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Monday, November 10th, 2008

Grande Vaca Bit #06

Seguindo as sugestões, um podcast sobre blogs. Mais especificamente sobre o ranking do 50 piores blogs do Brasil publicado no Fim da várzea, com o idealizador da lista, J.Noronha como convidado especial

Baixe aqui o mp3. Caso deseje assinar o feed do iTunes, aqui tá o link.

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Blog do podcast: www.grandevacabit.com

Sunday, November 9th, 2008

Top 7 anisongs (shoujo)

O último podcast do animecast, o melhor podcast de anime de todos os tempos foi sobre as top 5 melhores músicas de anime de cada integrante, então resolvi escolher as minhas. Como eles não escolheram NENHUM shoujo, decidi que todas as minhas seriam. E também decidi que seriam 7 músicas porque 5 é muito pouco : )

Karekano - Tenshi no Yubikiri

É o melhor shoujo anime de todos os tempos e ainda tem uma música de abertura muito bonita.

Fruits Basket - Opening

Anime que me enganou pela abertura. Tão bonita que fez eu correr atrás dele. Pena que é um saquinho. Cantada pela Ritsuko Okazaki.

Visions of Escaflowne - Opening

O pouco que eu vi desse anime, eu não gostei. Chato, e com um character design horrível que deixa todos os personagens narigudos. Mas a música de abertura da Maaya Sakamoto (mesma de Platina de Cardcaptor Sakura) é muito linda. Se você já leu a tradução da letra da música, vai ver que é uma bela declaração de amor.

Sailor Moon - Moon Revenge

Qualquer top 5 músicas shoujo de anime TEM que ter Sailor Moon. O anime é clássico, as músicas maravilhosas. A abertura dele, Moonlight Densentsu (Lenda da luz da lua), além de linda, é conhecida por todo otaku que se preze. Mas pra não ficar na mesmice, escolhi Moon Revenge, tema do finalzinho do filme Sailor Moon R. Podia ter escolhido qualquer outra como Nagareboshi he (dos Threelights) ou Heart Moving, porque a trilha sonora é toda boa.

Corrector Yui - Tori ni Naru Toki (opening)

Já tinha entrado no top aberturas dubladas. Anime ruim com abertura ótima. O título da música significa Quando eu me tornar um passáro (traduzi sozinha, palmas pra mim : P) É, nunca julguem um livro pela sua capa, nem um anime pela sua abertura.

Guerreiras Mágicas de Rayearth - Hikari to kage wo dakishimeta mama (terceira abertura)

Eu escolhi essa música, mas na realidade poderia ser praticamente qualquer outra desse anime já que ele tem uma trilha sonora impecável. Além de um traço maravilhoso bem shoujo dos bons tempos do CLAMP.

Cardcaptor Sakura - Ki ni naru aitsu

Outra obra do Clamp entupida de músicas boas. Claro que eu podia botar Catch you Catch me, ou ainda a fantástica Platina, Hitorijime, ou ainda Issho ni uta, aquela bela canção da Tomoyo, mas preferi ficar com Ki ni naru aitsu que é tocada num dos momentos chaves do seriado, quando Shoran já não consegue mais esconder direito seus sentimentos pela Sakura.

Thursday, November 6th, 2008

Existe o verdadeiro altruísmo?

No episódio The one where Phoebe hates PBS do seriado Friends, Joey vai trabalhar voluntariamente numa espécie de Criança Esperança dos EUA só pra aparecer na TV. Nisso, ocorre uma discussão com a Phoebe, no qual ele diz que não existe ação realmente altruísta, já que as pessoas na visão dele, só fazem boas ações para se sentirem bem. Ou seja, mesmo as ações altruístas na verdade são egoístas. A Phoebe então passa o episódio inteiro tentando achar um contra-exemplo.

Segundo Antônio Damásio, autor do célebre livro sobre psicologia O erro de Descartes, altruísmo verdadeiro de fato não existe. Segue uma passagem do livro.

… comportamentos altruístas beneficiam quem os pratica num outro aspecto que assume relevância aqui: permitem evitar a dor e o sofrimento futuros que seriam provocados pela vergonha de não agir com altruismo. Não é só a idéia de arriscar a vida para salvar um filho que nos faz sentir bem; mas a idéia de não o salvar e de perde-lo faz que nos sintamos muito pior do que com o risco imediato.

Eu como otimista que acredita no lado bom do ser humano, acho que sim, existe altruísmo verdadeiro. Como então Joey e Damásio explicariam o comportamento de algumas espécies de animais que se sacrificam pelos filhos ? No caso dos animais, não existe nenhuma sociedade para te culpar, e mesmo assim alguns bichinhos vão lá e se sacrificam pelo seu filhotinho, ou mesmo por outros animais. Isso é a prova de que o altruísmo é intrínseco e pode sim existir sem esperar nada em troca.

Pra finalizar o post, fiquem com 2 diálogos desse memorável episódio da quinta temporada de Friends:

Rachel: Talvez Joey esteja certo. Talvez todas as boas ações sejam egoístas.
Phoebe: Eu vou achar um boa ação altruísta. Porque eu acabei de parir três crianças e não vou deixar eles crescerem num mundo onde Joey está certo.

Phoebe: [ao telefone] Eu encontrei uma ação altruísta. Fui passear no parque e deixei uma abelha me picar.
Joey Tribbiani: Como isso pode ser uma boa ação?
Phoebe: Isso faz a abelha se sentir poderosa na frente dos seus amigos abelha. A abelha está feliz e eu definitivamente não.
Joey Tribbiani: Uh, Pheebs, você sabe que a abelha provavelmente morreu depois de te picar né?
Phoebe: Droga !!!

Wednesday, November 5th, 2008

A história do seriado Chaves

Post em homenagem ao R_the_alien, que adora Chaves e Chapolin.

Aproveitando os podcasts sobre Chaves e Chapolin, finalmente li um livro que ganhei na minha formatura, Chaves de um Sucesso, de Pablo Kaschnner, altamente recomendado para fãs. O livro foi feito baseado na monografia de final de curso do autor, que foi obviamente sobre Chespirito (apelido de Bolanos, criador e ator de Chaves) e seus dois seriados de maior sucesso.


Isso isso isso

Uma das partes mais interessantes é a história do seriado Chaves contada no livro. Inicialmente, existia um quadro de poucos minutos no programa do Chespirito de uma criança pobrinha sem nome. Como esse quadro fez muito sucesso, em 1971 esse quadro ganhou nome, Chaves, e virou seriado. Inicialmente, era composto apenas pelo Chaves e Seu Madruga, os outros personagens foram acrescentados aos poucos. Em 72 finalmente temos a trupe completa e os personagens finalmente assumem as características marcantes que conhecemos hoje (antes, por exemplo, Seu Barriga ainda não era o dono da vila, só um cobrador de aluguel, seu madruga não usava sempre a camiseta preta, e Dona Florinda não usava os bóbis sempre). Um episódio desse período inicial que passou no Brasil é Seu Madruga Leiteiro (episódio raro não mais exibido pelo SBT). Dá pra notar que os atores estão bem jovens.

Em 1974, a atriz que interpretava Chiquinha decidiu sair para gravar um programa de variedades. Por isso Bolanos criou dois personagens para preencher o buraco: Pópis e Nhonho. Nesse período, as crianças começam a frequentar a escola, e Girafales ganhou destaque consequentente.

Em 1975, Chiquinha volta, já que seu programa não fez sucesso. O sucesso é tanto, que em 1978, os atores já são celebridades, e graças aos investimentos maiores, começam os episódios musicais e os célebres episódios de Acapulco (que o ator de seu Barriga confirma numa entrevista do livro que o episódio foi patrocinado pelo Hotel, e que era um alvoroço de fãs durante as gravações). Nesse ano também acontece o especial de Natal na casa do seu Barriga.

Infelizemente, no inicio de 79, é a vez de Quico decidir sair. Logo após, é o seu Madruga que sai. Por causa disso, em 1980, Chaves volta a ser um quadro do programa Chespirito. Para dar ânimo ao seriado, Bolanos cria um novo cenário: o restaurante da Dona Florinda. Notem que seu Madruga e Quico de fato não aparecem nesses episódios. O carteiro Jaiminho e Dona Neves são os personagens criados nessa fase do programa.

Em 1981 seu Madruga volta, e novos episódios são gravados até 1983, quando o seriado finalmente termina, sem episódio final.


Turma do Chaves

Em 1988, Seu Madruga morre, e Quico já não se dava bem com Bolanos. Mesmo assim, o seriado voltou a ser gravado. Basicamente, eram episódios na escola sem a presença de Quico, e alguns remakes com o Nhonho no lugar do Quico e Jaminho no lugar de Madruga. Entetanto, é nítido que com o envelhecimento, os atores perderam um pouco o ritmo. Essa fase pode ser acompanhada no programa Clube do Chaves que passou no SBT alguns anos atrás, infelizente, com aquela dublagem nova que os fãs não gostaram. Essa segunda fase durou (no México) até 1992, quando a morte de Jaiminho e de Dona Clotilde sepultaram o seriado. Em 1995 é a vez do programa Chespirito chegar ao fim.

Atualmente, o programa é transmitido em quase toda a América Latina, mesmo anos após o fim do seriado, comprovando que o humor usado em Chaves/Chapolin nunca fica datado, é atemporal.

Tuesday, November 4th, 2008

Grande Vaca Bit #5

Depois do sucesso do podcast falando de Chaves, nada mais natural do que falar de Chapolin no seguinte. Três especialistas falando sobre o tema, não percam.

Lembrando que estamos abertos a sugestôes de temas para as próximas edições.

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Saturday, November 1st, 2008

Eu não gosto de musicais

Existem alguns gêneros de filmes que é quase impossível eu gostar. Faroeste é um deles. Embora existam vários clássicos nesse gênero, sempre presentes em listas de melhores filmes, como por exemplo os do Clint Eastwood, não adianta, eu acho um saco. O único que conseguiu ser meio de faroeste eu ainda gostar foi De volta para o futuro 3. Mas era De volta para o futuro né, não tinha como não gostar.


Único faroeste bom do universo

Outro gênero que eu não consigo gostar muito é musicais. Mesmo os clássicos dos clássicos, tipo Cantando na Chuva,são pra mim, no máximo legalzinhos ou simpáticos. Até Mouling Rouge que é super elogiado, pra mim é sonolento, nem Nicole Kidman conseguiu salvar. O único que eu realmente gosto é O mágico de Oz.


Não gosto

Mesmo assim, acabei deixando esse preconceito de lado e assistindo a vários músicais nesse último mês. O primeiro que eu vi foi Mamma Mia! O filme era todo composto de músicas do Abba, uma banda que tem umas músicas muito animadinhas (exceto The winner takes it all, mas é ótima também). Então, mesmo que o filme fosse ruim, teria as músicas pra salvar. Além disso, tinha a Meryl Streep e o Colin Firth, que eu adoro.

O que deu pra perceber é que o roteiro do filme foi escrito baseado nas letras do filme do Abba (jura?). Tá, o que eu quero dizer, é que não foram as músicas que se encaixaram ao roteiro, foi o contrário. O que acabou acontecendo, é que muitas vezes ficou super forçado. Na parte do Winner takes it all por exemplo, o Pierce Brosnam ficou um tempão com uma cara de paisagem nada a ver olhando a Meryl cantar. Tirando também algumas outras partes constangedoras, tipo os caras bonitões com aquelas roupas espalhafatosas. Mas o filme é até divertidinho pelo menos.

Outro musical que eu assisti e fazia tempo que queria ver foi Across the Universe, que é composto por músicas dos Beatles. As músicas realmente ficaram muito bem cantadas, e a fotografia do filme é belissíma. Mas, infelizemente, esse filme tem o mesmo defeito de Mamma Mia: o roteirista nem tentou disfarçar que o roteiro foi escrito SÓ para encaixar as músicas. Muito artificial.

Eu acho que esse é o grande defeito do gênero: investem em músicas boas e visual lindo, e esquecem de contar uma história que preste.


A fotografia do filme como um todo é linda

Nesse filme, o Jim Sturgess faz um sotaque de Liverpool muito igual. Não que eu seja especialista em sotaques, mas é que ficou igualzinha a voz do John Lennon nos DVDs Anthology.

O último musical que eu vi foi Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da rua Fleet. Esse eu peguei só porque era do Tim Burton e portanto o visual obrigatoriamente seria lindo. E é mesmo. Só que para minha surpresa, dessa vez, as músicas se encaixam com o roteiro, que ainda por cima é bem bom. Mas claro que sendo um musical algum problema teria: dessa vez as músicas são chata, chatas, chatas, chatas. Teve momentos que eu coloquei em fast foward de tão CHATAS.


Babe com os cenários, maquiagem, figurino e durma durante as músicas

Não adianta, musical não presta.