Sunday, November 30th, 2008
Corra Lola, corra (e porque existe oscar de montagem)
Corra Lola, Corra ! é um frenético filme alemão de 1998 que conta a história de Lola, uma ruivissíma moça alemã interpretada pela atriz Franka Potente. Sobrenome esse que condiz com a personagem, que corre furiosamente o filme inteiro, já que ela tem só 20 minutos para encontrar 100 mil marcos, quantia que eu não sei quanto é, mas deve ser um monte, tudo para livrar o namorado de uma encrenca que pode custar a vida dele.

Fast
Mas a história do filme é o de menos. O interessante é a montagem dele. Se você não sabe o que é montagem de um filme, e o quanto isso pode influenciar, assista este, que é cheio de cortes, e depois, pra ficar bem discrepante, assista algo oposto, como Festim diabólico (Rope), de Hitchcock, que deve ter uns três cortes de cena no máximo. Fica claro como a montagem pode influenciar num filme. Quem já editou algum filmezinho caseiro, sabe que editar, apesar de parecer ridiculamente simples, não é nada fácil. Achar o momento exato de cortar, trocar a cena, sem parecer artificial é uma arte. Tanto é que existem inclusive várias maneiras e “regras” de editar (montage sequence, métodos de montagem de Eisenstein ). E é justamente por isso que existe um Oscar só para a montagem.
Mas voltando a Corra Lola, Corra, além da ótima edição (por exemplo, nas partes onde o passado de cada personagem é mostrado em várias cenas rápidas, imitando fotos) o filme também conta com algumas partes feitas em desenho animado (tipo Kill Bill 1 mas não no estilo anime) muito legais, além de uma trilha sonora eletrônica que combina muito bem com o clima da obra.
A partir daqui spoilers —> No filme, o mesmo acontecimento é narrado três vezes seguidas, mas com pequenas alterações. A idéia é mostrar que pequenas mudanças nos acontecimentos, podem levar a finais bem distintos (na primeira vez o final é bem trágico, com a morte de Lola, na terceira é o final perfeito, onde eles pagam a dívida e ainda tem 100 mil extras ganhos por Lola no cassino), tal como foi abordado de forma um pouco diferente mais tarde no filme Efeito Borboleta, O bater de asas de uma borboleta pode desencadear num tufão em algum outro lugar. A mensagem passada, na minha opinião, é que as consequências de cada pequeno ato são imprevisíveis, e não há muito o que fazer a esse respeito, a não ser claro, fazer o que parece certo na hora

Parte em desenho animado




























