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Monday, July 5th, 2010

Personagens coadjuvantes do Tokusatsu que marcaram nossas vidas: Miya

Meio que copiando a Tati do Respeite meus Mullets, estou lançando posts temáticos no meu blog, mas claro, tudo com o meu jeitinho. A série de posts se chama ‘personagens coadjuvantes de tokusatsu que marcaram nossas vidas’. O personagem de hoje é a Miya, aquele bichinho meigo de Jaspion, que desperta reações que vão do amor ao ódio, passando pelo desprezo e compaixão.

A Miya era um ser galáctico (adoro essa palavra) que foi adotado por Jaspion no primeiro ou segundo episódio. Seu nome provem do latim Miya que significa ser que … sério agora, seu nome vem do fato que a criaturinha só fala Miya. Isso me leva a crer que Miya é a tatatatatatataravó (faltaram 14 tatas) dos Pokémons visto que eles sofrem da mesma síndrome de só conseguir repetir o nome (exceto pelo Meowth, é isso aí).

A Mia servia pra fazer a parte cômica junto com a Anri. E também pra virar aquelas reféns fáceis do Satan Goss e seus servos capturarem. Nunca morri de amores por esse personagem, mas também não nutro um ódio que vários fãs sentem só por ela ser meio chatinha e inútil. Mas o fato é que é um personagem marcante. Na época em que assisti Jaspion pela primeira vez, eu tinha usn 4 anos e achava a Miya bastante meiga, mas reassistindo aos DVDs lançados pela Focus filmes percebi que na realidade ela era meio feinha coitada.

No entanto, a pergunta que sempe ficou é: Qual o sexo de Miya. É um personagem homem ou mulher. Quer dizer, macho ou fêmea ? Ou será que criaturas espaciais que iniciaram a linhagem dos pokémons não tem sexo ? Seria Miya Hermafrodita como supostamente é Lady Gaga ? Só o tempo nos respoderá.

Ou o pássaro dourado.

Sunday, May 16th, 2010

Pokemon é cultura, sempre

Um ‘bordão’ famoso do cinema é o ‘idem’ do filme Ghost – do outro lado da vida. Quem não lembra do Sam (Patrick Swayze) falando para a Molly (Demi Moore) idem após um ‘eu te amo’ ?

Ghost é daqueles filmes que eu já vi cem mil vezes, mas sempre na Rede Globo. Ou seja, sempre dublado. Portanto, não é de se espantar que eu tenha me chocado ao ler esse bordão famoso em inglês. ‘Idem’, diferentemente do que o leitor letrado em inglês deve esperar, não foi traduzido a partir da palavra ‘equal’ ou ’same’. Vou transcrever algumas falas do filme no original pra vocês:

Molly Jensen: I love you.
Sam Wheat: Ditto.

Aqui outro diálogo bem diferente:

Molly Jensen: I love you. I really love you.
Sam Wheat: Ditto.

Sim, vocé leu bem, o ‘idem’ foi traduzido da palavra ‘ditto’ em inglês.

Graças ao jogo e anime pokemon, eu não preciso gastar preciosos minutos conferindo no dicionário se ‘ditto’ é realmente ‘idem’ para fazer a comprovação científica. Basta relembrar de Ditto, uma gosminha rosa e meiga do tipo normal de número 132 na pokeagenda cujo poder é se transformar no seu adversário, emulando todos os seus golpes.

Pokemons e seus nomes mega criativos.

PS: O que mais você esperava de um post com o título ‘Pokemon é cultura, sempre’ ?

Sunday, November 22nd, 2009

Dragon Ball Kai = Dragon_Ball_Z.zip

Já teve tanto rumor de uma nova versão de Dragon Ball, mas tanto rumor falso, tipo Dragon Ball AF, que quando ouvi fala do Dragon Ball Kai nem dei bola, achei que era só mais um hoax qualquer. Mas não é que o negócio é de verdade mesmo?

Não são novos episódios, mas um remake de Dragon Ball Z com o diferencial de não ter toda a enrolação. Uma espécie de “director’s cut” Como assim?

Bom, no Japão, os animes começam a ser produzidos logo que um mangá começa a fazer sucesso. O problema é que mesmo com só um episódio transmitido por semana, logo o anime alcança a parte da história que o mangá está. Claro que para adiar isso ao máximo, muitas produtoras de anime tentam deixar o ritmo da história bem mais lento, mesmo que isso não seja a intenção original do autor da história. Além disso, existe a grande inclusão de fillers, isto é, histórias criadas especialmente para o anime não existentes no mangá, apenas pra dar tempo do mangaka (autor de mangá) de criar mais histórias.

Embora seja comum os fillers nos animes, Dragon Ball Z é um dos destaques nesse quesito: ele é amplamente reconhecido pelo seu fator enrolation: as 4 sagas do mangá viraram nada menos que 291 episódios, o que é um número formidável mesmo em se tratando de animes longos, nem Naruto tem tanto. O único que eu me recordo que tem mais episódios do que isso é One Piece (que já passa dos 400). O objetivo de Dragon Ball Kai é recontar a mesmíssima história de Dragon Ball Z em enxutos 100 episódios, vejam bem, em pouco mais de 33% do tempo do anime original, ficando com um ritmo mais parecido com o do mangá, sem os fillers e a enrolation não intencional do autor.

Mas Dragon Ball Kai não é “só” um Dragon Ball Z com menos episódios, ele também tem toda uma trilha sonora nova. E isso inclui abertura, encerramento e as músicas de fundo. E nesse quesito DBKai perde feio. A abertura e encerramento são bons, o que eu não entendo é porque não criaram uma música nova em que o Hironobu Kageyama fosse o cantor. Kageyama cantou quase todas as músicas de DBZ, inclusive a inesquecível Chala head Chala, ele é a voz do anime, e tira-lo de Kai pra mim foi um erro, mesmo com a justificativa dos produtores quererem fazer algo novo, acho que o Kageyama podia muito bem ser mantido com novas canções, afinal, o cantor está na ativa, e frequentemente participa de convenções otaku. Mas o pior mesmo é as músicas de fundo. As de DBZ são muito boas e por enquanto, DBKai não marcou nesse aspecto.

Mas vamos logo comentar a a questão principal, o número de episódios. Não que DBZ seja legal por causa da enrolação, mas cortes demais também é ruim, e DBKai parece que exagera nisso. Por exemplo, em DBKai, o Goku anda pelo caminho da Serpente durante dois episódios! Eu disse dois! Uma serpente que tem 1 milhão de quilometros é percorrida em 2 episódios ao passo que em DBZ o percorrimento dela leva mais de 10 epis chutando por baixo! O mesmo pode ser dito do treinamento do Gohan feito pelo Piccolo. Em DBZ aparece todo o desenvolvimento dele de garoto chorão para guerreiro, já em Dragon Ball Kai, ele logo desce daquela montanha e começa a lutar! A parte que ele ganha a roupa igual a do Piccolo nem é mostrada também.

Falta um desenvolvimento melhor da história nessa versão resumida. As coisas acontecem rápido demais. Claro, essa nova versão elimina muita coisa chata, como as mulheres serpentes que o Goku conhece e o amiguinho robô do Gohan só pra citar alguns exemplos. Mas tem corte demais. Acho que de repente 150 ou 170 episódios teria sido um número mais adequado. De repente na Saga Freeza eles consigam achar um ritmo melhor (se é que é possível em 100 episódios), mas pelo menos a Saga dos Sayajins (primeira saga) tá rápida demais.

Mas não deixo de imaginar o que eu pensaria se eu tivesse visto Dragon Ball Kai antes de DBZ, talvez que DBZ é enroladaço e Dragon Ball Kai tem o balanço perfeito : P

Mesmo com esses contras, tá sendo MUITO legal ver o Dragon Ball Kai. Não tenho tempo/saco pra rever quase 300 episódios de novo mas rever a mesma série em só 100, e ainda por cima com uma animação bem melhorada está sendo ótimo. Falando na animação, a de DBZ por ser antiga, era bem ruim, e agora tá OK, refeita em widescreen e mantendo o character design original. Sobre isso, baixe o anime em alta qualidade pra poder aproveitar bem esse ponto. Pena que tá havendo uma pequena censura em relação a presença de sangue em comparação a versão Z. Não que sangue seja o importante na história, não acho que DBZ seja legal pela violência, mas pra que amaciar essa versão nova? Qual o objetivo? Ser mais comercializavel nos exterior pela TOEI?

Mesmo com os contras, recomendado, tanto para fãs como não fãs! Tô super ansiosa pra ver a minha saga favorita, a saga Cell em DBKai.

Logo a série deve chegar no Brasil, dublada, já que Dragon Ball é um anime de muito sucesso e apelo, mas como vai demorar, o jeito é procurar por sites de download e ver a versão em japonês legendada.

Sunday, August 30th, 2009

Review do box de dvds dos Changeman

A qualidade da caixinha e dos dvds é maravilhosa e mesmo a imagem não tendo sido remasterizada ainda tá bastante aceitável. E ter a mesma dublagem em português dos tempos da Rede Manchete e ainda o original em japonês faz a gente nem se incomodar tanto com o fato de não ter nenhum extra acompanhando.


Hayate dando uma surra na galera do mal

Changeman é um dos tokusatsus que eu menos gosto, por exemplo, nem está no meu top 7 definitivo mas ainda assim é legalzinho, embora tenha vários episódios chatinhos. A abertura cantada pelo Hironobu Kageyama, mesmo cantor da abertura de Dragon Ball Z, é uma das melhores de todos os tokusatsus.

Eu também gosto do clima militar da série, que dá um tom de realismo (pra um tokusatsu). Na série, meus personagens favoritos são o Hayate (Change Grifon), porque ele é o mais bonitinho e pegador (e o ator envelheceu bem), o sargento Ibuki porque ele é brabo, a Shima, porque ela (ou seria ele?) tem uma voz engraçada de quem comeu mamão com abacate.


Hayate levando flores pra peguete dele

Também curto o Sr. Bazoo, porque ele é azul e evil, e claro, o Gyoudai, mas ele é hours concour né, tem um olho dentro da boca, mãos em forma de bengala e já conseguiu até atacar personalidades como o Lasier Martins.

Todo bom seriado japonês tem sempre uns monstrinhos fracos que aparecem em todos os episódios só pra fazer os heróis lutarem com eles antes de lutar com o monstro da semana. No caso de Jiraya os tais soldados eram os corvos:


Corvos do Jiraya

No caso de Flashman, eram uns monstrinhos vermelhos parecidos com formigas. Em Changeman, são esses bichos azuis com cara maléfica.


Vou te pegar!!!

O interessante é que eu sempre escutei que o nome deles era soldados lider. Eu sei que não fazia muito sentido porque eles podiam ser tudo menos líderes, mas sempre achei que fosse esse o nome. Só que reassististindo Changeman 20 anos depois, eu comecei a notar que eles não pronunciavam bem isso. Prestando mais atenção, eu comecei a achar que era então soldados Hitler ! Já imaginaram o Hitler azul e loiro, ou esses bichos com bigodinho. Não faz sentido né, ai fiz o mais sensato: coloquei legendas pra ver como era escrito. E então finalmente percebi que eram soldados Hidler !

Outro detalhe pitoresco é os capacetes dos Changeman. Por exemplo, esse é o capacete da Change Mermaid.


Sereia dos mares

Como dá pra ver, o símbolo é uma sereia, o que faz sentido visto que mermaid é sereia em inglês. A Change fênix, como era de se esperar, tem o desenho de uma fênix (ohhh). O mesmo vale pro Change Pégasus e Chage Grifon.

Mas e o Change Dragon ? Eu achava muito estranho porque não parecia um dragão aquele alienzinho no capacete dele, mas graças aos DVDs, pude ver que era sim um dragão, e aqueles bracinhos não era bracinhos, eram o bigode do dragão.


Não achei imagem mais próxima e em boa definição

Bom, quem quiser um guia de episódios bacana desse seriado, recomendo esse. Não tá completo ainda, mas tem resumos bem bons dos episódios, imagens e muitas fotos.

E também recomendo esse video mostrando um brinquedo da Base Shuttle lançado só no Japão que é totalmente perfeita.

Wednesday, January 7th, 2009

Dexter deve morrer !!! E Death Note.

Como já disse nesse post, o seriado Dexter realmente impressionou na sua segunda temporada. Sei que devido ao sucesso, ainda vamos ter muitas pela frente (ouvi falar que vai pelo menos até a quinta temporada). Mas para mim, não importa o quanto eles vão enrolar para chegar nos finalmentes, mas sim como vai ser esse final. Eu realmente espero que o Dexter morra no último episódio da última temporada, embora os produtores tenham dado claros sinais de que vão deixa-lo bem vivinho.

Aqui começa uma série de spoilers sobre a segunda temporada de Dexter. Não leiam se não querem saber o que acontece.

Os sinais de que vão deixar o Dexter vivo foram dados no final da segunda temporada. Fizeram toda uma “forçação” de barra para que a Lila matasse o Doakes ao invés do Dexter. Afinal, Dexter não mata pessoas inocentes.


Pobre Doakes

Mas vejam bem, se não existisse a Lila, o Dexter seria obrigado a mata-lo. Ele é um assassino, e assassinos não podem ter final feliz, mesmo que no caso dele, ele seja legal, boa pinta e a princípio só mate pessoas más, ele não se importa de matar os bons para não ser descoberto. Ou melhor, ele até se importa, mas isso não o impede. Ele mataria o Doakes, não é?


Para os roteirista do seriado, ela é má, mas Dexter não, tá?

Tem um anime, que eu não me canso de elogiar aqui nesse blog, que se chama Death Note. Se você gosta de Dexter, deveria perder seu preconceito idiota contra animes e assistir (tem no islifecorp por exemplo). O plot tem várias semelhanças, embora tenha um viés sobrenatural. No caso de Death Note, Raito Yagami encontra um caderno, e caso você escreva o nome de uma pessoa nesse caderno, essa pessoa morre.

Raito então faz exatamente o que Dexter faz, escreve (e consequentemente mata) o nome só de assassinos e pessoas que ele julga que devem morrer. Óbvio que depois de alguns episódios, um super detetive começa a procurar quem é o responsável por aquelas mortes, e aí que surge L. L é um detetive que podemos comparar ao agente especial Lundy, visto que é tão, senão mais, perspicaz que ele.


Perspicaz, mas não pegou o Dexter, e também não pegaria o Raito

Aqui começa uma série de spoilers sobre o final de Death Note. Não leiam se não querem saber o que acontece.

Claro que para escapar de L, Raito acaba ficando encurralado. E o que ele faz ? Exatamente o que você deve estar pensando, ele larga o seu código e mata pessoas inocentes a fim de não ser descoberto. No final, mesmo que ele não tenha cometido seus crimes por vaidade ou porque gosta de matar, mas sim por uma filosofia de limpar o mundo da podridão, Raito morre. Um final condizente para um assassino, e que seria condizente para o Açougueiro de Bay Harbor também.


Raito Yagami, o “Dexter” japonês

Thursday, December 11th, 2008

Top 7 séries de tokusatsu

Na onda do Alexandre Nagado e do Ricardo Cruz, resolvi fazer o meu top séries de tokusatsu favoritas. Eles fizeram top 10, mas no meu blog é sempre top 7.

Cybercops
-> Uma série que eu tive a chance de baixar recentemente e assistir toda de novo, e dessa vez, com final !!! Me empolguei tanto que fiz o mais completo guia de episódios em português da série.

Winspector -> Lembra um pouco Cybercops (ou seria o contrário?), mas com seu charme próprio.

Flashman -> Aquele final apoteótico, em que eles tinham poucos dias pra destruir todos os do mal era de arrepiar. Considero melhor que Changeman, embora o Gyodai fosse o máximo também : D

Jiraya -> Um tokusatsu tratando de ninjas ! O mistério sobre o que era Pako permaneceu até quase o final do seriado ! E o melhor é que eu conheci o Jiraya!

Patrine -> Os episódios eram tão absurdos que em um deles, um dos vilões roubava os lápis das crianças na escola (!) , mas quem liga? Patrine e pequena Patrine são minhas ídolas!

Metalder -> Os melhores inimigos de todos os Tokusatus !!! Eram 5 tropas com diferentes tipos de inimigos.

Jaspion -> A busca pelo passáro dourado, a Kiuza e o Macgaren são inesquecíveis. E vão lançar o DVD no Brasil em breve!!!

Aproveitando o tema, aqui o top 5 mulheres de tokusatsu (nesse tempo ainda não era top 7 : D)

Sunday, November 16th, 2008

Discussão sobre o final do mangá Chobits

Como não encontrei na Internet nenhum post falando sobre o final de Chobits, só resenhas superficiais e idiotas, resolvi discutir aqui. Pra quem não sabe, Chobits é uma famosa obra do Clamp, um grupo de roteristas/desenhistas de mangá do Japão. Então, se você pretende assistir o anime ou ler o mangá, saia fora desse post imediatamente.


Chii

A obra se ambienta num futuro não muito distante, no qual robôs com aparência humana chamados de persocons convivem com os seres humanos. Esses robôs são construídos sem nenhuma finalidade além de divertir o seu compradores. Uma espécie de bicho de estimação robótico na forma de humano. Algumas pessoas claro, acabam utilizando o brinquedinho para saciar seus desejos sexuais.

O protagonista da série, Hideki Motosuwa, mais um daqueles japoneses losers que são timidos demais pra chegar numa mulher. Por isso, o sonho dele é ter um persocon só pra poder transar com ela. O problema é que persocons são caros e ele é um relés estudante de cursinho. Uma observação: os tais robôs se chamam persocons ao invés de robô porque o criador não queriam que eles seguissem as tradicionais 3 leis da robótica de Isaac Asimov.


Hideki e Chii

O que acaba acontecendo logo no início da série, é que Hideki encontra uma persocon no lixo. Claro que ele pega pra ele, e a nomeia de Chii. Ai que os mistérios começam a surgir, e só são resolvidos nos últimos momentos do seriado. Os mistérios surgem quando os amigos mais entendidos de persocon de Hideki percebem que Chii pode ser um Chobits. Chobits é um série especial de persocons que podem desenvolver sentimentos própios (persocons tradicionais devem ser programados).

O que eu acho interessante nas obras do Clamp é que elas sempre têm dois níveis que podem ser acompanhados. Um raso e um outro mais profundo. Explicarei melhor. No caso de Chobits, a história é cheia de piadinhas, com algumas partes meio hentais/ecchi, explorando especialmente a ingenuidade da Chii e do Hideki. Tirando o fato de ter uma leve pornografia, uma criança poderia acompanhar e gostar, porque é tudo muito fofinho, kawaii, engraçadinho. Mas a história na realidade não é superficial assim, pois ela tem uma outra camada que pode ser acompanhada. No caso, é todo o dilema sobre se é possível, e principalmente, se é certo se apaixonar por um ser artificial. E o Clamp coloca isso de forma homeopática sem parecer forçado: são contadas várias histórias explorando esse tema, como a história da mulher que o marido trocou pra ficar com uma persocon, o carinha que construi um persocon pra substituir sua irmã, etc.


Sumomo, a pocket persocon de Shinbo

No final de Chobits, descobre-se finalmente que de fato Chii é um chobits, e ela foi criada pelo Ichan (sim, o mesmo de Angelic Layer, o Clamp adora brincar com crossovers) para ser sua filha. Não fica bem claro porque, mas logo no inicio dá série, descobrimos que o botão de ligar/resetar a Chii fica lá naquele lugar tapado pela calcinha. Justamente por isso, sempre que alguém tentar tirar a virgindade da Chii, ela é resetada, e esquece tudo o que aconteceu. Portanto, ela procura alguém que a ame pelo o que ela é, não alguém que a veja como um mero objeto sexual. Na minha interpretação, Chii é meio que uma experiência do criador, para ver se é possível um ser humano se apaixonar por uma persocon mesmo sem a possibilidade de sexo.


Abertura do anime

Hideki mesmo sabendo disso, acaba ficando com a Chii, e o mangá termina num tenro abraço entre os dois. Inicialmente, eu achei esse final totalmente brochante (nos dois sentidos : P). Mas depois, eu acabei achando bonito, e muito condizente com os demais mangás do Clamp. Quem acompanha os mangás delas, nota que elas sempre mostram o amor como algo puro, o amor pelo amor, livre de qualquer preconceito. Tanto que existe vários casais homossexuais, e até amor (puro) entre crianças (Sakura e Shoran em CardCaptor Sakura).

É por essas e outras que embora elas produzam mangás fracos às vezes, como Angelic Layer, eu admiro demais e sou fã do trabalho do Clamp. E é por isso que elas fazem tanto sucesso, já que conseguem agradar tanto aqueles que só buscam uma obra bonitinha, como aquele público mais exigente, que quer uma história com algo a mais.

PS: Parece que no anime,tudo é bem mais conservador, no final, por exemplo, não deixam explicito várias coisas, como por exemplo, que a Chii nunca poderá ter coito (acho essa palavra engraçada : P) com Hideki, portanto, mesmo com o anime tendo uma linda animação da Mad House, músicas boas e tudo mais, leia o mangá, que foi publicado no Brasil pela JBC.

Sunday, November 9th, 2008

Top 7 anisongs (shoujo)

O último podcast do animecast, o melhor podcast de anime de todos os tempos foi sobre as top 5 melhores músicas de anime de cada integrante, então resolvi escolher as minhas. Como eles não escolheram NENHUM shoujo, decidi que todas as minhas seriam. E também decidi que seriam 7 músicas porque 5 é muito pouco : )

Karekano – Tenshi no Yubikiri

É o melhor shoujo anime de todos os tempos e ainda tem uma música de abertura muito bonita.

Fruits Basket – Opening

Anime que me enganou pela abertura. Tão bonita que fez eu correr atrás dele. Pena que é um saquinho. Cantada pela Ritsuko Okazaki.

Visions of Escaflowne – Opening

O pouco que eu vi desse anime, eu não gostei. Chato, e com um character design horrível que deixa todos os personagens narigudos. Mas a música de abertura da Maaya Sakamoto (mesma de Platina de Cardcaptor Sakura) é muito linda. Se você já leu a tradução da letra da música, vai ver que é uma bela declaração de amor.

Sailor Moon – Moon Revenge

Qualquer top 5 músicas shoujo de anime TEM que ter Sailor Moon. O anime é clássico, as músicas maravilhosas. A abertura dele, Moonlight Densentsu (Lenda da luz da lua), além de linda, é conhecida por todo otaku que se preze. Mas pra não ficar na mesmice, escolhi Moon Revenge, tema do finalzinho do filme Sailor Moon R. Podia ter escolhido qualquer outra como Nagareboshi he (dos Threelights) ou Heart Moving, porque a trilha sonora é toda boa.

Corrector Yui – Tori ni Naru Toki (opening)

Já tinha entrado no top aberturas dubladas. Anime ruim com abertura ótima. O título da música significa Quando eu me tornar um passáro (traduzi sozinha, palmas pra mim : P) É, nunca julguem um livro pela sua capa, nem um anime pela sua abertura.

Guerreiras Mágicas de Rayearth – Hikari to kage wo dakishimeta mama (terceira abertura)

Eu escolhi essa música, mas na realidade poderia ser praticamente qualquer outra desse anime já que ele tem uma trilha sonora impecável. Além de um traço maravilhoso bem shoujo dos bons tempos do CLAMP.

Cardcaptor Sakura – Ki ni naru aitsu

Outra obra do Clamp entupida de músicas boas. Claro que eu podia botar Catch you Catch me, ou ainda a fantástica Platina, Hitorijime, ou ainda Issho ni uta, aquela bela canção da Tomoyo, mas preferi ficar com Ki ni naru aitsu que é tocada num dos momentos chaves do seriado, quando Shoran já não consegue mais esconder direito seus sentimentos pela Sakura.

Wednesday, October 15th, 2008

Top 7 animes mais relevantes do Brasil

1. Cavaleiros do Zodiaco: O primeiro anime a fazer um sucesso ENORME. Goste ou não goste, a importância dele na história do anime no Brasil e entre os otakus brasileiros é inquestionável.

2. Sailor Moon: o primeiro shoujo anime a fazer sucesso no Brasil. Graças a ele vieram depois guerreiras mágicas de Rayearth no SBT. Foi o primeiro anime direcionado ao público feminino (embora tivesse vários fãs homens).

3. Pokémon: Depois de Cavaleiros, veio Yu Yu Hakusho, e depois, a Manchete, grande provedora de animes, faliu. Consequência: marasmo total. Isso até chegar Pokémon, que repetiu uma febre no mesmo nível de Caveleiros.

4. Neon Genesis Evangelion: Nunca passou na tv aberta, mas graças aos fansubbers, muita gente viu. Roteiro intrincado, misterioso e complexo. Provou que animes podem alcançar o nível de arte. Post sobre aqui.

5. Dragon Ball Z: Logo depois do sucesso de Pokémon apagar, veio esse anime, que só veio a fazer sucesso mesmo na sua fase Z, quando o humor é deixado de lado em prol das lutas, muito bem conduzidas. Outro anime, que ao lado de Pokémon, conseguiu repetir o sucesso de Cavaleiros.

6. Death Note: Anime que ficou famoso graças a Internet. Graças a Internet banda larga e as taxas cada vez maiores de compressão, disponibilizar animes ficou muito mais fácil do que no tempo dos fansubbers. Acabou sendo lançado em mangá, e parece que em breve vai passar na TV fechada. Mais aqui.

7. Naruto: Outro anime que se popularizou antes mesmo de passar na TV aberta. Agora é febre.

Sunday, October 12th, 2008

Fotos e posters falsos do filme de Dragon Ball Z

Dragon Ball é o anime mais famoso e bem sucedido. Por causa disso, sempre que algo relacionado vai ser lançado, uma sucessão de boataria começa.

Depois que (a porcaria de) Dragon Ball GT terminou, começou uma boataria sobre se existiria uma continuação. Notem que uma continuação a essa altura do campeonato seria um absurdo, já que no final de Dragon Ball Z, Goku já estava velho demais pra lutar. Além disso, nem o Akira Toryama queria mais fazer Dragon Ball. Mas como a ganância fala mais alto, os executivos da Toei pegaram e mandaram um outro roteirista escrever uma continuação. Dai pegaram, inventaram umas esferas do dragão novas, fizeram o Goku voltar a ser criança (graças ao poder de Shen Long), e ainda por cima criaram o Super Sayajin 4. Disso surgiu Dragon Ball GT.

Como Dragon Ball GT não fez muito sucesso, depois de pouco mais de 70 episódios o anime terminou. Só que tiveram fãs que ainda queriam mais. Ai sim a boataria começou. A mais famosa foi Dragon Ball AF (alternative future). Esse boato era muito mal feito. Era um fan art de um Goku numa forma que seria o Super Sayajin 5 (cabelos brancos e longos, com rabo de macaco). Mas como estavamos bem na época que a Internet começou a se popularizar, sabe né, aquele tempo de Internet ingênua, o boato se espalhou como fogo em palha seca. Até revistas especializadas em anime, sim, revistas, foram enganadas e publicaram a respeito.

Agora o novo hype, e dessa vez, infelizmente é verdade, é o novo filme de Dragon Ball Z. Claro, que muita foto falsa surgiu a respeito. E esse blog vem mostrar algumas delas, com comentários

Primeiro, um poster que lembra um “pouco” um de Batman: é a sombra de Cell, um dos maiores vilões de Goku.

O outro poster é Tenshi Han, um personagem coadjuvante de três olhos da série. Também gostei e parece bem real, embora seja fake total.

Agora uma foto falsa de um possível Gohan. Que acharam ?

Agora 2 posters oficiais, do filme mesmo. Esses dois posters mostram que Dragon Ball Z é o único caso de filme em que a imagens verdadeiras são piores do que as imagens falsas criadas por fãs.