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Friday, July 11th, 2008

O final do seriado Sex and The City e o filme

Apesar de talvez ser meio atrasado para postar, aqui vão minhas opiniões a respeito. Atenção: spoilers sobre o filme e seriado inteiro nesse post.

Já mencionei mil vezes que esse seriado é nota mil, então, como bem a Lu do dia de folga disse, mesmo que o filme fosse uma droga eu iria gostar (fangirl).

Só que o filme não é uma droga, o filme sequer é bom, ele é Ó-T-I-M-O !

Acho que ele de certa forma corrigiu o final do seriado que teve vários defeitos. Não que o último capítulo tenha sido ruim, mas foi bem corrido. A Carrie tá lá deprê em Paris, e bem no finzinho do capítulo o Big chega e ela volta para Nova York com ele. Dá uma ceninha com ela passeando na grande maça e pá, acaba. Totalmente repentino.

Mas o que mais me incomodou no último capítulo foi o excesso de conto de fadas. Até a Samantha acabou com namorado, sendo que ela sempre foi super independente e avessa a namoro. Tudo bem, eu adoro final água com açúcar, adoro o Smith Jerrod (ele é muito legal quando cuida da Samantha com câncer), e iria odiar se a Carrie ficasse com aquele russo velho tosco do Barishinikov, mas achar um principe encantado até pra Samantha foi demais. Nada condizente com o resto do seriado. Ficou num nível de sacarose similar ao que Titanic teria se o persongem de Leonardo Dicaprio não tivesse morrido no final do filme.

Pois então, o filme de Sex and The City veio sanar todos esses problemas. Ficou um final muito mais interessante, verossímil (ou seja, Samantha sem principe e Carrie com casamento tosco no cartório, porque nem tudo é perfeito) que fechou com chave de ouro esse que é um dos melhores seriados de todos os tempos.

Claro, o longa metragem tem alguns defeitinhos (personagem da Charlotte é mal aproveitada, aquele personagem nova na faixa dos vinte anos formada em computação que a Carrie contrata não tem grande serventia no filme, o motivo pelo qual o Big ficou com medo do casamento não me convenceu, o filme, como bem alguém disse, tá muito mais pra Love and the City do que Sex and the City, etc), mas são erros pontuais. A trilha sonora do filme está perfeita, e aquele início com um pequeno resumo do seriado foi MUITO bem feito e acho que não teve um fã que não ficou emocionado.

Aqui e aqui algumas opiniões sobre o filme e seriado bastante interessantes. A última é especialmente direcionada aos homens que ficam criticando o seriado.

Também recomendo o RapaduraCast que fala sobre Sex and the City. Os comentários da Maíra estão muito bons. E concordo com eles, a primeira temporada é muito inferior as demais.

Thursday, May 29th, 2008

Cybercops

Eu era sou fanática por seriados de heróis japoneses. Jaspion, Jiban, Jiraya (nossa, tudo com J), Patrine, Flashman, Black kamen rider, Solbrain, Metalder, em suma, todas esses que passavam (a maior parte deles) na falecida e saudosa rede Manchete.

Vendo um post do Leite de Vaca, sobre os uniformes para jogar tênis do futuro relembrei de Cybercops. Um dos meus top 5 tokusatsu (é como esses seriados de heróis japoneses são denominados, da mesma forma que a palavra anime denomina os desenhos japoneses). Certamente, a melhor abertura de qualquer tokusatsu, tanto pela música como pelas imagens em si. Adoro a ceninha deles caminhando juntos no início : P

Basicamente podemos separar os tokusatus em duas categorias: super sentai e metal hero. Super sentai são aqueles seriados no qual temos em geral 5 integrantes, cada um de uma cor. Exemplos são Flashman, Changeman e os famigerados Power Rangers. A outra categoria, o metal hero, são heróis com roupas metalizadas como Jaspion, Winspector e Jiban.

Cybercops já é diferente por ser difícil de classificar em uma dessas categorias (embora esse site especializado tenha dito que é um henshin hero, o que eu discordo), Você pode dizer que é sentai porque cada armadura tem uma cor, mas ao mesmo tempo pode dizer que é metal hero porque as armaduras estão muito mais pra um Jaspion do que pra um Changeman.


Um cosplay quase perfeito no Animesul

Na época que eu assistia, meu favorito era o Júpiter (por ser o principal). Hoje em dia, prefiro o Marte, por ser o mais bonitinho (por sinal, como os outros eram feios) e mais revoltado por assim dizer, e também a Tomoko, porque mesmo fraquinha, sem ter armadura e tal, era a mais inteligente, divertida e animada. Além disso, uma das personagens mais bonitas de todos os tokusatsus (fãs de japonesinhas peladas e sem roupa - venham paraquedistas do Google - devem ter sonhos com ela até hoje). E ainda por cima, ela era quem manipulava o computador na parte da transformação deles, e todos sabem que garotas que trabalham com computadores são sempre as mais interessantes : P

Notem que a transformação deles só podia ser feita nessas cabines, o que dava um ar de realidade maior (não era que nem Jiraya, em que ele guardava a armadura não sei aonde)

O que eu gosto nesse seriado é que além das armaduras serem muito legais (inclusive a dos vilões), existem vários elementos diferentes dos seriados desse tipo. Exemplos: os heróis tem uma bandinha de rock (eles tocam nas horas vagas e a Tomoko é a vocalista), existem problemas como inveja (no relacionamento entre Cyber Júpiter e Cyber Marte), rivalidades (entre Júpiter e Lucifer … sim, naquele tempo os anti-hérois podiam ainda ter nomes de demônio sem a dublagem alterar : p) um leve romance (entre Takeda e Tomoko), tem os cybercards (por sinal eu tenho um que comprei no animecon!!!), tem aqueles tubos sensacionais por toda a Tóquio que trazem armas para os hérois, e essas mesmas armas conectavam na armadura de forma muito legal, etc.

Abaixo, o encerramento do seriado, com a Tomoko (Mika Chiba) cantando a música Shooting star (com aquele inglês de japonês ótimo na parte “I want to be a shooting star”).

Além disso, existem episódios antológicos, como aquele em que destroem a base inimiga, o episódio em que invadem a base dos cybercops, o episódio com o clone dos heróis, e principlamente, todo aquele mistério envolvendo viagem no tempo com o Takeda e o Lúcifer. Por sinal, o elemento viagem no tempo foi muito bem inserido nesse seriado.

Claro, nem tudo são flores: os efeitos especiais desse eram horríveis. Beirando o ridículo de tão podres. Até fãs desses seriados que já estão acostumados com os defeitos especiais achavam esses especialmente ruins : P

Pra não variar, o episódio final desse seriado nunca foi exibido no Brasil mesmo tendo sido dublado e os seus direitos comprados, isso porque a Manchete tinha esse péssimo hábito: eles exibiam e repetiam a série exaustivamente e nunca exibiam o episódio final, pois assim, as pessoas teriam que ficar vendo as reprises até o dia em que passasse o episódio derradeiro. De fato, com crianças a técnica funcionava, porque eu assisti 50 milhões de vezes os episódios. Só que, no caso de Cybecops, eles foram tão sacanas que nunca exibiram o episódio final !!! Eu queria tanto assistir. < update > Esse episódio foi colocado no youtube em 3 partes, viva o youtube < /update >

Uma das frustações dos fãs de Cybercops é que nunca lançaram brinquedos deles. Tinha bonequinho do Jiraya (até uns carros que ele nem tinha lançaram em brinquedo), do Jaspion, Winspector, Kamen Rider, mas não tinha nada de Cybercops. Nem bonequinhos.

Abaixo, brinquedos lançados só no Japão, perfeitos como sempre:

Bom, não sei como terminar esse post, então, fiquem com a abertura dele mesmo, em japonês, exatamente como passava no Brasil (felizmente, a Manchete, acho que por ser pobre, não mandava adaptar todas as aberturas). Existe uma versão em português no youtube, mas como eu nunca vi ela passar na TV, acho que foi feita por fãs. Aviso que é ruim de doer.

Aqui, guia de episódios.

Nossa, que texto longo … como eu me empolgo quando falo desses seriados : P

Friday, April 11th, 2008

Neon Genesis Evangelion, o Lost dos animes

Evangelion é um anime (e posteriormente um mangá, contrariando o fluxo natural japonês de primeiro ser feito o mangá e depois o anime) do estúdio Gainax, e dirigido por Hideaki Anno. O anime foi transmitido pela falecida Locomotion aqui no Brasil, mas foi redublada e vai ser transmitida pela Animax.

Ops, você não conhece o estúdio Gainax ? Uma introdução.

A Gainax é um dos mais cultuados estúdios de animação. Da Gainax surgiram diversos animes de bastante sucesso como o bizarrícimo FLCL (pronuncia-se Furi Kuri), Nadia and secret of Blue Water (que eu não cheguei a assistir inteiro), o cultuadissímo Otaku no video, que eu tenho obrigação de ver no futuro, e o melhor shoujo de todos os tempos: Karekano, entre outras obras.

Você também nunca ouviu falar sobre Hideaki Anno ? Ok, outra introdução:

Hideaki anno é o diretor da maior parte dessas obras. A sua característica que o diferencia da grande parte dos diretores de animes é sua tendência a abordar os aspectos psicológicos de seus personagens. Os personagens de seus animes são muito mais profundos e verossímeis do que a grande parte dos da concorrência (salvo algumas exceções, como Serial Experiments Lain). Mesmo que você não goste da obra dele, ou não ache ele tudo isso que dizem (o meu caso), temos que dar o braço a torcer. Hideaki Anno foi muito além dos outros diretores de animes.

A obra máxima de Anno é Neon Genesis Evangelion. Anime de apenas 26 episódios que virou cult no mundo dos animes. Obra obrigatória para qualquer um que se autodenomine otaku. Em Eva (o nome que os fãs carinhosamente chamam a série), criaturas gigantes chamadas Angels atacam a terra. Robôs gigantes chamados Evangelion são a única solução contra essa ameaça.

Abre parênteses

Nunca entendi essa fixação por robôs gigantes que os japoneses tem. Todo seriado estilo Flashman, Changeman, (os Sentais) tem um robô gigante. Um dos animes de maior sucesso de todos os tempos no Japão é Gundam Wing, que nada mais é do que um anime sobre robôs gigantes. Existe uma infinidade de seriados que tratam sobre essa temática Japão. Outro que me lembro de cabeça é Patlabor que passou na Fox Kids brasileira. Só há uma explicação possível: coisa da mente insana (e legal) dos japoneses.

Fecha parênteses

Os Evangelions só podem ser controlados (por algum motivo que mais tarde será desvendado na série) por crianças de 14 anos específicas. Uma delas é Shinji Ikari. Shinji é o personagem mais inseguro que já surgiu em qualquer produção, e seus medos e preocupações serão duramente testados até o fim do seriado. Outra piloto é Rei Ayanami: a personagem sem sentimentos e para muitos a mais sexy dos animes (claro, isso se você gosta de albinas submissas : P).


Rei Ayanami é pop, já foi capa da Rolling Stone (!)

Uma outra qualidade de Evangelion é que existem vários mistérios que vão surgindo e sendo revelados aos poucos (bem no estilo Lost). Entratanto, justamente aí reside também seu maior defeito: muitos desses mistérios não são bem explicados, o que deixou muitos fãs revoltados. Os 2 episódios finais do seriado foram tão viajantes e destoaram tanto do resto da série que um filme foi produzido que reconta a história desses dois episódios de forma mais normal, por assim dizer.

A parte técnica de Evangelion é exuberante. A animação, apesar de ter vários momentos vamos-economizar-acetato típicos da Gainax, é muito bem feita. Assim como a ótima trilha sonora.

Pessoalmente não acho Evangelion o melhor anime do mundo, alguns episódios são bem chatinhos, mas a história é realmente interessante, e sendo uma série curta e com um roteiro bem mais elaborado do que a média de qualquer produção (sendo anime ou não), vale a pena conferir.

Thursday, April 3rd, 2008

Animes que ando assistindo: Paradise Kiss

Como vocês já devem ter percebido pelos meus últimos posts sobre anime, tenho buscado produções menos mainstream, mais obscuras que tivessem algum diferencial em relação as toneladas de produções que o Japão lança todos os anos.

Screenshot Paradise Kiss anime manga

Paradise Kiss é um anime que trata do universo da moda. A personagem principal dele, Yukari, é escolhida para ser modelo para um grupo de estudantes de uma universidade de design (os quais criam a grife Paradise Kiss). O universo da moda não chega a ser destrinchado, mas alguns insights bem interessantes são mostrados.

Screenshot Paradise Kiss anime manga

Screenshot Paradise Kiss anime manga

Mas o mais legal e surprendente nem foi a história, foi a música de encerramento. Em geral, os encerramentos de animes tem músicas medonhas, mas dessa vez, era nada mais nada menos do que a música Do you want to, de uma das minhas 3 bandas favoritas, o Franz Ferdinand. Simplesmente adorei.

capa do segundo cd do franz ferdinand

Mesmo assim, o anime tem suas falhas. Não é tão encantador como Kimi ga nozomu eien, por exemplo, que é um anime parecido. O principal problema de Paradise Kiss é o ritmo lento (arrastado). Pelo menos algumas situações nonsense são bastante engraçadas, apesar de não tão frequentes.

O mangá está sendo publicado pela editora Conrad. Se você gosta de shoujo/josei, aproveite, pois ao contrário de outros seriados bastante longos como Sailor Moon, Fushigi Yuugi, CardCaptor Sakura, dessa vez são só 12 episódios, ou 5 edições de mangá.

Sunday, March 30th, 2008

Alex Turner do Arctic Monkeys é Kira de Death Note

O anime está mais na moda do que nunca, não só por ser realmente bom, mas também porque além do mangá estar sendo publicado pela JBC, a dublagem brasileira dele já começou (vai passar no canal a cabo Animax). E todos os detalhes estão sendo divulgados pelo dublador Guilherme Briggs em seu blog.

Mas o post é pra falar de uma semelhança que eu notei. Light Yagami é a versão anime do Alex Turner. Será que é só eu que acho os dois parecidos? Em todo o caso, a partir de agora, se eu for pedir um autográfo para o vocalista da banda inglesa, não vou pedir que ele escreva em folhas que não sejam minhas (especialmente se eu pedir dedicatória com meu nome : P).

Pra quem ainda duvida das semelhanças alguns screenshots e fotos para comparação.


O vocalista de I bet you look good on a dance floor

Kira screenshot
O serial killer do anime


Mais uma foto para não ter dúvida …

light yagami screenshot
… nenhuma

O pior é que nem posso dar a desculpa de que não tenho mais o que fazer : P

Pro post não ficar tão curto, já assistiram ao video que mostra o que aconteceria se o Bob Esponja obtesse o caderno da morte?

Descobri o video pelo AprendendoJaponês, que por sua vez viu no Japan Probe.

Monday, March 24th, 2008

Animes que andei assistindo: Beck

Pra quem ainda não sabe, já fui a vários eventos de animação japonesa. Não vou mais a tantos porque chega uma hora que torna-se uma experiência repetitiva, mas igual, nos eventos que tem alguma atração especial, como algum astro(por astro entenda algum cantor ou dublador) vindo do Japão, sempre vou.

Comecei falando de eventos de anime porque num deles, já nem lembro mais qual, vi um grupo de cosplay com guitarras e instrumentos de rock. Perguntei se aquilo era cosplay de algum anime. Eles me responderam que era sim, era um grupo de um anime chamado Beck. Um seriado sobre um garoto que quer ter sua própria banda.

beck anime manga nirvana

Achei interessante um anime com esse tema, mas nunca tinha me dado o trabalho de assistir, correr atrás. Isso até poucos dias. Peguei os primeiros episódios pra ver. Apesar da animação ser bonita, especialmente os cenários e instrumentos, que são muito bem desenhados, achei o anime meio paradão. Eu esperava um humor mais escrachado, ou pelo menos algumas cenas de tensão. Mas não tem nada disso. Não que seja completamente chato, mas nada de espetacular.

Uma coisa legal é que alguns personagens do desenho já moraram nos Estados Unidos, e por isso, em alguma cenas eles falam em inglês. Mas ao contrário da maior parte dos animes e seriados japoneses, eles falam um inglês bem certinho, com sotaque é claro, mas não é aquele engrish tosco que rola na maior parte dos animes.

Anime e manga beck com camiseta da banda ramone

Pelo que vi na Wikipedia, ao longo da série, são feitas referências a vários roqueiros e bandas famosas como Beatles, Jim Morrison (The Doors), Sid Vicious (Sex Pistols), etc. Nos episódios que eu vi, houve por exemplo, uma referência a Ramones, a banda Kiss, a Velvet Underground e outra ao The Clash. Mas são coisas simples, como uma camiseta, ou um cd com o nome da banda. Os personagens não chegam a discutir gostos musicais, ou realmente conversar sobre rock real (pelo menos nos primeiros 3 episódios, houve apenas um curtissímo momento em que falaram de rock inglês),essa falta de diálogo sobre rock é o que para mim é onde reside a grande falha do anime: apesar de tratar de rock, um tema diferente (no âmbito da animação japonesa), ele é mal explorado. Acaba virando um anime sem grandes atrativos.

Assista se você for MUITO fã de rock E MUITO fã de anime. E se você não se importa de o roteiro não ser muito emocionante também. : P

Curiosidade: Beck ao contrário do que eu pensava, não é o nome do protagonista, é o nome da banda e do cachorro de um dos personagens (!).

Wednesday, March 19th, 2008

Naruto, o anime super hype

Antes de tudo: não sou fã de Naruto. Antes de virar esse fenômeno que é atualmente (ficou forte quando além do Cartoon Network, o SBT começou a transmitir), cheguei a assistir a uns 4 episódios, mas não fez muito meu tipo. Talvez porque eu já vi tantos animes que tudo ficou muito parecido. Dos super comentados de atualmente, na minha opinião, só Death Note merece ser aclamado como é.

No Japão, Naruto, que já tem quase 300 episódios (e isso é muita coisa), e faz um tempinho, iniciou uma nova fase, conhecida como Naruto Shippuden. Nessa fase, Naruto está não é mais um criança, é um jovem.

Naruto parece estar seguindo os mesmos moldes de outro sucesso mundial: Dragon Ball. Pra quem não sabe, Dragon Ball foi dividido em 3 fases: na primeira fase (conhecida como Dragon Ball), são narradas as aventuras do guerreiro Goku, mas ainda como uma criança. Na segunda fase (conhecida como Dragon Ball Z), Goku está crescido, e tem um filho, Gohan. A terceira fase, Dragon Ball GT, não importa, porque é chata mesmo.

anime
Naruto crescidinho na nova fase

O interessante é justamente que Dragon Ball é um anime bastante diferente de Dragon Ball Z, apesar de ter quase os mesmos personagens. Dragon Ball focava mais no humor escrachado. Dragon Ball Z em lutas épicas. Acontece muito de pessoas gostarem de Dragon Ball e não gostarem de Dragon Ball Z, e vice-versa. Eu particularmente gosto das duas fases.

Hoje, fui numa palestra com Keisuke Iwata. Ele é o produtor de animes como Pokemon, Evangelion, Love Hina e Naruto. Nessa palestra tivemos a oportunidade de assistir partes de Naruto que ainda não foram transmitidas no Brasil. Dentre essas cenas, tinha várias de Naruto Shippuden. Como disse não sou fã, mas achei interessante: as lutas pareceram bem mais legais do que as de Naruto ainda como criança. Fiquei com a impressão, que talvez a fase Shippuden seja um grande rompimento no estilo do anime, tal como aconteceu com Dragon Ball, e que essa nova fase seja boazinha.

Por sinal, nessa palestra, a maior parte do público era composto de pessoas mais velhas, realmente fãs de anime, interessados em saber de alguns detalhes da produção de animação no Japão. Entretanto, tinha algumas crianças, que devem ter ido justamente por serem fãs de Naruto. Houve uma parte da palestra dedicada a perguntas dos fãs. E essas crianças resolveram fazer perguntas também. Só que elas, pelo que deu a entender, acharam que o cara era o autor de Naruto (Masashi Kishimoto), e não produtor do anime. Logo começaram a bombardear o Keisuke Iwata com perguntas totalmente sem noção como: o Naruto vai ter um filho? O Naruto vai ser o maior ninja de todos os tempos? Como surgiu a idéia de Naruto ter preso dentro dele uma raposa de nove caudas? Pior ainda foram as perguntas que o cara nunca iria saber responder como: Quando vão lançar os DVDs de Naruto no Brasil? (OBS: Eles já foram lançados). Só não senti vergonha alheia porque eram crianças.

Pelo menos nenhuma delas estava usando a famosa bandana, nem gritando DatteBayo : P

Monday, March 17th, 2008

Death Note - O anime definitivo

Death Note é o anime que todos deveriam ver, os fãs de animação japonesa por este ser uma obra prima, e os não fãs para verem que anime pode ser muito mais do que a violência de Dragon Ball Z ou as aventuras de Naruto. Death Note tem um roteiro simplesmente sensacional, que surpreende mesmo os mais calejados no gênero investigação.

Raito é um estudante exemplar que encontra casualmente um caderno preto no chão com as inscrições Death Note na capa. Dentro do caderno existem instruções em inglês. Elas dizem mais ou menos o seguinte: se o nome de uma pessoa for escrito nesse caderno, ela morrerá em alguns minutos. Caso a causa da morte não seja especificada, ela morrerá de ataque cardíaco. O dono do Death Note deve ter em mente o rosto da pessoa que ele deseja matar, para assim, não morrer uma pessoa com nome igual acidentalmente.

Raito, cético, inicialmente acha tudo uma bobagem, mas mesmo assim testa o caderninho num grupo de arruaceiros. Ao perceber que o negócio funciona, inicia uma limpa na sociedade. Para ser mais efetivo, ele assiste noticiários policiais para assim saber os nomes e rostos de assassinos para então escrever seus nomes e assassina-los.

death note
Compre o seu Death Note aqui

Ainda no primeiro episódio, Ryuuku aparece para Raito, Ryuuku é um shinigami (espírito da morte). Ele conta para Raito que estava entediado no seu mundo, e que por isso que jogou o Death Note no mundo dos humanos: para se divertir. Ryuuku explica que colocou as instruções no caderno em inglês justamente por ser a língua mais universal.

O anime acaba lançando algumas discussões: é certo o que Raito faz? As intenções dele são nobres, mas ele pode julgar quem merece morrer e quem merece viver?

Raito faz questão de ficar famoso, por isso deixa que todas as suas vítimas morram de ataque do coração, assim logo alguém desconfiará que tudo o que está acontecendo não pode ser mera coincidência. O que de fato ocorre. Rapidamente Raito se torna uma lenda urbana no Japão. As pessoas começam a ser referir a ele pelo pseudônimo de Kira (a pronúnica japonesa de Killer). Surgem vários sites na internet de admiração por Kira. Raito logo percebe a hipocrisia da sociedade: mesmo que todos achem errado matar como ele faz, no anonimato da internet, ele é admirado.

Mas logo os problemas de Raito surgem. Um investigador com o codinome de L resolve que vai acabar com a festa. A missão de L é infernal: pegar alguém que consegue matar a distância. Mas L se demonstra tão genial quanto Raito: L obriga uma pessoa já condenada a morte a fazer uma transmissão pela TV, no qual ele apresenta o seu nome e diz que vai prender Kira onde quer que ele esteja.

manga japones death note
Capa da primeira edição japonesa do mangá

Raito ao assistir isso, escreve o nome do condenado (pensando que ele era o investigador) no Death Note, dessa forma, o condenado morre ao vivo. Nesse momento L percebe que Raito realmente tem poderes sobrenaturais. Mas L foi ainda mais inteligente, essa transmissão passou apenas num bairro de Tóquio (onde aconteceram as primeiras mortes). Como o condenado morreu ao vivo na transmissão, era óbvio para L que Kira estava assistindo. Dessa forma, era uma confirmação de que Raito morava nesse Bairo. E o pior, além de agora L saber em que bairro Raito está, Raito não pode mata-lo pois desconhece seu nome e rosto.

Isso tudo foi apenas nos dois primeiros episódios (num total de 37), a investigação continua das maneiras mais interessantes possíveis, num jogo de rato e gato bastante disputado.

Outro detalhe legal do roteiro do anime é que vários personagens, inclusive personagens relevantes na trama morrem. E Death Note não é que nem Dragon Ball, Yu Yu Hakusho, Cavaleiros do Zodiaco ou Naruto: quando um personagem morre, é pra valer, não tem essa de ressuscitar.

A animação do seriado foi feito pelo estúdio Madhouse, o mesmo estúdio que faz a maior parte dos animes do CLAMP e é linda, com cores escuras, sem olhos enormes ou cabelos colororidos.

Quem não quiser correr atrás do anime (mas busquem, é muito bom), pode comprar o mangá, que tem o traço muito bonito também e está sendo publicado no Brasil pela JBC. Pelo que sei também existe um filme em live action, mas não sei ao certo se ele é bom.

PS1: Dizem que quando alguém escrever o nome de Dercy Gonçalves no Death Note, o caderno se autodestrói : P

PS2: Este post faz parte da blogagem inédita do InterNey.

Friday, March 14th, 2008

Anime do Batman

Quem é fanboy já sabe dessa notícia faz muito tempo, mas eu fiquei sabendo só agora: vão lançar um anime de Batman. Vão ser 6 episódios, e vai ser lançada um pouco antes da estréia do novo filme do Cavaleiro das Trevas. Pelo que entendi, vai ser nos mesmos moldes do bem sucedido Animatrix, que no caso eram histórias que se passavam no universo de Matrix, e que complementavam o filme.

anime batman

Em geral, adaptações para anime de HQs americanas não dão certo, mas dessa vez estou com esperança. A animação pelo menos está caprichadissíma (também, é do estúdio Madhouse, o mesmo que faz os animes do CLAMP, e também o super aclamado Death Note). A animação conseguiu manter o clima dark que uma obra com o Batman precisa ter. Aparentemente, vai ser muito melhor do que qualquer outra versão animada que já teve de Batman. Vamos esperar pra ver.

Wednesday, March 5th, 2008

Animes que andei assistindo: Basilisk

Depois de me viciar em Death Note (post em breve), resolvi assistir a alguns outros animes. Um que eu tinha ouvido muitos elogios foi Basilisk. Segundo alguns reviews que li, era um anime de samurai/ninjas cheios de poderes, extremamente violento.

Baixei o primeiro episódio, e realmente, são dois clãs rivais (um chamado Kouga e o outro Iga) na época do Japão feudal (mais ou menos 1600), que lutam até a morte. Em cada clã, são 10 guerreiros, cada um com uma técnica peculiar. Além disso um romance entre uma jovem de Iga com um homem de Kouga, aumentam a tensão. Qualquer semelhança com Romeu e Julieta é mera coincidência.

Basilisk anime kouga e iga
O casal de Basilisk

Mas pelo menos no primeiro episódio, e não pretendo ver os demais 23 pra confirmar, não vi toda essa violência que diziam ter. Também não achei as bastalhas, nem na história nada que fosse realmente cativante.

Quer ver um anime com muito mais violência e roteiro? Assista Rurouni Kenshin, também conhecido por Samurai X.