Estava eu a passear no Praia de Belas shopping. No caminho da livraria, me deparo com uma loja que eu sempre gostei, desde os tempos em que ela não era moderninha e sim até meio infantil. Estou falando da Colcci. Quem não lembra daquele bonequinho bochechudo e amarelo símbolo da marca antes de ela passar por uma grande recauchutada e mudar todo o seu estilo?
OBS: Tentei procurar uma imagem do bonequinho no Google imagens e não achei de jeito nenhum! Minha teoria da conspiração é que a Colcci queria tanto se desvincilhar da imagem de marca infantil que fez alguma coisa para apagar a imagem do bonequinho de todos os lugares do mundo : P
Depois de feita a observação, então fui dar uma conferida na loja. Outra coisa que nota-se rapidamente que mudou bastante na loja foram seus preços. Infelizmente (ou felizmente, não sei), me apaixonei por uma calça jeans que tinha na loja. Obviamente o valor era exorbitante. Mesmo assim, achei que valia a pena e me presentei (com ajuda de parte do meu salário e do cartão de crédito do meu pai … não, não sou patricinha : P).
Bom, na real o post não é sobre a Colcci. Na realidade é sobre a revistinha que ganhei depois da compra. A revista Void. A Void é dessas revistas gratuitas que são distribuidas em vários pontos da cidade. Eu já li várias dessas revistas gratuitas, e a maioria não presta, mas a Void impressionou.
Primeiro pelo seu formato peculiar, segundo pela linguagem e a presença de várias matérias bastante divertidinhas para uma revista free. Na real eu nem ia fazer esse post falando sobre a revista. Afinal, ela é legalzinha, mas não num nível que me faça querer falar dela. Entretanto, uma matéria dessa revista, escrita por Chester dos Santos, me convenceu que a revista merecia o post. A matéria em questão é da edição #33, páginas 36/37. Chama-se Mashup drinks. A matéria segue o mesmo estilo desse meu post. É uma avaliação sobre vários produtos. No caso o tipo de produto avaliado são misturas inusitadas para beber. Foram avaliados o Toddynho de napolitano, o suco vale de laranja e manga (ótimo para gripes e cãibras cocomitantes : P), a cerveja do Dado bier com mate, entre outras misturebas.
A matéria é engraçadinha, mas o que eu mais gostei foi a crítica ao Toddynho sabor napolitano. Nela o autor digressa sobre o sabor morango. Vou colocar o que ele escreveu aqui:
“Não sou degustador e nem tenho o paladar muito apurado, mas já descobri há muito tempo que morango é fruta para se comer na sua forma natural e nunca em recheio de bolachas, sorvetes, alimentos em pó … acho que nem pra aroma de camisinha serve”.
Nunca ninguém captou tão perfeitamente minha opinião sobre o morango. Como pode uma fruta ser tão saborosa in natura, e tão ruim nas suas demais formas? Porque não é um sabor coringa como o chocolate, que funciona em tudo (eu sei que chocolate não é fruta : P)? Quando me perguntam minha fruta favorita, devo responder morango, mesmo eu só gostando dele na sua forma natural? Isso não pode levar a grandes mal entendidos?
Falando em chocolate e morango, pizza sabor chocolate com morango é o sabor de pizza doce mais saboroso desde, sei lá, a criação da pizza.