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Sunday, January 13th, 2008

Zettai Kareshi, da mestra Yuu Watase

O que me incomoda em colecionar mangás é que em geral, as séries são longas. Não é raro termos séries com 20 mangás. Meu problema nem é a gastação, mas sim o fato de eu não ter lugar para guardar. Eu não tenho mais espaço na minha casa. Infelizmente não tenho espaço para por uma linda estante cheia de mangás no meu quarto. Comprar e doar, ou jogar fora é inaceitável para mim, afinal, tenho sangue de colecionadora.

Essa introdução serve para dizer que ultimamente, tenho a tendência de simpatizar com mangás curtos. Só compro mangás longos quando existe algum motivo muito forte.

Pois então, fiquei sabendo que a Conrad começou a publicar Zettai Kareshi – O namorado perfeito. Mangá de apenas 6 edições de 200 páginas. Seriezinha bem shoujo, que como não tem versão em anime, era conhecida apenas pelos otakus muito antenados, apesar de ser obra da super autora Yuu Watase, criadora de sucessos como Fushigi Yuugi (já publicado pela Conrad aqui no Brasil) e Ayashi no ceres, era, definitivamente, uma aposta da Conrad.

capa de zettai kareshi edicao 01 conrad
A capa da primeira edição nacional

Mesmo sendo curtinho, de uma autora conhecida e bem shoujo do jeito que eu gosto, o mangá não tinha me chamado a atenção. Isso até eu ler uma excelente matéria da Valéria na revista especializada Neo Tokyo. Matéria que não endeusava artificialmente o seriado. Deixava bem claro seus defeitos e suas qualidades. Mostrava exatamente o que esperar dele. Sendo assim, no AnimaWeekend, além de completar minha coleção de Chobits, decidi comprar e ver qual é de Zettai Kareshi.

O que dizer? Traço belissímo, bem do jeito que eu gosto, ou seja, limpo (apesar do bastante uso de retículas), mas com cabelos e olhos bem detalhados e bonitos. Virei fã da Watase (ainda não conhecia direito seus trabalhos anteriores). Diria que a história é uma mistura de Video Girl Ai com Peach Girl. Riiko é uma adolescente japonesa que só leva foras. Depois de mais um, ela acidentalmente compra um robô em formato de homem que foi feito para ser o namorado perfeito. Ela começa a manter um relacionamento com ele, mas nisso seu melhor amigo de infância se declara, e ela deve decidir com quem ficar. Muitas situações ocorrem. Por exemplo, Night, o nome do tal robô, é configurado para gostar da guria que beijar ele. Obviamente outra guria beija ele, roubando-o de Riiko, forçando ela a roubar um beijo dele a qualquer custo, entre outras situações. O único porém ficar por conta do comportamente da Riiko, que às vezes é bastante irritante, mas mesmo assim isso não chega a comprometer a história.

Sendo só 6 edições, não somos obrigados a suportar um monte de enrolação. A história flui muito bem. Bobinho mas bastante bem feito e engraçado. Algumas piadas e situações são antológicas. Para os fãs de shoujo mangá, simplesmente imperdível.

Saturday, December 1st, 2007

Top 5 coisas que mais me irritam em eventos de anime

- Pessoas que gostam de um anime só, vão de cosplay e pensam que são otakus.

- Plaquinhas estilo Ranma 1/2. Quando era novidade era engraçadinho. Agora é tosco.

- Falta de respeito nas apresenções dos cosplays. Quero ouvir o que os cosplayers falam, não comentários do tipo “gorda” ou “gostosa”.

- Orelhinhas e chapéuzinhos retardados: tirar foto com eles tudo bem, usar o tempo todo não.

- Staff totalmente desorganizado (porque ganham 10 “reaus” por dia e ninguém treina eles), evento sem mapinha e diversos cancelamentos.

Extra: Coisas que não me irritam

- Preço do ingresso: Se for bom o evento, não me importo em pagar mais. Vão ser mão de vaca assim na China.

- Otaku criança: É engraçado ver os otakinhos (otakuzinho é estranho né) que nem conhecem Sailor Moon primeira fase. O importante não é a idade, é gostar do hobby.

- Cosplays que não sejam de anime: o importante é ser original.

- Juntar outras coisas nerds no evento não necessariamente ligadas a anime (RPG,Star Wars,Harry Potter,etc).


Animecon ou AnimeFriends, um desss eventos grandões

Saturday, November 24th, 2007

As cópias descaradas pelo mundo – a “arte” da imitação

Segundo o site da herói, o seriado Californication está sendo processado pela banda Red Hot Chili Peppers por causa do suposto plágio que a série fez do nome de um dos CDs da banda americana.

Rídicula essa notícia. Acho que quando as pessoas fazem plágio elas não são tão sutis assim. São descaradas mesmo. E por mais que imitação seja um elogio disfarçado, irrita igual.

Isso tudo me lembrou as várias cópias descaradas que tem por ai.

Alguém lembra do Rikos ? É a cópia do Kinder ovo, com brinquedos que conseguiam ser ainda piores (no Kinder ovo só prestava os Leoventuras). Como quase todo o plágio, não vingou.

E o papa-tudo ? A cópia descarada da TeleSena. O Papa tudo até que tentou ser diferente doando ambulâncias e sendo apresentado pela Xuxa e o César Filho. Mas ainda era uma mera cópia.

Nos animes não é diferente: Digimon, a cópia de Pokemon. Shurato, a cópia hindu de Cavaleiros do Zodíaco. Entre outros.

Mas as imitações que mais me irritam são as dos filmes da Disney: Leo, o rei leão é dose. Esses dias mesmo vi nas lojas Americanas pra vender um tal de Ratatouing, acho que era assim que se escrevia. Claro que não comprei e nem assisti, mas só pela capa já da pra afirmar um coisa: tosqueira total.

Pra finalizar, encerro com outra imitação muito irritante: os blogueiros que copiam posts e não linkam. Felizmente meu blog não sofre desse mal, até porque é minúsculo … mas um dia quem sabe : P

Friday, November 2nd, 2007

Estilização em anime/mangá e comics (quadrinhos americanos)

Há uns 5 anos eu costumava ter aulas de desenho. Adoro desenhar (o que me rendeu diversos cadernos e classes completamente tomados por desenhos, e não por matéria de aula). Meu professor era o super mega Daniel HDR, que ja fez trabalhos para a Dark Horse, Image e Marvel (simplesmente as 3 editoras mais poderosas de quadrinhos dos EUA). As aulas eram ali pertinho do Rua da Praia Shopping e além de ter aprendido a desenhar um pouquinho melhor, serviu para formar grandes amizades. Não sei se o curso ainda é ministrado, mas é altamente recomendado para quem quer aprender a desenhar melhor e para quem sonha em um dia publicar algo.

Nas aulas, o Daniel sempre falava e tentava ensinar pra nossa turma como fazer figuras bem realistas e proporcionais, o que fazia os alunos chiarem pois era um curso de quadrinhos e o que o pessoal (incluindo eu) queria desenhar era personagens bem estilizados nos estilos mangá e comics. Mas o Daniel insistia, com o argumento de que o bom desenhista só deve estilizar quando ele de fato prefere aquele estilo para expressar alguma idéia ou realçar algum detalhe. O bom desenhista não deve estilizar porque ele não sabe como fazer o desenho real. A estilização não pode ser uma desculpa para não aprender a fazer desenhos realísticos, que retratem o mundo. Ou a estilização deixará de ser estilo, e se tornará desculpa de mau desenhista.

Masakazu Katsura é um exemplo de bom desenhista que estiliza. Ele mistura cenários lindos e perfeitinhos com personagens estilizados bastante simples. Gosto bastante do contraste.

Gosto muito do traço do CLAMP também, especialmente em Guerreiras mágicas de Rayearth. Totalmente detalhado, exagerado, o máximo. Adoro isso. Pena que nas suas últimas obras o CLAMP resolveu simplificar (Angelic Layer, xxxHolic).

Em se tratando de quadrinhos americanos, gosto da arte de Alex Ross, apesar de que a única história desenhada por ele que comecei a ler não ter gostado muito (Terra do amanhã).

Logo abaixo, uma página de mangá desenhada por Katsura e uma ilustração de Alex Ross para o deleite de vocês.

Wednesday, October 31st, 2007

Resumo e crítica do anime/mangá DNA^2, de Masakazu Katsura

Típico romance shounen ( shounen ai ) . Ou seja, muito fan service (mulheres nuas gratuitamente) e cenas um tanto quanto escatológicas, além é claro, algumas lutinhas e nesse caso específico, muuuuita ficçao !

99% dos romances shounen podem ser resumidos assim: cara loser do nada se vê rodeado de garotas loucas por ele. Eu sou assumidamente fã desse gênero ( assim como um bando de garotos losers japoneses : P ), por mais óbvio, e previsível que ele seja. Logo, se você não gosta disso, não vai gostar de DNA. Mas se nunca assistiu esse tipo de anime, DNA é uma ótima forma de se iniciar no gênero (e pra quem já gosta, obviamente imperdível). Ele não enrola muito como outras séries. São apenas 12 episódios e 3 OVAs. Entretanto os OVAs são péssimos ( apesar de serem OVAs, a animação não melhora em nada, e a história contada não acrescenta nada também, ou seja, ignore-os ).


mega idiota

Agora a sinopse básica: No futuro, o mundo está superpovoado. Descobre-se que a causa é um mega playboy que teve um monte de filhos, que por sua vez também se tornaram superplayboys que tiveram mais filhos e assim sucessivamente. O que o governo faz ? Manda para o passado Karin Aoi para neutralizar o DNA desse mega playboy. MASSSSS … Karin ao voltar ao passado descobre que o suposto mega playboy é Junta Momonari, um sujeito que apesar de gostar muito de garotas sofre de um pequeno mal: vomita toda fez que fica, bem, ahhh, se anima muito com as mulheres… vocês entenderam : P


eca : P

Mesmo assim a Karin vai lá fazer sua missão, mas algumas coisinhas saem errado e ela na verdade acelera o processo de transformação em megaplayboy … e agora talvez nem ela escape dos encantos dele ( eu não escapei : PPPPP ).


mega playboy

O mangá é muito bom também. Apesar de eu achar que o anime captou bem a essência do mangá, o manga é mais detalhado, conta mais história. Em suma, é superior ( e vejam que ao contrário da maioria, eu prefio em geral anime a mangá). E são apenas 5 edições (tankohon), ótimo para colecionar \o/.

Não posso deixar de falar da abertura … fantástica ! Não as cenas em si, mas a música. Blurry Eyes do L’arc en ciel ( clássica no mundinho otaku, se você não conhece, não se considere otaku : P). Por causa dela que conheci a melhor banda japonesa de todos os tempos ; ).


É seu dia de sorte, resista !

Para um anime de 1994, a animação é boa ( o anime foi produzido pelo desconhecido estúdio Powhouse ). Particularmente amo o traço do Katsura. As transformações do junta em mega playboy são engraçadissimas. A desgraça dele faz a gente simpatizar bastante com o personagem. A Karin tentando resistir a ele é impagável. A Tomoko dando mole pra ele também. E pelo menos eu, não consegui descobrir antes do final da série com qual garota ele ficava ( algo que alguns autores deixam bem óbvio bem em outros animes do gênero como Love Hina ).


Karin, pronta para dar um fim no mega playboy

Dada as ressalvas iniciais, eu recomendo fortemente, MUITO bom. Um dos meus favoritos. Só os japoneses pra inventarem animes loucos assim.

Curiosidade: O nome do anime não significa apenas ácido desoxiribonucléico, é também acrônimo para Dokokade Nakushita Aitsuno Aitsu (por isso dna ao quadrado), mas não sei exatamente o que signifca esse acrônimo.