May 11th, 2008

Six ou Blossom?

Estava eu comentando sobre meu post de atores gênios com meu namorado. Papo vem, papo vai, e escuta uma afirmação que num primeiro instante me surpreendeu:

marcus: Sempre achei a Six do seriado Blossom bem bonita até.
mari: Sério? Mas ela nem era tudo isso. A Blossom, por exemplo, era bem mais bonita que ela.
marcus: Nada a ver.
mari: Vamos ver umas fotos no Google pra comparar então.
marcus: Ok.

Digitamos Jenna Von Oy (o nome da atriz que interpretava a melhor amiga de Blossom), esperando que aparecessem fotos do tempo que ela estava no seriado…


As meninas e Joey Russo

… mas nós deparamos com fotos atuais, no qual ela aparece bem diferente do que ela era … e também bem mais ousada.


Eu nao esperava que a Six tirasse fotos assim : P

Bom, a Blossom podia até ser mais bonita no seriado, mas hoje em dia, parece que a Six ultrapassou ela mesmo.

De qualquer forma, só a Blossom (Mayim Bialik) tem PhD na UCLA (University of California in Los Angeles).

May 9th, 2008

Minhas gafes

Num restaurante árabe (que não era o Habib’s):

- Garçom, poderia me trazer um pastelzinho de Belém?

Daqui a pouco vou achar que quindim e dedo aberto são doces árabes também.

genio do habib's arábe lâmpada
Maldito gênio rindo da minha cara : P

May 8th, 2008

Voando de asa-delta

Quando minha viagem para o Rio de Janeiro foi marcada (fui pro rio dia 24 e voltei dia 28 de Abril desse ano), decidi na hora que aproveitaria essa chance para realizar uma das minhas grandes vontades: voar de asa-delta, não importa o quanto custasse.

Bom, a primeira coisa a fazer foi ligar para a Associação Brasileira de Vôo livre. Os caras não sabiam informar nada:

- Oi, poderia dizer quanto mais ou menos custa?
- Nos não temos essa informação, varia muito.
- E vocês poderiam me conseguir o nome de alguns instrutores autorizados aqui do RJ pra eu ligar pra eles?
- Nós não temos essa lista.

Depois dessa desanimadora ligação, na qual me fez crer que essa associação é um lixo e não serve pra nada, procurei uma agência de viagem (na realidade meu pai procurou para mim). Uma vez encontrada, finalmente tive todas as informações. Custava 250 reais. Mais absurdos 50 para fotos. Paguei apenas pelo vôo, sem fotos.

Entrei no transporte que me levaria a São Conrado, na praia do pepino, tudo já incluido no preço. Chegando lá, conheço o carinha que vai voar comigo no meu vôo duplo. Ele pede pra eu esperar um pouquinho enquanto desmontavam a asa delta dele pra poder botar ela no carro e subir a pedra bonita, morro com 500 metros de altura, lugar onde ocorrem as decolagens.

Durante essa pequena espera, percebo que meu instrutor vai para um barzinho falar com alguém. Me pergunto se ele estava indo lá para beber uma cervejinha, mas aparentemente não foi o caso. Enquanto isso assisto a alguns pousos de outras asas. E vejo a altura ao qual elas chegam. Começo a ficar um pouco receosa, mas já tinha pago e já estava ali.

Após isso, sou obrigada a assinar um documento no qual concordava em abdicar de vários direitos em caso de alguma falha. Ou seja, qualquer ferimento mortal ou não, não era responsabilidade do piloto. Isso começa a me assustar um pouco mais. Mas sigo em frente, mesmo que ainda meio impressionada.

Poucos minutos depois o instrutor me chama. Entro no carro. O instrutor no banco do motorista, eu no banco ao lado, e um terceiro homem no banco de trás. Durante a subida pelas ruelas sinuosas da pedra bonita, percebo que meu motorista não colocou o cinto de segurança, requisito básico de segurança quando se trata de dirigir carros. Será que ele esquecia os requisitos básicos quando voava de asa-delta também? Fico mais impressionada : P

Depois de uns minutos subindo e apreciando a floresta da Tijuca, percebo que o homem que estava no banco de trás não trocou nenhuma palavra tanto comigo quanto com o instrutor. Nisso, começo a me perguntar se o cara não seria uma espécie de shinigami em forma de carioca, apenas esperando para escrever nossos nomes no seu Death note, e por algum motivo, eu estava enxergando ele.

Ao chegar lá no topo, percebo que na realidade, o moço era o cara que iria depois levar o carro de volta para praia (já que o instrutor chegaria na praia via asa delta comigo).

vista
Não sou eu na foto, mas da uma idéia da altura

Uma vez no cume, evito visualizar a rampa de decolagem, já que de longe ela já parecia suficientemente assustadora. Após a montagem do equipamento, inicia o curto treinamento: o meu acompanhante de asa-delta pedia para por a mão no ombro dele e sair correndo quando ele avisasse. Eu deveria continuar correndo sempre, olhando para o horizonte, e de forma nenhuma parar ou travar quando estivesse no fim da rampa, pois isso poderia levar a algum acidente.

Coloco a roupinha especial e demais equipamentos, e pergunto para o instutor se tá tudo bem amarradinho. Ele diz que sim sem dar muita bola, afinal, todo viajante de primeira viagem deve fazer esse tipo de pergunta.

Como de praxe, parte da roupinha era um capacete. Eu sempre me pergunto qual a moral, uma vez que se ocorrer um acidente, ele definitvamente não vai salvar minha vida. Acho que o motivo de usar ele deve ser o mesmo pelo qual os kamikazes usavam.

kamikaze brinquedo parque diversões
Não é desse kamikaze que estou falando

Chega minha vez. dou a corridinha pela rampa inclinada e pá: relembro Rose DeWit Bukater falando I’m flying Jack.

Depois da decolagem, o vôo é super tranquilo, a asa delta voa lentamente pelo céu, numa velocidade de mais ou menos uns 40 Km/h. Um vento agradável no rosto, uma vista linda e uma altura imensa. Dá uma adrenalina e tal, mas nada parecido com uma montanha-russa por exemplo, não é aquela coisa de frio na barriga. Parecia um teleférico super alto mas com mais liberdade : P

Logo aconteceu o pouso. E quando digo logo, não estou brincando. O vôo foi super rápido, algo entre 5 e 10 minutos. Um pouco antes de pousar, o instrutor soltou uma cordinha para meus pés ficarem livres para o pouso. Só que essa parte é meio assustadora porque a gente nunca fica tranquila com uma cordinha sendo desamarrada a alguns bons metros de altura : P


Voltando com os equipamentos

Esquecendo a dengue e voltando a asa-delta, recomendo o passeio pra todo mundo. Vale os 250 reais, é seguro e inesquecível.

Momento cultural: Descobri que asa delta em inglês não é wing delta, é hang gliding : P

May 7th, 2008

Momento cultural: A palavra software em Português

Vocês sabiam que existe uma palavra em português para a palavra em inglês software? Não, não é programa. Software em português é logiciário. Vem do francês logiciel. Como todo mundo já sabe, os franceses (ao contrário dos japoneses) evitam usar estrangeirismos. Por isso, lá inventaram essa palavra para descrever software. Hardware na França chamam de matériel. Faz sentido: matériel significa material, ao passo que logiciel tem a mesma raiz que a palavra lógico. Claro, o hardware é o material, e o software é a parte lógica.

Engraçado que ninguém no Brasil, e nem mesmo em Portugal, onde valorizam mais a língua portuguesa, conhece logiciário. Menos mal, porque a palavra é muito feia : P

Por sinal, aqui um post que fala sobre estrangeirismos muito legal.

May 5th, 2008

Atores gênios

Muita gente acha que atores e atrizes são burros, drogados, prostituidos, etc. De fato, muitos são. Mas existem exceções notáveis, especialmente nos EUA.

Num episódio do ótimo seriado The big bang Theory, dois personagens comentam sobre atores gênios. Entre os citados temos Mayim Bialik. Você talvez não conheca o nome da atriz, mas certamente deve conhecer o nome da sua personagem mais famosa: a Blossom Russo, do seriado Blossom, que começou a passar no Brasil em 1997. Por sinal, aproveito pra dizer que esse seriado é um dos meus favoritos, e que a islifecorp podia muito bem disponibilizar. Aqui a abertura (my opinination).

Voltando aos atores gênios, Bialik é PhD em Neurociências pela UCLA. Nada mal né? PhD pra quem não sabe, é o mesmo que doutorado.

Mas não é só ela. Vocês obviamente se lembram dos seriados Anos Incríveis né ? Não, não é o Kevin Arnoldo o gênio. E muito menos o Paul Pffeifer. É a Winnie Cooper ! A atriz se chama Danica McKellar, é também tirou seu Phd na UCLA. Mas ela foi além. Danica também criou um teorema que leva seu nome, chamado Chayes-McKellar-Winn. Aqui a abertura de Anos Incriveis, que assim como Blossom, é excelente.

Outra geniazinha é a atriz Natalie Portman, atriz de Closer e Star Wars. Ela não chegou a ter Phd e tal, mas se formou em psicologia em nada menos do que na universidade de Harvard.

E ai, já imaginaram serem orientados pela Blossom ou pela Winnie Cooper ? : P

May 4th, 2008

O programa Cocktail

Um dos muitos programas de TV que eu acabei assistindo durante a infância foi o famoso Coquetel. Era um programa que passava no SBT no fim dos anos 80 ou inicio dos 90. Passava mais ou menos umas 22 horas. Era uma espécie de jogo levemente erótico. Dois participantes, um homem e uma mulher, competiam em provas extremamente idiotas nas quais as figurantes do programa acabam invariavelmente mostrando os seios. A prova mais famosa era a das frutinhas. O participante deveria tentar adivinhar qual frutinha a modelo tinha desenhada no seu seio. Antes de mostrar, as modelos cantavam uma musiquinha muito tosca (tuti fruti tuti fruti). Outra prova que eu ainda lembro era essa: o participante que tivesse menos pontos era forçado a fazer um mini strip tease (mas nunca total). Abaixo um video (notem que o programa lembra um pouco o programa Fantasia, possivelmente foi o programa inspirador … também notem os cabelos super anos 80).

O objetivo desse post não é ser saudosista (até porque não tem como ter saudade de um programa desses : P). É comentar sobre a minha percepção do programa na época: eu não via maldade nenhuma nele. Como uma criança pueril e inocente, eu não achava nada demais as mulheres mostrarem os peitos. Na realidade, até me divertia: tentava adivinhar a frutinha e adorava o Mielli, porque ele era super simpático : P. Sim, vocês podem não acreditar, mas era exatamente assim como eu via o programa: como uma inocente competição.

O programa logo saiu do ar, ficou parece que pouco mais de um ano no ar. Quando eu cresci e me dei conta que o programa era na realidade uma mera desculpa mal feita pra mulheres se despirem, ficava pensando, como é que eu não via maldade se era tão óbvia?


imagem desse site

Essa imagem, que até já apareceu no Fantástico, talvez explique: o que você vê? Provavelmente um homem e uma mulher se abraçando. Pergunte para uma criança o que ela enxerga: ela dirá golfinhos. Sim, golfinhos.

Então na verdade, meu comportamento ingênuo em relação ao programa da rede do Sílvio Santos é totalmente comum. Crianças não notam a maldade.

Nisso chego a conclusão de que cenas mais fortes em animes, desenhos animados e novelas não devem preocupar os pais. A maldade está em nossos olhos, não no das crianças.

April 27th, 2008

Cheiro de Ralo

Assisti ao cultuado filme brasileiro Cheiro de ralo, com Selton Mello.

O filme, basicamente, conta a história de um cara muito estranho, que trata todo mundo muito mal, e que acaba se viciando no cheiro podre de ralo que vem do banheiro anexo a sua sala de trabalho (ele compra objetos usados para aparentemente revender por um preço melhor depois).

Não curti muito. Na realidade, logo depois de acabar o filme, eu achei ele ruim (apesar de alguns monólogos bem engraçados/interessantes do Selton Mello), mas depois pensando e discutindo um pouco a respeito, o filme até tem algumas qualidades.

A grande sacada, é que o protagonista, em seu trabalho avalia o valor de vários objetos, de forma muito vantajosa para ele, ao passo que em sua vida, ele avalia pessimamente o valor das pessoas (valor sentimental, claro).

A única coisa que eu fiquei meio sem entender, é a moral do cheiro de ralo … ele é metáfora de alguma coisa? Qual o sentido dele? Por acaso tem algum? Não encontrei nenhum site,blog ou resenha cinematográfica que tentasse discutir o filme de maneira menos superficial do que apenas contar a sinopse dele.

Se você não assistiu e está afim, apenas esteja preparado para um filme mediano, meio nonsense e bastante estranho.

April 26th, 2008

Programas bizzarros: Falando de sexo com Sue Johanson

Um dos programas mais bizarros que já vi passar na TV. É digamos uma versão estrangeira do programa Ponto P que passa na MTV. A diferença é que é uma velhinha canadense (blame Canadá) sexagenária (ou mais) que apresenta. E por incrível que pareça, o programa é sério, educativo e interessante. Talvez justamente pela Sue ser uma mulher de idade, torne ele mais sério. Sue (conhecida também como vovó do sexo) é muito simpática, sem preconceitos e sabe muito do assunto. Como no programa ponto P, atende ligações com dúvidas de telespectadores. Ela responde a todo tipo de pergunta (desde perguntas simples estilo revista Capricho/Atrevida, até algumas mais estranhas, envolvendo taras, perversões, homossexualismo, etc).

Eu achava que era um programa tosco que ninguém assistia, tipo o programa Coquetel, (aquele do Mieli que passava no SBT no final dos anos 80) mas não podia estar mais enganada. O programa de Sue fez tanto sucesso no Brasil (isso que passou só num canal de tv por assinatura) que a aprsentadora já esteve aqui em terras tupiniquins. Nessa ocasião foi entrevistada, por exemplo, pela Marília Gabriela, e até mesmo pelo pessoal do Casseta e Planeta (numa entrevista muito engraçada por sinal).

Quem quiser saber mais sobre ela, aqui um link com uma entrevista.

April 25th, 2008

Show do Pato Fu e Superguidis de graça

Você conhece os Secret Shows? Esse evento funciona assim: no início, os usuários do MySpace sabem que vai ser realizado um show, mas não sabem os detalhes. Na seqüência, são divulgadas a banda principal e a cidade onde o evento será realizado. O local é mantido em segredo até poucos dias antes do show.

O que se sabe, até o momento, é que o próximo será realizado em Porto Alegre, com as bandas Pato Fu e Superguidis, com o patrocínio da Brasil Telecom.

A entrada do show é gratuita. Para conseguir o ingresso, é preciso ter perfil no MySpace e adicionar como amigos o Secret Shows Brasil e a Brasil Telecom. Depois, basta imprimir o próprio perfil, mostrando os dois perfis na lista de amigos. Essa impressão dará acesso ao show.

Tri né ?

Quem estiver descompromissado segunda feira, dia 28, sugiro fortemente ir ao show, especialmente por causa do Superguidis, a melhor banda de rock do Rio Grande do Sul (em segundo lugar fica o Cachorro Grande). Só pelas músicas O banana e Malevolosidade já tá valendo (muito) a ida ao show ; )


A banda gaúcha

April 24th, 2008

Pushing Daisies

Conforme disse nesse post, finalmente meu parecer sobre esse seriado.

O interassante dele é em primeiro lugar a história fantástica que eu não vou explicar, só pra situar, basicamente, é um cara que ressuscita as pessoas com um toque, mas mata elas de novo com outro. Ao ressuscitar seu amor de infância, ele é obrigado a nunca mais toca-lá (pois o preço seria a morte dela). Isso causa situações bastante meiguinhas e muito legais entre os dois, já que são forçados a manter uma relação romântica sem contato direto.

Outro ponto legal do seriado é a fotografia. Cores berrantes, cenários surrealistas, de uma forma muito original e muito bem feita, que se adequou muito com o clima do seriado. Não tem como não se apaixonar e principalmente, não se deslumbrar com todo o cuidado visual que a série teve.

O que me agradou também foi o texto. Os episódios são em grande parte narrados, e o texto dessa narrativa é sempre irônico de uma maneira muito inteligente.

Essa combinação de visual diferentão, texto de qualidade, história fantástica e ousadia (só no primeiro episódio, mesmo que de forma surrealista, mais de 3 personagens morrem) teve um resultado realmente surpreendente, e só por isso o seriado já merece ser visto, mas claro que ele tem alguns defeitos. O seriado segue o esquemão crime do dia, ou seja, acontece um crime, Ned e os demais personagens tentam resolver e acaba. Não vai muito além disso. Mas claro, ainda é cedo pra dizer se ele vai ficar nesse esquemão pra sempre.

Recomendada ! Só não sei se uma série tão diferentona vai ter vida longa. Tomara que tenha.