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Wednesday, January 16th, 2008

O chamado – Terror surrealista

Ontem passou na Globo o filme O chamado (e eu não assisti dessa vez porque não consigo assistir a esse filme sozinha : P) e me deu vontade de falar sobre ele.

Na minha opinião, é um dos melhores filmes de terror de todos os tempos, senão o melhor. Para início de conversa, ele trata do assunto mais assustador que pode haver em filmes feitos para dar medo: espíritos. Filmes como Pânico, Jogos mortais, etc, podem até ser assustadores, bons, mas não me assustam tanto simplesmente porque o inimigo é humano. Compre uma arma e você está protegido. Contra os espíritos dos filmes, não há o que fazer. Você morre e ponto final : P

Sem dúvida, os melhores suspenses e filmes de terror são com espíritos: Sexto sentido, O iluminado, Os outros, etc. Existem exceções, mas são realmente bem poucas.

Mas claro, ter espíritos na trama não basta. Tampouco ser de origem japonesa. Um caso clássico é o filme O grito, com Sarah Michelle Gellar. Apesar de algumas cenas bastante legais (como a da criancinha aparecendo em vários andares quando um dos personagens desce de elevador), o filme não passa de uma sucessão de sustinhos gratuitos.

Mas então, se não é a temática, nem a origem, o que afinal faz o filme O chamado tão bom (e terrivelmente assustador) ? Certamente é a forma com a trama é conduzida. Notem o estilo hitchcockiano da trama: no início do filme somos apresentados a lenda da fita, uma morte horrível acontece, morte essa no qual vemos apenas o resultado final horrível, e não ela acontecendo, o que nos deixa tensos, curiosos, amendrontados, querendo saber como aquilo poder ter sido causado. Depois o filme se transforma numa investigação. E ainda por cima com contagem regressiva: a bela personagem de Naomi Watts só tem 7 dias para desvendar o mistério e achar uma solução. A medida que passa o tempo no filme (e por tabela o tempo da Naomi Watts vai se esgotando), o suspense vai aumenta, gradualmente, sem sustinhos, apenas tensão crescente.

Mas existe outra coisa que me agrada muito nesse filme e que o diferencia dos demais: as cenas surrealistas. Na fita que os personagens assistem durante o filme, aparecem diversas cenas desconexas entre si, de imagens aparentemente simples, mas estranhas, desconfortáveis como a longa escada caindo sozinha, a cadeira girando, a moça de cabelos negros se jogando num precipício, etc. As imagens dessa fita me lembram um pouco o clima do clássico filme da década de 20 Um cão andaluz de Luis Buñuel e Salvador Dali (sim, porque além de pintar relógios molengas e elefantes com pernas de saracura, ele também fazia filmes). Pra quem não conhece, é um curta metragem mudo, no qual existem algumas cenas que lembram bastante o videozinho do filme O chamado como um olho sendo cortado por uma navalha, formigas saindo pela ferida de uma mão, etc.

olho e navalha
A clássica cena do olho e da navalha, bem no início de Um cão andaluz

Além de tudo isso, temos a assustadora Sadako (no filme original japonês, a Samara se chama Sadako e prefiro esse nome). Ela se arrastando toda torta e zenga me causa calafrios sempre que penso. Por sinal, tenho uma amiga que imita ela quase direitinho : P

mão com insetos do filme um cão andaluz
As cenas das formigas

Uma pena que a continuação do filme, O chamado 2, tenha ficado tão podre, tosca e ridícula.

Monday, January 14th, 2008

O iPod touch é incrível !

Quando o iPod começou a popularizar, achava um absurdo paga MUITO mais caro por um tocador de mp3 só porque ele é mais bonitinho. Isso até o meu namorado comprar um e eu ver como era de perto: apesar dos contras como a necessidade de usar software proprietário da Apple, o iPod é realmente muito melhor do que qualquer outro player, e não era apenas um tocador com design legal.

Depois de usar um iPod, você simplesmente não consegue usar outros players sem achar uma pilha de defeitos do tipo: a clickwheel faz falta, como esse negócio é lento, que telas feias, que tela pequena, etc. Logicamente, tive que comprar o meu, branquinho de 30 GB.

Mas ai lançaram iPhone. E todo um blá blá blá em cima. Novamente achei outra bobagem. Achei uma besteira tanta falação em cima de um negócio que não tem nada de revolucionário, apenas agregou um monte de coisa que já existia num aparelho só. Nem mesmo o Steve Jobs fazendo maravilhas com ele na apresentação do produto tinha me empolgado.

Bom, não tive exatamente a chance de mexer num iPhone, mas tive a de mexer num iPod Touch, que um colega do meu trabalho comprou. Pra quem não sabe ele é exatamente igual ao iPhone, exceto pelo fato de não fazer o principal: as ligações.

Ao contrário de minhas expectativas, fiquei encantada. A tela sensível ao toque funciona magicamente bem. É pequenininho e cheio de features, praticamente um palmtop com muito mais estilo.

ipod touch

Mesmo assim não pretendo compra-lo, meu iPod classic atende a todas as minhas necessidades, mas pelo menos agora entendo todo esse auê ao redor do iPhone/iPod Touch: O negócio ao vivo impressiona mesmo.

Sunday, January 13th, 2008

Zettai Kareshi, da mestra Yuu Watase

O que me incomoda em colecionar mangás é que em geral, as séries são longas. Não é raro termos séries com 20 mangás. Meu problema nem é a gastação, mas sim o fato de eu não ter lugar para guardar. Eu não tenho mais espaço na minha casa. Infelizmente não tenho espaço para por uma linda estante cheia de mangás no meu quarto. Comprar e doar, ou jogar fora é inaceitável para mim, afinal, tenho sangue de colecionadora.

Essa introdução serve para dizer que ultimamente, tenho a tendência de simpatizar com mangás curtos. Só compro mangás longos quando existe algum motivo muito forte.

Pois então, fiquei sabendo que a Conrad começou a publicar Zettai Kareshi – O namorado perfeito. Mangá de apenas 6 edições de 200 páginas. Seriezinha bem shoujo, que como não tem versão em anime, era conhecida apenas pelos otakus muito antenados, apesar de ser obra da super autora Yuu Watase, criadora de sucessos como Fushigi Yuugi (já publicado pela Conrad aqui no Brasil) e Ayashi no ceres, era, definitivamente, uma aposta da Conrad.

capa de zettai kareshi edicao 01 conrad
A capa da primeira edição nacional

Mesmo sendo curtinho, de uma autora conhecida e bem shoujo do jeito que eu gosto, o mangá não tinha me chamado a atenção. Isso até eu ler uma excelente matéria da Valéria na revista especializada Neo Tokyo. Matéria que não endeusava artificialmente o seriado. Deixava bem claro seus defeitos e suas qualidades. Mostrava exatamente o que esperar dele. Sendo assim, no AnimaWeekend, além de completar minha coleção de Chobits, decidi comprar e ver qual é de Zettai Kareshi.

O que dizer? Traço belissímo, bem do jeito que eu gosto, ou seja, limpo (apesar do bastante uso de retículas), mas com cabelos e olhos bem detalhados e bonitos. Virei fã da Watase (ainda não conhecia direito seus trabalhos anteriores). Diria que a história é uma mistura de Video Girl Ai com Peach Girl. Riiko é uma adolescente japonesa que só leva foras. Depois de mais um, ela acidentalmente compra um robô em formato de homem que foi feito para ser o namorado perfeito. Ela começa a manter um relacionamento com ele, mas nisso seu melhor amigo de infância se declara, e ela deve decidir com quem ficar. Muitas situações ocorrem. Por exemplo, Night, o nome do tal robô, é configurado para gostar da guria que beijar ele. Obviamente outra guria beija ele, roubando-o de Riiko, forçando ela a roubar um beijo dele a qualquer custo, entre outras situações. O único porém ficar por conta do comportamente da Riiko, que às vezes é bastante irritante, mas mesmo assim isso não chega a comprometer a história.

Sendo só 6 edições, não somos obrigados a suportar um monte de enrolação. A história flui muito bem. Bobinho mas bastante bem feito e engraçado. Algumas piadas e situações são antológicas. Para os fãs de shoujo mangá, simplesmente imperdível.

Saturday, January 12th, 2008

A praia, o parque de Imbé, e como Tramandai decaiu

Depois de muitos anos sem ir para Tramandai, eis que esse ano eu volto.

Nós últimos 3 anos estava veraneando sempre em Capão da Canoa (por veraneando entendam passando uma semana durante o verão). Ano passado sequer fui para a praia. A primeira coisa que notei depois desse afastamento é como Tramandai decaiu.

De maior e mais agitada praia do Rio Grande do Sul (não que isso seja grande coisa), também conhecida como a capital das praias, virou uma praia bem mais paradinha. Até Capão da Canoa está melhor (e suponho que Torres e Atlântida estejam melhores ainda). Isso sem contar os crepes. Pra quem não sabe, um dos grandes prazeres de uma saidinha ao centro das praias daqui é comer um crepe, são dezenas de barraquinhas com dezenas de sabores. O crepe aqui de Tramandai não chega aos pés do de Capão. Não sei bem dizer o porque, mas acho que a massa é pior e é bem menos recheado.

Mas esse post serve para comentar de minha ida ao tradicional parque que fica em Imbé, o parque Tupy. Sim, aquele parque que fica perto do supermercado Nacional, e também da ponte de Imbé. Bom, não quero soar cheia ou de nariz empinado, mas pra quem já foi pra Disney ou no Beto Carrero aquele parque é péssimo. Vou reformular minha frase: pra qualquer pessoa em sã consciência, aquele parque é péssimo : P. Mas bem, quando estamos no ócio que só a praia nos proporciona, aceitamos quase tudo, então aceito acompanhar meu irmão, sua namorada e um amigo no parque.


Isso não é Tramandai

O parque estava lotado, o que até me deixou animada, afinal nada mais deprimente do que parque vazio. Na real minha idéia era apenas dar uma olhada no clima do parque, afinal, morro de medo de parques precários. Peças rangindo não me assustavam quando criança, hoje que tenho (um pouco) mais de noção, me petrificam.

Mas bem, ao chegar no parque me deparo com um brinquedo que era uma mistura de crazy dance com samba. O nome dele era Music Express. Simpatizei na hora por 4 motivos:

1. Parecia emocionante.
2. O brinquedo não fazia loops, nem nada que pudesse me levar a morte ou perda dos movimentos em caso de mau funcionamento.
3. Nele estava tocando a música Skater Boy da Avril Lavigne, que é bastante animada.
4. O nome do brinquedo me lembrou a revista inglesa sobre rock indie New Musical Express, mais conhecida por NME.

Fui nele com minha cunhada (o meu irmão e o amigo preferiram ficar enchendo a cara). Nos divertimos bastante. Além disso pude fazer uma das coisas que mais me divertem em parques: gritar escandalosamente durante a atração pra ver a cara de susto das pessoas com medo de ir : P

Após o divertido momento no musical express, convenci todo mundo a ir no castelo do terror. Eu sabia que devia ser podre, mas eu adoro esse tipo de tosqueira. Durante a pequena espera na fila, um homem sai revoltado da atração dizendo que seu carrinho descarrilhou. Achavamos que era brincadeira, mas o cara que cuidava da atração de repente saiu de dentro do castelo com umas peças do carrinho na mão. Logo após, apenas um dos carrinhos estava em funcionamento (eram dois antes). Obviamente, me assusto e desisto da atração, optando por mais uma ida ao music express. Nem a pau que iria no Kamikaze depois de tudo isso : P

A caminho do music express, um momento nerd: de longe vejo um brinquedo que se chamava Twitter. Acho muito engraçado um brinquedo com esse nome, e até penso na possibilidade de ir nele. Estava ainda meio incrédula com o nome (daqui a pouco teremos atrações chamadas orkut), mas eu não tinha bebido, então não podia estar errada. Ao me aproximar, percebo o engano (e a possível necessidade urgente de óculos :P ): a atração se chamava twister (AKA chapéu mexicano).

Depois de tudo isso e de uma agradável noite no parque, volto para casa.