablo Villaça, um dos meus críticos de cinema favoritos junto com a Isabela Boscov, da Veja.

A Ética é um curta que começa com um matador de aluguel conversando com sua vítima. Não vou falar mais porque não quero spoilerzar, mas é realmente ótimo. São só 15 minutos, vale muito a pena. Clique aqui e escolha a melhor forma de assistir, ou veja pelo Vimeo.


A_ética from Pablo Villaça on Vimeo.

Thursday, February 26th, 2009

Top 7 filmes com roteiros bizarrões

7. Donnie Darko -> Tenho que reassistir porque eu não entendi.

6. Magnólia -> Um roteiro que tem uma chuva de sapos já não é suficientemente bizarrão?

5. Vidas em Jogo -> um filme do David Fincher subestimado que até quase o fim do filme não dá pra saber o que é realidade o que é jogo. Podia ser Clube da Luta também, mas acho Vidas em Jogo mais loucão.


Até o pôster já é quebra-cabeça : P

4.Amnésia -> Um filme contado de traz pra frente que faz sentido !!!

3. Quero ser John Malkovich -> Um filme onde um dos personagens encontram uma passagem secreta para entrar na mente de um ator !!!

2. Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças -> Outro roteiro do Charlie Kaufman. Um personagem vai a um lugar onde apagam lembranças, mas no meio do processo, ele se arrepende e esconde as lembranças que ele não quer perder no meio de outras lembranças.

1. Cidade dos Sonhos -> David Lynch, rei da bizarrice fez esse filme quebra-cabeça, em que nada parece se encaixar, mas se você juntar todas as peças (ou buscar uma explicação na Internet : P), tudo faz sentido.

E aí, algum outro filme intrincado legal pra recomendar que ficou de fora da lista?

Tuesday, February 24th, 2009

Coraline e filmes 3D

Depois de ter assistido ao filme meia boca Viagem ao centro da terra, com o Brendam Fraser, ator-que-só-faz-filme-legal-exceto-por-esse num cinema sem projeção 3D, fiquei louca de vontade de ter essa oportunidade. Especialmente porque nesse filme baseado na obra de Julio Verne, ficava na cara que tinham várias cenas feitas só pra explorar essa tecnologia. Infelizmente nenhum cinema de Porto Alegre oferecia esse tipo de projeção.

Mas agora oferecem. O Iguatemi e o Unibanco Arteplex FINALMENTE se deram ao “colossal” trabalho de comprar os óculos 3D, que não são nada mais do que óculos com lentes polarizadas (tá, na real eu não sei o que são lentes polarizadas, whatever).

Dado o tempo que demorou pra isso chegar em Porto Alegre, eu calculo que em 2034 (otimismo) deve chegar a primeira tela IMAX aqui.


Coraline e o mundo secreto

Claro que os malandrinhos donos de cinema aproveitam pra aumentar o preço do ingresso por conta disso. Ainda não achei a razão a não ser a mera exploração.

Bom, no início me deu um certo desconforto os óculos. Eu já tinha tido a chance de acompanhar projeções 3D em atrações da Disney, mas eram atrações de poucos minutos. No começo me pareceu que filmes longos não combinavam com óculos 3D, que eu ia ficar com uma tremenda dor de cabeça. mas logo eu acostumei.

Não acho que o fato de ser 3D tenha acrescentado algo ao filme. Era engraçadinho ver as imagens saindo da tela de vez em quando, mas logo cansa. Talvez ainda surja algum filme pra me desmentir, mas acho que esse tipo de projeção faz muito mais sentido em atrações bem feitas de parque de diversão, no qual os criadores tentam explorar ao máximo esse recurso, intercalando com outros truques interessantes.


Honey, I shrunk the audience (Querida, encolhi a platéria) é um exemplo de atração que sabe usar o recurso do óculos 3D

Bom, quanto ao filme Coraline, muito bom. O filme tem uma estética muito interessante, meio plastificada, e principalmente, soturna (não recomendado para crianças muuuuito pequenas tipo, 5 anos, mas sempre tem uns pais desinformados). Alguns personagens bizarros me lembraram bastante os do anime A viagem de Chihiro. Como você não deve ter visto esse anime de Hayao Myazaki, aí vai uma imagem dele.


Um dos personagens bizarros de A viagem de Chihiro

Infelizmente, só tinha sessão dublada e não pude ouvir a voz da Teri Hatcher, a Susan Meyer de Desperate Housewives e também Lois Lane. Na real a dublagem estava ótima, mas sabe como é, não tinha a Susan : P


Ela interpreta a mãe da Coraline

Friday, February 13th, 2009

Dos filmes que eu gosto: Segundas Intenções

Segundas Intenções é daqueles que filmes que tem uma história clichê total (cara quer conquistar uma guria por causa de uma aposta, mas adivinhem, se apaixona por ela e deixa sua vida de cara mau), mas daqueles clichês legais sabe, bem feitos, que dá gosto de continuar vendo o filme, não é que nem clichês podres a mal feitos como Segundas Intenções 2 por exemplo, uma continuação bisonha que tentou repetir o sucesso do antecessor. Além disso, tem atores legais, e principalmente, uma trilha sonora ótima que virou minha favorita.

O filme começa com o Sebastian andando naquele carro super style (maria gasolina detected hahahah, capaz, nem ligo pra carro, é sério) andando numa das highways de Nova York, com aquela quantidade descomunal de cemitérios embaixo da estrada com Every you Every me, uma das melhores músicas de uma das minhas bandas favoritas, o Placebo.

O Sebastian é interpretado pelo Ryan Phillipe, que no filme faz o estilo de bonitinho ordinário : P. Pena que depois ele nunca mais fez um filme que prestasse, pelo menos não que eu lembre.

Depois da cena do carro, aparece o Sebastian aprontando total com a psicóloga idiota dele. Tipo, apronta mesmooooo, mas como a psicóloga era do mal também, você acaba nem se importando, mas já nota que ele não é flor que se cheire.

Depois do começo do filme ele, o Sebastian, vai lá falar com a sua meia irmã bonitona, a Sarah Michele Gellar, de cabelo preto, e do mallllll. Claro que pelo fato do filme adorar clichês, a personagem do mal é meio slut por assim dizer e a do bem é totalmente pudorada. Acho que a Sarah tava meio de saco cheio de ser tachada de Buffy, caça vampiros loira do bem, e foi fazer esse filme pra tentar tirar o estigma.

Voltando ao filme, daí eles fazem aquela aposta super do mal. A Buffy dúvida que o Sebastian pegue a filha loira virgem e bonitinha do diretor da escola super high society que eles estudam (acho que esqueci de mencionar, os personagens do filme são milionários, meio Gossip Girl style).

A tal filha do diretor é a Reese Whitespoon, atriz que eu adoro e que faz uns filmes ótimos, tipo A eleição. Ela inclusive se casou com O Ryan Phillipe, mas depois de uns anos, se separaram.

Bom, depois, o filme é basicamente o pessoal tratando mal a personagem da Selma Blair, mas assim, só por diversão e o Sebastian dando em cima da Reese e ela negando e tal, porque ela tem seus preceitos, até que ela finalmente se apaixona enlouquecidamente por ele, e ele também, e assim o filme segue. Mas essa parte da conquista é ótima por causa do jogo de sedução, dos diálogos, justamente porque o Sebastian e a Annete (a Reese) tem pensamentos bem diferentes.

E o melhor, as cenas são acompanhadas pela trilha sonora que eu já tinha elogiado e vou elogiar de novo. Além de Every you Every me do Placebo, tem Praise do Fatboy Slim, Coffee and Tv do Blur, Colorblind do Counting Crows (essa toca quando o Sebastian tá subindo na escada rolante pra encontrar a Annete, adoro a cena) e a cena final com a magnetizante Bittersweet symphony do The Verve. Adoro as cenas finais desse filme com a Sarah Michele Gellar (eu sempre lembro do Ross por causa do Gellar, tá, eu sei que é Geller o dele, mas é parecidinho, vai), com aquela cara de Oh my god !!!

Sunday, February 8th, 2009

Super Size Me 2: missão churrascaria (ou restaurante vegetariano, tanto faz)

Super Size Me é um documentário lançado faz alguns anos que tenta conscientizar as pessoas sobre os males da má alimentação. Especialmente os americanos, que vivem num país com a maior quantidade de obesos no mundo.

Você não precisa ficar muito tempo nos EUA pra notar que é um país que incentiva a comilança. Eu sempre fui magra, mas bastou menos de 2 meses e meio lá para engordar absurdamente. O principal problema do país é que as porções individuais são sempre grotescamente grandes. Pra se ter uma idéia, (e o documentário mostra isso) o refri pequeno deles é o nosso médio.

Pra não ser apenas mais um documentário qualquer, Spurlock (o realizador, nitidamente inspirado em Michael Moore) submete-se a uma experiência inusitada: alimentar-se apenas de Mc Donald’s durante um mês inteiro, e ver quais são os danos após o experimento.

A idéia, e mais as boas sacadas de Spurlock gera um filme que consegue ser muito legal, interessante e conscientizador ao mesmo tempo. Mas óbvio que esse experimento só serve pelo fator bizarro, já que é óbvio que se você comer sempre a mesma coisa todos os dias vai passar mal.

Como assim ? O mais importante em se tratando de alimentação é ter uma alimentação variada e balanceada. Ou seja, se eu ir todos os dias na Pizza Hut, óbvio que vou passar mal. Se eu ir todos os dias num restaurante de massas, óbvio que vou passar mal, e se eu for todos os dias numa churrascaria, também vou passar mal.

Na boa, se eu não tivesse mais nada pra fazer, eu fazia uma nova versão de Super Size Me onde eu só comeria salada de tomate, rúcula e alfafa, e mostraria todos os malefícios que isso causaria, como a falta de um monte de vitaminas essenciais.


Sim, se eu comer SÓ isso um mês inteiro, eu vou passar mal


E se eu comer só isso também. Que tal processar todas as churrascarias do mundo?

Outra coisa meio tosca do documentário, é que o Spurlock come mais do que ele usualmente come. Tipo, na primeira vez que ele vai no MC Donald’d, oferecem pra ele o tamanho gigante, e ele aceita. Chega um momento que ele não aguenta mais comer, mas mesmo assim se força, até que ele vomita. Novamente: qualquer comida que a pessoa comer se forçando desse jeito vai fazer mal, independente se é Mc Donald’s ou algo saudável.

Ainda assim, o filme tem duas coisas que eu achei bastante interessantes. A primeira, é que ele mostra como uma má alimentação pode degradar o corpo humano. Ok, isso talvez fosse óbvio, mas eu não imaginei que em apenas um mês se alimentando MUITO mal, alguém pudesse chegar a ter um diagnóstico tão ruim quanto o de Spurlock: segundo os médicos, o fígado dele estava em frangalhos.


Spurlock e o Big Mac. Melhor sanduíche ever.

A segunda coisa interessante, e principalmente, verídica, é que o filme acusa o Mc Donald’s (e por tabela outras empresas) de seduzir as crianças a comerem mal. Notem que em quase todos os Mc Donald’s você encontra aqueles parquinhos para crianças se divertirem. Além disso, tem a possibilidade de fazer aniversário lá e ter agradáveis momentos. Também tem o famigerado Mc Lanche Feliz que com sua surpresa induz as crianças a quererem consumir fast food por causa do brinquedinho. E por fim, o símbolo máximo da companhia é um personagem com apelo infantil: o palhaço Ronald.


Prendam esse palhaço!!!

Eu gosto de Mc Donald’s e eventualmente vou lá. Também acho um bobagem pessoas processarem a empresa, mas ao mesmo tempo acho uma sacanagem essa propaganda em massa tentando conquistar crianças. Crianças (de fato nem adultos, mas principalmente crianças) não têm maturidade suficiente para saber que certo tipo de alimentação vai ou não causar grandes malefícios no futuro se consumida em grandes quantidades. Parece que justamente por isso, essas empresas se aproveitam e tentam conquistar justamente as crianças, de forma que quando cresçam, terão tão boas lembranças do Mc Donald’s que mesmo que saibam que aquilo faz muito mal em excesso, já estarão “viciadas” e “fidelizadas”, por assim dizer.

Eu não acho que esse tipo de alimentação deva ser proibido de ser vendido para crianças até porque isso seria uma babaquice, mas acho que talvez devesse haver algum tipo de restrição quanto a comerciais que incentivem especificamente crianças a comer mal, de forma similar (mas não tão incisiva) a como é feito com bebidas e tabaco.

Sunday, January 18th, 2009

Angelina Jolie é uma farsa e só faz bombas

Desculpe fãs, mas Angelina Jolie é daquelas atrizes que não adianta, só faz filme podre. Tipo, se tem o nome dela no cartaz em geral eu já fujo. São muitas bombas pra endossar esse pensamento: Tomb Raider, Alexandre, Sr. & Sra. Smith, etc.

Ok, Teve aquele Procurado que realmente foi divertido, mas só.


Esse foi legalzinho, bem viajante, mas ainda legalzinho.

Eu acho que ela só tem essa visibilidade toda porque a vida pessoal dela é realmente atribulada. Adoção de filhos de todas as nacionalidades e etnias possíveis, o roubo de marido que ela fez, etc. O pior é que nem dá pra falar mal dela que sempre chega um e diz: tá falando mal só porque ela é bonita sua invejosa. Ela é bonitinha, mas bonitas mesmo são essas daqui ó. Além disso, sempre tem alguém pra dizer que ela é talentosa porque ganhou o Oscar de coadjuvante com Garota Interrompida, que eu não vi. Suponho que ela deve ter gasto todo o talento nesse filme então : P

Mesmo assim, fui assistir o A troca, porque diziam que a atuação dela era digna de Oscar, num filme sério (porque essa boca com pernas essa mulher praticamente só faz filme de ação). Mas o maior argumento para eu ir assistir é que era do Clint Eastowood, e eu gostei da Menina de Ouro dele.

A propósito, por algum motivo desconhecido, eu chamava A troca de A outra, e por isso paguei o vale de pedir pra bilheteira um ingresso pro filme A outra, e tive que ouvir um “esse filme não está passando aqui“.


Ela usa chapéus e batom vermelho encarnado o filme todo.

Mas voltando ao filme, tirando toda a bela reconstrução da Los Angeles dos anos 30, só tenho adjetivos negativos: é demorado, uma lenga lenga, a mulher é internada no hospício, depois começa um julgamento chatérrimo que nunca termina, etc.

Tédio.

Sou muito mais Marley e eu, por exemplo.

Apesar de não colaborar com o cinema, pelo menos ela faz menos crianças serem orfãs no mundo.