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Wednesday, November 5th, 2008

A história do seriado Chaves

Post em homenagem ao R_the_alien, que adora Chaves e Chapolin.

Aproveitando os podcasts sobre Chaves e Chapolin, finalmente li um livro que ganhei na minha formatura, Chaves de um Sucesso, de Pablo Kaschnner, altamente recomendado para fãs. O livro foi feito baseado na monografia de final de curso do autor, que foi obviamente sobre Chespirito (apelido de Bolanos, criador e ator de Chaves) e seus dois seriados de maior sucesso.


Isso isso isso

Uma das partes mais interessantes é a história do seriado Chaves contada no livro. Inicialmente, existia um quadro de poucos minutos no programa do Chespirito de uma criança pobrinha sem nome. Como esse quadro fez muito sucesso, em 1971 esse quadro ganhou nome, Chaves, e virou seriado. Inicialmente, era composto apenas pelo Chaves e Seu Madruga, os outros personagens foram acrescentados aos poucos. Em 72 finalmente temos a trupe completa e os personagens finalmente assumem as características marcantes que conhecemos hoje (antes, por exemplo, Seu Barriga ainda não era o dono da vila, só um cobrador de aluguel, seu madruga não usava sempre a camiseta preta, e Dona Florinda não usava os bóbis sempre). Um episódio desse período inicial que passou no Brasil é Seu Madruga Leiteiro (episódio raro não mais exibido pelo SBT). Dá pra notar que os atores estão bem jovens.

Em 1974, a atriz que interpretava Chiquinha decidiu sair para gravar um programa de variedades. Por isso Bolanos criou dois personagens para preencher o buraco: Pópis e Nhonho. Nesse período, as crianças começam a frequentar a escola, e Girafales ganhou destaque consequentente.

Em 1975, Chiquinha volta, já que seu programa não fez sucesso. O sucesso é tanto, que em 1978, os atores já são celebridades, e graças aos investimentos maiores, começam os episódios musicais e os célebres episódios de Acapulco (que o ator de seu Barriga confirma numa entrevista do livro que o episódio foi patrocinado pelo Hotel, e que era um alvoroço de fãs durante as gravações). Nesse ano também acontece o especial de Natal na casa do seu Barriga.

Infelizemente, no inicio de 79, é a vez de Quico decidir sair. Logo após, é o seu Madruga que sai. Por causa disso, em 1980, Chaves volta a ser um quadro do programa Chespirito. Para dar ânimo ao seriado, Bolanos cria um novo cenário: o restaurante da Dona Florinda. Notem que seu Madruga e Quico de fato não aparecem nesses episódios. O carteiro Jaiminho e Dona Neves são os personagens criados nessa fase do programa.

Em 1981 seu Madruga volta, e novos episódios são gravados até 1983, quando o seriado finalmente termina, sem episódio final.


Turma do Chaves

Em 1988, Seu Madruga morre, e Quico já não se dava bem com Bolanos. Mesmo assim, o seriado voltou a ser gravado. Basicamente, eram episódios na escola sem a presença de Quico, e alguns remakes com o Nhonho no lugar do Quico e Jaminho no lugar de Madruga. Entetanto, é nítido que com o envelhecimento, os atores perderam um pouco o ritmo. Essa fase pode ser acompanhada no programa Clube do Chaves que passou no SBT alguns anos atrás, infelizente, com aquela dublagem nova que os fãs não gostaram. Essa segunda fase durou (no México) até 1992, quando a morte de Jaiminho e de Dona Clotilde sepultaram o seriado. Em 1995 é a vez do programa Chespirito chegar ao fim.

Atualmente, o programa é transmitido em quase toda a América Latina, mesmo anos após o fim do seriado, comprovando que o humor usado em Chaves/Chapolin nunca fica datado, é atemporal.

Saturday, November 1st, 2008

Eu não gosto de musicais

Existem alguns gêneros de filmes que é quase impossível eu gostar. Faroeste é um deles. Embora existam vários clássicos nesse gênero, sempre presentes em listas de melhores filmes, como por exemplo os do Clint Eastwood, não adianta, eu acho um saco. O único que conseguiu ser meio de faroeste eu ainda gostar foi De volta para o futuro 3. Mas era De volta para o futuro né, não tinha como não gostar.


Único faroeste bom do universo

Outro gênero que eu não consigo gostar muito é musicais. Mesmo os clássicos dos clássicos, tipo Cantando na Chuva,são pra mim, no máximo legalzinhos ou simpáticos. Até Mouling Rouge que é super elogiado, pra mim é sonolento, nem Nicole Kidman conseguiu salvar. O único que eu realmente gosto é O mágico de Oz.


Não gosto

Mesmo assim, acabei deixando esse preconceito de lado e assistindo a vários músicais nesse último mês. O primeiro que eu vi foi Mamma Mia! O filme era todo composto de músicas do Abba, uma banda que tem umas músicas muito animadinhas (exceto The winner takes it all, mas é ótima também). Então, mesmo que o filme fosse ruim, teria as músicas pra salvar. Além disso, tinha a Meryl Streep e o Colin Firth, que eu adoro.

O que deu pra perceber é que o roteiro do filme foi escrito baseado nas letras do filme do Abba (jura?). Tá, o que eu quero dizer, é que não foram as músicas que se encaixaram ao roteiro, foi o contrário. O que acabou acontecendo, é que muitas vezes ficou super forçado. Na parte do Winner takes it all por exemplo, o Pierce Brosnam ficou um tempão com uma cara de paisagem nada a ver olhando a Meryl cantar. Tirando também algumas outras partes constangedoras, tipo os caras bonitões com aquelas roupas espalhafatosas. Mas o filme é até divertidinho pelo menos.

Outro musical que eu assisti e fazia tempo que queria ver foi Across the Universe, que é composto por músicas dos Beatles. As músicas realmente ficaram muito bem cantadas, e a fotografia do filme é belissíma. Mas, infelizemente, esse filme tem o mesmo defeito de Mamma Mia: o roteirista nem tentou disfarçar que o roteiro foi escrito SÓ para encaixar as músicas. Muito artificial.

Eu acho que esse é o grande defeito do gênero: investem em músicas boas e visual lindo, e esquecem de contar uma história que preste.


A fotografia do filme como um todo é linda

Nesse filme, o Jim Sturgess faz um sotaque de Liverpool muito igual. Não que eu seja especialista em sotaques, mas é que ficou igualzinha a voz do John Lennon nos DVDs Anthology.

O último musical que eu vi foi Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da rua Fleet. Esse eu peguei só porque era do Tim Burton e portanto o visual obrigatoriamente seria lindo. E é mesmo. Só que para minha surpresa, dessa vez, as músicas se encaixam com o roteiro, que ainda por cima é bem bom. Mas claro que sendo um musical algum problema teria: dessa vez as músicas são chata, chatas, chatas, chatas. Teve momentos que eu coloquei em fast foward de tão CHATAS.


Babe com os cenários, maquiagem, figurino e durma durante as músicas

Não adianta, musical não presta.