February 4th, 2010

Danceterias e festas na Índia

Quando eu estava no Brasil umas das minhas preocupações era se as festas na Índia seriam boas ou ruins (aquelas tri fúteis : P). Eu tinha ouvido falar que em muitas cidades simplesmente não havia vida noturna. Bom, nas cidades pequenas e médias não tem mesmo, e mesmo em algumas grandes como Ahmedabad, tem até uma lei que só estrangeiros podem comprar bebida alcólica. Entretanto, felizmente, eu estou numa das maiores cidades indianas, Bangalore, cidade cosmopolita com população ao redor dos 10 milhões de habitantes (e crescendo porque a migração de indianos de outras cidades aqui é grande, especialmente programadores). E graças a essa migração, é uma cidade com uma grande população jovem ávida a gastar suas preciosas rúpias com bebida e diversão. Por causa disso, existe uma vasta opção de danceterias e pubs, tão vasta que um dos muitos apelidos de Bangalore é ‘pub city’.

Mas nem tudo são flores, apesar de aqui bebida ser livremente vendida, em 2003 (se não me engano) foi instaurada uma lei em Bangalore que proibe bares e danceterias de ficarem abertos após 23:30. Ou seja, 23:30, a música para e todo mundo é mandado pra fora da danceteria! Essa lei é bastante impopular entre os jovens, todo indiano que eu pergunto diz que odeia a tal lei, mas parece que a população mais velha e conservadora curte e tal e como eles tão no poder, parece que isso ainda vai demorar pra mudar. Mumbai por exemplo, não tem essa restrição e por causa disso parece que a vida noturna lá é bem melhor.


Onde está Wally?

Entretanto, o fato das festas acabarem 23:30 não é de todo ruim como pode parecer. Primeiro porque como elas acabam cedo, dá pra ir em festa até no meio da semana, mesmo que você trabalhe no dia seguinte de manhã cedo. Segundo motivo é porque elas começam mais cedo, tipo 20 horas, então a festa acaba não sendo tão curta.

Mas e se é fim de semana e você quer muito ficar até as 5 da manhã farreando? O que fazer? O que os indianos (classe média alta e ricos) fazem é ir numa danceteria até as 23:30 como aquecimento e depois ir pra casa de alguém que tenha salão de festas e continuar a festa lá. Tipo, é meio que o contrário do Brasil, onde em geral as pessoas se reúnem na casa de alguém pra beber e depois vão na festa. Mas como já foi provado na matemática, a ordem dos fatores não altera o resultado : P

Vale dizer que indianos bebem tanto quanto ocidentais e que se encontra festas com todo tipo de música: desde festas só com Bollywood music até festas com hip hop, eletrônica, rock ,etc. Outro ponto interessante é que nas festas em geral tem mais homem que mulher, mas nada muito absurdamente desequilibrado (pelo menos nas festas que eu fui, mas já ouvi falar de festa que tem 90% homens). E inclusive pra incentivar a ida de mulheres, vários lugares fazem ladies night no meio da semana, onde além de não pagar entrada, os drinks são de graça !!! Tipo, eu não sou muito de festa, mas não tem como deixar de ir numa em que tudo é de graça né ? : P


E eu achando que não podia mostrar os ombros na Índia …

Quanto as roupas, o pessoal pode até ser conservador nas ruas quanto a vestimenta, mas nas festas seguido eu vi vestidos curtos, minissaias e danças bem ousadas por parte das indianas.

Uma dúvida que eu tinha antes de vir é se os indianos ficavam nas festas. Bom, na rua é simplesmente impossível ver casal de namorados se beijando. Por sinal, a maior parte dos casais sequer andam de mãos dadas (mas o mais ousados e moderninhos em grandes cidades como Bangalore andam). O que se vê muito mais na real são homens de mãos dadas ou ainda andando abraçados (mas eles não são gays, é amizade).

Entretanto, embora na rua não se veja, não é impossível ver algum casal indiano se beijando numa festa, especialmente quando é festa privada em salão de festas e não danceteria. Mas é beeeem raro mesmo. Por fim, vale destacar que o pessoal fuma muito nas festas.

February 3rd, 2010

Big Brother Polônia

Então, mesmo aqui na Índia, eu tô assistindo o Big Brother pela Internet. Dito isso, esses dias eu tava assistindo e mostrei pra Paula, a polonesa que mora comigo. Era justamente o programa que aparecia a cena do Michel e da Tessália embaixo do edredon. Daí eu falei pra ela que a Tessália tava sofrendo a maior rejeição do público brasileiro por causa disso.

Eu jurando que ela ia ficar chocada, mas ao invés disso ela diz: o Big Brother Polônia é muito pior! Respondi: ah tá, duvido. Big Brother Brasil é cheio de putaria, casais fazendo sexo, dançando sensualmente, dúvido que na Polônia seja mais apelativo.

Aí ela me mostrou o video da cena de sexo entre a participante Frytka e o participante Ken do Big Brother Polônia terceira edição. Pra vocês terem uma idéia, foi numa banheira, sem edredon, sem nada !!!

Ela me contou que depois a participante foi eliminada com muitos votos, sofreu alta rejeição do público também já que a Polônia é uma país muito católico. E adivinhem o que a Frytka (apelido para Agnieszka Frykowska) fez depois da eliminação? Óbvio, posou na Playboy !!! E também gravou um cd e participou de alguns filmes.

Mas não é só isso, também teve esse participante doido que quebrou tudo na casa, dando inveja nos maiores barraqueiros do Big Brother Brasil !!! Sério, Big Brother é baixaria igual em todo o mundo : P

Pra terminar o post, fiquem com a versão polonesa da música de abertura, igualzinha a do nosso BBB (mas em polonês, óbvio).

PS: Viram que bonito que é intercâmbio cultural? : P

December 11th, 2009

Chegada na índia

Então, cheguei na Índia na quarta feira as 5 da manhã, horário local, depois de quase 2 dias atravessando o mundo. No voo de Londres pra Bangalore eu conheci um brasileiro que também ia a trabalho, mas só ia ficar uma semana na Índia. Também fiz amizade com o indiano que sentou do meu lado no avião, o Shiva. Ele trabalha nos Estados Unidos e tava indo pra Bangalore por 15 dias pra visitar a família. O voo tava bom e nem demorou muito pra passar. Por sinal, adivinhem o que serviram de janta e café da manhã no avião ? comida indiana! Era apimentadinha mas bem gostosa, não era nada exagerado que não desse pra comer.

Na chegada passei pela imigração sem problemas e peguei umas rúpias. Meu maior medo é que extraviassem minha mala, mas felizmente, ela veio !!! Viva a British Airways !!! Quando ela apareceu na esteira foi um alívio imenso, até porque eu já tinha ouvido falar de muita gente que perde a bagagem nessas viagens longas.

Bom, segundo a AIESEC, quando chegasse eu deveria telefonar pra avisar que tinha chegado, e depois pegar um ônibus chamado route 6 cuja tarifa era menos de 200 rúpias ou um taxi que era 1000 rúpias até um hotel chamado Leela Palace. Lá alguém da AIESEC estaria me esperando pra me levar pra minha nova casa. Como eu sou mão de vaca e amo aventuras, optei pelo ônibus. Pedi pro motorista me avisar quando fosse a parada e foi bem tranquilo. No ônibus tocava umas músicas indianas meio chatas no rádio, mas foi bom pra entrar no clima. Bom, o primeiro choque foi o trânsito, ele é tão louco, mas tão louco, que merece um post próprio. Mas imagine que todo mundo dirigisse pior que os motoboys mais apressados, é mais ou menos isso pra pior. O segundo foi ver que tipo, mais da metade das mulheres da rua usam Sari, a roupa típicahe ! Tão lindas.

Outro mito desmitificado foi o cheiro. Tinham me falado que a Índia fedia, que tinha cheiro de curry/incenso/suor/merda, etc, mas nem tem nada, a menos é claro, que tu passe na frente de um restaurante/loja_de_incensos/pessoa_suada/merda.

Chegando no ponto de encontro, o Leela Palace, um hotel que se autodenomina 7 estrelas, o Shravan, um dos AIESECers, me buscou e me levou pra minha nova casa, que me impressionou pela qualidade, especialmente porque eu tinha ouvido falar de alguns trainees da AIESEC que ficavam numas casas horríveis, perto de favela e tal. Mas essa não, ela é toda bonita, tem TV, internet, piscina, livros, pracinha, quadra de esportes, etc. É tipo um condominio de classe média alta. A gente tem até uma empregada indiana que limpa o chão aqui uma vez por semana. Masss, como nem tudo são flores, a galera aqui não cuida muito da cozinha e eventualmente tem barata. E umas moscas chatas que me obrigam a usar repelente toda hora.

Bom, logo na chegada conheci todo mundo que mora aqui, e é muita gente, mesmo nessa casa grande fica meio apertado (pra vocês terem uma idéia eu durmo num colchão no chão!). Moram aqui 2 japoneses, 2 chineses, 3 poloneses, 1 hungaro e 1 marroquina. Os mais legais foram os poloneses e a marroquina, mas todos me receberam tri bem. Dei uma conectadinha na internet de tipo horas : P, vi um pouco de TV, bati papo com o pessoal, almocei num restaurante chamado Boca grande, é, com esse nome em português mesmo, com a polonesa e um indiano da AIESEC. Lá não tinha comida indiana dai acabei comendo uma Caesar Salad. Depois dei uma dormidinha, porque ninguém é de ferro. De noite o pessoal foi num restaurante tailandes/chinês bem fino e bem gostoso. Depois eu dormi de novo. Deu pra ver que no primeiro dia não rolou comida indiana, só no avião.

Tirei umas fotinhos também mas ainda não pude subir elas, mas farei em breve. Breve eu conto mais pra vocês, com pictures !

December 6th, 2009

Indiada

Se você não acompanha meu twitter, uma novidade: depois de muitas comemorações e festas, amanhã embarco para a Índia para um intercâmbio de 5 meses. Vou trabalhar numa empresa de programação web chamada Globals na função de programadora PHP. A empresa fica em Bangalore, uma cidade com mais de 5 milhões de habitantes conhecida como Vale do Sílicio da Índia por ser a região indiana com mais empresas de TI.

Eu consegui essa vaga através da AIESEC, uma organização global sem fins lucrativos cujo objetivo é desenvolver o potencial dos jovens. Uma das formas é através de intercâmbios profissionais e graças a eles vou pro país que mais produz software do mundo. Thanks AIESEC Brasil : )

Eu sei que vai ser um super choque cultural, que tem pobreza, vacas sagradas, comida apimentada, costumes muito diferentes, etc, mas eu amo essas experiências interculturais, descobrir novas visões de mundo e modos de pensar. Fora que os Beatles, a Madonna e a Alanis já estiveram por lá, já tava na minha vez né : P

Meu voo (reforma ortográfica, não tem mais acento) sairá Segunda de manhã mas eu só vou chegar na Índia na Quarta, com escalas em São Paulo e Londres. Não vou poder sair do aeroporto em Londres, primeiro porque não dá tempo (ficarei pouco mais que 5 horas lá), segundo porque vai tá um frio horrível, mas como nunca estive por lá, espero poder ouvir o sotaque inglês nem que seja de algum vendedor do free shop : P

Namastê pra todos !

PS: Já criei uma tag Índia pra postar mais : )

November 29th, 2009

Nostalgia: Pump it up

Esse post é pra aqueles que curtiam Pump it up, as famosas máquinas de dança encontradas em quase todo fliperama que se preze e que viraram mania há pouco menos de 10 anos.

Meu vício nelas foi simplesmente total. E o pior é que eu nunca fui de dançar nas danceterias da vida, isso provavelmente se deve ao fato que o pump mostra como você deve dançar (por mais difícil que seja seguir as setinhas dependendo da música e do nível) ao passo que na danceteria, você tem liberdade total nos movimentos, o que torna tudo muito mais complicado < / loser>< / nerd> : P

Tudo começou no tempo que eu fazia cursinho, eu ia religiosamente todo sábado passar tardes no Rua da Praia Shopping pra torrar dinheiro em fichinhas de 1 real. Era tão bom, e tanta gente ia que era impossível não conhecer um monte de pessoas legais na fila pra jogar.

Como me deu um ataque nostálgico, resolvi postar 7 músicas do pump marcantes para mim. Como podem notar, são músicas das versões mais velhas da máquina, nem sei quais tão rolando agora.

Entre parênteses o nome da banda que toca a música.

Run to you (DJ Doc): Como essa música é uma das mais fáceis, acaba sendo uma das primeiras que a pessoa vicia. O ritmo animado dela, o refrão pegajoso e em inglês (porque cantar em coreano é impossível, japonês é fácil perto) faz ela ser parte obrigatória dessa lista.

We are (Deux): Marcou porque ela tem uma parte no começo que dá pra fazer uma voltinha muito legal. E todo pumper adora decorar partes da música pra fazer uma voltinha sem olhar pra tela : P

Turkey march (Banya): O legal dessa música de ode a paz é a parte que pra tu acertar as setas tem que fazer uns passinhos como se estivesse cavalgando. Marcou porque foi a primeira música mais dificelzinha que eu consegui dançar no nível crazy. Impossível dançar ela com velocidade menor que 4X.

Winter (Banya): Eu sou praticamente uma ignorante em se tratando de música clássica, mas eu curto. A minha favorita é Inverno das Quatro Estações de Vivaldi. No pump tem essa versão eletrônica dessa música e ficou muito legal, pena que eu nunca consegui terminar ela com A, já que nunca consegui fazer a voltinha direito. Simplesmente não conseguia acompanhar os passos. Mas adorava igual.

Another Truth (Novasonic): A música em si eu não curtia muito, era pesadona demais, mas eu adorava jogar porque era uma pulação só, sério, mil calorias perdidas só nessa música : P

Don’t bother me (Tashannie): Curtia porque era fácil e boa de dançar no double (usando os dois tapetes), por isso joguei muito ela, ainda mais que eu era ruim no double e só conseguia essas mais fáceis. O mesmo vale pra música Funky Tonight.

Oh! La rosa (Banya): O video do fundo era um dos mais legais de todo o pump, uns desenhos muito lindos. Adorava ver as pessoas jogando essa música só pra ver o video, afinal, ainda não tinha youtube na época ; )

Slam (Novasonic): A música do carro de corrida. Foi uma das poucas que tinha três setas ao mesmo tempo que eu conseguia acertar. Se você for ver o video, já aviso que eu não passava nesse nível que tá sendo mostrado : P

Esses dias eu tava vendo quanto custava uma máquina de pump, e encontrei usada no mercado livre por 20 mil reais. Quando eu for ricona, ricaça, e principalmente, ter um lugar pra por o trambolho, eu vou comprar. E não me digam que botar um tapete no playstation é igual porque não é.

November 29th, 2009

Antarctica beer symbol totally looks like Spiderman mask

: P

Baseado no comentário do Mytho nesse post

November 25th, 2009

Best of Big Brother Brasil, ou BBBB

Esse ano teremos o Big Brother Brasil 10. Eu tava pensando, depois dessa edição, bem que podiam fazer um Best of Big Brother Brasil. Deixa eu explicar melhor como seria: pega os 10 campeões passados e faz uma nova edição. Dessa forma a gente ia descobrir quem é o melhor jogador de todos os tempos! Seria legal porque só ia ter participante qualificado na casa e não aqueles que a gente nitidamente sabe que não vão ganhar e que tão na casa só de enfeite. E também não ia rolar aquela pena do público que o faz votar em pessoa mais pobre já que todos ali já ganharam 500 mil ou 1 milhão e se são pobres ainda, é porque são burros e não sabem usar dinheiro.

Dentre esses participantes: Kleben Bambam, Rodrigo Cowboy, Dhomini, Cida, Jean, Mara, Alemão, Rafinha e Max, eu acho que o prêmio ficava entre Jean, Alemão e Max.

E se essa edição fizesse sucesso, podia rolar um worst of Big Brother Brasil, tipo, coloca só os “vilões” ! Aqueles que saem com quantidade absurda de rejeição. Já imaginou? Seria a chance deles se redimirem com o povo (ou não) : P

E já que estamos falando de reality shows, e a Fazenda 2, como tá ? Não vejo a galera comentar a respeito, certo que tá falido o negócio. Aposto que se a Record tivesse botado o Sérgio Mallandro ia tá bombando.

November 24th, 2009

Confissões: Símbolo da Antártica

Sabiam que até uns 10 anos de idade, eu achava que o símbolo da Antártica eram 2 olhos e não pinguins? Tipo, pra mim eram olhos meio ninjas e tal, encarando quem olhasse pro rótulo da garrafa. Só descobri que eram pinguins depois de um comercial mostrando essas amáveis aves bizarras falando da cerveja.

Eu sei que depois que a gente descobre que são pinguins parece absurdo imaginar que as pessoas pensem que eram outra coisa, mas puxa, olhando bem de longe, não parecia pinguim pra mim tá?

November 22nd, 2009

Dragon Ball Kai = Dragon_Ball_Z.zip

Já teve tanto rumor de uma nova versão de Dragon Ball, mas tanto rumor falso, tipo Dragon Ball AF, que quando ouvi fala do Dragon Ball Kai nem dei bola, achei que era só mais um hoax qualquer. Mas não é que o negócio é de verdade mesmo?

Não são novos episódios, mas um remake de Dragon Ball Z com o diferencial de não ter toda a enrolação. Uma espécie de “director’s cut” Como assim?

Bom, no Japão, os animes começam a ser produzidos logo que um mangá começa a fazer sucesso. O problema é que mesmo com só um episódio transmitido por semana, logo o anime alcança a parte da história que o mangá está. Claro que para adiar isso ao máximo, muitas produtoras de anime tentam deixar o ritmo da história bem mais lento, mesmo que isso não seja a intenção original do autor da história. Além disso, existe a grande inclusão de fillers, isto é, histórias criadas especialmente para o anime não existentes no mangá, apenas pra dar tempo do mangaka (autor de mangá) de criar mais histórias.

Embora seja comum os fillers nos animes, Dragon Ball Z é um dos destaques nesse quesito: ele é amplamente reconhecido pelo seu fator enrolation: as 4 sagas do mangá viraram nada menos que 291 episódios, o que é um número formidável mesmo em se tratando de animes longos, nem Naruto tem tanto. O único que eu me recordo que tem mais episódios do que isso é One Piece (que já passa dos 400). O objetivo de Dragon Ball Kai é recontar a mesmíssima história de Dragon Ball Z em enxutos 100 episódios, vejam bem, em pouco mais de 33% do tempo do anime original, ficando com um ritmo mais parecido com o do mangá, sem os fillers e a enrolation não intencional do autor.

Mas Dragon Ball Kai não é “só” um Dragon Ball Z com menos episódios, ele também tem toda uma trilha sonora nova. E isso inclui abertura, encerramento e as músicas de fundo. E nesse quesito DBKai perde feio. A abertura e encerramento são bons, o que eu não entendo é porque não criaram uma música nova em que o Hironobu Kageyama fosse o cantor. Kageyama cantou quase todas as músicas de DBZ, inclusive a inesquecível Chala head Chala, ele é a voz do anime, e tira-lo de Kai pra mim foi um erro, mesmo com a justificativa dos produtores quererem fazer algo novo, acho que o Kageyama podia muito bem ser mantido com novas canções, afinal, o cantor está na ativa, e frequentemente participa de convenções otaku. Mas o pior mesmo é as músicas de fundo. As de DBZ são muito boas e por enquanto, DBKai não marcou nesse aspecto.

Mas vamos logo comentar a a questão principal, o número de episódios. Não que DBZ seja legal por causa da enrolação, mas cortes demais também é ruim, e DBKai parece que exagera nisso. Por exemplo, em DBKai, o Goku anda pelo caminho da Serpente durante dois episódios! Eu disse dois! Uma serpente que tem 1 milhão de quilometros é percorrida em 2 episódios ao passo que em DBZ o percorrimento dela leva mais de 10 epis chutando por baixo! O mesmo pode ser dito do treinamento do Gohan feito pelo Piccolo. Em DBZ aparece todo o desenvolvimento dele de garoto chorão para guerreiro, já em Dragon Ball Kai, ele logo desce daquela montanha e começa a lutar! A parte que ele ganha a roupa igual a do Piccolo nem é mostrada também.

Falta um desenvolvimento melhor da história nessa versão resumida. As coisas acontecem rápido demais. Claro, essa nova versão elimina muita coisa chata, como as mulheres serpentes que o Goku conhece e o amiguinho robô do Gohan só pra citar alguns exemplos. Mas tem corte demais. Acho que de repente 150 ou 170 episódios teria sido um número mais adequado. De repente na Saga Freeza eles consigam achar um ritmo melhor (se é que é possível em 100 episódios), mas pelo menos a Saga dos Sayajins (primeira saga) tá rápida demais.

Mas não deixo de imaginar o que eu pensaria se eu tivesse visto Dragon Ball Kai antes de DBZ, talvez que DBZ é enroladaço e Dragon Ball Kai tem o balanço perfeito : P

Mesmo com esses contras, tá sendo MUITO legal ver o Dragon Ball Kai. Não tenho tempo/saco pra rever quase 300 episódios de novo mas rever a mesma série em só 100, e ainda por cima com uma animação bem melhorada está sendo ótimo. Falando na animação, a de DBZ por ser antiga, era bem ruim, e agora tá OK, refeita em widescreen e mantendo o character design original. Sobre isso, baixe o anime em alta qualidade pra poder aproveitar bem esse ponto. Pena que tá havendo uma pequena censura em relação a presença de sangue em comparação a versão Z. Não que sangue seja o importante na história, não acho que DBZ seja legal pela violência, mas pra que amaciar essa versão nova? Qual o objetivo? Ser mais comercializavel nos exterior pela TOEI?

Mesmo com os contras, recomendado, tanto para fãs como não fãs! Tô super ansiosa pra ver a minha saga favorita, a saga Cell em DBKai.

Logo a série deve chegar no Brasil, dublada, já que Dragon Ball é um anime de muito sucesso e apelo, mas como vai demorar, o jeito é procurar por sites de download e ver a versão em japonês legendada.

November 13th, 2009

Crítica gastronômica: Balas de gelatina

Uma coisa que eu não faço faz tempo são minhas críticas culinárias (por críticas culinárias, entenda-se comprar um pacote de alguma porcaria industrializada no mercado e dissertar a respeito), então vou retoma-las.

Hoje o tema serão balas de gelatina. Veja bem, não são balas de goma, essas sim são asquerosas, me refiro as balas de gelatina daquelas que você encontra em lojas lindas de balas que tem nos shoppings, sonho de consumo de toda criança, tipo Sweet Sweet Way. Como não se encantar com essas lojinhas cheias de guloseimas das mais variadas cores … mas divago, estava falando que adoro balinhas de gelatina, às vezes até substituo a pipoca do cinema por elas (às vezes também compro os dois …). O problema é que essas lojas de balinhas que vendem por peso cobram preços abusivos e impraticaveis. A solução são as balas Fini, de sabor igual e vendidas em supermercados a preços populares, variando de 2,50 a 5 reais o saquinho. Esse post é dedicado a falar de algumas delas que já provei.

1. Dentaduras: O formato é bizarro mas são muito saborosas, adoro. Na primeira vez que tu comprar é inevitável, você vai fazer aquela brincadeira boba de botar a bala na boca e fingir que são seus dentes, mas não se preocupe, logo a brincadeira perde graça (pelo menos é o esperado). Lançaram também uma versão com dentes coloridos, mas acho que desvirtua né, não é legal, dente é branco. E pra quem tá na vampiromania e gosta da saga Eclipse, não esqueça de comprar o seu quando for assistir ao filme Lua Nova : P

2. Princesas: O legal delas é que só tem sabor bom (framboesa, morango, maçã, frutas vermelhas). O problema é que se você é homem pode soar meio gay comer essas balinhas, mas vale a pena, muito saborosas mesmo.

3. Carros: Essa é supostamente a solução se você não quer comer a bala das princesas, mas acredite, não vale a pena, tem uns carrinhos pretos com um sabor muito ruim, e no último pacote que eu comprei, veio só uma bala vermelha, apenas uma e duzentas milhões de pretas e amarelas! E vocês sabem, a bala vermelha é sempre a mais gostosa, fora que te leva pra caminhos nunca vistos antes.

4. Wall-e: Nesse vem umas balas em formato de cubinhos. A idéia é fazer um cubo mágico com elas e se divertir, mas como você já é crescido e não vai brincar, vamos avaliar só pelo fator sabor: os cubinhos de gelatina são pequenos demais e tem que comer vários ao mesmo tempo, misturando os sabores, o que eu não gosto. Não recomendo.

5. Caveiras: Igual as dentaduras mas com formato de crânio. Legal pra dar aquela variada e brincar de pirata Alma Negra, afinal, todos somos piratas, sagazes e temerários, livres e sanguinários, somos os donos do mar, hey …


São balinhas muito gostosas, mas cuidado !!! Todos nós já aprendemos que caveiras significam perigo, ouviram bem? PE-RI-GO!

6. Ratatouille: Vem um monte de tortinhas de vários sabores, a solução ideal pra bala das princesas, já que é tão gostosa quanto e ainda é mais unissex. Além do mais, tem toda a diversão de pensar que foi o ratinho que fez manipulando as mãos de alguém através dos cabelos (sério, adoro o filme, aceito na boa ratos falantes, mas nunca consegui aceitar bem essa parte de manipular pessoas pelos cabelos).

Por fim, outra bala que eu adoro é aquelas pimentinhas cítricas que tem só nesses Sweet Sweet Ways da vida, nunca vi pra vender nos mercados. Se a Fini ler esse post, que ponha a venda já, adoro sabores azedinhos-doces.