Saturday, November 17th, 2007...2:06 am

Beatles Anthology: a história da melhor banda do mundo

Terminei de ver Beatles Anthology, finalmente. Beatles Anthology são 5 dvds licenciados que contam a história dos Beatles. Nos primeiros dvds, fala-se sobre a origem dos Beatles, como se conheceram, os primeiros shows no Cavern Club, a viagem para Hamburgo na Alemanha, o sucesso, até conseguirem ser a primeira banda britânica a emplacar um hit como número um na billboard, com a música I want to hold your hand, e assim irem para os EUA e iniciar a beatlemania ( a propósito, odeio a pronúncia de beatlemania em inglês: fica algo como “bitoumeinia”, horrível : P).

Anthology é interessante porque não é só entrevistas e história. Intercalam-se clipes e apresentações que o deixam mais leve e um deleite para os fãs. Uma das apresentações incluidas é no Ed Sullivan, um dos programas de maior audiência nos EUA (e que no mesmo teatro que era filmado, hoje em dia é produzido e o programa do David Letterman), no auge da beatlemania.

Como fã recente, descobri várias coisas interessantes como o fato de, devido a gritaria incessante dos fãs, os Beatles não conseguirem se escutar nos shows. Na época não havia a tecnologia necessária para isso, e eles tinham que ficar tocando como robôs, sem poder escutar e experimentar (os White Stripes, segundo me contaram, fazem sempre algo novo em todas as suas apresentações, coisa que os Beatles não podiam se dar o luxo), portanto não podiam evoluir no palco, apenas em estúdio.

O inicio da banda é muito bem detalhado e retratado nos dvds. Como sou bastante fã dessa fase inicial de “silly love songs”, amei. Minha crítica é em relação as últimas partes. Depois do Sargent Peppers, o anthology passa correndo, fast forward total. Mostram o Magical Mystery Tour bastantinho até, depois voam com o Yellow Submarine, falam pouquinho do White Album, pouquinho do Let it be, pouquíssimo do Abbey Road e acaba, super drasticamente. Me pareceu que os Beatles não queriam falar muito dos problemas do final, de como a banda acabou, ou criticar muito a Yoko Ono (talvez porque ela que cedeu os direitos do John Lennon), enfim, não queriam ficar cutucando feridas mal cicatrizadas. E assim, pouco se falou do final. Basicamente o fim do anthology são os clipes e (bem poucas) lamentações e explicações sobre o término da banda.

Mas claro, mesmo com a correria toda, o finalzinho do Anthology tem revelações bastante interessantes. Por exemplo, George Martin, o produtor de todos os discos, não gosta muito do White Album. Acha que seria um ótimo cd se não fosse duplo e as canções fossem mais criteriosamente escolhidas. Concordo. Desses albuns do final da carreira dos Beatles ( ou seja, pós Sargent Peppers), o meu favorito ficou sendo o Magical Mistery Tour. Tem Strawberry Fields Forever, Fool on the hill, All you need is love, Hello Goodbye, albúm excelente. White album não gostei e acho que não gostarei nunca.

Mas mesmo com os contras, o preço meio alto, e a falta de algum encarte bonito junto com os dvds, vale muito a pena. Terminei de ver e já sinto vontade de assistir de novo. Definitivamente não é o tipo de documentário que você assiste uma vez e deixa depois pegando pó na estante.





6 Comments

  • [...] bitpop put an intriguing blog post on Beatles Anthology: a história da maior banda de todos os tempos. Opinião, crítica e análise. [...]

  • Eu nem conto o “Magical Mystery Tour”, porque ele é uma coletânea de singles dos Beatles. Não sei se você leu o livro que o George Martin escreveu sobre a produção de “Sgt. Peppers”, no qual ele conta que tanto “Strawberry Fields Forever” quanto “Penny Lane” deveriam feito parte desse álbum, e só não foram incluídas no “Sgt. Peppers”, apesar de terem sido gravadas junto com as outras faixas do álbum, porque haviam sido lançadas anteriormente no formato de single, e naquela época discos não incluíam nenhuma música que já tinha sido disponibilizada comercialmente em compactos.

  • O Inagaki no meu humilde blog, que honra !

    Bom, quanto ao comentário, tá explicado porque eu gostei do magical mistery tour então, tenho tendência de gostar de singles.

    Por sinal, eu acho o máximo isso nos Beatles: terem a audácia de não incluir os singles, que é o que mais faz vender um disco. E mesmo assim os discos serem ótimos.

    Não li esse livro não, sou fã nova. Mas me interessei, vou tentar correr atrás. Mas igual, acho que no Anthology isso é falado também. Tenho que assisti-lo de novo, são muitos detalhes.

  • Olá, cara blogueira!
    Mesmo jovem, sou fã de Beatles já há bastante tempo, desde meus 12 anos, pelo menos. No começo, tinha pouco acesso aos discos - era a época em que os CDs começavam a se popularizar, e eles eram um pouco caros. Hoje, em poucas horas, com uma conexão razoável, tem como baixar toda a discografia rapidinho.
    Enfim, então começava o trabalho de garimpagem, e aos poucos fui ouvindo mais e mais músicas diferentes dos Beatles. Tinha um amigo meu com vários CDs em casa, alguns LPs também, e lá ia eu na casa dele com uma fitinha K7 pra gravar umas músicas.
    Lembro-me que eu, meio “newba” em Beatles, perguntava pro meu colega: “po, tem alguma música que o Ringo faz backvocal? grava ai pra mim”, e lá ia a gravação de Dear Prudence, em que o Ringo fica de fundo cantando “look around around around…”. Ou então, gravava aquela sinistrona do Harrison com umas bateras loucas na introdução com um riffzinho da hora (I Want to Tell You), aquela meio pesada que no começo me pareceu feia e barulhente, mas que era diferente pra Beatles e bem doidona (Helter Skelter) e assim ia dando meus passos pela beatlemania.
    Bons tempos, voltava todo contente com minha fita, cheia dessas seleções malucas. Não tinha muita noção de álbuns, gravava essas fitas, só aos poucos comecei a me dar conta quando passei a comprar os CDs. No começo, gostava muito do Sgt. Pepper’s. Ouvia umas 5 vezes por dia. Depois, foi a época do Abbey Road. Depois Revolver. White Album. Cada fase da minha vida, era um álbum diferente preferido, preferência que durava e ainda dura alguns meses . Agora estou meio que numa fase Paul solo, e em preferência pelo White Album dos Beatles.
    Aliás, fica aqui meu conselho, aceite o White Album. Se você ver no Anthology, George Martin fala que o White tem muita informação. Ringo e George Harrison fazem coro ao produtor dos Beatles. Lennon não sei se fala algo, daí chega o Paul e solta “ficam criticando o White Album, eu acho ele fantástico”. Paul fala mais e emenda com a memorável frase “it’s the bloody Beatles’ White Album, shut up!”.
    No comecinho, achei o White Album meio estranhão, depois vi o que era estranho, é porque ali não são bem os Beatles hit makers. Falta um pouco a pegada pop, o refrão marcante. Mas se você entendê-lo como uma obra de uma banda múltipla, uma banda que é como uma explosão de cores diversas explodindo e misturando tudo e ficando branco, vai ver que só os Beatles para terem num mesmo disco Blackbird, Dear Prudence, Yer Blues, Mother Nature’s Son, Helter Skelter, enfim, nem se fossem umas 14 bandas dariam conta de tantos estilos e tantas boas composições.
    É isso aí, os Beatles são foda. Se quiser trocar umas idéias, e-mail aí.
    Flw.

  • [...] Por isso mesmo, vou comentar a indumentária do quarteto de Liverpool ao longo dos anos. Tudo baseado no documentário Anthology. [...]

  • [...] Nesse filme, o Jim Sturgess faz um sotaque de Liverpool muito igual. Não que eu seja especialista em sotaques, mas é que ficou igualzinha a voz do John Lennon nos DVDs Anthology. [...]

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